minha mente

Minha mente é uma árvore e minha arte são seus frutos.

Gustavo Galli

Nada além de um pensador

Aos homens que não amavam realmente as mulheres

Mulher não é um produto. Não é um manequim. Não é uma boneca. Mulher é carne, e também é suor e pelos.


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Há muito tenho observado (principalmente nos homens heterossexuais de minha geração – e inclusive em algumas mulheres) uma sorte de ideia fantasiosa sobre o que realmente são as mulheres. Amigos íntimos, inclusive, têm cultuado essa visão distorcida sobre o feminino de nossa espécie, tendo isso me gerado um incômodo a ponto de querer escrever sobre.

Para começar, é fato que a visão estereotipada, uniforme e consequentemente insossa que existe nestes casos compreende não só a questão comportamental como principalmente a física. Eis o problema.

No quesito físico, as mulheres são classificadas de acordo com a aparência que possuem. Massacra-lhes a necessidade de terem um corpo que atenda aos padrões de beleza contemporâneos (como se o padrão atual não fosse justamente o inverso do de poucas décadas atrás), e essa imposição, além de frustrar a maioria delas, prova-se, no fundo, irreal e desnecessária. Desnecessária porque, ao julgar uma mulher pelo corpo que ela tem, as roupas que ela veste ou o modo como ela se produz (ou não), esquecemo-nos do principal atributo que as mulheres têm: a essência.

A essência feminina compreende uma série de qualidades (e defeitos) que são naturais ao feminino humano. Talvez até mesmo existentes nos homens – mas com certeza muito mais evidente nas mulheres –, essas características são o ponto de partida para começarmos a perceber de que as mulheres são muito mais do que se pode ser visto. E é aí que está a graça.

A profundidade dos sentimentos de uma mulher é, para mim, das características a principal. O nível de sentimentalização que elas naturalmente implicam até mesmo às questões mais singelas chega a ser quase inimaginável para os homens. Eu, como homem, posso ter apenas uma vaga noção, ao observá-las, desse aspecto tão íntimo – e, portanto, palavras escritas aqui por mim podem não passar de rabiscos, considerando-se a parte sentimental feminina. Sou humilde em admitir isso. Descrever os sentimentos (ainda mais os mais profundos) que se manifestam no cerne da emoção feminina é quase impossível. Músicas tentam. Poesias tentam. Até mesmo as mulheres tentam. Todos falham. E é assim que tem que ser: os sentimentos são para serem sentidos, e não explicados. Mas continuaremos tentando.

Assim sendo, notamos que a capacidade de sentir emoções e expressá-las é quase uma particularidade da raça humana, mas essa quase-exclusividade é extremamente mais complexa e evidente nos humanos do sexo feminino. É como é dito no filme: "o coração de uma mulher é um oceano profundo cheio de segredos". Nenhum homem vai entender plenamente isso.

Se refletirmos rasamente, é até imaginável um mundo sem homens. Talvez seria até melhor – afinal, o que são os homens senão macacos numa eterna dança do acasalamento? Entretanto, um mundo sem mulheres é inconcebível. Um mundo sem mulheres seria menos colorido, menos limpo, menos organizado, além de menos diversificado e mais entediante. As mulheres dão vida às nossas vidas. Bendito cromossomo.

Por esses e outros diversos motivos devemos nunca nos esquecer que mulher de verdade não existe. Independentemente se estão maquiadas, penteadas, bem vestidas ou bem arrumadas. Todas são mulheres, e todas devem ser respeitadas e compreendidas. Precisamos parar de pensar que mulher é apenas aquela bela de se olhar, e começar a entender que a mulher simplesmente é mulher. E isso já quer dizer muita coisa.


Gustavo Galli

Nada além de um pensador.
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