ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler.

Verdades Inconvenientes das Mentes Brilhantes e Raras

O planeta Terra esta prestes a conhecer mais uma cabeça daquelas que vieram ao mundo não para pensar; mas apenas auxiliar e ao mesmo tempo desmascarar aquelas que quando tornam-se "pensantes", entendem que dão o melhor de si para o meio o qual estão inseridas; porém, lamentavelmente não revolucionam nem os seus próprios hábitos e costumes. Tais cabeças que é uma à cada um bilhão, não pensam por si, sobretudo, pensam sobre e para a Humanidade. Estas são mentes brilhantes, raras e indisponíveis para as ditas normais do planeta.


Louvemos!


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Salve, salve a insanidade dos deuses, que despertou em mim um milésimo de insanidade poética, científica e neste instante, filosófica, nesses dias conturbados e de ações errantes e abruptas humanas. Em função desse dom obtido, consigo conviver com as atrocidades dos meus semelhantes, mantendo-me resistente e sábio.

Exatamente isso: tenho que ser insano para conviver com as coisas elementares e toscas, que derivam dos seres ditos inteligentes e progressistas. Mas, verdadeiro e sábio de fato é aquele que, mesmo tendo o conhecimento do planeta em suas mãos: um Mahatma Ghandi; não: um Charlie Spencer Chaplin; não: um João Guimarães Rosa; não: um Sócrates, que aprendia até mesmo com um gari.

Não, provavelmente um Lavoisier que ao ver sua cabeça esparramada pelo chão, alguém disse: “o mundo demorará mais um milênio para produzir uma cabeça como está”.

Não: um tal Vilmar Berna, que embora não soubesse absolutamente nada de Educação Ambiental, respeitava como ninguém e sabia da temperatura da minhoca e de maneira natural, sabia tudo de como tratar bem a Natureza. Não: um Martin Luther King que segundo ele “para criar inimigos não é necessário guerra, basta dizer o que pensa”.

Não: um R.R Tolkien que na trilogia do Senhor dos Anéis já previa um mundo de guerras humanas, assim como previa a destruição do meio ambiente; por isto preferiu retratar com Druidas, com Anões Élficos, com Orcs fantasmagóricos, com o bafo de dragão de cores cintilantes, com os senhores do Escuro, com aventuras, fantasias e os mistérios das mais belas paisagens das Terras Médias, enredo que mais tarde tornaria-se o ícone do movimento hippie e da sociedade libertária e alternativa.

Não: talvez Santos Dumont que ao ver o avanço de sua obra prima sendo usada para exterminar o seu semelhante, enforcou-se; não: um indígena naturalista chamado Cacique Seatle.

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Sei lá, talvez alguém sem nenhum poder tal qual foi Jesus Cristo, que jamais regozijou dos seus feitos, mas que em seu âmago trazia a leveza da humildade, o prazer da simplicidade e nos momentos de reflexão horizontina, nivelava-se aos seus discípulos, dizendo: “não imagineis que estou acima de vocês discípulos meus, pois o verdadeiro sábio é aquele que quando menos se espera, implora o pedido para que o mais humilde dos humildes, o mais ignorante dos ignorantes, explique para ele o conceito da sentença novamente, pois o conteúdo está além de seu entendimento”.

Indo mais além, o verdadeiro sábio nunca foi e nunca será aquele que detém poder e títulos de nobreza. E sim, aquele que domina as suas próprias ansiedades e devaneios conscienciais, pois, conhece como ninguém o que é moralidade, ética e nutre respeito por aquilo que pertence a todos. Esse ser, invariavelmente é socializador e semeador da paz, da liberdade e da igualdade. Ademais, embora sofra as desditas e desmandos sociais, repousa sereno sob a insígnia da justiça.

Como tudo tende à mudança forçada e indutiva no decorrer dos tempos, trocaram-se os experimentalismos, as minuciosas observações e o autodidatismo de múltiplas inteligências por um retângulo de papel com uma série de inscrições internas, cuja denominação convencionou-se chamá-lo de diploma. Dele resultou os gênios modernos, bem como a troca do ruim pelo pior; e do pior, pela utilidade da inutilidade, pois pedaços de papéis não resolvem absolutamente nada dos problemas fabricados pelo homem e como são produtos do resultado da celulose, contribuem para a destruição dos recursos naturais.

Tenho trabalhado intensamente nos últimos anos com o propósito de emendar uma cabeça a um corpo. Mas que ser humano é esse que vem para o planeta Terra acéfalo? Exatamente igual aquele corpo que traz uma cabeça acima do pescoço, entre duas orelhas, coberta por um chumaço de cabelos e que nada pensa. Embora que não é o caso da benevolente mente emprestada por um ser altruísta, que quer senti-la em toda sua inteireza em outro corpo; pois corpo ele possui mas entende que pode ser mais útil em outro. Dar vida a quem enaltece e clama pela vida é a minha vida. É a razão de minha existência. Vim ao mundo com esse proposito e a ele dediquei as minhas pesquisas, os meus raros e esgotados segundos de vida; que podem minguar à qualquer instante.E antes que isso aconteça tenho que cavucar a terra e lançar as sementes nas covas. Que os frutos sejam bastante e profícuos para alimentar outro homem!

Para quem se propõe contribuir com a Humanidade, correr perigo faz parte da aventura aqui neste espaço terreno. Se tudo correr bem e for exemplo a ser seguido pela ciência no futuro, não fiz mais que aquilo que era a minha proposta e dever; porém caso não funcione e dê errado provavelmente, serei crucificado como foi Cristo, Tiradentes e outros, afinal, quem emenda uma mente a um corpo com solda quente, caso erre os pontos a serem soldados, terá os seus princípios soldados com a mesma solda e temperatura utilizadas na tarefa.

Taí os motivos de atentar à vida com a devida seriedade, presteza e ironia os quais, merece. O notável Mario Quintana disse que "A ironia atinge apenas as inteligências. Inútil desperdiçá-la com os que estão longe do seu alcance. Contra estes ainda não se conseguiu inventar nenhuma arma. A burrice é invencível." Eis o motivo que deve-se ironizar a vida. Ironizar as palavras. Ironizar a Política. Ironizar o futebol. Ironizar a Medicina. Ironizar o capitalismo. Ironizar a arte. Ironizar a Educação. Ironizar os inteligentes. Ironizar tudo o que quiser, para não se sentir ironizado pela infâmia humana.

Enquanto o momento não chega, enquanto não sou tomado pela aflição do fazer e acontecer, da seriedade acima da ironia, sigo tangendo e sendo tangido pelos meus conceitos íntimos. Por enquanto, enveredo-me pelas trilhas da Filosofia que é a arte de pensar; como pensar necessariamente não é realizar, sou inatingível. Todavia, os atos e as obras são os instrumentos da ópera da realização arregimentada pela conquista humana; porque no instante que as trombetas dos anjos anunciarem o “já”, terei que responder aos meus instintos mais sutis e o porquê vim à Terra.

Tenho consciência que será vida ou morte. Espero que seja vida. Portanto, por enquanto ironizo a minha essência, porque nos atos de viver não basta respirar, é preciso transpirá-los, suá-los em sonhos e é isto que três cabeças, acompanhadas pelos olhares atentos de outras várias farão. Louvemos a insanidade dos excelentes, pois estão abaixo do bem e do mal e acima daqueles que se julgam bons. Os excelentes são ocultos e fazem morada no anonimato. Odiados pelas convencionalidades das padronizações sociais.

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Que tenhamos luz suficiente para a realização do feito, porque sorte demanda sorte e prefiro contar com a insanidade dos Deuses, com o pouco que ainda está mutilado em minha mente e com minhas mãos cascudas, a contar com o improvável. Sorte, espero dela somente as críticas; porque aprendi a sofrer e evoluir com elas. Críticas possuem o alívio da salvação.

Assim, unem-se Ciência, Filosofia e Humanismo, realização de minha essência. Realização em totalidade!

Antes que eu esqueça, decifra-me ou toro-lhe o pescoço sem direito a implante de inteligência; se não me fiz entender: cabeça. Depois não derrame lágrimas inutilmente ao ver seu corpo vagando, perdido a esmo pelo mundo!

Passou da hora de entregar o mundo aos LOUCOS desvairados, porque os NORMAIS já provaram ser loucos travestidos de SANTOS, necessitando inclusive, de usar camisa de força. E o que ratifica esse pensamento é o pensamento daquele que foi considerado o gênio dos gênios e mentor da teoria da Relatividade, Albert Einstein, que abusando do eufemismo disse que "O mundo é um lugar perigoso para se viver; não exatamente porque as pessoas são más, mas porque não fazem nada quanto a isso".

E você leitor, tem fome de quê?


Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler..
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