ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Terapia do Grito: infalível contra os males do cotidiano

Pratique a Terapia do Grito e liberte os miúdos órgãos de seu corpo da malevolência do desequilíbrio emocional social-urbano; pois a pior forma de prisão é aquela em que o prisioneiro não tem consciência das espessas grades e portões trancados com potentes aldrabas que o prende. Grite o grito gritado, berrado, estremecido! Grite sem receio que as estruturas do universo venham deitar por terra; mas, Grite o grito de alívio, gemido, ungido, mugido, exclamado. Grite o grito, sem pensar que há ouvidos espreitadores e nada miraculosos no infinito.


Não se faz reforma íntima de atitudes e social sem revolta interior; sem o mal estar de tatear as paredes em ambientes escuros e fechados. Certamente haverá o bate-cabeça contra as barreiras do recinto; porém, estará havendo pelo menos a tentativa de encontrar os acessos para as vias da liberdade. No entanto, os acomodados chamam esse inquieto de revoltado. Aliás, socialmente falando, revolta povoada por um único revoltoso é batalha sem armas e munição, sobretudo porque a quietude e a letargia são sintomas da acomodação que acolhe os combatentes. Arrisque pensar, ser e agir diferente e no apagar das luzes, durma sereno o sono dos atrevidos heróis.

Pondere-se na extensão do tema: quais são os sintomas e o que é a depressão, tida como o mal do século? Inicia-se no emocional e posteriormente, recai no físico, tomando o indivíduo dos fios de cabelo da cabeça, às unhas dos pés. Quando isso acontece, o enfermo esta tomado pela necrose do mal, que ele mesmo colaborou, deixando-se levar pela resistência, a obscuridade e o medo de ser taxado de revoltado. Cobre-se com as nuvens de poeira que embaçam o discernimento e o bom senso.

Fundindo as explanações para os desentendidos: não reforma íntima e derrocada social são males que fartam-se em todas as mesas e dormem em todas as camas dos lares, com a conivência dos residentes da casa.

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"Uaaah, pare a nave porque acabou o combustível da paciência"! Que mal faz gritar escandalosamente? Gritar é pouco. O mais criterioso, sofisticado, leve e suave é em vez de gritar, esgoelar. Berrar. Preocupas-te em ser taxado de insano varrido pelos espectadores neste palco, chamado redemoinho humano? Nada agradável é ferir, morder ingratamente os lábios, azedar o estômago, lançar ácidos em demasia sobre o fígado, rins e demais órgãos do corpo, contraindo úlceras a caminho do inferno astral. Grite o berro da Vida ou esparrame sobre o corpo o câncer da morte! És livre para escolher; entretanto, suporte calado as consequências e as dores. Escolhas são escolhas!

Pela lei natural e Biológica, a máquina humana foi projetada para trabalhar em harmonia, em vez de deliberado e extravagantes esforços para equilibrar as doses maciças de ácidos que lançam sobre os seus mini-componentes, motivados pela ira e humilhação que a correria moderna impõe aos maratonistas citadinos. Se respeitados os limites de trabalho, a máquina humana é perfeita e praticamente capaz de trabalhar por longas décadas sem reclamar; caso contrário, aguarde pela morte precoce originada pelo terror emocional e físico.

Lamentavelmente, o ser humano deixou de ser original e autêntico neste paraíso de intensa e imprecisa busca pelo nada, introjetando em si monstros animalescos, os quais alteram as cores conforme a ocasião. O contraponto, é que o homem tornou-se albino, enquanto que tais animais se não percebidos a tempo, é a representação fiel do camaleão, colorindo aleatoriamente seus discípulos com extrema habilidade e exatidão.

No contexto do: “Viva por fora o que não se senti por dentro”, mechas multicoloridas em cabelos cortados irregulares e em desalinhos, sorrisos aparentado os metais coloridos, a arte tatuada cobrindo as partes descobertas do corpo, vestes com rasgos escandalosos são as formas de disfarce e embuste daquilo que a transparência não delata. Berre contra o camaleão que existe dentro de você; mas antes conheça as cores do imenso algoz que habita em seu interior. Conhecer a ferinidade dos camaleões, torna-se importante para saber a intensidade dos plenos berros que irá impor aos pulmões.

Paulatinamente, a sociedade está exposta às emoções nocivas que vem para aterrorizar e causar pânico. São emoções causadas pelas propostas que a própria pessoa busca, consciente ou inconscientemente e quando isto ocorre, iradamente o sistema nervoso lança-se em defesa e contra-ataca o algoz causador do caos interno. Como consequência, o sistema renal berra sem ser ouvido. Difícil é saber por quanto tempo suportará a sobrecarga inesperada; pois repetidas vezes torna-o agressivo, até mesmo contra o suposto aliado.

Se o apego e o aturdimento é pessoal e impossível de ser combatido racionalmente devido aos mandos do sistema, pelo menos nos momentos de ataque iracundo, da fadiga e do estresse desalentador, sem olhar para os lados e dar valor aos risos sarcásticos, Berre. Caso a hipocrisia seja maior que a vergonha, procure um terreno baldio ou mesmo um banheiro e sinta-se um animal qualquer, liberando o Urro capaz de sacudir as estruturas e o mal-estar produzido pela crise existencial e motivo da bílis acidificadora dos rins e fígado, que fatalmente o agradecerá de imediato. “Ufa que alívio! Estávamos comprimidos pelo seu sofrimento. Grite mais e mais e reverteremos os ecos dos benefícios para sua saúde física e emocional”.

O seu silêncio tacanho não representa nada para quem está ao seu lado; em contrapartida, o seu Grito esgoelado, no máximo gerará sustos incontinentis, cessando rapidamente e espantando o assombro do mal que o acompanha por todos os lugares. Estando dentro de ônibus ou metrô lotado e se de repente for entorpecido pela angústia inexplicável de uma agulhada surda-muda flechando-lhe o coração, como antídoto infalível, extravase o incomodo com um grito aterrador: “Cadê todo mundo”! Voltando à realidade, verás que estás sozinho nessa empreitada e que ninguém mais habita a morada do livre arbítrio. Esta é a verdade e não há outra.

Esta é, bem como outras, meras proposições, mas nada do Grito finalizar como das maneiras propostas; sobretudo invente você o Berro ideal para a sua paz interior. O Grito característico e personalizado é o seu eu pedindo passagem para reverberar em mundos ilimitados e livres de preconceitos.

Ralhe com o sol. Esbraveje com a lua. Vocifere com a chuva. Metralhe as estrelas. Solte os cachorros. Libere os leões. Dizime os tigres. Devore as onças. Seu Grito pode mais. Muito mais!

Loucura? Insanidade? Ainda não inventaram instrumento nenhum que avalie e meça as emoções e sentimentos; portanto, dar voz ao que não se sabe e sobrevive às especulações e suposições é perda de tempo. E mesmo que seja motivo de loucura, quais são os limites desta loucura quando comparada com a sanidade daqueles que se consideram exemplos de pseudomoralismo? Não se iluda com quem não se ilude com suas neuras e paranoias, portanto, Grite! Berre! Sentiu-se pressionado e atacado, evite fazer sofrer quem existe para contribuir com o bom andamento orgânico, harmonia emocional e sorriso espontâneo. Grite o “Sai fora enxaquecas e dores de cabeça já. Ahora. Now"! O idioma é o de menos.

Naturalmente, sem afrontas e desgaste, o bezerro que berra primeiro e mais alto é o que mais mama; portanto, na Natureza consegue os melhores banquetes aqueles que não se sentem envergonhados de se expor favoravelmente ao que a maioria dos humanos qualificam como ridículo. Ridículo é esconder-se do sol debaixo da sombra alheia.

Os exemplos dados são apenas teorias e como tal, são os meios facilitadores, porém nada definitivo e único. Descubra o seu eu em você mesmo. Para isto, seja destemido, perseverante e arquitete o seu mantra particular. Não se deixe apoderar pela ideia que não há paz que dure mais que um dia e terror que seja menos que a vida toda; mesmo porque, descontrole emocional e terror é semelhante à guerra e ambos se completam. Invadem a presa lentamente e gradualmente conduz à morte precoce; portando Berre para o mundo que você está em equilíbrio com o seu eu. - Aaah como os homens são cruéis e ingraaatos!

Se isto o fortalece, que seja este o mantra fortalecedor!

Conforme descrito nas sutilezas das entrelinhas, tem pessoas que quando se desajustam da energia cósmica, o Alienista-terapeuta tem que ajustar dez mil transmissores neuronais para ela voltar a se encontrar. Ajustar dez mil e um ou nove mil, novecentos e noventa e nove, não resolve. Tem que ser dez mil exatos. É coisa de louco. Sem contar que cada um dos dez mil transmissores tem o ajuste ideal de mil circuitos a serem feitos. É tecnologia de ponta. É coisa de alienado. É coisa de alienista.

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Embora que imediatamente, exatamente no instante do surto psicótico existencial, tudo isto pode ser amenizado e mandado para o além, junto com um BERRO gritado. Portanto, seja você o seu Terapeuta e tenha SAÚDE compatível com sua audácia e desprendimento!


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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