ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta"

Admitem-se Pedaleiros Inteligentes e Prestimosos!

"Se há um segredo não revelado em qualquer área profissional ou contexto social, esse segredo é movimentar-se constantemente em busca da mudança de hábitos, costumes e disciplina interior; o que também pode ser representado pelo aforismo popular, do "faça a sua parte que te ajudarei". O sistema coletivo agradece! Detalhe: sem essa justificativa que é impossível pedalar, porque vai desfolar-lhe a bunda sobre o meu selim; com o decorrer do tempo, as partes sensíveis enrijecerão e o gozo será pleno".


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O Brasileiro, além de esquisito (incoerente) em vários pontos em sua conduta diária, tudo quer, sem nada oferecer. Quando mais líquido for a oferenda, melhor. No trânsito não é diferente, pois, as grandes capitais, os centros médios e até mesmo nos pequenos, o fluxo de carros é algo assustador. Praticamente a demanda é de dois carros para cada três habitantes. Em São Paulo, por exemplo, como forma de burlar o rodízio implantado algumas décadas na capital, o Paulistano usa o tradicional “jeitinho”, (chancela social do DNA do Brasileiro) e adquire outro automóvel de placas de numeração diferente; assim sente-se privilegiado em usar um carro durante os sete dias da semana. Se não é um, é outro e com isto, o trânsito torna-se caótico. Descomunalmente assassino!
Toda e qualquer mudança coletiva, inicia-se com a mudança de comportamento individual. Tal iniciativa voluntária, redunda no benefício coletivo e para tanto, não é preciso ser cátedra em Sociologia e conhecimentos afins. Basta, portanto, discernimento e boa vontade em auxiliar; todavia, é preponderante que o colaborador saiba de seu papel/social e o faça com apreço e desprendimento; fatores que revivem a primeira lei da sustentabilidade que é “pensar globalmente e agir localmente. Frase que tornou-se clichê e de tanto ser soprada ao vento em época oportuna, redundante. Porém, pouco ou nada aplicada de fato, afinal, para mudar algo, tem que haver mudanças de posturas, hábitos e costumes. E sordidamente, por pensar somente em si, esquecendo-se que deveria prevalecer o todo, nestes quesitos, o Brasileiro peca incondicionalmente.
Será que Mahatma Gandhi, com sua ousadia de homem espiritualizado e bem feitor social, perdeu seu tempo em filosofar que “Sê a mudança que tu queres ver no mundo”. Ora, pelo conceito físico, nenhum um corpo pode mover-se do lugar se não houver um impulso ou força agindo sobre ele. Nada diferente num sistema social e quanto mais complexo for, caso das grandes metrópoles, mais necessário será a força impulsionadora, que só pode ser realizada através do sistema coletivo. Seria essa mais uma analogia fundamentada apenas na utopia e não na ação?

Voltando aos caos do trânsito paulistano, algumas medidas estão sendo tomadas desde muito tempo; porém, parece que o usuário mantém-se resistente e indiferente aos problemas enfrentados, mesmo sabendo que são gerados pelos mesmos. Resistencia às mudanças: esse é o ponto crucial e difícil de ser quebrado pela sociedade. Contudo, quando o engarrafamento é quilométrico devido um motivo qualquer, reclamações é o que não faltam; a “choradeira” contra a falta de rigor do Estado, Município ou do mau usuário é inerente ao próprio usuário.

Atualmente, foram implantadas as ciclovias, cuja meta para o presente ano é de 400 km. Naturalmente, é um número considerável para uma cidade que sofre com os constantes congestionamentos. No tocante a poluição de materiais particulados no ar, a probabilidade é de uma redução significativa; tornando o ar menos poluído e mais respirável. Porém, para que se obtenha êxito em tal iniciativa, o Paulistano tem que quebrar com o paradigma da resistência, abrindo mão do carro e usando a solícita e profícua “magrela”.

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Segundo o louco dotado de genialidade, Albert Einstein, “Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”. Portanto, resistência e sedentarismo não são frentes para o bem estar individual e muito menos, coletivo. De nada adianta ter, (bem ou mal) uma malha urbana de ciclovia se não há usuários que pensem em viver sob os princípios da qualidade de vida. Usando-me apenas como escritor, abaixo segue a carta/manifesto endereçada aos Paulistanos:

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“Ah, meu nome? Alcunharam-me de “Magrela”, o que testemunhado pela verdade nem ligo, pois, mesmo se fosse gordinha não teria nenhum trauma com a balança e o espelho. Estão tentando resgatar-me, porém, mal sabe os doutos e letrados que fui objeto de uso e prazer de Albert Einstein; imaginem: Einstein, e não esses desqualificados que padronizam o padronizado povo. Deixe que o câncer da poluição coma-lhes as vísceras, intestinos e estômago. Alias, dizem que o peixe morre pela boca, porém, há umas espécies que hão de morrer pelo comodismo e sedentarismo. Deixo o alerta: pratique esporte, ame e adote o seu coração antes que o médico cardiologista ame e adote-o em seu lugar. Coração desprezado, vai hoje passa amanhã, recompensa-o pelo desprezo".

"O que descrevi não é desabafo, convivo excelente bem com o que tenho: que são os pedais, selim, guidão, raios, pneus, câmaras de ar, quadro, aros, meu corpinho esbelto e coisas mais; e o poder de proporcionar muito, mas muito prazer. Para quem valoriza-me e me dá o devido valor, recompenso-o com o orgasmo do deus supremo dos pedais. Outro ponto: sem essa bazófia que é impossível tirar-me do anonimato numa cidade grande; porque sou aclamada em megalópes europeias; o nome deste asilo o qual estou encravada chama-se cultura do consumo do petróleo. Agora entende porque fui venerada por Einstein? Inteligência, pensamento e espírito evoluído. Embora em outros tempos, tenha me jogado nas mãos de qualquer mundano, ultimamente tenho escolhido os bons e merecedores para liberar o meu êxtase, sussurros e gemidos; portanto meus caros, pensando em vocês, eu e as ciclovias admitimos inteligentes e prestimosos Pedaleiros. Bem vindos ao inebriante viver sobre duas rodas"!

Pedalar é agir em prol da Natureza e Meio Ambiente, portanto, além da brisa batendo contra a cara, um ato altruísta com o próximo; sabendo-se disto, se perguntarem, diga que estou pedalando para não pedalar! Hasta la vista muchachos! Fui...


Profeta do Arauto

O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta".
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