ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Repensando uma Sociedade Cega e Corrupta

No dia seguinte, os responsáveis pais despertados de sono inquieto pelos filhos, saíram cedo para o trabalho e eles fecharam as portas, janelas e cortinas. Qual a moral desta realidade que fomenta por tempo indeterminado a "usurpação do leite materno"?


Segundo o abalizado dicionário Caldas Aulete, “corrupção é o “ato ou efeito de corromper; decomposição; putrefação; devassidão; depravação; perversão; suborno; peita.” Em outra direção, Caldas Aulete apresenta os seguintes significados para a palavra corrupção: “Ato ou efeito de subornar, vender e comprar vantagens, desviar recursos, fraudar, furtar em benefício próprio e em prejuízo do Estado ou do bem público”.

Içami-Tiba.jpg Incansavelmente, Içami Tiba dizia que os pais devem primeiro se informar para aprender a educar os filhos; bem como, exigir que seus filhos façam o que é necessário. Afirmou ainda: “Só amor não basta para tirar nenhum filho das drogas, é preciso conhecimento”. Ressaltou a atitude de pais que oferecem tudo sem exigir responsabilidade em troca. Para ele, a família é a principal responsável pela formação dos valores e não deve de jeito nenhum transferir esse papel para a educação escolar. (Foto: Raphael Oliveira)
Antes de apurar em palavras o meu ponto de vista, apresento ao leitor os fatos vistos pelos meus olhos e endereçados aos meus arquivos neuronais.

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Quatro crianças e três senhoras chegaram ao parque. Feita as prévias sobre a visitação pela recepcionista, foram informadas sobre a taxa de entrada; o que logo causou certo desconforto nos visitantes. Pediam insistentemente se podiam pagar um valor menor para entrada de todos. Notando a resistência e negativa da atendente, as senhoras insistiam dizendo que a crianças eram menores da idade estabelecida para pagamento. Tentando comprovar a verdade, uma delas disse a idade de cada uma das crianças; de modo que a última estaria por completar sete anos. Tomado pela inocência e autenticidade, essa última criança retrucou a mãe, dizendo que tinha oito anos e não sete. A mãe virou o rosto para o lado, cerrou as sobrancelhas e fechou os lábios num “O” carrancudo; afinal, sete anos é a data limite para o não pagamento para visitação. Entretanto, as senhoras tanto reclamaram que a recepcionista deu-se por vencida e somente os adultos pagaram para entrar.

Outra: Mãe e filho adentraram o ônibus. A mãe com o dinheiro contado para o pagamento de sua passagem, dirige-se ao cobrador dizendo que o filho tinha cinco anos. Por sua vez, o filho incontinente, interfere dizendo que tinha mais que seis anos, idade máxima que o isentaria do pagamento. Desconcertada, a mãe pedi silêncio ao filho e reforça dizendo: "Cale a boca! Passe logo, antes que o trocador e o motorista ouçam as suas bobagens".

Ainda que ocorresse uma vez à cada década, ainda assim, seria inadmissível; porém, em contrapartida, fatos como o citado, ocorrem a cada segundo numa sociedade que foi e está sendo formada sem os menores princípios de valores morais e éticos. É bom que saibamos que a palavra sociedade vem do latim e significa “uma relação amigável com os demais envolvidos”. Por abrangência, pode-se entender que são pessoas que se associam para usufruir de um bem comum.

Para que tenhamos uma democracia satisfatória e justa para todos, (ou maioria) é necessário que os participantes exerçam os seus papéis interativos com presteza e para tanto, o bom senso deveria ser a lei maior. Todavia, os estatutos, as leis, códigos, parágrafos, medidas provisórias e sentenças mais, pregam uma cidadania embasada somente nos direitos. Ainda sob essa ótica, para que alguém exija os seus supostos direitos, alguém tem que cumprir com os seus deveres; ou será que os deveres não fazem parte da democracia em sua totalidade?

Em todos os acontecimentos cotidianos, mesmo que latente, existe um porquê na realização dos mesmos. Nos lares não é nada diferente, e a relação entre pais e filhos se faz através do “toma lá, dá cá”: “passe no vestibular que te dou um carro, ou faça isto que te dou aquilo”. A barganha, a permuta, a troca, a compra e venda é constante e dita a interação entre os membros da família. Se assim forma-se o “cidadão” doméstico, qual será o reflexo dele no meio social? Como ser sócio de alguém que recebeu como legado e herança dos próprios pais o ensinamento que resulta apenas no benefício individual?
Todavia, não é de se admirar que a corrupção inicia-se dentro da família, entre os seus integrantes e proclama sua independência final ao chegar à sociedade. Por isto, fato é que existe uma classe que paulatinamente é massacrada por essa mesma sociedade, que são os políticos. Não seria isto uma transferência de responsabilidade velada? Qual e como foi (ou é) a formação familiar dessa suposta classe de corruptos? Quem é mais ladrão, o corrupto ou o corruptor? Quem furtou um grão de arroz, mesmo que para matar a fome; ou aquele que furtou muitas barras de ouro do sócio? Como mensurar o grau de corrupção empregado entre um e outro? Por favor, não, não, não responda nada; apenas reflita sobre o seu comportamento, a sua conduta em relação ao tema!
A corrupção brota e é irrigada no ambiente familiar, esparramando-se e produzindo excelentes frutos no meio social. Basta de sorrisos amarrotados, abraços de urso e alisamento de costa; pois, soam puramente hipocrisia e corrupção. E fim de papo!

Quase esqueço dos juízes que em vez de aceitar de bom grado (pedindo desculpas) a punição pelos seus atos indevidos, puniram com uma solene "carteirada" aqueles humildes cidadãos que em cumprimento de seus deveres, tentavam moralizá-los com a merecida punição. Se não fosse o "quase", teria que reconhecer que sou corrupto de memória!

O desprazer e o infortúnio da “cega e corrupta obscuridade de uma sociedade” está mais para o que somos, do que as coisas que nos cercam e acontecem no dia a dia. Portanto, se quisermos que os fachos de luz da cidadania sustentável, moralidade e ética atinjam nossas faces em cheio, que façamos da honesta cidadania o alimento diário e abaixo (salvo as raríssimas exceções) a corrupção tácita que está arraigada no âmago de cada um; caso contrário, estaremos contribuindo para a perpetuação da infindável espécie.

Para quem pratica, ou pelo menos tenta praticar a honestidade em toda sua inteireza, assim como, a retidão em seus nobres atos cotidianos, como ser sócio de espécies como a citada?
Nota: Caro leitor, o artigo é para ser comentado e criticado. Tal iniciativa motivará a reflexão de todos; principalmente, do autor.


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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