ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler.

"Artigo inócuo. Nem uma mísera gota de valor e exemplo para um País perfeito. Não leia"!

O atento e insólito Gigante adormecido, não só está encravado em terras históricas, como faz parte de Minas e o mais apresentável: do país. Estás curioso em saber quem é esse riquíssimo acervo Cultural? Apresento-lhes o Gigante gentil do parque do Caraça:

- Pois não! Para o alto e avante! Que tenhas uma excelente viagem sob minhas verdades e história.


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“Gigante pela própria natureza”. Assim como o Brasil, que territorialmente é muito maior que alguns continentes, o Parque Natural do Caraça, ou melhor, a RPPN (Reserva do Particular do Patrimônio Nacional), sem a menor jactância, também é mais um gigante emergido das profundezas do silêncio da nossa (in) findável Natureza.

Um viajante e aventureiro Português arriou as “muambas” no penhasco e despenhadeiro, os quais repousam absolutos sobre o complexo montanhoso da Serra do Espinhaço, marcando com suas digitais e mais miríades de traços a história do país. Ao chegar e deparar-se com aquele corpanzil que adormecera sob sono profundo olhando para ele, a primeira coisa que fez foi alcunhar o homenzarrão de “Gigante do Caraça”. E, “Pronto, está batizado, agora posso começar a labuta neste pedaço de chão” e a segunda façanha foi construir por volta de 1770, uma estalagem para os peregrinos e romeiros e obviamente, uma capela para louvar Nossa Senhora Mãe dos Homens. Em cada projeto arquitetado, obstinado e arrojado de princípios, uma conquista foi realizada. E o finca-pé do Português naquelas paragens arrancava suspiros do descobridor, posto que os limites eram longos e quanto mais seus olhos avistavam e a elasticidade dos braços alcançavam, mais os limites avançavam além-gigante adormecido; totalizando o que viera mais tarde gerar um testamento de aproximadamente de 11.233 hectares, os quais foram registrados em nome do parque.

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Dentre as principais obras iniciadas pelo Português, destacam-se a pequena capela, que posteriormente deu lugar a igreja neogótica que juntamente com a hospedagem, ainda encontram-se de pé celebrando os feitos e as passagens históricas do lugar. No início do século XXVIII, o botânico Auguste de Saint-Hilaire, descreve parte do poderio natural daquelas terras. Definitivamente, as irradiantes e inigualáveis belezas do caraça começavam a ser descobertas. Sem poder continuar diluindo o ácido corrosivo do tempo e com mais de 90 anos trabalhando em prol de seus desideratos, o qual se dedicava com maior fervor, o Irmão Lourenço como ficara conhecido, debruçou o corpo sobre o leito de uma cama, moribundo. Notando sua incapacidade física para administrar todo aquele potencial natural, elaborou um testamento doando as terras à Igreja Católica e no documento constava a obrigatoriedade de continuarem as obras e mais, criassem uma escola para educação de crianças. E esta última, talvez tenha sido o legado mais relevante deixado em testamento pelo posseiro das terras do Gigante Caraça.

Para o cumprimento da missão do descobridor, o Rei enviou para lá os padres Leandro Rebelo Peixoto e Castro e Antônio Ferreira Viçoso. Um dos padres ao ir ao Rio de Janeiro prestar contas à Coroa traz os primeiros alunos. Estava, portanto, lançada a pedra fundamental da escola que foi exemplo de ensino no país por longas décadas. Orgulhosamente, durante cerca 150 anos de existência, passaram pela Escola do Caraça, inúmeros egrégios alunos; os quais da honrada escola saíram os presidentes do Brasil Arthur Bernardes e Affonso Pena. No final dos anos de 1960, um incêndio sem proporções pôs fim ao sonho e conquista do aventureiro e solícito Irmão Lourenço.

Quem ocupava seu tempo viajando por aquele encantamento de rara beleza natural e santuário ecológico, era a Princesa Isabel e conforme registrado pelos seus olhos, transposto pelos seus passos e descrito em uma única frase por ela: “Quem não conhece o Caraça, não conhece Minas”. Atualmente o Parque recebe, desde colegiais envolvidos com a pesquisa de elementos da fauna e flora, até turistas do mundo inteiro. Além das atrações naturais, que são uma profusão delas, o parque conta com cumes de mais de 2000 m de altitude. O pico do Inficionado é considerado o mais elevado.

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Outra atração, além de divertida e inusitada, é a amistosidade do lobo guará e os padres. Em noites claras e serenas, essa espécie de animais, aparece no salão de visitas para alimentar-se. Docilmente, come os nacos de carne nas mãos dos padres, reverenciam os convivas e sorrateiramente, seguem viagem noite adentro. Em recente mapeamento e triagem, os pesquisadores constataram que o Caraça é um dos últimos redutos desta espécie que encontra-se em extinção no país.

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Paulatinamente aventureiros lançam nas costas pesadas mochilas, as botinas nas trilhas e o olhar no horizonte, cuja finalidade é atingir os pontos mais altos, montar barracas e aguardar o amanhecer e o pôr do sol. O espetáculo ferruginoso inebria, revigora e desfaz qualquer sensação de desgaste físico. Afinal, a Natureza rodopiando o universalizado bailado dos andantes a esmo no parque do Caraça, chega, se instala e ali fica. Ratificando portanto, o que a Princesa Isabel disse; ademais, o épico e o bucólico são deveras as mais puras e tenras realidades do postal, denominado Gigante do Caraça.

“Ora imagina, que um homem devia todos os dias ver se matava a lua. A lua foge. Mas imagina que todos os dias teria de ver se matava o sol? Nascemos com muita sorte.” Ernest Hemingway

E no que depender da Natureza para manter aquele pedaço de terra, será feito; sobretudo, porque o sol, com seus intrépidos raios incandescentes, jamais se sucumbirá aos atos desumanos do homem. Portanto, repouse em paz Hemingway; porque os desbravadores não morrerão tão cedo; posto que sol e homens de Boa Vontade não morrem antes de cumprir as suas missões aqui na Terra.

As Minas, também significam Terra das Alterosas e de Aleijadinho. Ou ainda, Berço Econômico, Intelectual e Cultural do país; todavia a palavra que melhor representa as Gerais, é Liberdade. Todo esse somatório de riquezas produzidas nas Minas, são os benevolentes ganhos para a pacificação do Titã nascido sob a insígnia da perfeição.

"Aos que perderam o seu precioso tempo lendo, a minha inocuidade, a inculta Minas Gerais e o desnacionalizado Brasil agradecem! Todavia, em contrapartida, as terras do tio Sam rendem-lhes rasgados elogios. Como você, sou megalomaníaco para inteirar-me por aquilo que não me pertence. Reconheço: sou proviciano dos cafundós de um país perfeito".

Ass.: Parque do Caraça


Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler..
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