ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler.

A santa ceia harmoniosa ao som do Rock Progressivo

Se puséssemos mais Música em nossos escassos segundos, firmaríamos parceria com a percepção auditiva, o largo e autêntico sorriso faria parte de nossas faces, a alegria seria coadjuvante do viver, os dias seriam menos árduos, suados e tensos, tornaríamos mansos de palavras, atos e coração. Apague as luzes dos ambientes, estire o corpo sobre o divã, feche os olhos, esqueça o amargor e os dissabores do mundo, vagueie em pensamentos por lugares distantes e sob as constantes variações das notas musicais do Rock Progressivo, transcenda o conhecimento de si; afinal de contas, ego é nada, ínfimo demais se comparado à palpitante leveza do ser.


hiipie.jpg Em reuniões como esta, surgiu o movimento hippie, cuja ideia principal era o agrupamento dos participantes em comunidades, o que o Raul Seixas chamou de "Sociedade Alternativa". Atualmente ela está bastante em voga nas redes sociais, inspirando as amizades virtuais e graças a esta tecnologia e sem o menor inconveniente emocional, residindo no Brasil, pode-se obter centenas, milhares de "amigos" no Japão. Salve o rock, que de uma maneira ou de outra, decididamente contribuiu para um mundo solidário e sem desavenças. Perfeita huma(meca)nização!

Indo direto ao assunto e respeitando o pensar e a dileção de cada um, quem não conhece Rock Progressivo, provavelmente sofre de surdez musical e necessita urgentemente valorizar os seus instintos tácitos, dando vazão à inusitada musicalidade. Por que afirmo isto? Simplesmente porque o Progressivo é o estilo musical mais democrático de todos os estilos. O desconhecimento deste estilo que imperou e permanece vívido em países europeus, talvez esteja intimamente ligado à nossa indolência, ao nosso provincianismo cultural. E quando digo provincianismo cultural, estendo para outros vários segmentos artísticos.

“Eu não curto rock”. Como dizer com conhecimento de causa e critérios sobre aquilo que não se conhece e sabe? O Brasileiro conhece o óbvio, isso se exposto no horário nobre de certos meios de comunicação, fato que massifica os seus ouvidos com a publicidade e marketing do produto e o resultado é a implacável vendagem. Lamentavelmente, a “arte” enveredou-se neste contexto, transformando-se num produto “qualquer”. Contudo, por sorte, ainda restam uns poucos iluminados de princípios e obviamente, compromissados com a arte formadora de opinião; fazendo arte pela arte e não por aquilo que a arte pode lhes retornar de imediato e estes, logicamente, eximem-se do professado pelo Cazuza: “Transforma o país num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro”. E como ganham dinheiro para produzir os enlatados descartáveis! Onde foi parar (fenômenos por um segundo) a "banda" Calypso; Vitor e Léo; Sandy e Júnior, etc. Gozando férias em Cancun; Paris, Miami?... Notaram: visto, conhecido e ouvido hoje; sumidos e esquecidos amanhã.
Antes de qualquer consideração sobre o gênero, é de suma importância que o leitor pondere sobre as falácias de que o rock (como gênero musical) é coisa do mal, que o Lúcifer inspirava os letristas. Claro que bandas como Black Sabbath e outras faziam citação à magia negra e satanismo; porém, tais bandas representaram apenas um pingo na grandiosa imensidão letrada no oceano do rock.
Em direção contrária a este pensamento, temos as bandas que banhavam suas canções com letras que congratulavam os feitos da Natureza, valorizavam a existência humana, defendiam as causas humanitárias e dos animais e lógico, pregavam à paz entre os povos. Sem deixar de mencionar os Beatles e outras no bojo dos pacificadores do rock, com exuberante maestria visionária sobre os acontecimentos de guerra que se estabelecera na época/mundo-afora, os músicos e compositores, Bob Dylan e Cat Stevens agraciaram os seus ouvintes com letras desse naipe. Compunham melodiosas poesias/musicadas reivindicando um mundo mais humano e menos separado, segregado, odioso, brutalizado; o que causava certo horror e pavor nos governantes de estado.
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Essa trupe de artistas rebeldes, além de desafiar o poder, não tinha receio de ser taxada de horrorosa pela padronizada sociedade que comandava os costumes e hábitos locais, (exatamente como hoje) queriam mais é expor para o mundo de fora, o mundo que sentiam por dentro: Paz, Amor, Liberdade, Dignidade, Justiça social e nada mais; ou melhor, Ideologias e tudo mais!

Nesse dualismo de pós e contra, veio à luz o Progressivo, filho mais novo e “ultimo” da linhagem do ensebado, idoso, soberbo e soberano pai, denominado: Rock. A quem afirme que esse estilo musical tenha sido lançado pelo músico sueco Bo Hanssom, que num ataque de sensibilidade musicou a trilogia do fantástico e ao mesmo tempo fantasioso conto “Senhor dos Anéis”, escrito por R.R.Tolkien. Verdade ou não, cada travessia perigosa realizada por Bilbo nas Terras Médias é transposta por uma transitoriedade musicada pelo multi-instrumentista Sueco. Cada passo dado pelo protagonista do livro, uma dilacerada e indescritível nota musical ecoava nos instrumentos do músico. Literatura, Escrita e notas musicais: perfeita e fantástica união!

O Progressivo atingiu o pináculo mais alto do rock nos anos de 1970 em diante, com as bandas: King Crinsson; Rush; The Who; Genesis; Jean Luc Ponty; Jetro Tull; Ten Years Afther; Van der Graaf Generator; O Terço do Flávio Venturini; Bacamarte; Wishbone Ash; os minimalistas Emerson, Lake and Palmer; Renaissance, cujo vocal era da inigualável Annie Haslam; Flash; Focus; Nektar; Uriah Heep; Aquelarre; Cruces; Premiata Forneria Marconi; Gentle Giant; Camel; Eloy; e as bandas mais popularizadas, talvez mundialmente, Yes e Pink Floyd.
Falou em rock progressivo em Terras Tupiniquins, certamente darão como referência essas duas bandas. Quase impossível não conhecê-las, pois, vez para outra, aparecem um ser “perdido no tempo” usando uma camiseta estampando uma delas.

Obs.: Estas são as bandas, supostamente, mais conhecidas no planeta Progressivo. Naturalmente haviam muitas, inúmeras outras; pois nos países do velho mundo, onde originou o gênero, espocavam bandas todo dia. Os integrantes conheciam-se hoje nas escolas e no dia seguinte estavam fazendo barulho nas garagens de suas casas. E não demorava muito, o ensaio deixava de ser planos de papel e erigia-se em obra sólida.

Notório era o apreço que os integrantes de todas, (todas) as bandas nutriam pelo que faziam. Embora fossem adolescentes com espinhas no rosto, os integrantes mostravam-se veteranos na arte de manejar, soprar e dedilhar os instrumentos. Mostravam-se amigos dos objetos desde infância e não mediam esforços para desfrutar o melhor que eles poderiam oferecer aos seus mestres. E a imagem e semelhança tornavam-se evidentes quando finalizada a obra; dai era somente aparar as pontas que sobrara, lapidar o diamante e por na ponta da agulha para que os sensíveis de tímpanos transmutassem seus costumes e posturas de vida. Para muitos no mundo inteiro, ouvir Rock Progressivo tornou-se obsessão e difusão de um estilo de vida.
Nos anos de 1990 até os dias atuais, veio à tona o New Age, estilo musical bastante difundido entre os praticantes de exoterismo, misticismo e sessões de relaxamento. Segundo os especialistas, este gênero musical é uma dissidência, uma evolução, uma derivação avançada do Progressivo, o que devido às semelhanças e verossimilidades entre um estilo e outro, chega-se à essa conclusão. Aqui no Brasil quem melhor representa o New Age é a cantora Enya, seguida da Canadense Loreena Mckennitt. Os primeiros álbuns de ambas são verdadeiras obras primas.
O tema é vasto e o que descrevi nos parágrafos acima é nada. Portanto, fica por conta e risco do leitor uma pesquisa mais apurada, afinal de contas, pode ser que se apaixone pelo gênero ao ponto de dizer: “Puxa vida, por que fui demorar tanto em conhecer esse primor de estilo musical”!? E consequentemente, nunca mais seja um ser rude com seus ouvidos e tomado pela sensibilidade, veja o universo ao seu redor com outros olhos; pois, afinal, a Música tem o poder de transmutar; caso isso ocorra, a Natureza, os animais e o seu semelhante agradecem!
Mantenha-se conectado, porque, na próxima edição, pretendo escrever sobre as pérolas do rock Progressivo Brasileiro.

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler..
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