ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário

Brazil: um continente dominado pelos gringos

O BraZil sempre esteve sob os mandos e jugos de países, não maiores territorialmente, mas de países em que o planejamento e a seriedade administrativa é a caixa registradora do consórcio firmado entre ambos. Portanto, ser colônia e viver sob os domínios de outrem (metrópoles) faz parte de nossa história e pelo que tudo indica, assim será para sempre; pois, o provincianismo é integrado e participa assiduamente da política Brasileira. Isto ocorreu nos idos da Monarquia, quando o rei mandava e desmandava e sob os modelos da globalização e avanços tecnológicos, perduram até os dias atuais.


favela.jpg Na época do milagre econômico, o que era cortiço passou à favela. Mudaram a nomenclatura para comunidade; mas os barracos mal feitos, deixando à mostra os tijolos mal assentados, com o sopro das ventas escapando pelas janelas que se abrem lado a lado, são os mesmos. Nas favelas, os vizinhos sabem quando os vizinhos fazem festa na madrugada e não precisa, das batidas do funk, churrascada e cerveja. O resto quem sabe!..Que bom que elas existem aos montões, se não, como ficaria o produto exportação do país, que são as novelas. Na pior e mais desprezível escória, sempre há algo de bom para ser resgatado.

Os estrangeiros sei que eles vão gostar / tem o atlântico e tem vista para o mar / a Amazonas é o jardim do quintal / o dólar deles paga o nosso mingau. Ieeh! Raul Seixas - 1985.

Embora pertençamos a um país “independente”, a forma como os estadistas administram e o povo exerce o direito de democracia, dá a entender que fomos e somos doutrinados (encabrestados, termo que já foi usado na política do Norte e Nordeste pelos coronéis detentores do poder) a aceitar com naturalidade os desmandos sobre nós impostos. E para oficializar a subalternidade, o país sempre sobreviveu dos ciclos: ciclo da cana de açúcar; ciclo do café; ciclo da borracha; ciclo da era do milagre, cuja proposta era o crescimento e o avanço de cinquenta anos em cinco; ciclo da renovação da frota de automóveis; ciclo do agronegócio; ciclo da infame Copa do Mundo; ciclo do meu Barraco minha Favela, que podem ser considerados os últimos e aguardem que outros aparecerão, bastam os gringos bradarem além-mar que nós estamos apostos para atendê-los.

Ao implantar um novo sistema político/econômico, recorremos aos gringos para que nos valham com as ferramentas necessárias às mudanças, e o ensino das metodologias e técnicas de aplicação são as formas deles manterem a hegemonia sobre nós. Isto aconteceu nos anos de 1970 e com a implantação do milagre econômico pelo governo e foi preciso trazer mão de obra técnica especializada e qualificada para a implantação dos projetos na construção de ferrovias e expansão das cidades. Em outras ocasiões, tentando nos livrar das crises econômicas por quais o país passava, adotamos os modelos de economia dos argentinos e mexicanos. Os plágios, as cópias foram pífias. Fiascos. Ficamos mais arruinados do que estávamos. Tudo isto porque falta-nos originalidade, estudo, empenho e pesquisa sobre as origens e como resolver os problemas que nós mesmos somos os causadores.

Sempre fizemos dos servilismos a nossa forma de desenvolvimento, o que é plenamente favorável aos países de Primeiro Mundo, pois enviamos as matérias primas que eles necessitam e recebemos em troca, o produto acabado. Esta permuta não muda nunca. No momento, enquanto damos de graça o que o homem mais necessita para se manter que é o alimento de primeira qualidade, compramos deles tecnologia a preço de ouro e por sermos um dos povos que mais consomem no mundo, (qualquer lixo serve como adorno para os corpos e lares. Por falar em lixo, já enviaram lixo hospitalar e nós recebemos como se fosse o alimento nobre a ser servido na última ceia) a balança fica totalmente descompensada e para comprar um dólar, ou um euro, moedas que nos separam deles, temos que desembolsar por volta de quatro reais. Estamos em pleno século XXI e passa hoje e vem amanhã, o dilema aterrorizante continua e nada de nossos druidas encontrarem a fórmula mágica para o caos político e econômico. Porém, estamos sempre arreganhando os dentes num sorriso colorido pelos metais (im)preciosos da ortodontia, o que pela coerência e herança dos tempos, a inovação não foi criada por Brasileiro.

Nos últimos anos, a balança comercial sempre esteve em déficit, registrando índices econômicos negativos. E é obvio que o disparate se deve ao volume de dólar que saiu do país em relação ao montante que entrou. Tolice é dizer que isto ocorrera porque o Brasileiro é perdulário em potencial e não se preocupou com as consequências futuras, motivo de estarmos soçobrados num mar de inflação. Teorizar economia e ser economista são coisas distintas, porém fáceis demais de pôr em prática; pois deveria ser “impossível ganhar certo valor” e gastar todo o valor ganho e mais um pouco. Esta é a teoria aplicada pelos nossos economistas; porém, suponho que em algum momento do curso de economia eles tenham ouvido de algum gênio das finanças, que economia bruta é: “preservar, gerenciar, administrar com inteligência, critérios e parcimônia os recursos escassos”. Mas pelo que parece esse pessoal não administra nem os fogões de suas casas, pois ganha(va)m salários incompatíveis com a teoria estudada e realidade salarial do país. Quanto ganhava o Guido Mantega, que ao notar que o barco da economia estava à deriva e sob-risco iminente de tornar-se um Titanic brasileiro, de posse do bote, pôs o colete salva-vidas e remou a sua sorte para um porto seguro? Esquecendo o boné, voltou rapidamente para resgatá-lo antes do naufrágio. Pura sorte! Dele, claro, porque o país...como disseram os caipiras Tião Carreiro e Pardinho: [...] “o salário sobe de escada e os preços de elevador”. [...]“a coisa tá feia, a coisa tá preta e quem não for filho de Deus, está na unha do capeta”. Liderados pela Inesita Barroso, Rolando Boldrin e outros, esses senhores da poesia e cultura Brasileira não se vendiam por dinheiro nenhum, muito menos para os gringos. Eram Brasileiros, Nacionalistas e orgulhosamente retratavam as caiporices de um país acima da média, porém posto em perdição pelos tecno/bur(r)ocratas do poder e covardes esmoladores de bolsas assistencialismos. A USP e as Universidades Federais e Estaduais estão entupidas destes pedintes modernos da elite. Pedem até bolsa alimentação, (inclui suco e sobremesa) sendo que o bandeijão custa menos que dois reais. Com essa geração de usurpadores, o que esperar do poder?

Administrar a riqueza é fácil, difícil é a administrar a pobreza. Os economistas, formação de abastados e poderosos, conhecem o que administrar o pouco, a pobreza? A miséria? Tanto deram, que as reservas esgotaram e sem “money en el bolsillos”, o que fazer? Pedir fiado para o FMI (Fundo Monetário Internacional)? Embora que é exatamente isto que "los gringos mais querem.

O ex-Presidente, com a justificativa que era para acompanhar e melhorar os avanços tecnológicos na aviação Brasileira, comprou por muitos milhões de dólares uma sucata de avião francês que até hoje ninguém sabe qual foi o paradeiro da aeronave. Semelhantes às caixas de fósforos, os veículos Lada e o Fiat 147 já foram importados, como os tops do mundo e debutaram com os demais no trânsito Brasileiro. Em um ano, enferrujavam e emperravam indo parar nos comércios de ferro velho. Quer mais? Itamar e ficou pior, imitando Jesus Cristo, depois de alguns anos fora da linha de produção, ressuscitou o fusca e na época, valia por baixo a bagatela de 10 a 12 mil dólares. Vai administrar bem assim no inferno! Resta saber se o Lúcifer aceitará dividir o poder com os nossos corruptos e excelentes administradores. Se bobear, liquidam até o Satanás; o que daria as minhas ninharias de Real para ver. Batalha insana e surreal, mas aposto no Lúcifer de olhos tapados!
Alguém ainda se lembra dos acontecimentos antes e pós Copa do Mundo? O resultado do jogo entre Brasil e Alemanha vocês se lembram? Não? Uma saraivada de gols para a Alemanha e...desculpe-me: esqueci o resultado. Mas o resultado de Brasil e Chile vocês sabem? Depois de muitos anos, fez-se justiça no futebol; pois o Chile atropelava o Brasil em campo e pela covardia dos deuses da pelota, acabava perdendo. BraZil: um continente dominado pelos gringos até no futebol.
Caetano Veloso estava fora da “Velha e Única Ordem Brasileira” e por sua vez, a VNOB nunca pertencera a “Nova Ordem Mundial”, quando disse que: “agente não quer só comida, queremos diversão e arte”. Oras, se comparado ao salário mínimo de aproximadamente 800 reais, o que equivale a 200 dólares, os preços dos alimentos estão absurdamente caros e se não podemos comprar comida, arte e cultura muito menos. Aliás, arte e cultura é como caviar na mesa do Brasileiro. Zero à esquerda.
O falaz ex-Presidente nas duas gestões em que presidiu o país, assim que pôs a faixa com as cores da bandeira diagonalmente no corpo, disse que a partir daquele instante o Brasileiro teria a oportunidade de adquirir um pedaço de carne diariamente no seu prato; afinal de contas, ele estava lá para defender e administrar o país para os pobres, carentes e necessitados. Todavia, assim como o rebanho, a carne subiu, disparou de preço e proporcionalmente, sumiu dos pratos. Mas para compensar a perda, o número de carros nas ruas subiu vertiginosamente; novamente provando que o Brasileiro é amante das manias e daquilo que alimenta os olhos dos vizinhos e “amigos”. Se depender desse povo, o litro da gasolina cai para 10 centavos e o litro d`água passa para 10 mil reais; o problema é o organismo aceitar o petróleo em vez do solvente natural. Cultura é coisa séria.

king.jpgSe a inflação tivesse formato anatômico, provavelmente seria como a imagem: uma bocarra devoradora. Trabalhar para a inflação comer: eis o mistério e fé dos economistas.

Com a disparada do dólar e a inflação enrustida nas alturas, como realizar o sonho de viajar, que é a melhor maneira de adquirir conhecimento e cultura? O que se estuda (quando estuda, porque já se fala na geração nem trabalha e nem estuda) anos a fio, aprende-se numa rápida viagem. O menos caro é viajar pelo Brasil, o que não é bem aceito pelo Brasileiro, pois entre comentar e postar as fotos da Disney e da Chapada Diamantina no facebook, disparadamente preferem dizer sobre as “maravilhas” das Terras do tio Sam. Pensando assim, sobra um Brasil de dimensões gigantescas, de belezas inigualáveis para os gringos e o melhor (para eles): pagando barato pelo nosso cururu, munguzá, cuscuz, feijoada, galinha à cabidela e demais iguarias. Com dólar no bolso, comem, se lambuzam e ainda sobram uns moneyzinhos para desfilar com uma bela bunda debaixo das axilas. Para eles, tudo aqui é a preço de fubá, motivo pelo qual, adoram o Brasil. É chato saber, mas é esta a realidade e quem souber de outra, que escreva para o Obvious, que faço questão de ler. Detalhe: escreva com fundamento, conhecimento de causa e de forma imparcial. E outra: não seja como o simplório BraZileiro, que em vez de questionar o problema e unir forças na tentativa solucioná-lo, covardemente replica: “se não é isto o que você espera do país, que se mude. Os incomodados que se retirem”. Esses são os restolhos de Bolsa Família.
E na Terra dos gringos, como é? Lá deve haver planejamento, seriedade, nada de inflação galopante, investimento em tecnologias e sem esquemas. Não, nada de esquemas; o que há de fato é o cidadão fazendo e dando a sua contribuição para que o conceito de cidadania aplicada represente e faça por todos. Quando agiremos semelhante aos gringos neste estupendo e surreal país chamado Brasil? Copiamos e plagiamos deles o que não dá certo; até porque, se der certo adquirirão concorrentes e perderão o domínio. Sábios. Será que todos os Brasileiros sabem que está escrito nos anais da história e Constituição que somos gregários e para tal, vivemos em sociedade! Isto não é plagiado dos gringos.
BraZil: um continente dominado pelo dólar; pela política econômica de mercado externo; pela língua inglesa; pela desnacionalização do povo; pela corrupção; pelos gringos. Tudo sob controle e domínio dos gringos.

Tenho comigo que se gringos além-mar enlatarem Merda com a inscrição Made in..., os Brasileiros serão os primeiros a degustar. Quando faltam originalidade, criatividade, planejamento, liderança e poder de decisão, o que sobra é isto.


Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário .
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/// @obvious, @obvioushp //Profeta do Arauto