ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Brazil: um continente dominado pelos gringos

O BraZil sempre esteve sob os mandos e jugos de países, não maiores territorialmente, mas de países em que o planejamento e a seriedade administrativa é a caixa registradora do consórcio firmado entre ambos. Portanto, ser colônia e viver sob os domínios de outrem (metrópoles) faz parte de nossa história e pelo que tudo indica, assim será para sempre; pois, o provincianismo é integrado e participa assiduamente da política Brasileira. Isto ocorreu nos idos da Monarquia, quando o rei mandava e desmandava e sob os modelos da globalização e avanços tecnológicos, perduram até os dias atuais.


favela.jpg Na época do milagre econômico, o que era cortiço passou à favela. Mudaram a nomenclatura para comunidade; mas os barracos mal feitos, deixando à mostra os tijolos mal assentados, com o sopro das ventas escapando pelas janelas que se abrem lado a lado, são os mesmos. Nas favelas, os vizinhos sabem quando os vizinhos fazem festa na madrugada e não precisa, das batidas do funk, churrascada e cerveja. O resto quem sabe!..Que bom que elas existem aos montões, se não, como ficaria o produto exportação do país, que são as novelas. Na pior e mais desprezível escória, sempre há algo de bom para ser resgatado.

Os estrangeiros sei que eles vão gostar / tem o atlântico e tem vista para o mar / a Amazonas é o jardim do quintal / o dólar deles paga o nosso mingau. Ieeh! Raul Seixas - 1985.

Embora pertençamos a um país “independente”, a forma como os estadistas administram e o povo exerce o direito de democracia, dá a entender que fomos e somos doutrinados (encabrestados, termo que já foi usado na política do Norte e Nordeste pelos coronéis detentores do poder) a aceitar com naturalidade os desmandos sobre nós impostos. E para oficializar a subalternidade, o país sempre sobreviveu dos ciclos: ciclo da cana de açúcar; ciclo do café; ciclo da borracha; ciclo da era do milagre, cuja proposta era o crescimento e o avanço de cinquenta anos em cinco; ciclo da renovação da frota de automóveis; ciclo do agronegócio; ciclo da infame Copa do Mundo; ciclo do meu Barraco minha Favela, que podem ser considerados os últimos e aguardem que outros aparecerão, bastam os gringos bradarem além-mar que nós estamos apostos para atendê-los.

Ao implantar um novo sistema político/econômico, recorremos aos gringos para que nos valham com as ferramentas necessárias às mudanças, e o ensino das metodologias e técnicas de aplicação são as formas deles manterem a hegemonia sobre nós. Isto aconteceu nos anos de 1970 e com a implantação do milagre econômico pelo governo e foi preciso trazer mão de obra técnica especializada e qualificada para a implantação dos projetos na construção de ferrovias e expansão das cidades. Em outras ocasiões, tentando nos livrar das crises econômicas por quais o país passava, adotamos os modelos de economia dos argentinos e mexicanos. Os plágios, as cópias foram pífias. Fiascos. Ficamos mais arruinados do que estávamos. Tudo isto porque falta-nos originalidade, estudo, empenho e pesquisa sobre as origens e como resolver os problemas que nós mesmos somos os causadores.

Sempre fizemos dos servilismos a nossa forma de desenvolvimento, o que é plenamente favorável aos países de Primeiro Mundo, pois enviamos as matérias primas que eles necessitam e recebemos em troca, o produto acabado. Esta permuta não muda nunca. No momento, enquanto damos de graça o que o homem mais necessita para se manter que é o alimento de primeira qualidade, compramos deles tecnologia a preço de ouro e por sermos um dos povos que mais consomem no mundo, (qualquer lixo serve como adorno para os corpos e lares. Por falar em lixo, já enviaram lixo hospitalar e nós recebemos como se fosse o alimento nobre a ser servido na última ceia) a balança fica totalmente descompensada e para comprar um dólar, ou um euro, moedas que nos separam deles, temos que desembolsar por volta de quatro reais. Estamos em pleno século XXI e passa hoje e vem amanhã, o dilema aterrorizante continua e nada de nossos druidas encontrarem a fórmula mágica para o caos político e econômico. Porém, estamos sempre arreganhando os dentes num sorriso colorido pelos metais (im)preciosos da ortodontia, o que pela coerência e herança dos tempos, a inovação não foi criada por Brasileiro.

Nos últimos anos, a balança comercial sempre esteve em déficit, registrando índices econômicos negativos. E é obvio que o disparate se deve ao volume de dólar que saiu do país em relação ao montante que entrou. Tolice é dizer que isto ocorrera porque o Brasileiro é perdulário em potencial e não se preocupou com as consequências futuras, motivo de estarmos soçobrados num mar de inflação. Teorizar economia e ser economista são coisas distintas, porém fáceis demais de pôr em prática; pois deveria ser “impossível ganhar certo valor” e gastar todo o valor ganho e mais um pouco. Esta é a teoria aplicada pelos nossos economistas; porém, suponho que em algum momento do curso de economia eles tenham ouvido de algum gênio das finanças, que economia bruta é: “preservar, gerenciar, administrar com inteligência, critérios e parcimônia os recursos escassos”. Mas pelo que parece esse pessoal não administra nem os fogões de suas casas, pois ganha(va)m salários incompatíveis com a teoria estudada e realidade salarial do país. Quanto ganhava o Guido Mantega, que ao notar que o barco da economia estava à deriva e sob-risco iminente de tornar-se um Titanic brasileiro, de posse do bote, pôs o colete salva-vidas e remou a sua sorte para um porto seguro? Esquecendo o boné, voltou rapidamente para resgatá-lo antes do naufrágio. Pura sorte! Dele, claro, porque o país...como disseram os caipiras Tião Carreiro e Pardinho: [...] “o salário sobe de escada e os preços de elevador”. [...]“a coisa tá feia, a coisa tá preta e quem não for filho de Deus, está na unha do capeta”. Liderados pela Inesita Barroso, Rolando Boldrin e outros, esses senhores da poesia e cultura Brasileira não se vendiam por dinheiro nenhum, muito menos para os gringos. Eram Brasileiros, Nacionalistas e orgulhosamente retratavam as caiporices de um país acima da média, porém posto em perdição pelos tecno/bur(r)ocratas do poder e covardes esmoladores de bolsas assistencialismos. A USP e as Universidades Federais e Estaduais estão entupidas destes pedintes modernos da elite. Pedem até bolsa alimentação, (inclui suco e sobremesa) sendo que o bandeijão custa menos que dois reais. Com essa geração de usurpadores, o que esperar do poder?

Administrar a riqueza é fácil, difícil é a administrar a pobreza. Os economistas, formação de abastados e poderosos, conhecem o que administrar o pouco, a pobreza? A miséria? Tanto deram, que as reservas esgotaram e sem “money en el bolsillos”, o que fazer? Pedir fiado para o FMI (Fundo Monetário Internacional)? Embora que é exatamente isto que "los gringos mais querem.

O ex-Presidente, com a justificativa que era para acompanhar e melhorar os avanços tecnológicos na aviação Brasileira, comprou por muitos milhões de dólares uma sucata de avião francês que até hoje ninguém sabe qual foi o paradeiro da aeronave. Semelhantes às caixas de fósforos, os veículos Lada e o Fiat 147 já foram importados, como os tops do mundo e debutaram com os demais no trânsito Brasileiro. Em um ano, enferrujavam e emperravam indo parar nos comércios de ferro velho. Quer mais? Itamar e ficou pior, imitando Jesus Cristo, depois de alguns anos fora da linha de produção, ressuscitou o fusca e na época, valia por baixo a bagatela de 10 a 12 mil dólares. Vai administrar bem assim no inferno! Resta saber se o Lúcifer aceitará dividir o poder com os nossos corruptos e excelentes administradores. Se bobear, liquidam até o Satanás; o que daria as minhas ninharias de Real para ver. Batalha insana e surreal, mas aposto no Lúcifer de olhos tapados!
Alguém ainda se lembra dos acontecimentos antes e pós Copa do Mundo? O resultado do jogo entre Brasil e Alemanha vocês se lembram? Não? Uma saraivada de gols para a Alemanha e...desculpe-me: esqueci o resultado. Mas o resultado de Brasil e Chile vocês sabem? Depois de muitos anos, fez-se justiça no futebol; pois o Chile atropelava o Brasil em campo e pela covardia dos deuses da pelota, acabava perdendo. BraZil: um continente dominado pelos gringos até no futebol.
Caetano Veloso estava fora da “Velha e Única Ordem Brasileira” e por sua vez, a VNOB nunca pertencera a “Nova Ordem Mundial”, quando disse que: “agente não quer só comida, queremos diversão e arte”. Oras, se comparado ao salário mínimo de aproximadamente 800 reais, o que equivale a 200 dólares, os preços dos alimentos estão absurdamente caros e se não podemos comprar comida, arte e cultura muito menos. Aliás, arte e cultura é como caviar na mesa do Brasileiro. Zero à esquerda.
O falaz ex-Presidente nas duas gestões em que presidiu o país, assim que pôs a faixa com as cores da bandeira diagonalmente no corpo, disse que a partir daquele instante o Brasileiro teria a oportunidade de adquirir um pedaço de carne diariamente no seu prato; afinal de contas, ele estava lá para defender e administrar o país para os pobres, carentes e necessitados. Todavia, assim como o rebanho, a carne subiu, disparou de preço e proporcionalmente, sumiu dos pratos. Mas para compensar a perda, o número de carros nas ruas subiu vertiginosamente; novamente provando que o Brasileiro é amante das manias e daquilo que alimenta os olhos dos vizinhos e “amigos”. Se depender desse povo, o litro da gasolina cai para 10 centavos e o litro d`água passa para 10 mil reais; o problema é o organismo aceitar o petróleo em vez do solvente natural. Cultura é coisa séria.

king.jpgSe a inflação tivesse formato anatômico, provavelmente seria como a imagem: uma bocarra devoradora. Trabalhar para a inflação comer: eis o mistério e fé dos economistas.

Com a disparada do dólar e a inflação enrustida nas alturas, como realizar o sonho de viajar, que é a melhor maneira de adquirir conhecimento e cultura? O que se estuda (quando estuda, porque já se fala na geração nem trabalha e nem estuda) anos a fio, aprende-se numa rápida viagem. O menos caro é viajar pelo Brasil, o que não é bem aceito pelo Brasileiro, pois entre comentar e postar as fotos da Disney e da Chapada Diamantina no facebook, disparadamente preferem dizer sobre as “maravilhas” das Terras do tio Sam. Pensando assim, sobra um Brasil de dimensões gigantescas, de belezas inigualáveis para os gringos e o melhor (para eles): pagando barato pelo nosso cururu, munguzá, cuscuz, feijoada, galinha à cabidela e demais iguarias. Com dólar no bolso, comem, se lambuzam e ainda sobram uns moneyzinhos para desfilar com uma bela bunda debaixo das axilas. Para eles, tudo aqui é a preço de fubá, motivo pelo qual, adoram o Brasil. É chato saber, mas é esta a realidade e quem souber de outra, que escreva para o Obvious, que faço questão de ler. Detalhe: escreva com fundamento, conhecimento de causa e de forma imparcial. E outra: não seja como o simplório BraZileiro, que em vez de questionar o problema e unir forças na tentativa solucioná-lo, covardemente replica: “se não é isto o que você espera do país, que se mude. Os incomodados que se retirem”. Esses são os restolhos de Bolsa Família.
E na Terra dos gringos, como é? Lá deve haver planejamento, seriedade, nada de inflação galopante, investimento em tecnologias e sem esquemas. Não, nada de esquemas; o que há de fato é o cidadão fazendo e dando a sua contribuição para que o conceito de cidadania aplicada represente e faça por todos. Quando agiremos semelhante aos gringos neste estupendo e surreal país chamado Brasil? Copiamos e plagiamos deles o que não dá certo; até porque, se der certo adquirirão concorrentes e perderão o domínio. Sábios. Será que todos os Brasileiros sabem que está escrito nos anais da história e Constituição que somos gregários e para tal, vivemos em sociedade! Isto não é plagiado dos gringos.
BraZil: um continente dominado pelo dólar; pela política econômica de mercado externo; pela língua inglesa; pela desnacionalização do povo; pela corrupção; pelos gringos. Tudo sob controle e domínio dos gringos.

Tenho comigo que se gringos além-mar enlatarem Merda com a inscrição Made in..., os Brasileiros serão os primeiros a degustar. Quando faltam originalidade, criatividade, planejamento, liderança e poder de decisão, o que sobra é isto.


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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