ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Seu filho. Meu filho. Nossos filhos: heróis (im)prováveis?

"Ó Herval gerador, alimente-me, nutra-me com a sabedoria, discernimento, sensibilidade, respeito, humildade, simplicidade, razoabilidade, racionalidade e outros bons atributos, para que, após incinerada as ervas do meu ser, as cinzas nutra, alimente, impregne e seja depositada em outro Homem: no meu digno e honesto FILHO".


Sentimento não revelado pelo Materialista: “Na época em que criança for sinal de lucro, possuirei todos os orfanatos do mundo. Sou egoísta assumido e quero tudo para mim. Por que adotar as ninharias de duas crianças, se mundo está infestado delas"?

gravida.jpgAo saber da gravidez, os pais firmam o pacto: “Trabalharemos em jornada dupla e concentraremos esforços para dar tudo que não tivemos para o nosso rebento. E assim que soubermos o sexo, definiremos o nome e tatuaremos em nossos corpos o nome do Fulaninho(a), seguido de: nosso filho, nossa honra, nossa glória!"
Entendo que não deveria mexer nessa questão, que é a relação entre pais e filhos; afinal, por mais sensata que seja, ela paira entre o céu e o inferno. Quem tomar o pouco de água que ainda resta no Planeta, se manterá vivo e quem ler o artigo até o fim, saberá o porquê, ferinamente, faço tal afirmação. E vou além: uma das partes tem que ceder e por incrível que pareça; quem “abaixa a pelota no piso da casa”, mesmo jogando em seu território, é o anfitrião/genitor. Esta grotesca análise sobre o clã formador da sociedade é culpa dos tempos que mudaram? Simploriamente, a resposta é “sim” para os desalentos sociais cotidianos.
Houve certa época na história da família em que os casais, “propositadamente” tinham filhos para auxiliarem nas tarefas domésticas e outras. As mulheres, via-de-regra, eram prendadas logo cedo para auxiliar a mãe nos afazeres de casa e quando se sobressaiam, aprendiam outras atividades e costurar era uma delas. Porém, haviam algumas delas que sobressaiam, caso de Yoná Magalhães que foi ser atriz por força maior e necessidade de auxiliar a família financeiramente.
Os varões, estes por suas vezes, acompanhavam os pais nas atividades de campo, na construção civil e como as mulheres, aqueles que possuíam maiores habilidades e oportunidades, acabavam aprendendo ofícios técnicos; fato que tornava a classe trabalhadora privilegiada e merecedora de melhores ganhos salariais. Enquadram-se nestes, o ex-Presidente Lula, que após deixar a sua Terra de pau de arara, assumiu logo cedo o trabalho, cuja finalidade era também auxiliar economicamente a família. Esse foi um exemplo clássico de filho que deu certo e orgulho familiar. Foi tão exemplar, que por sua prodigialidade, chegou a ser o pai da nação por 8 anos, adotando os brasileiros como filhos. O resultado veio após 5 anos após sua saída do poder.
Acima destes, somente aqueles que possuíam curso superior, o que era uma mínima parcela da sociedade. Portanto, de maneira bem grotesca, pode-se dizer que os filhos naquelas épocas eram “lucrativos” aos pais; pois logo cedo produziam, se não o suficiente para a sua plena sobrevivência, pelo menos para suprir parte do que consumiam, sacando das costas do patriarca o pesado fardo de manter a provisão da prole. Planejado ou não, logo cedo o filho tinha que assumir o seu papel de contribuinte e doador financeiro, perante a família.
Recentemente fizeram uma pesquisa para saber o que mudava na relação/vida do casal como família, após o nascimento do(s) filho(s). Oras, se pensarmos pelo lado econômico e modernismo, sem omissão, é capitalista em poderio e só pensa e fala em gordas aposentadorias, bem estar familiar; investimentos em imóveis; viagens para o exterior; como investir em sistemas pecuniários para obter melhores ganhos; constantes trocas de automóveis; melhorias da empresa; compra de iates e aviões (estamos em primeiro lugar em tráfego aéreo de helicópteros comerciais) o filho é o divisor econômico da família; pois ao casar, os rendimentos do casal (se ambos trabalharem) são somados; e dividido por três, quando se concebe um filho. Ao conceber o segundo, divide por quatro; nasceu o terceiro, divide o montante por cinco e assim sucessivamente.
Verifica-se nesta simplória contabilidade aritmética (soma e divisão) de duas operações apenas, que os filhos realmente não são lucrativos e por longos anos, é literalmente prejuízo financeiro para o casal. Sobretudo porque, só vão produzir alguma mixaria de coisas depois de longos e demorados 20 anos, (as estatísticas mostram que 2/3 da geração abaixo de 25 anos não trabalha) principalmente agora que é lei regulamentada em estatuto. Tal lei regulamenta que de menor não deve e obrigatoriamente não pode, definitivamente, trabalhar. Regulamenta ainda que a maioridade estabelecida para os homens (varões) é 18 anos e para as mulheres, 21 anos. Portanto, por todo esse tempo comendo, bebendo, dormindo, surfando e praticamente nada produzindo, pode-se afirmar plenamente que filho não dá lucro. Investimento inviável e risco garantido a curto-prazo! Filho: perdas de divisas familiares?
Ainda hoje, o patrono e chefe do clã familiar é o pai, com a mãe em segundo plano. As famílias mais antigas, que eram 70 % da população, para garantir a provisão da prole, vinham de trabalhos braçais, serviços comuns, atividades ferroviárias e portuárias, comércio, etc; e aqueles que conseguiam melhores postos, eram os técnicos. Assim posto, para alimentar os filhos, os pais tinham literalmente que suar as grosas camisas, trabalhando de 9 a 11 horas por dia contra os ininterruptos e rotineiros 35 anos de trabalho. Passados os anos, adquiriam alguns bens materiais, uma humilde moradia; alguns, a sonhada estabilização financeira e sobretudo a aposentadoria por tempo de serviço, que era a única coisa que restava. Desta forma, até quase o final do século passado, essa era a hierarquia estrutural da questão trabalho, subsistência e família no Brasil.
cruz.jpgReivindicando uma bolsa de estudo de valor irrisório de Cinco Mil Reais para a filha que faz Medicina (curso de abastados), lavrador sai do Rio G. do Sul com destino ao Palácio do Governo. Se essa moda de ganhar dinheiro pra estudar, “cola”; correndo o risco de faltar celulose para imprimir tanto diploma, os Brasileiros do país inteiro irão à escola. Irão à escola ou ao banco receber a bolsa? Após formado, qual o dever/papel social desse “cidadão poliglota ou douto”, com a sociedade e os próprios pais? A primeira alternativa a assinalar é: “Nenhum”. A segunda, fatalmente será: “ganhar dinheiro”. Não? Então, por que trouxeram os médicos cubanos para o país, desnacionalizando a saúde pública?
A expressão francesa Laissez-faire transformou-se numa espécie de provérbio fisiocrata: Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même [“Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo.”] Como provérbio Francês, tem-se: “Louvo todos os deuses, bebo meu bom vinho, e deixo o mundo ser mundo!” Essas duas teses que acabaram se tornando provérbios, é a significação do “vivamos hoje sem se preocupar com o amanhã” da expressão Carpe Diem criado por Horácio quando disse a Leucone: “carpe diem, quam minimum credula postero". Traduzindo, tem-se a ideia de: “...invista no dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”. A França aplicou o Laissez faire como projeto na educação e não demorou nada, para os educadores e líderes da área declinar da ideia. Notando que estavam livres de represálias, prevalecendo suas vozes e abolindo os ensinamentos de respeito, os alunos reviravam as salas para o ar. Como cupins em móveis velhos e abandonados, destruíam tudo.
Embora não tenha sido difundido em terras tupiniquins, veladamente, após a abertura para a democracia, este modelo foi adotado no país em vários segmentos sociais, educacionais, culturais, políticos, econômicos; e o mais sentido é internamente à família; pois, a última palavra em dizer o que é, ou o que deixa de ser, é a criança. Os pais quando chamados para responderem sobre algum ato de indisciplina dos filhos, sem o menor senso de racionalidade, dizem que estão impossibilitados de agir, uma vez que as leis não permitem. É fato também que, alegando possíveis trabalhos escravos e maus tratos pelos pais, o poder público interferiu criando as leis, estatutos e os conselhos tutelares. Com isto, criança nenhuma quer ser o que o pai foi e à medida que os tempos avançam, embora os legados sejam os mais exemplares possíveis (dos pais antes dos meados do século passado), o entendimento e a aplicabilidade deles foram alterados e muitos filhos/crianças jamais serão o que os pais foram. Para piorar a situação, em alguns casos, o disparate é tamanho, que não serão homens dignos e honestos, (tome como exemplo a honestidade dos políticos) como foram os seus antecessores.
Meu filho é um herói improvável. E nesse caso, o pai sente-se obrigado a pensar sob o erro cometido: “meu filho teve a oportunidade de caminhar pelos caminhos da retidão, mas optou pelas improbabilidades do heroísmo”. Contudo, status social não é sinônimo de cidadão responsável e comprometido; aliás, se for o contrário, realmente é a provação do provável herói.
filhodote.jpg“Filho de empresários manda matar pais por seguro de R$ 800 mil”. Será que este não foi o resultado do: “vou dar tudo que não tive para o meu filho”? O pai deu tudo que não teve e como recompensa, recebeu em troca a "gratidão" que imaginava não ser merecedor. Direito de imagem das Notícias ao Minuto
Num país em que a educação familiar se perdeu nos redemoinhos empoeirados do tempo; crianças: pense antes de tê-las. Na dúvida, abstenha-se. Como alento, se o poder público interfere na posição dos pais em formar e educar o filho: faça sexo; não faça filho. Não torne esse país ainda mais superpopuloso, prostituído (mais de 200 milhões de cabeças independentes e autossuficientes, são suficientes) separado; embora queiram apresentar o contrário, pobre; segregado e mais divisado pelo poder; do que está. Socialmente, seja e exerça você o papel de cidadão sustentável e assegure uma raça melhor qualificada de princípios e economicamente no futuro. Assim, quem sabe os filhos serão lucrativos e de fato prazerosos em tê-los! Pois, infeliz dos pais que semanalmente fazem uma recheada sacola de mantimentos, cuja finalidade é levá-la para ser degustada pelo filho no presídio, ou detenção.
Contudo, ignorando os subterfúgios e as precárias justificativas para o despreparo na formação dos filhos e as leis estapafúrdias criadas pelo poder público, perdido por aí ainda resta algum genitor iluminado pela luz da sabedoria e discernimento, quando diz: “filhos como estão produzindo atualmente, se pertencessem ou tivessem vividos debaixo de meu teto, dispensaria que nos chamem de Pai e Mãe. Filho nosso inicia honrado o seu sobrenome. O substantivo filho somente, nunca foi e nunca será, sinônimo de honradez maternal. Contrário desses, excluindo-os de heroísmo, Status Quo e lucros financeiros, são Homens fortalecidos e dádivas divinas. E se tivesse um orfanato de crianças, assim seria”.

Esses, os pais sentem prazer e satisfação em apresentar-lhes: “possuidor e merecedor de todas as letras maiúsculas, esses são os nossos FILHOS!”

Sinto inveja de vocês: seus filhos são heróis prováveis; já o meu!.. é único, mas me dá dores de cabeça que equivale a milhões dos seus. Parabéns!
Por fim, a bíblia serviu de inspiração e embasamento para o devaneio e insanidade do escritor ao escrever o artigo: "A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma". Provérbios 29:15,17.
O que significa a expressão "A vara de correção da sabedoria" que não é citada nas pregações de políticos e religiosos, embora todos eles (pelo menos a maioria) sejam pais e possuam filhos? Seria a bíblia um manual, um guia totalmente fora de época e cheia de anacronismos ou alucinação de quem escreveu o artigo? Perfeito: continue acreditando que são apenas insanidades de Profeta! No mais: estou indo embora.


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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