ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Núncio natalino

O que deveria ser a concepção universal do verdadeiro sentimento natalino. Deveria!..


Segundo os relatos bíblicos, a 2015 anos da era cristã, o que não foi ontem, nascia em Belém, Jesus Cristo. O filho primogênito de José e Maria. Viera ao mundo com a missão de difundir a palavra que reconforta, pregar a humanização entre os povos, o amor e a existência de Deus. Jesus Cristo, em sua missão nos arredores da Terra, considerada Santa, delegou autonomia aos apóstolos e instruiu discípulos e seguidores.

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Boa parte de sua vida, vivera em Nazaré, cidade de Israel, pregando a paz, curando os enfermos e combatendo os infiéis e perseguidores; por fim, foi caçado, escorraçado e dando sua vida, morreu pregado na cruz na tentativa de salvar a humanidade. Nascera e desprendido de si, morrera com esse propósito: salvar a insensível imagem e semelhança do filho de Deus, que é o homem.

No dia 25 de dezembro, (embora não seja mencionada biblicamente ou em pergaminho equivalente, o que importa ao cristão é o nascimento do filho do Criador) ano após ano, retomamos esse espírito de renascimento e renovação cristã, celebrando o natal. Dia de celebração, confraternização e acima de tudo, época de pararmos e refletirmos sobre como temos feito em relação aos nossos semelhantes. Será que estamos praticando o legado deixado por Jesus Cristo? Será que somos merecedores da dádiva suprema que nos foi ofertada, que é a vida? Como pobres mortais, não fomos capacitados a fazer milagres, mas se somos pessoas “perfeitas”, obviamente, somos capacitadas a doar um pouco de nós, ao próximo. E para tal, se encontrares uma criança carrancuda, marginalizada nos becos e esquinas da vida, faça-a, ou pelo menos tente fazê-la sorrir. Gestos de meiguice e afeto darão a ela um novo alento de vida.

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Mesmo que o mundo ao nosso redor seja pacífico, cada palavra proferida deve ser a paz que se quer para o mundo! Palavras que não se deixam levar pela brisa leve que batem repentinamente em minhas portas, sopram forte em nossos ouvidos, curam feridas e renovam a saúde física e emocional! Contrário das palavras empurradas pelas lufadas de ventos arrasadores, as palavras movidas pela brisa leve devem ser estacionárias. Profícuas palavras devem ser recordadas sempre.
Se encontrares um idoso triste e lamentoso pelas ruas, ouça os porquês de sua tristeza e lamento. Deixar transparecer a paciência e serenidade fará com que ele sinta novas perspectivas de repensar a saída e solução para o seu problema. Nas trevas da solidão, é impossível raciocinar e racionalizar os devaneios existenciais que nos aflige; pois, o desespero é inimigo da solução. Portanto, auxiliando, pode ser que sejamos auxiliados!
Todos nós devemos ser a paz que Jesus Cristo, quis e quer para o mundo durante os 365 dias do ano! E a paz de espírito, é a paz elementar para se chegar à paz do corpo físico-materializado. A paz reina soberana em todos nós, resta nos descobri-la. Embora a correria do dia-a-dia nos imponha limites, por um segundo, pare...olhe...ouça e perceba a beleza da natureza refletindo o renascimento e a renovação das espécies, que traduzem a alegria e a beleza do espírito natalino. Descubra e envolva-se!
IMG_1640.JPGAinda é possível haver interação harmônica/mutual entre as espécies; porém, para tal, cada uma delas deve despir-se das penas, dos cascos, dos casulos, dos chifres, dos afiados dentes caninos, das peçonhas, das patas, da prepotência, das falácias e dos egos. Em outras palavras, a harmonia entre as espécies exige sensatez para reconhecer o erro cometido e pedir perdão de coração, humildade para nivelar-se à outra espécie; dar o melhor de si na realização das tarefas cotidianas e sempre que necessário, enxugar as lágrimas dos olhos alheio. Harmonia e paz, mesmo que tardia! Para todo o sempre, amém!

Ratificando: a paz, a alegria, a felicidade e a renovação dos seres vivos são sensações e atributos que nos foram dados pelo criador e os sinais estão por toda parte: na gota de chuva que cai molhando a terra facilitando a germinação dos grãos; no ajuntamento das águas renovando o ciclo hidrológico; na flor que se abre e exala o perfume característico da espécie; na criança que, momentaneamente, dispensa o seio da mãe, para inocentemente, sorrir de olhos fechados; nas revoadas de pássaros que cruzam o céu, voando para lugares distantes à procura de alimento, sombra e água fresca; na brisa suave e invisível que desliza pelo nosso corpo, amenizando o calor escaldante do verão; no pescador, que nos finais de tarde rema seu barco pela vastidão do mar em busca da provisão de sua família; enfim, na possibilidade de renovar o pensamento humano em cada amanhecer. Medite! Diante de tantos feitos e tantas catástrofes, sinta-se surpreso consigo mesmo!

Descartes escreveu: [...] “E me habituar a crer que não há nada que dominemos de todo, salvo os pensamentos...”.
Aludido à afirmativa, devemos crer que somos dotados de pensamentos, sentimentos e emoções, restando-nos dominá-los, pois somente poderemos colher o que semeamos. Se semearmos simpatia, solidariedade, carinho, amor e gratidão; como resultado, pode ser que colhamos: simpatia, solidariedade, carinho, amor e gratidão! Assim sendo, estaremos bem próximo do verdadeiro sentimento natalino; bem próximo de atingir o ápice da complexa arte da simplicidade!
A síntese do verdadeiro sentimento natalino - após, ou durante o ciclo vital - é saber que os adjetivos passam; porém, os substantivos permanecem inalterados para sempre. São imortais. O cristianismo retrata com lucidez e clareza os substantivos nos deixados como legados por Jesus Cristo. Será que realmente estamos praticando-os de fato? Em toda sua inteireza ou apenas iludindo os nossos espelhos, com o desencargo de consciência de fazer as tarefas pelas metades?
Caro amigo leitor, viva intensamente a euforia do espírito natalino e o dia dedicado ao nascimento de Cristo, porém, acenda as centelhas nos demais 364 dias do ano: sorria, beba, coma, abrace, dê e receba presentes, comemore, confraternize, planeje, exagere, ame, sonhe. Mas, faça dos outros 364 dias do ano, uma data única: a de 25 de dezembro.
Nos 364 dias do ano vindouro, embrenhe-se pelos caminhos da prática do amor. Nesta infindável estrada, a vida rejuvenesce e renova-se firme e solidificada. Somente o amor constrói e transcende superando as agruras do cotidiano. Supera barreiras e muros intransponíveis. Reconforta e reativa edificações estacionárias, tornando-as, ilimitadas e insuperáveis. Supera os absurdos do terror que aterrorizam o mundo! Surpreenda-se e faça surpresas! Renasça e faça renascer! Viva e faça alguém viver! Sonhe e faça alguém sonhar! Existem “lembrancinhas” de custo mais baixo e melhor que estas? São nostálgicas, românticas e ficarão marcadas para sempre nas lembranças e recordações de quem as recebe. Coisas simples e humildes custam menos e são mais apreciáveis e caras.
No mais: “Paz na terra aos homens de boa vontade”. E se possível, benevolentes mudanças de pensamentos e atitudes, aos de má vontade. Tenho que ir, pode ser que um dia eu volte. Antes de minha partida, ratifico: “paz na terra aos homens de boa e má vontade”!

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Mansidão de coração e fazer o bem a quem quer que seja, foi o preconizado por Cristo na Terra. Os meus ensinamentos foram decorados pelos cristãos bem antes destes. Portanto, revivamos os ensinamentos e legados esquecidos pela memória, a cada segundo; para definitivamente, aprendê-los a vida inteira.

Estes e mais alguns conceitos deveriam ser a concepção universal do verdadeiro sentimento natalino. Deveriam!..

Nota final: por que não viver nos 364 dias do ano, a euforia proporcionada pelo dia de natal? Amiúde, troquem os dias do ano pelo espírito natalino e faça do dia 25 de dezembro, o que habitualmente faz no decorrer do ano. Certamente Jesus Cristo ficaria bem mais contente com esta permuta, ficaria feliz em saber que o espírito natalino renasce todos os dias em vossos corações. Porém, diante das tentações cotidianas, transformar datas em atos, é querer muito. É complicar demais o que já fora estabelecido a séculos pelos princípios humanos e religiosos; então, é melhor deixar como esta: falando em renovação e nada renovando. Enfim, que tenhas um formidável e reflexivo natal, pelo menos um dia por ano. É melhor do que nada.

IMG_1524.JPGRow, row, row! Se a bola chutada pelo goleador não for para fora ou bater na trave, é porque foi gol. Não entendeu nada? É porque as coisas de papai noel não é para serem entendidas; e sim comercializadas, compradas e vendidas. Row, row!

O charlatão do papai noel, com suas vestes vermelhas, barba e cabelos dobrando sobre o peito e o saco vazio pendurado nas costas, dando “uma de bom velhinho” na era do terror e rompimento de barragem, usa a inocência das crianças para endividar os ingênuos pais e adultos. Aliás, sobretudo, essa figura lendária, é garantidamente, invenção comercial, (financiado pela Coca cola, uma das piores misturas químicas que dizem ingerir pelo gosto e prazer) e indução ao consumo, que em nada se relaciona, em nada representa à comemoração cristã; ou melhor, como citado: usa a inocência das crianças para endividar os ingênuos pais e adultos. Profetizando: embora ouça, desde que o mundo se tornou mudo, porque desde sempre foi cego, sempre houve um idiota engabelador que suavemente, astutamente, passa fel transformado em néctar nos lábios dos sábios.

...deveriam, porque imbecilizaram, bestializaram, deturparam o verdadeiro nexo da estada de Cristo na Terra, em detrimento de um emblema, impregnado de dogmas e paradigmas, que chamam de "bom velhinho". Realmente a humanidade está mais próxima do precipício das trevas do que o planificado e estipulado pela razão da luz!

O que escrevo é para ser lido? Lido ou praticado? Como sugestão: o que escrevo é para ser praticado, por que lido, supõe-se que tenha sido.

Fotos pertencentes ao autor do artigo


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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