ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler.

A rebeldia dos livros move o mundo

No préstito do saber, os livros atropelam o futuro, estão anos-luz à frente do tempo. O que dizer do "Pequeno Príncipe" que passa dias, décadas e mais décadas e lá está ele, rosnando, esbravejando, insinuando à prateleira que é atual e por isto, deve ser leitura obrigatória?


Se ler é enfadonho, perda de tempo e pouco acrescenta à cultura e intelectualidade do “cidadão brasileiro”, continue acreditando puramente na obtenção de diploma; motivo de discursos políticos e avoluma os números dos governos, que os governam.

IMG_0563.JPGOs livros dobram contando histórias, explicando o inexplicável, justificando as evidências, maculando teorias e calculando os números do tempo, que laconicamente se perderam no corrosivo tempo. Os livros mentem, desmentem e são controversos. Os livros possuem o poder do autodidatismo. .
Se o leitor não quer se aventurar e fica inerte, remoendo o medo, porque este é o seu paraíso...não quer aventurar em pensamentos para não queimar os neurônios em reflexão...não quer sentir fortes emoções, pois tem receio de virar anjo, criando asas para vagar a liberdade por lugares inóspitos, escondendo-se debaixo da cama para não ser visto...atente-se, cuidado com eles, pois os livros são bruxos e exorcizam mesmo! Os livros não permitem, desconhecem a condicional "se".

Ler é mergulhar no imaginário do escritor. Navegar do vertedouro à foz das letras; desaguando no imenso manancial de conhecimento. Ler é o suor, é o labor, é o processo crítico que culmina no respeito aos direitos e deveres de cidadania entre cidadãos e poder público.

Paulatinamente alguém diz que quem estuda tem mais oportunidades e maior valor: maior valor no mercado de trabalho; maior valor social; maior valor intelectual. Todavia, estudar não se compara à leitura alternativa e independente; sobretudo porque a leitura não resume apenas aos valores; mas no engrandecimento do saber individual, ao potencial humano, atributos que somente quem os possuem respondem por eles. Ademais, a leitura e o saber não ocupam lugar nas prateleiras da mente, bem como não precisam catalogá-los para futura pesquisa. O saber e a leitura são bibliotecas livres e ambulantes. Enciclopédias operantes.
Ler é se transportar para a fantasia, onde o escritor viajou por mundos imaginários; reinos além-mar, dominados por reis, rainhas e fadas. Neste estilo literário, basta pregar os olhos nas páginas do livro e a mente acompanhará as cenas, traduzindo-as de maneira teatral. A mitologia, a magia e o cenário da trama incidental tornam-se pequenos e a cada frase, a cada parágrafo, a cada capítulo lido, as cortinas do teatro imaginário se abrem, traduzindo a montagem da peça. O leitor passeia por onde a escrita registra a cena.
Através da leitura, o leitor adquire o passaporte para viajar a países muito distantes no mundo, e estando lá, interagir em pé de igualdade com os povos locais sobre os seus hábitos, costumes e origens; que naturalmente são diferentes dos quais o leitor está acostumado. Obtém-se conhecimento sobre as iguarias exóticas; crenças e idiomas que outrora vigora(va)m naqueles paradeiros. Através da magia chamada leitura, o turista transporta-se em máquinas, equipamentos e naves tecnológicas avançadas, as quais representam os países e o desenvolvimento dos mesmos. Portanto, a leitura é uma ferramenta de interação e como tal, melhora a intelectualidade, estimula o raciocínio, aguça a memória e expande em sabedoria o universo humano. Quem lê continuamente, não apenas questiona, filosofa, critica, fundamenta, reflete sobre si e seu meio; mas também torna-se flexível e maleável de ideias. Ler é dizer não, à alienação.
Se queres fugir do estado de inércia de conhecimento, estás cansado do comum, saturado da mesmice, abobado com as mesmas palavras rotineiras; enverede-se, caminhe, vagueie pelas páginas de um livro. Disponha de tempo, convide o dicionário para a aventura, renda-se ao inusitado e esteja de mente aberta as novas experiências e tendências. Em cada livro uma nova surpresa, em cada surpresa um desprendimento interior. Permita que a sua essência se surpreenda com o desprendimento! Deixe o queixo cair, sinta-se boquiaberto com o que lestes! Deleite-se com os êxtases e arroubos que a leitura traz às ocultas.
Entenda as metáforas, reflita sobre as entrelinhas, divirta-se com as parábolas, sorria com as cacofonias, amenize a dor com a poesia, ceie as idiossincrasias, conheça a linguagem da fauna, flora e objetos inanimados com a onomatopeia, aproprie-se das partes revelando o todo com a metonímia, amenize os termos grosseiros com os eufemismos. A linguagem pode ser conotada, mas os atos devem ser, obrigatoriamente, ser denotados. Na leitura, teses e antíteses se misturam. Leia. Leia, porque és uma dissidência das desinências do idioma.
Os livros não são e não apoiam os sectarismos; em contrapartida, amam a liberdade do saber.
Os livros quanto mais mal cheirosos; mais amarelecidos pelo tempo for, inversamente proporcional será o ensandecimento pela leitura. Ler relaxa os músculos, acalma os sentidos e enobrece o espirito. Mas uma observação deve ser levada em consideração: que seja um livro, ou um texto que traga incorporado em seu conteúdo o perfume ameno das palavras. As cores do arrebol crepuscular; a suavidade das pétalas de flores e o sabor do néctar do conhecimento. Ler é sublime!
O marasmo sombrio que paira sobre o universo, foi iniciado com a falta definitiva da leitura de livros, crônicas, contos, artigos, romances; e acima destes, a falta de leitura filosófica, ciência que está perdida nos recônditos dos seres, que para alguns, são humanos e semelhantes.
Ler é a transformação de direitos em deveres; deveres em Homens; Homens em cidadãos; Cidadãos em Cidadania; Cidadania em Democracia, e Democracia em Nação. Nota-se portanto, que existe uma cadeia lógica e para se atingir o produto final, que é um país pleno. Livros, leitor e leitura aliam-se em virtude da cultura; e é o reflexo intelectual de um país: chamado Brasil? Pode-se então considerá-lo uma nação?
IMG_0573.JPGEm cada livro, uma leitura. Em cada leitura, uma magia. Em cada magia, um cidadão que não precisa de quem o governe. Ponto!
A Argentina foi o primeiro país a ter uma universidade pública na América do sul. E como comparação, além das muitas livrarias, o poder público argentino disponibiliza três vezes mais bibliotecas públicas para cada 100 mil habitantes, do que o Brasil. Ciúme e inveja cultural: talvez estes sejam os motivos dos brasileiros falarem tão mal de nuestros amigos y hermanos.
Quem lê não comete pequenos deslizes; sendo que pode causar maremotos, incendiar vulcões. Bom, se nada do que lestes o convenceu, porque és um leitor de correr os olhos no texto, compete na modalidade maratonista, ou salto à distância de capítulos na leitura pormenorizada, aceite de grado, pacientemente os mandos e desmandos, daqueles que estão no comando. Pois, eles estudaram meia dúzia de palavras para governarem os que estudaram o abecedário, apenas.
Abusando da redundância, Monteiro Lobato disse que "uma nação se constrói com homens e livros"; no entanto, não faz muito tempo, um certo presidente indecente contrapôs o sábio, dizendo: "não gosto de ler"; por extensão, disse: "detesto ler, odeios leitores e para o meu delírio, deveriam incendiar todas as bibliotecas do mundo; para contra-atacar esse senhor só mesmo recorrendo a rebeldia do livros e através dela, formular a aliteração, que é: Um fraco rei que faz fraca a forte gente.
Enquanto os números, os quais são capítulos de dela, governam; a rebeldia dos livros move o mundo, e deveria incinerar um infeliz, tal qual o ex-presidente que disse a pérola citada. Ademais, os escândalos de corrupção envolvendo o tal "ignorante" (esta deve ser a qualificação para os difamadores da leitura) bate à porta do brasileiro todos os dias.
Fotos pertencentes ao autor do artigo


Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler..
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