ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta"

Loreena Mckennit, além de ser multi-instrumentista, é “Uma Celta Errante”

Imagina-se que compor uma peça musical é como escrever os hiatos e entrelinhas das intimidades, pois tanto uma como o outro, é o encontro do artista, consigo; e quando se faz com convicção vocacional, com paixão e amor, a obra será construída. Diante deste ideal pregado por quem dele se apodera, o que a incomum Loreena Mckennit tem em comum com a irlandesa Enya?


308589.jpg Em épocas de desalentadores dilúvios em formigueiros, a fusão da miscelânea de estilos musicais difundidos por Loreena e Enya, descansam os tímpanos e enobrece o espírito.
Numa referência rápida, é que em seus âmagos, os estilos de música que iluminam suas auras energéticas é o new age, o folk, o celta, o medieval, o erudito, o world music e todos os mais nobres ritmos que possam elevar o espirito, sem suspender, mesmo que temporariamente, o mais ínfimo suspirar da alma. Afinal, alma e espírito se perpetuam na infinitude do Cosmo através da música.

O leitor teria, não só a audácia de dizer, mas verdadeiramente ser um errante? Pois errante é aquele que não tem medo de pôr a cara para bater; não se vangloria dos acertos e virtudes; enfrenta as adversidades sem fazer caretas ou pedir socorro; assume em momento oportuno os seus erros e evita cometê-los novamente; não se assusta com o abalroamento do barco diante das tormentas; não mede esforços para conquistar o que julga lhe pertencer por merecimento. É, deve-se concordar que não é fácil ser errante; sobretudo, porque Jesus Cristo, Ghandi, Sócrates, Tiradentes, Lavoisier, Mandela, Bilbo Bolseiro e mais meia dúzia de errantes viveram em épocas opostas às atuais.

Ainda bem que Loreena não sentiu o desânimo do escritor deste; não se deu por vencida ao primeiro obstáculo; senão, teria se sucumbido nas tumbas da indolência; impregnando em sua consciência o “eu não consigo”. No entanto, deu mostras que a conquista está para o arredio, como o frio está para as regiões polares. Provou para os incrédulos que tudo que gravita ao redor do planeta passa primeiramente pelos movimentos da inconstância; pois nem da canoa amarrada ao resistente tronco de árvore com grossas correntes, pode-se afirmar que está totalmente segura. Pela lei da proporcionalidade, o perigo e o fracasso rondam toda e qualquer conquista e são pratos da mesma balança.
Povoado de Morden; planície de Manitoba. Foi naquele lugar minúsculo que europeus vindos da Irlanda, Escócia, Alemanha e Islândia, fugindo do desespero da guerra e unindo-se contra a fome, aportaram em terras canadenses. Misturando os quatro povos, cultura de um, enriquecimento e aprendizado dos outros. E nessa difícil missão de aprender, reeducar-se em família e sobreviver em comunidades, nasceu aos 17 de fevereiro de 1957, Loreena McKennitt.
Sonhando, mas sem mover os pensamentos do esfarrapado travesseio em que repousava as esperanças, ela previa tempos nebulosos e sombrios no decorrer dos anos vindouros, tanto é verdade que disse categoricamente: "A experiência cultural geral era um tanto limitada". Contudo, Loreena não se intimidava com as agruras, as quais o destino lhe traçara e de acordo com a ocasião, fazia o que estivesse ao seu alcance para superar os percalços. Sem medo de pecar pelas palavras, a musicista confessou que foi uma menina arredia e quando necessário, quando se via pressionada, surrava os meninos de sua geração sem dó e piedade; assim, além de intimidá-los, ela conseguia se impor diante deles; o que lhe foi útil mais tarde, quando precisou tomar frente e iniciativas de líder.
Seu dom para a arte iniciara em tenra idade, e o engatinhado foi como dançarina. No entanto, suas intimidades artísticas iam muito além da dança, faltando apenas quem a descobrisse. Nesse tocante, a sensibilidade dos olhos da professora de canto e piano, Olga Friesen, foram perscrutadores e investindo seu tempo e conhecimento naquela que, fatalmente, seria o que é: uma Loreena habilidosa e multi-instrumentista em vários segmentos da arte; porém, determinada no fazer das mãos e dos dedos, desfiaria cordas e teclas.
Os rios podem negacear os gravetos e ingás ao voltear-se nos baixios, espraiar em meandros, estrangular o caudal veloz em certos pontos, porém, invariavelmente, irão desaguar nos maiores e por fim, o cordão caudaloso de água findará no mar. Exatamente o que ocorrera com Loreena, pois, sendo filha de um pequeno fazendeiro que como a maioria, não quer ver o filho ser o que ele é, embora fosse iminente artista em épocas vindouras, o desejo dos pais é que ela fosse veterinária. Como campesina, gostava de animais; contudo, amava a música. E este foi o diferencial para aparentar por fora, a artista que devotara por dentro.
loreena2.jpgEm 2013 Loreena Mckennitt aportou-se no Brasil pela primeira vez para a turnê que percorreu as cidades de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Até então, ela tocava acordeão e piano. Porém, Alan Stivell foi o mentor que Loreena precisava para inspirar-lhe as notas secretas da harpa, instrumento que após dedilhar a primeira vez, nunca mais parou. A parceria entre ela e o instrumento foi paixão aos primeiros correres de dedo e ao apertá-lo contra o peito, o céu prostra-se boquiaberto, reverenciando-a.
Até os anos de 1970, ela cantava em corais e apresentava seus pequenos espetáculos em clubes da cidade e região. Ao termino de cada apresentação, choviam palmas e assovios, considerando-a definitivamente uma artista "folk" que valorizava e muito, a cultura dos imigrantes, a qual era representada pelo festival Winnipeg Folk.
Ainda nessa mesma década, Loreena se inscreve num concurso de música. Era chegado o momento do júri e canadenses ouvirem música de qualidade. Quase dois mil candidatos escritos; desses sobraram 15 e ela estava entre eles. A malha fina seguia peneirando, passando apenas seis: novamente ela carimbou o passaporte com a cena de My Fair Lady, fato que deixou todos os juízes de queixo caído. Ganhando ou não, todos os classificados receberam 5 mil dólares canadenses e mais a oportunidade de realizar um trabalho na CBC indústria fonográfica.
No final da década, ela definitivamente sai à caça de novos ares para respirar, indo para Stratford, Ontario. Esta cidade é palco do conhecido e aclamado Shakespeare Festival do Canadá. No entanto, antes que faltasse fôlego e caísse no desânimo, embarca para Toronto. Adotando um estilo bem próprio, a começar pelo cabelo vermelhado, Loreena consegue se apresentar, tanto dentro, como fora do país; fato que lhe rendeu a gravação do primeiro álbum.
- Fui apresentada à música celta em um "folk club" em Winnipeg, no fim dos anos 70. Muitos membros do clube vieram da Irlanda e da Inglaterra e através deles, eu aprendi muito sobre o repertório tradicional.
Nesses mais de 25 anos de carreira, Loreena já lançou 15 álbuns, desses 4 ao vivo. Lembrando Led Zeppelin e o nosso arrojado “síndico” Tim Maia, foi possuidora do selo independente, o qual a produção intitulava-se Quinlan Road. O estilo new age se especializou em fazer musicais para trilha sonora de filmes, com isto, a musicista alcançou notoriedade com o filme/série The Mists of Avalon (As Brumas de Avalon). No entanto, suas músicas fazem parte de muitas outras trilhas.
Com as coisas encaminhadas, com os suportes garantidos, com as mesas postas, com os resistentes esteios em pé e livre das intempéries, toda casa é habitável; porém a história de Loreena é marcada por algumas passagens que chega a ser hilária, se não fosse a dificuldade por qual passou, o que se deu em Toronto, quando sem meios de sobrevivência, ela gravava as fitas demo do álbum pirata, enfiava-as nas caixas e ia com cara e coragem vendê-las nos correios, nos minguados concertos que fazia, nos cafés, nos bares, nas livrarias e outros espaços culturais alternativos da cidade. Nessa mesma ocasião, ela se tornaria uma vendedora ambulante, correndo cidade em cidade, oferecendo as fitas, ou tentando vender um espetáculo para quem se interessasse. Como percebido, boa parte de seu trabalho foi através do boca a boca; através da bater de porta em porta.
Em 1980 e mais alguns anos, Loreena foi obrigada a render-se e pedir dinheiro para os pais para lançar algumas músicas, o qual denominou-se "Elemental". Esta coleção que não era álbum, não era CD, mas as fitas, as quais levavam o nome do selo independente: Quinlan Road. O nome deste é por causa da estrada que passa ao lado da fazenda em que seus pais moram, Stratford. Na capa desse trabalho praticamente experimental, ela aparece na foto com muitos cães e gatos, além é claro, de seus inseparáveis instrumentos.
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A tensão econômica diminuiu quando ela por fim, conseguiu lançar o álbum "The Visit". Este, sim, foi o primeiro de uma série que parece não acabar mais. Em 1983 ela passou por graves problemas de saúde em Londres; e em estado convalescente, foi surpreendida pelos seus amigos que, sabendo de seu apreço pelo instrumento de corda, comunicaram-lhe que ao lado do hospital, havia o seu tão sonhado objeto de desejo. Ao sair, correu até a loja e apossou do instrumento de segunda mão pela bagatela de 250 libras esterlinas.

"The Book Of Secrets" chegou ao primeiro lugar na parada internacional de sucessos Billboard World Music antes de se tornar o álbum "crossover" de maior êxito daquela parada em todos os tempos. Para complementar a trajetória de sucesso dessa obra, deve-se mencionar que ela atingiu imediatamente o primeiro lugar nas paradas da Grécia e da Turquia, bem como conquistou o terceiro posto no Canadá e manteve-se entre os dez primeiros em países como Itália, Nova Zelândia e Alemanha, além de aparecer entre os vinte primeiros nos Estados Unidos, Espanha e França.

Sobre as desilusões do amor: "não estou preparada para sacrificar meu ser engajado no mundo por apenas um relacionamento."
Quando perguntada se o álbum "Live In Paris And Toronto" poria fim aos concertos ao vivo, declarou: “De certa maneira sim, afinal meu compromisso com a Warner havia chegado ao fim e decidi que devia dedicar mais tempo a minha vida pessoal. Pensei que era o momento adequado para fazer essa espécie de retrospectiva, de recapitulação".
Segue na íntegra a entrevista dada por Loreena em 1998 a uma revista europeia de música:
EA - Você nasceu e cresceu nas pradarias canadenses, numa comunidade de imigrantes com raízes na Irlanda, Escócia, Alemanha e Islândia. Como isso colaborou na característica transcultural e ecológica observada em seu trabalho?
LM - Creio que os cenários naturais e as lembranças de infância podem ter servido como ponto de apoio para o gosto que eu nutri por um modo transcultural de vida. E o Canadá é tão multicultural hoje! Eu me lembro, por exemplo, de estar em meio a reuniões de pessoas, música, comidas diferentes... Até mesmo num bazar de igreja podíamos encontrar pratos islandeses, alemães, irlandeses. Foi importante, como compositora, sentir esse tipo de coisa por mim mesma - o fato de que o mundo é bem mais do que apenas um grupo cultural.
EA - Você define sua música como um tipo de "world music", onde se misturam influências de vários países. Mas muitas pessoas ainda tendem a encaixa-la no vago rótulo "New age". Como você define "new age", "world music" e as diferenças entre elas?
LM - Antes de mais nada, penso que quem deseja iniciar uma discussão a esse respeito poderia dar uma olhada na história da categorização, da classificação da música. Para mim, essa terminologia desenvolveu-se em função da indústria, e não necessariamente a partir dos ouvintes. As pessoas na rua não se importam realmente sobre como a música que ouvem é rotulada; importa-lhes apenas sentir se a consideram interessante, ou não.
Creio que a categorização ocorreu como um instrumento pragmático para ajudar as pessoas a localizar-se numa loja de discos, quando elas não sabem nomes de artistas ou de gravadoras. Nesse sentido, ela apresenta um auxílio positivo. Mas penso também que a categorização é um recurso infeliz.
Como definir a categoria de musica new age? Eu diria que é o tipo de musica que tem a capacidade de atuar, em variados níveis - desde o heavy metal até os cantos gregorianos, a música clássica ou o jazz -, no sentido de tocar as emoções dos ouvintes e causar algo diferente em seu interior. Quando você está apreciando uma musica new age, notará que essa musica proporciona fundamentalmente uma atmosfera; ela não está querendo desafiá-lo, não deseja que você se concentre em algum aspecto em particular, não quer atrair sua mente neste sentido. Reconheço que há diferentes tipos de atmosfera em minha musica, mas penso que existem várias outras coisas nela além de atmosferas.
A world music implica a fusão de influências de diversas culturas ao redor do globo. Por essa condição, ela é a que mais se aproxima da musica que faço, porque eu realmente uso muito dessas influências. Mesmo assim, acredito que na minha musica existem assuntos e temas que não aparecem em absoluto na new age, e são esporadicamente encontrados na world music, considerando esta última no sentido de recorrência a um arquivo da tradição musical; o que faço tampouco é recorrer simplesmente a esse arquivo - há, no meu trabalho, um processo derivativo em vários níveis.

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Portanto, minha musica não se encaixa exatamente nessas definições, e isso se reflete claramente nas pessoas que contatam meu escritório. Vemos indivíduos de diversas faixas etárias, profissões - professores de arqueologia, geólogos, antropólogos, motoristas de caminhão, por exemplo -, membros de diferentes grupos religiosos... Enfim, pessoas com os mais variados gostos musicais. Fui entrevistada recentemente por uma revista de heavy metal... Portanto, essas pessoas não estão na realidade interessadas em rótulos; mas numa musica que se conecte a elas.

EA - Você considera que a musica do futuro tende a ser uma miscigenação cada vez maior de culturas e estilos?
LM - Imagino que sim, porque com uma maior afluência mais e mais pessoas são capazes de viajar, comprar computadores, televisões, etc., e a partir da reunião de tudo isso o mundo está ficando cada vez menor e estamos ficando expostos a outras culturas de maneira mais ampla. Penso que alguém que atua criativamente também passa pelo mesmo processo.
EA - Como você explica que manifestações ligadas a cultura céltica, como a musica que você faz ou o ressurgimento da religião antiga, estejam obtendo tanta repercussão hoje em dia? O que a cultura céltica tem a dizer para o ser humano atual?
LM - Ha muitas outras pessoas que entendem bem mais desse assunto do que eu. Tentei estudar a história e a musica dos celtas e aprender o máximo que pude, mas não me considero em absoluto uma autoridade no tema. Antes de ir a exposição de Veneza, de 1991, que foi a maior reunião de artefatos celtas de todos os tempos, eu pensava que os celtas eram simplesmente um povo que viera da Irlanda, Escócia, País de Gales e Bretanha. Lá, vendo obras provenientes de pontos tão afastados quanto a Hungria, a Ucrânia, a Espanha e a Ásia Menor, eu fiquei maravilhada. Foi como pensar que a família são apenas os pais, irmãos e irmãs, para então descobrir que existe todo um segmento histórico que constitui um prolongamento da própria pessoa.
Musicalmente falando, existe algo de muito estável na musica céltica, que indica essa ressurgência a qual estamos testemunhando agora. A música céltica trouxe um contexto de sons variados, e toca as pessoas de uma forma pouco conhecida e muito mais profunda. Este é um assunto muito complexo. Quando se começa a estudar outros aspectos da cultura céltica, percebe-se que, como ocorria em outras culturas primitivas, eles eram intimamente envolvidos com o mundo natural; seu tino dependia dessa relação com o mundo natural. Hoje em dia, essa música leva muitas pessoas que perderam seu contato com a natureza a refazer essa ligação. De qualquer modo, é difícil para uma mente contemporânea entender o que uma mente antiga, como a dos celtas, tencionava ao escrever seus textos, produzir sua musica ou suas obras de arte. Ao tentar fazer isso, estamos, na verdade, dando interpretações contemporâneas a situações dos antigos, e não podemos entender tudo isso por completo.
EA - Seu ponto de partida vem sendo a tradição céltica, mas ela a tem levado a terras distantes, como Portugal ou Turquia. Essa tradição continuará no centro de suas criações ou você está expandindo suas fontes de inspiração com outras tradições não relacionadas aos celtas?
LM - Essa expansão, essa penetração em outras áreas, já está acontecendo. Eu percorro outros caminhos tal qual Marco Polo fez em sua época, viajando por lugares, encontrando pessoas. A faixa "Marco Polo", de meu mais recente álbum, The Book of Secrets, evoca exatamente este sentido de viagem, o contato com maravilhas, sons e visões diferentes. Assim, creio que já estou me esforçando e respondendo criativamente as áreas periféricas do passado cultural celta. Mas a raiz do meu trabalho continua sendo a cultura céltica. A música desse povo me atraiu de forma quase instintiva, e se transformou num veículo de pesquisa da história, de uma forma que eu jamais poderia ter imaginado. Quando eu ouço musica céltica, ou vou a Irlanda - o que acontece três ou quatro vezes por ano -, sinto instintivamente que estou voltando para casa. E preciso ficar atenta a isso: o enorme fascínio e interesse que tenho por outras culturas não significa necessariamente que seria capaz de recriar suas formas musicais de maneira bem sucedida. É muito importante ampliar as fronteiras criativas, mas penso que temos também de ser realistas sobre o que fazemos melhor e respeitar os próprios limites. Para o futuro, penso que ainda existe muito o que fazer e aprender em relação aos celtas, sua contemporaneidade, como sua influência atuou sobre as pessoas com origens célticas, como algumas populações. Mas, assim como fiz em The Book of Secrets, não me concentrarei nisso.
EA - Sua música também toca muito no tema da religião e da busca religiosa. Como você analisa essa faceta de seu trabalho? Acredita que este é um dos fatores do sucesso que vem alcançando?
LM - Pelo fato de minha musica obter sucesso em tantos países que não falam o inglês, nos quais as pessoas frequentemente mergulham nessas composições apenas pelo seu lado sonoro, sem entender o que está sendo cantado, creio que existe algo de atrativo nelas, além das letras - talvez os arranjos, talvez a textura da minha voz, talvez uma capacidade emocional de fazer com que esses ouvintes se conectem ao que estou lhes apresentando. Creio que esta é a razão primária de haver interesse pelo meu trabalho. Não penso que as pessoas se sintam atraídas primeiramente pela forma com que abordo temas religiosos os espirituais em minhas composições. Mas há várias pessoas que se interessam mais pelo nível oral do meu trabalho, e muitas delas percebem a capacidade da musica de mexer conosco de uma maneira espiritual; nesse sentido, eu uso as letras como plataforma para discutir tais assuntos.


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O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta".
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