ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

As lágrimas são sinônimos de esforço, querer, persistência, labor. Já os sorrisos, de realização, conquista, ato consumado. Por eu ser lágrimas miscíveis imersas em sorrisos, junto as palavras nas frases, emendo frases nos períodos, teço períodos nos capítulos para alguma biografia de páginas em branco ler.

Síntese do livro “Cem dias entre céu e mar”

“Um medo que não pude dividir com ninguém. Embora todos estivessem ao redor, nunca me senti tão só, nunca! Estava caminhando numa direção desconhecida e contra corrente, desafiando os que duvidavam e me afastando dos poucos que acreditavam”. Amyr Klink


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O mar! O indecifrável alto-mar com suas ondas serenas e plácidas no horizonte e repentinamente, transformadas em irresponsáveis e arrasadoras tormentas de perto; com suas misteriosas e infinitas belezas vistas do amanhecer ao anoitecer e os lúgubres e furiosos monstros indomáveis noturnos, os quais aparecem apenas para alguns corajosos, dentre eles, os navegadores e corsários. Mansidão crepuscular ou monstro furioso indomável, o alto-mar é somente para os amantes do silêncio solitário da paz.
Amyr acompanhara a olhos nus os emaranhados de traços do IAT, nome definitivo do barco, com o qual atravessaria parte do Atlântico Sul. Restava então, botar as mãos à obra na construção da “Lâmpada flutuante”, que fatalmente seria a parte mais estafante que qualquer tarefa anterior, porém, a cada detalhe, a cada conclusão de uma etapa, um passo estaria finalizado para realização do feito; contudo, nada seria possível se a equipe não trabalhasse com afinco e dedicação. Ao primeiro rebite, todos assumiram que “A Natureza dá início as grandes obras, mas só o trabalho as termina”.
Exaustivas viagens de Paraty para o Rio de Janeiro iniciam; cada peça com a sua massa devidamente pesada em balança de alta precisão; medidas com precisão exatas, de modo que nenhuma delas excedesse um milímetro, sequer, para mais ou menos; tipo de tinta adequada para cada compartimento e muitas mãos postas em operação para a realização de um sonho que já não estava tão distante; que ao rigor de apertar os primeiros parafusos e porcas, seria muito menor que as teorias e teses divagadas nas muitas noites em claro, as quais ainda alimentavam o receio e a dúvida. Passado a longa e demorada etapa construtiva e as de testes na água, fatalmente o sonho ainda não estaria concretizado, no entanto, seria o alento encurtador que aliviaria a tensão de todos os envolvidos no projeto.
Paralelamente à construção da “lâmpada”, Amyr se sujeitava às sabatinas ininterruptas e intermináveis sobre os seus hábitos alimentares, para que a partir deles, a nutricionista pudesse preparar as receitas para os estimados 120 dias, inicialmente previsto para a travessia; reforçar os seus conhecimentos de oceanografia, os quais necessitariam para superar as condições adversas em alto-mar; estudo aprofundando sobre o seu biótipo, fisiologia e metabolismo, porque em razão destes, facilitaria a descrição das supostas maneiras de sobrevivência e também o receituário sobre os itens de primeiros socorros. Por tudo isto, a ansiedade e tensão tomavam conta dessa vertente secundária; porém, tão necessária, quanto qualquer outra.
Nesse ínterim, mais uma etapa estava sendo estudada, que era em que ponto de terra firme da África Amyr poria o barco n`água. Diante do que mostrava a carta sobre as correntes de benguela, que são as correntes marítimas que atuam no trecho ora determinado para a travessia, ele decidira que, embora muito a contragosto de uma legião de amigos que preferiam Walvis Bay, sairia de Luderitz. Entretanto, obviamente em tese, as indecisões e alterações num projeto só podem ser feitas enquanto o mesmo ainda não está em operação, faltando uns meses para a realização do feito, ele mudou de ideia e optou pela segunda opção, que era Walvis Bay.
No entanto, nem toda suposta coerência e bom senso de planejamento livra o projeto de empecilhos, não o exime dos inconvenientes de última hora; e portanto não significa acerto pleno, mesmo porque, muitas coisas ainda na construção humana são feitas por tentativas e erros e partindo deste pressuposto, a construção de uma embarcação é suscetível de alterações e pequenos ajustes na fase final; fato que alterou as dimensões do barco e por não mais que um centímetro e meio, a embarcação não coube nos compartimentos do avião que o levaria a Walvis. O “erro” se dera devido as chapas metálicas que fora postas nas bordas da embarcação e com isto, se por um lado é ganho de resistência e durabilidade, por outro, aumento das dimensões laterais.
O corre-corre dos técnicos para resolver o problema foi sintomático; porém, Amyr já demonstrava aceitação e sobretudo, paciência de Jó com as adversidades que estavam apenas começando a cruzar o seu caminho e enquanto os acontecimentos contrários ao planejado estivessem acontecendo em terra firme, sem problemas; pior mesmo era quando o desarranjo e os desajustes fossem em alto-mar: sozinho, quem poderia interceder por ele, iluminar seu pensamento, tirá-lo do sufoco, a não ser o sol, a lua, as estrelas e o mestre-construtor, que com sua onisciência e onipresença, é conhecido por Deus e está sempre aposto acalentando e confortando os exasperados?
Uma das coisas mais terrificantes e contribui ativamente para o infortúnio futuro, é o medo, a indecisão e o retardamento em realizar as tarefas no tempo certo, o que envolve o chamado poder de decisão; isso porque, o que é para ser feito hoje, não pode esperar até amanhã, pois, fatalmente haverá o acúmulo de tarefas do dia anterior somadas às do dia seguinte; portanto, a solução mais razoável é fazer disciplinadamente um pouco a cada dia, todos os dias. Talvez algo dê errado a princípio, como foi o caso nas alterações das dimensões de largura do barco, porém se feitas em tempo hábil, com antecedência e parcimônia, a probabilidade de sanar o erro e tudo funcionar bem é infinitamente grande; e Amyr sabia e exercia na prática essa teoria.
Para chegar a esse consenso, o aventureiro passara por uma experiência, além de inusitada, amarga feito fel. Desafiador e mestre em cometer boas e saudáveis peraltices, em certo momento de sua vida, sofreu um acidente e ficou no estaleiro por causa da mão direita que sofrera sérias lesões, justamente a mão direita que mais exercia força, mais impulsionava o remo contra as águas. Se por um lado o ocorrido lhe impunha a quietude de ficar em casa se ocupando com leituras de livros, mapas, cartas e, sobretudo, leituras de viagens de aventureiros que saíam de casa sem saber se um dia retornariam ao lar. Por outro, embora tenha adquirido um arsenal de conhecimento, ficara desolado por não poder remar. Contudo, certas habilidades aparecem exatamente sob a sombra de alguma deficiência e para torná-las aptas e usuais o deficiente tem que pelo menos tentar se expor às novas experiências; e como mágico que tira um coelho da cartola, ele descobriu ser exímio canhoto e com a mão esquerda passou a fazer praticamente tudo, inclusive dirigir máquinas pesadas.
Dirigindo a Toyota rompedora pelas esburacadas estradas de terra dos arredores de Paraty, deparou-se com um trator aposentado e sem pensar duas vezes, comprou a quinquilharia de lata velha por peso. Ao desenterrá-la do buraco em que estava, percebeu que funcionava brilhantemente bem e fazendo transparecer seu amor ao primeiro barulho, dedicou dez dias exclusivamente para brincar de ir e vir com o trator ao longo do terreno, preparando-o para a plantação de feijão, que após 3 meses estava bonito e viçoso. Dando como certa a ideia de que nem tudo o tempo consegue destruir, a própria máquina velha pagaria parte do valor investido pelo aventureiro. Durante esse período, enquanto sonhava com a farta safra de feijão que provavelmente iria colher logo-logo, Amyr passara por outra demorada cirurgia na mão direita, que dava sinais claros de resistência às melhoras e cicatrização dos tecidos.
Porém, a alegria de ouvir o trambolhão de latas roncar, ver o viço dos grãos deflorar a terra, através do florido bendizer o suor derramado e contabilizar as cifras da safra que estava por estourar em breve, não durou muito tempo para os incidentes predizer que certas coisas acontecem de maneira correta, no momento incorreto; pelo menos foi o que acontecera com Amyr. Em uma das idas à roça para levar comida para os seus notáveis trabalhadores, a Toyota dirigida por ele cruzou a pista, colidindo de frente com um Fiat. Perda total do carro e muitos transtornos para o casal que escolhera Paraty e imediações para passar a lua de mel. Ao dar socorro ao casal, os pontos voltaram a romper e tomando um sermão imperdoável do médico que recompôs os pontos em nova cirurgia, que havia dito que se ele quisesse mesmo construir um barco e com a embarcação, cruzar o Atlântico, que fosse mais cauteloso em seus afazeres cotidianos. A lição, ou puxão de orelha, não só serviu de alerta, como também foi importante na questão disciplinar.
Viagem bem sucedida, tanto do aventureiro quanto do barco; mar azul; pássaros e mais pássaros sobrevoando o cais; navios chegando e partindo; um sol para cada vivente de Luderitz. Estando tudo dentro do estabelecido, restava então, fazer os derradeiros ajustes e concentrar-se no tiro de largada. Embora os humanos pensem desta maneira e imaginem que o planejamento é o segredo do sucesso e através dele tudo se resolve, às vezes nem tudo que se quer, está imediatamente disponível a tempo e a hora, e novamente Amyr teria que conviver com a incerteza. Mais uma vez teria que exercitar a paciência; pois a ocasião exigia mais cautela que afobação e qualquer desvio de conduta poderia botar tudo a perder.
Mas, o que ainda teria que ser feito? O que ainda restava para que o barco se apoderasse das intermináveis águas marinhas; para que os remos impusessem velocidade à embarcação e Amyr, além de apoderar-se do incontido êxtase da partida, se apoderasse do imenso abraço desconhecido que o esperava mar`adentro. Tal episódio se deu porque as autoridades portuárias africanas não liberaram, ainda não haviam dado o aval para sua partida. Entretanto, nada que abalasse a sua já tarimbada paciência do canoeiro e em breve, desbravador do Atlântico Sul.

Remos a postos; tiro para o alto; iniciada a competição da travessia Luderitz – Salvador de um barco 6m de comprimento e dois remos impulsionados por um arrojado desafiador. Não, não: ganhar ou perder já basta a competição imposta pelo dia-a-dia; e após o estampido imaginário que soou apenas na cabeça de Amyr, sem perder de vista o foco, o qual iniciara o projeto da travessia a muitos anos, começava a desfrutar da possibilidade de realizar o seu maior desejo.

IMG_2182.JPG“Lá vai uma vela aberta / Se afastando pelo mar / Branca visão que desperta / Anseios de navegar / Meus olhos seguem a vela / Pela vastidão do mar" - Valter Franco
O tempo pelo tempo: brigar contra ele é tolice; mas saber esperá-lo no tempo certo é sapiência!

Semelhante aos nadadores que compenetrados dão as braçadas sem olhar para os lados para não perder impulso e tempo, ele remou intensamente. Para trás estava ficando uma desolada Luderitz, muitos amigos de última hora que o auxiliou com amor e presteza, um farol que o guiaria até certo ponto da viagem, e a felicidade de tudo ter dado certo; porque, seus braços estavam em movimento, assim como os remos, não menos o barco e todos juntos formavam um único objeto deslizante sobre as águas. Ondas móveis se abriam para passagem do rompedor dos mares.

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Passados os primeiros dias, Amyr notara o primeiro inconveniente e descobrindo que dispendera muitas horas de trabalho, dedicara muitas horas trabalhando com afinco e quando assinalava os pontos percorridos em sua carta marítima, pouco produzira. Aquilo o estafava, mas teria também um motivo qualquer, restava então descobri-lo. A primeira pergunta que viera à mente foi: o que fazer para trabalhar menos e aumentar a quilometragem, a produtividade diária? Afinal, se continuasse com aqueles números, a viagem demoraria bem mais do planejado e a consequência, é que poderia faltar até provisão, que rigorosamente, fora planejada para 150 dias em alto mar.
Todo planejamento está atrelando a outras variáveis que se não cumpridas nos mínimos detalhes, comprometerá todo o andamento do projeto em curso e Amyr sabia disto. Resolveu, portanto, alterar radicalmente as metas de trabalho estabelecidas e esperar para ver o que aconteceria: a folha de ponto era quem denunciaria o acerto ou erro na tomada de decisão. No dia seguinte, rigorosamente, diminuiria a carga horária diária de trabalho para dez horas, com paradas de 20 minutos a cada duas horas. Comeria nos horários estabelecidos a priori, tiraria um tempo para sintonizar o rádio amador para tentar “pescar” alguém perdido em alto mar ou em terra; conversaria mais consigo para fortalecer a amizade com os “amigos” que já participavam da viagem; enfim estipulou mais alguns tópicos e atualizou outros da listagem de metas que passariam a vigorar daquele insight que tivera em diante e esperaria pacientemente pelo correr dos próximos dias para ver o que aconteceu.
E não é que Amyr gozava de tanto sossego e equilíbrio, que ao tirar uma soneca na volta do dia, sonhava! Sonhava que estava em lugares inimagináveis; vivendo amores impossíveis; transposto pináculos inóspitos; e no silêncio de um mar calmo, sorria que chegava contorcer-se. Porém, ao retornar do passeio onírico, notava que alguma coisa não funcionava bem e era exatamente pela visita indesejada de tubarões que lixavam o fundo do barco. Sempre aparecia um para tirar-lhe o sossego e trazê-lo à realidade; comunicando-lhe que seu barco menor que um cisco, se comparado às profundezas abissais dos mais de cinco-seis mil metros de profundidade, os quais sua pequena embarcação brincava de bailar na superfície.
Num estalo repentino, daqueles em que a ira abocanha o alento, Amyr foi até o compartimento e sacou o arpão para dar cabo à visita inesperada. Mas antes de lançar a arma contra o corpulento e dentuço animal, algo lhe flechou a consciência, levando-o a pensar sobre quem estaria proporcionando aquilo. Pensando, o aventureiro chegou a conclusão que o invasor era ele e não o tubarão. Refletiu que se a fera o rondava, era porque algo lhe incomodava, enquanto ele, possuía um balanceado arsenal alimentício, kits com muitos utensílios de primeiros socorros, o indefeso animal pondo em risco sua vida, precisava nadar distâncias longínquas em busca da sobrevivência; pois infeliz é o vivente que não possui o elementar para sobreviver, que é a comida. Tais pensamentos desarmaram a agressividade do aventureiro na hora. Jurando não pensar nele nunca mais, devolveu o arpão ao seu lugar. Tomada a decisão, procurava os indícios da razão de sua ambígua atitude, descobrindo que ela existe e está em algum lugar; mas, pressupõe a própria razão que ela não esteja no absurdo do caos; sobretudo porque a razão de competir, guerrear, matar é por demais, subjetiva.
O melhor era combater o mal na raiz e após uma minuciosa pesquisa, notou que uma leva de peixes menores, entre eles, dourados era o que saciava a fome dos tubarões. E o que fazia então, os dourados seguir o barco? Sujeira incrustada no fundo, o que atraia pequenos moluscos, (lepas) que por sua vez, atraiam os dourados e estes, os tubarões. Estava desvendado o mistério e para eliminá-lo, bastava apenas mergulhar e limpar, raspando o fundo do barco. Cadeia alimentar: mais uma teoria biológica que Amyr estudara e naquele momento, forçadamente teria que praticar. Ainda sob essa ótica, as descobertas apresentam aos cientistas doenças tão incomuns que é necessário sofrer delas para compreender sua natureza. O antídoto para a cura do mal causado pela picada de certa serpente peçonhenta é o seu próprio veneno.
E de remada em remada; de brincadeiras em brincadeiras com as gaivotas que ao ver o barco se aproximar, batiam asas e sumiam na vastidão das aguas, esperando-o novamente mais adiante; do respeito que aprendera a ter por cada vivente por qual cruzava; de valorizar um simples bilhete, ou um inexpressivo talão de cheques que achava perdido nos dias da arrumação da casa; de rasgados sorrisos e bate-papo com os amigos invisíveis que jamais saberiam que estavam sendo lembrados por ele naquele instante; do olhar para o litro de vinho que nunca seria aberto; de divagar com nuvens que formavam o tubarão amarelo, animal que muito temera no decorrer da viagem; ao defrontar-se com um bando de filhotes de baleias, que mais parecia uma creche desses imensos mamíferos; ao admirar as acrobacias de uma veterana baleia demarcando o território; enfim, de saber que nunca estivera sozinho nos cem dias e cem noites na imensidão de águas azuis do Atlântico Sul; Amyr recebe a incumbência de um pescador que lhe fizesse o favor de levar o recado para o Doró, que ele só voltaria na sexta.
E com alguém que não se decepciona com o pior dos fracassos, Amyr chegara a uma praia que nunca conhecera. Um pescador se aproximou e perguntou como havia sido a pescaria, no que “o pescador dos mares” respondeu: “Não. Eu não pesquei nada não, meu senhor”!
- Pois é moço. A vida tem dessas coisas: nuns dias se consegue tudo, n´outros dias, não se pega nada. É como a maré: vai, mas sempre volta!

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Encostou o barco. Amyr voava por lugares distantes. Sentia-se esplendidamente bem. Era como se acordasse dos muitos sonhos que tivera durante a viagem. Trazendo duas sardinhas fritas, o pescador reapareceu e disse: “Olhe moço, não tem outro peixe, mas é o que tenho para o almoço”!

Reparando o movimento do nativo, Amyr viu que ele entrou uma pequena choupana e ao lado, ficava o “Buteco do Doró”, de propriedade de Dorinho, nome do senhor que ele teria a incumbência de dar o recado. Papeando, o pescador disse-lhe que ali era o ponto, o local de parada dos pescadores e também onde as mulheres esperavam seus maridos; por isto, a praia foi batizada com o nome de “Espera”, que segundo Amyr, foi o nome mais lindo de praia que ele conhecera até então.
E havia motivos bastantes para o deleite, pois quem espera sempre alcança e para que isto aconteça, paciência; cumprimento de metas; dedicação; emoção; superação; abstenção de umas e abertura para outras coisas; maleabilidade; loucura; coragem; equilíbrio emocional; sangue frio e serenidade em conviver com as adversidades dos amigos inesperados; fizeram dele um senhor aventureiro e conquistador do Atlântico Sul.
Amyr soube como poucos se impor nos momentos certos, clamar pelo perdão divino pelos excessos e superar o primeiro desafio que são as adversidades, que por sinal, não foram poucas. Motivo de finalizar o livro dizendo: “Pensando bem, o que mais poderia alguém no mundo desejar do que olhar nos olhos das baleias, conversar com as gaivotas sobre os azimutes da vida, procurando durante cem dias e cem noites um único objetivo e subitamente, tê-lo diante dos olhos, ao alcance dos pés, numa tranquila tarde de terça feira?”
Sabendo-se que a brisa é indolente e às vezes se torna estática, a realização plena impõe à mente o autoconhecimento, que por sua vez exige do corpo o derramamento de suor. Sobretudo, o que para a maioria dos humanos é sofrimento, para Amyr é conquista íntima.
P.S.: correntes marítimas e os ventos permanentes são formados num centro de alta pressão, denominado Sistema Anticiclônico e existe em determinados pontos de todos os mares. Esse fenômeno ocorre por causa do movimento de rotação da terra e das diferenças de temperatura local. Ficou conhecida como força de Coriolis, em homenagem ao descobridor de mesmo nome.
Fotos pertencentes ao autor do artigo


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