ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Preserva-te o que deve ser preservado

Preserva-te o que deve ser preservado! E para quem prega o amor com todas as suas variantes, preserve-o hoje, para que seus filhos e netos não saibam o que foi o desamor no passado. Porque quando se ama, preserva pelo amor ágape, preserva pelo amor ecumênico, preserva pelo amor global. Afinal, nenhum filho ou neto sobreviverá sozinho no planeta descoberto pelos Profetas e Hermeneutas, chamado Conjunto Vazio, cuja implantação está em curso. Atente-se para a questão o quanto antes, e esqueça o “oba-oba” rotineiro dos políticos-democratas, cientistas e poliglotas espúrios.


foto.jpgPortal de entrada do parque no município de Sete Barras, ou saída para quem entrou por São Miguel Arcanjo.
Exceto os exemplares escritos por Platão sobre o amor idealizado que de tempos pra cá não saem das empoeiradas prateleiras das bibliotecas por nada, e muito se deve ao desejo da carne que é fogo ardente e o crematório dos borralhos do inferno, ninguém ama o que é subjetivo; ninguém ama o que não é palpável; ninguém ama o que não se toca.
Pelas mesmas razões, ninguém protege o que não se tem; ninguém conserva o que não se conhece; ninguém ama o invisível. Porém, Pedalar, viajar, conhecer, amar, conservar, preservar e proteger é tão necessário, tão essencial e vital, quanto respirar. E em cada sopro pedalado pelo derramamento de suor, células regeneram, flores desabrocham, borboletas saem dos casulos e sustentabilidade retomada.
O país de maior biodiversidade do mundo ainda não acordou para a questão da preservação, aliás, como citado no hino nacional, deitado em berço esplêndido, um gigante eternamente adormecido; e absurdamente apenas 16% do território terrestre brasileiro foram transformados em parques. Já na questão da preservação marinha, a política pública para o setor é pior ainda, com o índice não chegando a 2% da costa brasileira, que é uma imensidão, cobrindo o país de Norte ao Sul.
Define-se Unidades de Conservação as grandes superfícies territoriais marítimas ou terrestres preservadas por particulares ou governos, cuja finalidade é proteger, manter e conservar os variados biomas, com seus muitos ecossistemas oriundos da fauna e flora local. Além da diversidade biológica, inclui-se à questão de preservar, manter e proteger os recursos culturais associados ao espaço físico da unidade em questão.
Subordinadas às leis ambientais, as Unidades de Conservação podem ser municipais, estaduais ou federais. Fora essas, ainda existem as APAs, (Áreas de Preservação Ambiental) as APPs, (Áreas de Preservação Permanente) as RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Nacional) que são bem menores territorialmente que os parques.
Uma viagem inicia-se em dado ponto de origem e com a parafernália tecnológica disponível, pode terminar na moradia em que iniciou; em contrapartida, a viagem iniciada num ponto qualquer e permeada pelo conhecimento, o destino final é um lugar que não existe. Contudo, despindo-se dos medos, da inércia de receber as oferendas na mão, possuir olhos libertos e contemplativos para novas descobertas e se dispuser a desbravar o desconhecido, distante e longe são lugares que não existem e jamais existirão para o viajante.
O município de São Miguel Arcanjo está aproximadamente 80 km de Sorocaba e cerca de 150 km da capital, São Paulo e abarca um manancial de recursos naturais, os quais muitos deles fazem parte do Patrimônio Ecológico-Natural da Humanidade pela Unesco.
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Afastado uns 30 km o centro de São Miguel está a RPPN, conhecida como parque do Zizo, cujo nome é em memória ao estudante e idealista que faleceu num confronto entre policiais e militantes-opositores à ditadura militar, regime de governo que teve início em 1964 com o A.I-1 (Ato Instituicional Um) e terminou em 1986.

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Fazer a travessia do Parque Estadual Carlos Botelho é tão sublime quanto expor os tímpanos ao silêncio da sabedoria; sobretudo, os quase 40 km de estrada que atravessam a reserva são envoltos apenas pelos harmônicos e sonoros ruídos da Natureza.

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Nos últimos 30 anos, a mata Atlântica foi desmatada o equivalente a 16 estados de São Paulo; o que não está muito longe de continente do tamanho da Europa. Destes, até os anos 2000, 12 foram em 15 anos. Os números comprovam que a democracia deu liberdade de expressão ao brasileiro, em contrapartida, foi aterrador para os silenciosos biomas de mata Atlântica, que cobriam quase a metade do país.
Por pertencer aos 7% restantes da mata Atlântica e estar encravado na serra de Paranapiacaba, o bioma predominante no parque é o de floresta pluvial tropical, que apresenta vegetação abundante, de crescimento rápido e sempre verde, ou seja, as árvores nunca perdem suas folhas de uma única vez, em uma determinada estação. Portanto trata-se de uma floresta perenifólia. A floresta é altamente diversificada (grande biodiversidade) apresentando-se estratificada, com vegetação densa, muitos cipós e pouca penetração de luz; porém riquíssima para a sobrevivência dos nativos e dependentes.

Na parte alta, ao lado da portaria, está a sede do parque. Aberto para o público quase que diariamente, acompanhado por um guia, o visitante pode caminhar pelas trilhas ecológicas e ter contato com a abundante flora e fauna local. A reserva abriga miríade de espécies de aves e pássaros, sendo os mesmos pesquisados e estudados por ornitólogos (parte da Biologia que estuda os pássaros) das Universidades próximas.
Até pouco tempo a estrada era de terra batida e servia o trânsito constituído por pequenos veículos automotores; um ou outro ciclista e menos ainda, romeiros e penitentes. Em meados de 2015 o percurso ganhou nova infraestrutura e para manter o máximo as características naturais e menor desequilíbrio ao ambiente, o pavimento foi construído com bloquete ecológico. E uma vez previsto aumento no fluxo de carros circulando pelo local, principalmente aos finais de semana, travessias aéreas para animais foram instaladas, facilitando a locomoção e o domínio territorial pelas espécies e populações de animais.
Outro atrativo destacável do parque é o macaco Muriqui, também conhecido popularmente como Mono-carvoeiro. Endêmico da mata atlântica, a maior população de primata da América Latina está espalhada pelos arredores da reserva. Como habita o dossel dos arvoredos e dificilmente desse ao chão, com sorte pode ser visto nas travessias.
Literalmente o divisor de águas da região, os quase 1000 metros de desnível que caracterizam o percurso, cortam transversalmente os inúmeros córregos e riachos, (dentre os muitos, está o rio Temível com suas pacíficas lâminas de água) os quais se juntam nos fundos de vale, contribuindo na formação dos rios.
Nota final: contando com uma fauna e flora abundante e potentes mananciais de águas límpidas e cristalinas, a Costa Rica, país minúsculo territorialmente com pouco mais de 5 milhoes de habitantes, está entre os cinco países mais preservados do mundo. Como o país é pobre economicamente e pouco industrializado, um dos motivos do zelo pela Natureza e meio ambiente, é a necessidade que os costariquenhos tem de extrair dos elementos da Natureza os recursos necessários à sobrevivência. Sob essa ótica, prevendo o escasseamento e a diminuição dos elementos básicos, praticam a sustentabilidade, a não individualidade e o uso racional dos recursos naturais de forma consciente e acima de tudo, obrigatória. Mesmo porque, sabem como ninguém que a falta de matéria prima, é falência coletiva e social.
Fotos pertencentes ao autor do artigo

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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