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Profeta do Arauto


Matemáticos e filósofos equacionam os derradeiros números da vida em troncos de árvores, guardanapos, pratos, papel higiênico, portas e paredes de banheiros, cuja finalidade é fortalecerem-se contra a média que não desvia do padrão de sabedoria e inteligência igualitária social

O Brasil no topo dos picos mais altos do mundo

Em vez de carregar a tocha olímpica, Waldemar Niclevicks finca a bandeira do Brasil nos topos mais altos do mundo. Desafiador e arrojado é o mínimo que se pode dizer sobre o alpinista. Se houver mais alguma coisa a ser acrescentada, fica por conta de quem ler o artigo.


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Os Homens que conquistaram o mundo dividiram as emoções em sorrir pétalas de rosas e o choro de lágrimas de sangue.

Alpinismo: esporte que exige força física, técnica, determinação, perseverança e principalmente, superação. E por mais baixo que seja o cume, é impossível chegar ao topo se o esportista não tiver tranquilidade e equilíbrio emocional o suficiente para superar os próprios medos, as condições extremas de temperaturas e as adversidades das alturas; que em certos casos, é como atingir a plenitude da paz. Ao conseguir a façanha, o céu reverência o alpinista com um: “Parabéns bravo desafiador das alturas, você conseguiu. Ganhou o direito de tocar-me!”

O homem primitivo por instinto, não de sobrevivência, porque humano nenhum precisa desafiar a sorte para respirar a contagem regressiva de vida, mas pela vontade de desvendar os mistérios existentes em territórios distantes, se lançou nos mares e oceanos, nas estradas e o mais inusitado, nas alturas. Portanto, desafiar os limites, o fôlego e a loucura de pensar além dos padrões comuns, tornaram-se coisas elementares no cotidiano de alguns poucos humanos. Apesar dos inconvenientes, contudo, de forma aventurosa e ousada, o homem estabelecia uma relação de amor e ódio com a Natureza; e se por um lado o homem se beneficia(va) com o que ela tem de melhor, ganha pontos por amá-la, por outro, às vezes, paga(va) caro pelo ódio.
Segundo aqueles se dedicam a estudar esse tipo de assunto, um francês no século XXVII prometeu pagar uma gorda fortuna a quem se propusesse escalar os mais de 4800m de altitude do pico Mont Blanc que fica na divisa entre a França e Itália. Uma vez que o pico está encravado na região dos Alpes, a prática de escalar as alturas desses imensos blocos nevados foi nominado de alpinismo.
Em 1936 uma expedição britânico-americana superou os mais de 7 mil e 500 metros altitude do Nanda Devi, a 25ª maior montanha do mundo, que está localizada na Índia. A próxima relevante interação do homem com a altura ocorreu em 1950, no Nepal. Nesse país estão as mais altas montanhas do mundo e superam os 8 mil metros de altitude.
Aqui no Brasil houve um desafio relativamente parecido foi quando a monarquia criou uma expedição para determinar o ponto mais alto nos arredores do estado da Bahia. Através de várias incursões pelos pontos que imaginavam ser o mais alto, pelas tentativas e erros, acabaram descobrindo entre Minas Gerais e Espírito Santo um maciço montanhoso. Simbolizando o suor, a determinação e a glória dos expedicionários, fincaram no cume máximo do pico a bandeira do Brasil; que pelo zelo e apreço dos brasileiros e governança pelas origens históricas, sumiram com a bandeira, sobrando apenas a cruz simbolizando o epitáfio "Ordem e Progresso" da bandeira.
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No Brasil, os pontos mais altos não passam de 3500 m, motivando Waldemar Niclevicz através de caminhadas e pequenas escaladas, praticar o montanhismo. A princípio o escalador praticava o esporte apenas como amador, e após superar as principais alturas dos picos do país, partiu para se especializar nos cumes nevados e o primeiro a ser dominado pela sua técnica e paciência foi o Aconcágua em 1988; que fica entre Mendoza, Argentina e Chile. Tomando gosto pelos maciços gelados, Niclevickz escalou praticamente todos os cumes montanhosos dos América do Sul; porém o maior desafio seria escalar os picos europeus, e não levou muito tempo para os cumes mais baixos do velho mundo tombar prostrados aos seus pés.
Emparelhado com os melhores escaladores da América, a cobiça pelas alturas subia mais e mais à cabeça de Waldemar; mas para atingir o ápice do esporte e melhorar sua posição no ranking, teria que vencer o monte Everest no Nepal. Missão nada fácil, porém possível. A primeira tentativa ocorreu no início dos anos de 1990 e valeu para estudar as dificuldades e consequentemente, desenvolver técnicas para superá-las. Outras tentativas ocorreram; no entanto, em 1995 a bandeira do Brasil foi cravada no pico. Apenas mais uma da série prevista.
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Após ultrapassar o monte Everest, o pico com o maior grau de dificuldade do mundo, o K2 no Paquistão com mais de 8 mil metros de altura, estava na mira do brasileiro. Como treinamento para subir o K2, Niclevickz escalou alguns cumes semelhantes nos 7 continentes. Intensificando ainda mais, escalou três picos com altura acima de oito mil. Em 2000, sentindo que havia chegado o momento ideal, conseguiu o feito e o K2 entrou para o seu diário como sendo a mais nova vitória em montes gelados.
Tecnicamente perfeito nas montanhas, Waldemar arriscava escalar os maciços rochosos. E por volta dos anos 2000 ele conseguiu mais uma façanha, superando o paredão verticalizado de mais de 1500m, que se comparado ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, é cinco vezes mais alto. Não havia mais o que superar, a não ser a ânsia por se dedicar cada dia mais ao esporte de modo geral e se manter no topo. Com os feitos, o escalador já estava na lista dos esportistas mais aclamados do mundo.
Dez anos de escalada em máximas altitudes se passaram e para celebrar a ocasião, Waldemar repôs a bandeira brasileira no monte Everest. E não parou por aí. O alpinista, tanto permaneceu no topo dos cumes escalados, como atingiu as maiores alturas de outros vários. Ademais, estava solidificada de uma vez por todas a hegemonia do brasileiro como um dos mais aclamados e notáveis escaladores do mundo.
Enaltecendo as pinças e dobras de um véu de noiva desfilando suas belezas por um lajedo de quase mil metros de altura, em 2011, Waldemar esteve à frente de uma equipe de aventureiros, cuja finalidade era escalar o Salto Angel, a mais alta cachoeira que enobrece a Natureza venezuelana.

Waldemar escreveu cinco livros: O Brasil no Topo do Mundo, Everest, o diário de uma vitória, Um sonho chamado K2, Tudo pelo Everest e Everest, Sagarmatha, Chomolungma.
Foi homenageado como o "Cidadão Honorário de Curitiba", "Cidadão Benemérito do Estado do Paraná" e "Cidadão Benemérito de Foz do Iguaçu".
Após meio século de conquistas, Waldemar definido por ele mesmo:
“Que a vida seja longa, repleta de montanhas e sonhos para todos! No dia 12 de março completei 50 anos. Impossível não perceber que um bocado de tempo já passou e que muita, muita coisa boa já aconteceu! Fiquei muito feliz com a comemoração do meu aniversário! Vários amigos estiveram presentes no Marumbi, relembrando viagens e escaladas que fizemos juntos e curtindo a beleza das fotos da recente expedição a El Chaltén. Que lugar lindo! Que maravilhoso ter capacidade, saúde e vontade para escalar o Fitz Roy com “meio século de vida”!
No que depender de vitalidade e do alto astral de Niclevicks, o Brasil estará sempre no topo! Um dia talvez, o brasileiro saiba o que isto significa para o si e para país. Quinhentos e mais uns rolos de fumaça de anos não foram suficientes, é pouco tempo para que um povo se forme na Universidade Livre Escolha de Vida e juntos, receba o título de Nação.
P.S.: Waldemar é palestrante, fotógrafo e escritor. Em suas palestras motivacionais ressalta a necessidade das pessoas, individualmente ou em grupo, superar os seus limites e desafios. E se ele não fala declaradamente, proponho que às vezes, arriscar é preciso, precaver-se é necessário e acomodar-se jamais. Porém...deve-se aventurar em busca de si, quem entende que é de aventura; no entanto, uma coisa é certa: não adianta se esconder debaixo da sombra alheia, porque a conquista é individualizada.

Profeta do Arauto

Matemáticos e filósofos equacionam os derradeiros números da vida em troncos de árvores, guardanapos, pratos, papel higiênico, portas e paredes de banheiros, cuja finalidade é fortalecerem-se contra a média que não desvia do padrão de sabedoria e inteligência igualitária social .
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