ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

O Brasil no topo dos picos mais altos do mundo

Em vez de carregar a tocha olímpica, Waldemar Niclevicks finca a bandeira do Brasil nos topos mais altos do mundo. Desafiador e arrojado é o mínimo que se pode dizer sobre o alpinista. Se houver mais alguma coisa a ser acrescentada, fica por conta de quem ler o artigo.


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Os Homens que conquistaram o mundo dividiram as emoções em sorrir pétalas de rosas e o choro de lágrimas de sangue.

Alpinismo: esporte que exige força física, técnica, determinação, perseverança e principalmente, superação. E por mais baixo que seja o cume, é impossível chegar ao topo se o esportista não tiver tranquilidade e equilíbrio emocional o suficiente para superar os próprios medos, as condições extremas de temperaturas e as adversidades das alturas; que em certos casos, é como atingir a plenitude da paz. Ao conseguir a façanha, o céu reverência o alpinista com um: “Parabéns bravo desafiador das alturas, você conseguiu. Ganhou o direito de tocar-me!”

O homem primitivo por instinto, não de sobrevivência, porque humano nenhum precisa desafiar a sorte para respirar a contagem regressiva de vida, mas pela vontade de desvendar os mistérios existentes em territórios distantes, se lançou nos mares e oceanos, nas estradas e o mais inusitado, nas alturas. Portanto, desafiar os limites, o fôlego e a loucura de pensar além dos padrões comuns, tornaram-se coisas elementares no cotidiano de alguns poucos humanos. Apesar dos inconvenientes, contudo, de forma aventurosa e ousada, o homem estabelecia uma relação de amor e ódio com a Natureza; e se por um lado o homem se beneficia(va) com o que ela tem de melhor, ganha pontos por amá-la, por outro, às vezes, paga(va) caro pelo ódio.
Segundo aqueles se dedicam a estudar esse tipo de assunto, um francês no século XXVII prometeu pagar uma gorda fortuna a quem se propusesse escalar os mais de 4800m de altitude do pico Mont Blanc que fica na divisa entre a França e Itália. Uma vez que o pico está encravado na região dos Alpes, a prática de escalar as alturas desses imensos blocos nevados foi nominado de alpinismo.
Em 1936 uma expedição britânico-americana superou os mais de 7 mil e 500 metros altitude do Nanda Devi, a 25ª maior montanha do mundo, que está localizada na Índia. A próxima relevante interação do homem com a altura ocorreu em 1950, no Nepal. Nesse país estão as mais altas montanhas do mundo e superam os 8 mil metros de altitude.
Aqui no Brasil houve um desafio relativamente parecido foi quando a monarquia criou uma expedição para determinar o ponto mais alto nos arredores do estado da Bahia. Através de várias incursões pelos pontos que imaginavam ser o mais alto, pelas tentativas e erros, acabaram descobrindo entre Minas Gerais e Espírito Santo um maciço montanhoso. Simbolizando o suor, a determinação e a glória dos expedicionários, fincaram no cume máximo do pico a bandeira do Brasil; que pelo zelo e apreço dos brasileiros e governança pelas origens históricas, sumiram com a bandeira, sobrando apenas a cruz simbolizando o epitáfio "Ordem e Progresso" da bandeira.
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No Brasil, os pontos mais altos não passam de 3500 m, motivando Waldemar Niclevicz através de caminhadas e pequenas escaladas, praticar o montanhismo. A princípio o escalador praticava o esporte apenas como amador, e após superar as principais alturas dos picos do país, partiu para se especializar nos cumes nevados e o primeiro a ser dominado pela sua técnica e paciência foi o Aconcágua em 1988; que fica entre Mendoza, Argentina e Chile. Tomando gosto pelos maciços gelados, Niclevickz escalou praticamente todos os cumes montanhosos dos América do Sul; porém o maior desafio seria escalar os picos europeus, e não levou muito tempo para os cumes mais baixos do velho mundo tombar prostrados aos seus pés.
Emparelhado com os melhores escaladores da América, a cobiça pelas alturas subia mais e mais à cabeça de Waldemar; mas para atingir o ápice do esporte e melhorar sua posição no ranking, teria que vencer o monte Everest no Nepal. Missão nada fácil, porém possível. A primeira tentativa ocorreu no início dos anos de 1990 e valeu para estudar as dificuldades e consequentemente, desenvolver técnicas para superá-las. Outras tentativas ocorreram; no entanto, em 1995 a bandeira do Brasil foi cravada no pico. Apenas mais uma da série prevista.
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Após ultrapassar o monte Everest, o pico com o maior grau de dificuldade do mundo, o K2 no Paquistão com mais de 8 mil metros de altura, estava na mira do brasileiro. Como treinamento para subir o K2, Niclevickz escalou alguns cumes semelhantes nos 7 continentes. Intensificando ainda mais, escalou três picos com altura acima de oito mil. Em 2000, sentindo que havia chegado o momento ideal, conseguiu o feito e o K2 entrou para o seu diário como sendo a mais nova vitória em montes gelados.
Tecnicamente perfeito nas montanhas, Waldemar arriscava escalar os maciços rochosos. E por volta dos anos 2000 ele conseguiu mais uma façanha, superando o paredão verticalizado de mais de 1500m, que se comparado ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, é cinco vezes mais alto. Não havia mais o que superar, a não ser a ânsia por se dedicar cada dia mais ao esporte de modo geral e se manter no topo. Com os feitos, o escalador já estava na lista dos esportistas mais aclamados do mundo.
Dez anos de escalada em máximas altitudes se passaram e para celebrar a ocasião, Waldemar repôs a bandeira brasileira no monte Everest. E não parou por aí. O alpinista, tanto permaneceu no topo dos cumes escalados, como atingiu as maiores alturas de outros vários. Ademais, estava solidificada de uma vez por todas a hegemonia do brasileiro como um dos mais aclamados e notáveis escaladores do mundo.
Enaltecendo as pinças e dobras de um véu de noiva desfilando suas belezas por um lajedo de quase mil metros de altura, em 2011, Waldemar esteve à frente de uma equipe de aventureiros, cuja finalidade era escalar o Salto Angel, a mais alta cachoeira que enobrece a Natureza venezuelana.

Waldemar escreveu cinco livros: O Brasil no Topo do Mundo, Everest, o diário de uma vitória, Um sonho chamado K2, Tudo pelo Everest e Everest, Sagarmatha, Chomolungma.
Foi homenageado como o "Cidadão Honorário de Curitiba", "Cidadão Benemérito do Estado do Paraná" e "Cidadão Benemérito de Foz do Iguaçu".
Após meio século de conquistas, Waldemar definido por ele mesmo:
“Que a vida seja longa, repleta de montanhas e sonhos para todos! No dia 12 de março completei 50 anos. Impossível não perceber que um bocado de tempo já passou e que muita, muita coisa boa já aconteceu! Fiquei muito feliz com a comemoração do meu aniversário! Vários amigos estiveram presentes no Marumbi, relembrando viagens e escaladas que fizemos juntos e curtindo a beleza das fotos da recente expedição a El Chaltén. Que lugar lindo! Que maravilhoso ter capacidade, saúde e vontade para escalar o Fitz Roy com “meio século de vida”!
No que depender de vitalidade e do alto astral de Niclevicks, o Brasil estará sempre no topo! Um dia talvez, o brasileiro saiba o que isto significa para o si e para país. Quinhentos e mais uns rolos de fumaça de anos não foram suficientes, é pouco tempo para que um povo se forme na Universidade Livre Escolha de Vida e juntos, receba o título de Nação.
P.S.: Waldemar é palestrante, fotógrafo e escritor. Em suas palestras motivacionais ressalta a necessidade das pessoas, individualmente ou em grupo, superar os seus limites e desafios. E se ele não fala declaradamente, proponho que às vezes, arriscar é preciso, precaver-se é necessário e acomodar-se jamais. Porém...deve-se aventurar em busca de si, quem entende que é de aventura; no entanto, uma coisa é certa: não adianta se esconder debaixo da sombra alheia, porque a conquista é individualizada.

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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