ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

O inovado, evoluído “Laissez faire” da sociedade brasileira

Conquistar à base do grito, à base do choramingado, à base do berro: não seria essa a Nova Ordem Brasileira assinada em Constituição e plenamente aceita pelos modernos democratas sociais? Se bem aplicada, esta técnica democrática é infinitamente superior, infinitamente mais eficaz e menos desgastante, menos trabalhosa que a competência da meritocracia.


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Não se faz reforma de atitudes e hábitos sem revolta interior; sem o mal estar de tatear as paredes do ambiente pelo grupo. Certamente haverá o bate-cabeça contra as barreiras do recinto; porém, haverá pelo menos a tentativa de encontrar a saída. No entanto, os acomodados chamam esses inquietos de revoltados. Aliás, socialmente falando, revolta povoada por um único revoltoso é batalha sem armas e munição; sobretudo porque a quietude e letargia é o acolhimento da acomodação cobrindo os combatentes.
A primeira maneira de reivindicação que o homem conheceu (verbo conjugado no passado, porque, com a lei do tapinha dói, deve ter sido abolido) foi o “tapa no bumbum” para que o recém- nascido chorasse. Atualmente deve existir outros métodos mais eficazes, porém o princípio é o mesmo: fazer com que a criança, ainda que tacitamente, diga que está respirando; diga que é mais um dentre os milhares de turistas humanos visitantes do planeta Terra.
Neste caso biológico, começa(va) então a lei do “existo porque choro, porque grito, porque esperneio”. Contudo, essa tática instintiva de vida, perpetua-se com o decorrer dos anos e para conseguirem o que querem, as crianças abrem a boca no mundo por aquilo que chama atenção dos olhos. Tanto é verdade que para evitar vexames e exposição em público, as classes mais pobres da sociedade evitavam levar os filhos ao supermercado, shoppings e ambientes afins. Atualmente, como será visto adiante, essa tática está totalmente superada.
Aliás, descobrindo o ponto fraco dos pais, que tentando passar por bondosos, diferentes, modernos, exemplares e exímios educadores, formam aplicando a máxima de dar ao filho tudo que não tiveram, os papéis dos personagens se inverteram e são os pais que choram e gritam, pedindo trégua ao filho para que sejam menos consumistas, (em épocas de crise econômicas é que esses pais aparecem) menos arredios e mais racionais, (como denominar um invasor de escola e destruidor do patrimônio público?) menos vazios; (aqueles filhos que roubam as moedas do cofre dos pais para matar o tempo com games e R.P.G nas lan houses) que literalmente dominam a família e juntos e misturados nos grupos, estendem o domínio sobre a sociedade. Algum paulistano ainda se lembra das turbas do barulho, das arruaças e quebradeiras em shoppings, chamadas de gangues do rolezinho? Elegantemente vestidos, ao vê-los chegar, os donos dos estabelecimentos abaixavam as portas imediatamente; pois sabiam que o vandalismo personalizado, que o terror padronizado se aproximava vorazmente.
Uma associação de ideias que se enquadra ao modelo familiar aplicado hoje no Brasil é a corrente humanista francesa “Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même”; que traduzida para o português, significa: “Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo.” Expressão esta que não é nenhuma sumidade de pensamento, pois a origem nascera da expressão Carpe Diem de Horácio quando disse: “Carpe diem, quam minimum credula postero"; que é semelhante ao “...viva o agora, o dia de hoje e não se preocupe, não espere pelo amanhã”. Estas expressões se transformaram em muitas outras de semelhante teor e conteúdo pelos povos.
Vivendo sob regime fechado e castiço, considerado Objetivista, a França aplicou o Laissez faire como projeto na educação. Notando que estavam livres de represálias, prevalecendo suas vozes e abolindo os ensinamentos de respeito como regra elementar na relação entre educador-educando, feito cupins em móveis velhos, abandonados, destruindo tudo, os alunos reviravam as salas de pernas para o ar. Não demorou nada para que os educadores e líderes da área educacional francesa declinassem da excessiva de abertura, representando os direitos e a democracia no sistema educacional.
O Laissez faire brasileiro, o qual os filhos dizem o que querem, quando querem e como querem [a última conquista foi desalojar os pais da própria cama de casal para dormir com o namorado(a), o que é correto, pois assim evitam gastar a mesada com combustível para o automóvel e motel] é tão evidente, que já existe uma corrente de estudiosos do comportamento humano defendendo a tese de imposição de limites. Contrários ao render-se aos lamentos, insinuações, chantagens e gritos de crianças e adolescentes, afirmam que é dever dos pais explicar os porquês, mas ao dizer não para o filho, deve-se prevalecer o não; em vez do sim disfarçado de não. E quando não há consenso, quando não há racionalidade, nem uma coisa ou outra resolve, entra o estado criando as leis forçadas; tal qual a proposta de criação da lei de diminuição da maioridade penal para 16 anos. Menos ruim, porque se fosse na Índia, o filho recebia como legado do estado o pagamento da dívida do pai infrator. Aplicada essa lei aqui, será que sobraria um filho idôneo e ileso às punições previstas?
Lá pelos idos de 1980, o ex-presidente Lula, a presidente deposta, miríade de correligionários e amigos de arruaças, balburdias e prisões em nome da liberdade de expressão e direitos de greve, combateram à força o capitalismo; indiretamente, fecharam indústrias; motivaram demissões de empregados em massa, etc. No entanto, passados 30 anos, seus passos foram adornados com os tapetes vermelhos do poder.
Esquecido no mau cheiro do nevoento tempo, o M.S.T [Movimento dos Sem Terra; (é só alterar a última letra que qualquer grupo passa a ser movimento)] botou o bloco na rua, ou melhor, o movimento nas avenidas. Se nos tempos de liderança do mentor Zé Rainha (sabe-se lá por onde anda! Teria ele acumulado riquezas em grande escala?) gritavam pedindo a liberação das terras devolutas do governo ou de particulares para reforma agrária e assentamentos de famílias, atualmente berram (invadem) querendo os prédios velhos das regiões centrais das grandes megalópoles brasileiras para habitação das famílias imitadoras de “Os Miseráveis Victor Hugo? .
Nota: Por favor leitor, não comente (bico lacrado) nem com as paredes que os chamei de miseráveis, indolentes, caloteiros, favelados e outros termos; pois como sabeis, o termo correto é insuficiência econômica, inadimplentes, moradores de comunidades...e se não qualificados como tal, é motivo de processo judicial. Encarecidamente! Muito agradeço!
Quem também entrou para a marcha da "pedição" gritada e está exigindo sua fatia no seleto bolo social são as mulheres e os artistas. Enquanto a classe dos artistas meteu a boca no trombone, exigindo a volta do MinC: Ministério da Cultura, o qual o Presidente (mais um espantalho engravatado exercendo poder?) interino acatou o apelo e cedeu a pressão; as mulheres estão gritando por maior número de cadeiras possível para elas nos Ministérios e Senado. A tese formulada para tal reivindicação é que atualmente o sexo feminino compõe a maior parcela da população Brasileira e por isto, nada mais justo que nas repartições públicas, nos Ministérios e Senado, tenham um número maior de mulheres, cuja finalidade é ser o porta-voz, a representatividade e defesa dos direitos femininos nos órgãos e autarquias públicas.
Neste final de semana em São Paulo houve uma furiosa gritaria, um estridente panelaço na solene manifestação feminina em solidariedade à moça que sofreu estupro coletivo no Rio de Janeiro. O ribombo foi tão estridente, que já está em pauta no Senado, sérias medidas e criação de leis específicas para combater esse tipo de crime hediondo. O movimento humano das feministas contra o ato é venerável, é um atitude louvável, pois quando não se resolve o problema na raiz, (quando estão nos bailes funks (woodstock sem nenhuma ideologia) embebedando e fumando aos montes; usando fio dental cortando as dobras das nádegas; dançando depravadamente na boquinha da garrafa (modalidade de estupro que não apareceu um sequer para gritar em defesa da garrafa estuprada) e conhecendo o fulano(a) num instante e fazendo sexo no outro, tudo é permitido pela liberdade adquirida e faz parte da balada) a falta de senso comum deve ser punida através de leis. E enquanto uma vítima fica sem a inexistente “virgindade”, a outra sem o carro, a outra com a despensa vazia, a outra sem a vida;...se não fugir do flagrante, valer-se do habeas corpus e jeitos mais, quando muito, o réu vai para cadeia.
Assim como não existe nenhum castelo que não tenha iniciado pela fundação, não existem grandes problemas que não tenham sidos iniciados pelos pequenos, ao calar-se, é sinal que o berro dos protestantes surtiu efeito. No entanto, o maior problema é não querer saber (o pior cego é aquele que usa óculos escuros, ao invés do cão guia e bengala) que em países superpopulosos, divididos por castas egoístas, mesquinhas e individualistas, o berro supera a competência, a meritocracia e beneficia só e somente, aqueles que berram primeiro. Afinal, citando o pobre Rubião, protagonista do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas escrito à mais de um século, que após alcançar o nirvana existente na morte, filosofando explica os afetos e desafetos sociais através da frase: “a supressão de uma forma é a condição da sobrevivência de outra”.
paz.jpgAo conseguir o intento e com menos suor melhor, o sorriso escancarado de canto a canto no rosto e os dentes caninos afiados à la vampiro, estampam a conquista dos sócios gritadores.
Simples, verdadeiro e honesto; pois se dois leões famintos disputam uma mísera e raquítica caça no deserto, só o leão vitorioso terá o que comer e provavelmente, sobreviverá. Sobretudo, ainda que seu feroz e ensurdecedor rugido não represente mérito nenhum e barriga vazia signifique morte precoce, ao leão vencedor, a caça e o direito de continuar respirando a vida.
Ademais, na ópera em que bailam aqueles que possuem leves, suaves e deslizantes sapatilhas, introjetando em si camaleões animalescos, os quais alteram as cores conforme a ocasião, o brasileiro deixou de ser original e autêntico neste paraíso de intensa e imprecisa busca pelo nada; motivando os gritos coletivos, que na realidade mudaram apenas as nomenclaturas e modalidades de estupros. Portanto, gritando de dor e pedindo algo para satisfazer o ego e a criação de leis que o defenda, a cada segundo aparece no país um grupo diferente de bufões fazendo os ajustes de hábitos e costumes!
Chega à redação a mensagem de Rubião, o defunto relator, que cuidados devem ser tomados, porque mesmo que esgoelem, os doces ricamente confeitados não serão suficientes para o monte de moscas; (mais 14 mil legalmente inscritas e garantidas no plano de expansão) daí a previsão é de que, de uma forma ou outra, o estupro continuará atingindo a coletividade e para melhor servi-los, quando o estupro é inevitável, relaxe e goze. Resumindo: fique bonzinho, levinho, levinho, e aceite que dói menos doutores! E se queres silêncio, paz, justiça e igualdade, o lugar mais próximo é o cemitério; porque onde há o movimento verticalizado da bicharada, esqueça!
Se fecundada, fácil, fácil, parir qualquer fêmea pari. Difícil é transformar a cria em gari responsável, cumpridor de seus deveres, faxineiro honesto; e não mais um para varrer o lixo para debaixo do imenso, amplo, gigante tapete social. Não é fácil! Até porque, cria com a palma das mãos fininhas e argola no nariz, gari é que não quer ser! Então, arreganhe os dentes e continue sendo estuprados.
Imagens de capa de um dos álbuns da banda inglesa de rock progressivo king Crimson


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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