ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto


Matemáticos e filósofos equacionam os derradeiros números da vida em troncos de árvores, guardanapos, pratos, papel higiênico, portas e paredes de banheiros, cuja finalidade é fortalecerem-se contra a média que não desvia do padrão de sabedoria e inteligência igualitária social

O inovado, evoluído “Laissez faire” da sociedade brasileira

Conquistar à base do grito, à base do choramingado, à base do berro: não seria essa a Nova Ordem Brasileira assinada em Constituição e plenamente aceita pelos modernos democratas sociais? Se bem aplicada, esta técnica democrática é infinitamente superior, infinitamente mais eficaz e menos desgastante, menos trabalhosa que a competência da meritocracia.


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Não se faz reforma de atitudes e hábitos sem revolta interior; sem o mal estar de tatear as paredes do ambiente pelo grupo. Certamente haverá o bate-cabeça contra as barreiras do recinto; porém, haverá pelo menos a tentativa de encontrar a saída. No entanto, os acomodados chamam esses inquietos de revoltados. Aliás, socialmente falando, revolta povoada por um único revoltoso é batalha sem armas e munição; sobretudo porque a quietude e letargia é o acolhimento da acomodação cobrindo os combatentes.
A primeira maneira de reivindicação que o homem conheceu (verbo conjugado no passado, porque, com a lei do tapinha dói, deve ter sido abolido) foi o “tapa no bumbum” para que o recém- nascido chorasse. Atualmente deve existir outros métodos mais eficazes, porém o princípio é o mesmo: fazer com que a criança, ainda que tacitamente, diga que está respirando; diga que é mais um dentre os milhares de turistas humanos visitantes do planeta Terra.
Neste caso biológico, começa(va) então a lei do “existo porque choro, porque grito, porque esperneio”. Contudo, essa tática instintiva de vida, perpetua-se com o decorrer dos anos e para conseguirem o que querem, as crianças abrem a boca no mundo por aquilo que chama atenção dos olhos. Tanto é verdade que para evitar vexames e exposição em público, as classes mais pobres da sociedade evitavam levar os filhos ao supermercado, shoppings e ambientes afins. Atualmente, como será visto adiante, essa tática está totalmente superada.
Aliás, descobrindo o ponto fraco dos pais, que tentando passar por bondosos, diferentes, modernos, exemplares e exímios educadores, formam aplicando a máxima de dar ao filho tudo que não tiveram, os papéis dos personagens se inverteram e são os pais que choram e gritam, pedindo trégua ao filho para que sejam menos consumistas, (em épocas de crise econômicas é que esses pais aparecem) menos arredios e mais racionais, (como denominar um invasor de escola e destruidor do patrimônio público?) menos vazios; (aqueles filhos que roubam as moedas do cofre dos pais para matar o tempo com games e R.P.G nas lan houses) que literalmente dominam a família e juntos e misturados nos grupos, estendem o domínio sobre a sociedade. Algum paulistano ainda se lembra das turbas do barulho, das arruaças e quebradeiras em shoppings, chamadas de gangues do rolezinho? Elegantemente vestidos, ao vê-los chegar, os donos dos estabelecimentos abaixavam as portas imediatamente; pois sabiam que o vandalismo personalizado, que o terror padronizado se aproximava vorazmente.
Uma associação de ideias que se enquadra ao modelo familiar aplicado hoje no Brasil é a corrente humanista francesa “Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même”; que traduzida para o português, significa: “Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo.” Expressão esta que não é nenhuma sumidade de pensamento, pois a origem nascera da expressão Carpe Diem de Horácio quando disse: “Carpe diem, quam minimum credula postero"; que é semelhante ao “...viva o agora, o dia de hoje e não se preocupe, não espere pelo amanhã”. Estas expressões se transformaram em muitas outras de semelhante teor e conteúdo pelos povos.
Vivendo sob regime fechado e castiço, considerado Objetivista, a França aplicou o Laissez faire como projeto na educação. Notando que estavam livres de represálias, prevalecendo suas vozes e abolindo os ensinamentos de respeito como regra elementar na relação entre educador-educando, feito cupins em móveis velhos, abandonados, destruindo tudo, os alunos reviravam as salas de pernas para o ar. Não demorou nada para que os educadores e líderes da área educacional francesa declinassem da excessiva de abertura, representando os direitos e a democracia no sistema educacional.
O Laissez faire brasileiro, o qual os filhos dizem o que querem, quando querem e como querem [a última conquista foi desalojar os pais da própria cama de casal para dormir com o namorado(a), o que é correto, pois assim evitam gastar a mesada com combustível para o automóvel e motel] é tão evidente, que já existe uma corrente de estudiosos do comportamento humano defendendo a tese de imposição de limites. Contrários ao render-se aos lamentos, insinuações, chantagens e gritos de crianças e adolescentes, afirmam que é dever dos pais explicar os porquês, mas ao dizer não para o filho, deve-se prevalecer o não; em vez do sim disfarçado de não. E quando não há consenso, quando não há racionalidade, nem uma coisa ou outra resolve, entra o estado criando as leis forçadas; tal qual a proposta de criação da lei de diminuição da maioridade penal para 16 anos. Menos ruim, porque se fosse na Índia, o filho recebia como legado do estado o pagamento da dívida do pai infrator. Aplicada essa lei aqui, será que sobraria um filho idôneo e ileso às punições previstas?
Lá pelos idos de 1980, o ex-presidente Lula, a presidente deposta, miríade de correligionários e amigos de arruaças, balburdias e prisões em nome da liberdade de expressão e direitos de greve, combateram à força o capitalismo; indiretamente, fecharam indústrias; motivaram demissões de empregados em massa, etc. No entanto, passados 30 anos, seus passos foram adornados com os tapetes vermelhos do poder.
Esquecido no mau cheiro do nevoento tempo, o M.S.T [Movimento dos Sem Terra; (é só alterar a última letra que qualquer grupo passa a ser movimento)] botou o bloco na rua, ou melhor, o movimento nas avenidas. Se nos tempos de liderança do mentor Zé Rainha (sabe-se lá por onde anda! Teria ele acumulado riquezas em grande escala?) gritavam pedindo a liberação das terras devolutas do governo ou de particulares para reforma agrária e assentamentos de famílias, atualmente berram (invadem) querendo os prédios velhos das regiões centrais das grandes megalópoles brasileiras para habitação das famílias imitadoras de “Os Miseráveis Victor Hugo? .
Nota: Por favor leitor, não comente (bico lacrado) nem com as paredes que os chamei de miseráveis, indolentes, caloteiros, favelados e outros termos; pois como sabeis, o termo correto é insuficiência econômica, inadimplentes, moradores de comunidades...e se não qualificados como tal, é motivo de processo judicial. Encarecidamente! Muito agradeço!
Quem também entrou para a marcha da "pedição" gritada e está exigindo sua fatia no seleto bolo social são as mulheres e os artistas. Enquanto a classe dos artistas meteu a boca no trombone, exigindo a volta do MinC: Ministério da Cultura, o qual o Presidente (mais um espantalho engravatado exercendo poder?) interino acatou o apelo e cedeu a pressão; as mulheres estão gritando por maior número de cadeiras possível para elas nos Ministérios e Senado. A tese formulada para tal reivindicação é que atualmente o sexo feminino compõe a maior parcela da população Brasileira e por isto, nada mais justo que nas repartições públicas, nos Ministérios e Senado, tenham um número maior de mulheres, cuja finalidade é ser o porta-voz, a representatividade e defesa dos direitos femininos nos órgãos e autarquias públicas.
Neste final de semana em São Paulo houve uma furiosa gritaria, um estridente panelaço na solene manifestação feminina em solidariedade à moça que sofreu estupro coletivo no Rio de Janeiro. O ribombo foi tão estridente, que já está em pauta no Senado, sérias medidas e criação de leis específicas para combater esse tipo de crime hediondo. O movimento humano das feministas contra o ato é venerável, é um atitude louvável, pois quando não se resolve o problema na raiz, (quando estão nos bailes funks (woodstock sem nenhuma ideologia) embebedando e fumando aos montes; usando fio dental cortando as dobras das nádegas; dançando depravadamente na boquinha da garrafa (modalidade de estupro que não apareceu um sequer para gritar em defesa da garrafa estuprada) e conhecendo o fulano(a) num instante e fazendo sexo no outro, tudo é permitido pela liberdade adquirida e faz parte da balada) a falta de senso comum deve ser punida através de leis. E enquanto uma vítima fica sem a inexistente “virgindade”, a outra sem o carro, a outra com a despensa vazia, a outra sem a vida;...se não fugir do flagrante, valer-se do habeas corpus e jeitos mais, quando muito, o réu vai para cadeia.
Assim como não existe nenhum castelo que não tenha iniciado pela fundação, não existem grandes problemas que não tenham sidos iniciados pelos pequenos, ao calar-se, é sinal que o berro dos protestantes surtiu efeito. No entanto, o maior problema é não querer saber (o pior cego é aquele que usa óculos escuros, ao invés do cão guia e bengala) que em países superpopulosos, divididos por castas egoístas, mesquinhas e individualistas, o berro supera a competência, a meritocracia e beneficia só e somente, aqueles que berram primeiro. Afinal, citando o pobre Rubião, protagonista do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas escrito à mais de um século, que após alcançar o nirvana existente na morte, filosofando explica os afetos e desafetos sociais através da frase: “a supressão de uma forma é a condição da sobrevivência de outra”.
paz.jpgAo conseguir o intento e com menos suor melhor, o sorriso escancarado de canto a canto no rosto e os dentes caninos afiados à la vampiro, estampam a conquista dos sócios gritadores.
Simples, verdadeiro e honesto; pois se dois leões famintos disputam uma mísera e raquítica caça no deserto, só o leão vitorioso terá o que comer e provavelmente, sobreviverá. Sobretudo, ainda que seu feroz e ensurdecedor rugido não represente mérito nenhum e barriga vazia signifique morte precoce, ao leão vencedor, a caça e o direito de continuar respirando a vida.
Ademais, na ópera em que bailam aqueles que possuem leves, suaves e deslizantes sapatilhas, introjetando em si camaleões animalescos, os quais alteram as cores conforme a ocasião, o brasileiro deixou de ser original e autêntico neste paraíso de intensa e imprecisa busca pelo nada; motivando os gritos coletivos, que na realidade mudaram apenas as nomenclaturas e modalidades de estupros. Portanto, gritando de dor e pedindo algo para satisfazer o ego e a criação de leis que o defenda, a cada segundo aparece no país um grupo diferente de bufões fazendo os ajustes de hábitos e costumes!
Chega à redação a mensagem de Rubião, o defunto relator, que cuidados devem ser tomados, porque mesmo que esgoelem, os doces ricamente confeitados não serão suficientes para o monte de moscas; (mais 14 mil legalmente inscritas e garantidas no plano de expansão) daí a previsão é de que, de uma forma ou outra, o estupro continuará atingindo a coletividade e para melhor servi-los, quando o estupro é inevitável, relaxe e goze. Resumindo: fique bonzinho, levinho, levinho, e aceite que dói menos doutores! E se queres silêncio, paz, justiça e igualdade, o lugar mais próximo é o cemitério; porque onde há o movimento verticalizado da bicharada, esqueça!
Se fecundada, fácil, fácil, parir qualquer fêmea pari. Difícil é transformar a cria em gari responsável, cumpridor de seus deveres, faxineiro honesto; e não mais um para varrer o lixo para debaixo do imenso, amplo, gigante tapete social. Não é fácil! Até porque, cria com a palma das mãos fininhas e argola no nariz, gari é que não quer ser! Então, arreganhe os dentes e continue sendo estuprados.
Imagens de capa de um dos álbuns da banda inglesa de rock progressivo king Crimson


Profeta do Arauto

Matemáticos e filósofos equacionam os derradeiros números da vida em troncos de árvores, guardanapos, pratos, papel higiênico, portas e paredes de banheiros, cuja finalidade é fortalecerem-se contra a média que não desvia do padrão de sabedoria e inteligência igualitária social .
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