ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta"

As vítimas, os vilões e os heróis do futebol brasileiro

Quem diria que a defesa de um chute à queima-roupa feita pelo goleiro com os pés já no acréscimo do segundo tempo da partida decretaria a morte de 71 afortunados, incluindo o "salvador" que garantiu a sua equipe na final do campeonato! Sem saber, porque a bola que contabiliza os segundos de vida dos humanos não é de couro, mas de Cristal e esta ninguém sabe onde ela esconde o tesouro da sorte, na realidade e involuntariamente, o pé do "salvador" pôs toda a equipe na marca do penalty na final do Campeonato da Vida. Mas nem tudo foi perda absoluta!


Contextualização: As arenas e os palhaços nos unem socialmente e familiarmente. E o futebol enlaça-nos em um contagiante e demorado abraço. Exceto politicamente e economicamente, tudo se completa pela antropofagia futebolística. Excluindo a massa vitimada e um ou outro herói de obras verdadeiramente executadas, aplaudamos de pé os vilões do futebol brasileiro!

chape1.jpgFora o que o fanático torcedor gasta inutilmente com camisetas, shorts, canecas, indo ao estádio, meias, litros para armazenar cachaça e quinquilharias mais que levam os símbolos dos clubes, atente-se que ao fundo uma faixa estampa o pedido de dinheiro para a manutenção da equipe. Quem está sendo beneficiado pelo dinheiro arrecadado pela trupe de "mendigos e pedintes" do futebol?

A Morte é íntima da Vida; mas a Vida desconhece, vira a costa para a Morte. Definitivamente, é sua inevitável inimiga primeira, porém no bate-bola entre ambas, a Vida é sempre a equipe derrotada; o viés é que alguns belicosos jogadores não a vê como destruição e por isto, a vitória é eterna. Sobretudo, quem acredita na Vida, tem direito à ressurreição. Este é o princípio do Cristianismo; esta é a operança de Deus.

Novamente os brasileiros e talvez uma gama considerável de pessoas no mundo inteiro estejam às voltas com um sem número de interrogações sobre o acidente aéreo que dizimou 71 humanos e deixou outros 6 em estado de alerta máximo. Ao sobreviver para contar a história do trágico acidente, oxalá que as energias que emanam do Cosmos dê a eles a condição de serem o que eram: pessoas saudáveis que gozavam do bem-estar de respirar a vida. E ainda que muitos pensem que respirar é pouco, despertar de um sono reparador e sentir os movimentos plenos do corpo, é tudo que compraz os comuns para mais um dia de labor e conquista.

Porém, até que ponto as bolas furadas usadas em um esporte que é paixão dos povos, principalmente dos brasileiros, indiretamente, foram as causadoras desta e outras tragédias que tanto comoveram o mundo? Embasado apenas nos fatos que vêm ocorrendo de longas datas, de antemão digo que a indagação não é nenhuma loucura ou conspiração do escritor deste contra àqueles que estão ligados ao futebol; bem como esta não lhe serve de defesa e perante o questionamento reflexivo, cada leitor que faça a sua ponderação sobre o que irá ler.

Indiscutivelmente, após meados dos anos de 1980 o futebol no Brasil deixou de ser um esporte humanizador. Um esporte que exigia somente duas pedras paralelas postas distantes alguns metros uma das outras em uma rua nivelada e calma. Um esporte que era praticado como lazer quase único pelos pobres e negros das periferias, favelas e morros das cidades. Um esporte que se jogava descalço nos campos alagados dos baixios brejosos. Um esporte que era praticado simplesmente por àqueles que se deleitavam à prática do mesmo; por isto, os jogadores eram chamados de peladeiros de final de semana. Uma vez que a habilidade com a bola nos pés causava desconforto, náuseas nos adversários, após tratar a pelota como bailarina a lá Garrincha, ao colocar um par de chuteira no pés, os artistas suavam as camisas para ganhar a partida e assim, ter o direito de comer um pão com molho de carne, adoçado com um copo de Ki-suco. Para os peladeiros, a festança e o prêmio de ganhar um copo de suco era vitória maiúscula. Longe das nostalgias, correr atrás da pelota era prazeroso, fazia bem para o espírito e sobretudo, tinha o poder de confraternizar amizades: tanto próximas, quanto distantes. Nestes e em muitos outros casos, o futebol fazia o papel de agente pacificador e aliviador da fome. Aliás, com estes pretextos, a seleção europeia do Brasil já desfilou sua mania de grandeza em gramado Haitiano; obviamente com tudo pago pelos nossos, ou pelos pobres deles. Garanto: milagre com esse tipo de chapéu mágico, até o leitor fará e regozijará para os amigos que é Jesus Cristo, o senhor deles.

Se esse esporte levava para as quatro linhas pintadas de cal a libertação daqueles que o praticava, atualmente o que chamam de futebol profissional exige muito mais; aliás o muito em relação ao materialismo proposto e empregado no esporte é nada, insuficiente; e quanto mais mania e status os clubes e os jogadores se submeterem, mais apreciados pelos olhos do mundo, serão. São tão maníacos pelo dinheiro, que tanto os dirigentes como os praticantes do esporte, tornaram-se mercenários irrecuperáveis. Em contrapartida, raro é um jogador ou alguém ligado ao esporte que se preocupa com as questões sociais; o que é plausível de entendimento, pois todos os que adentram o mundo deste esporte tem todas as suas necessidades atendidas. Diga-se de passagem, possuem saúde, moradia, transporte, viagens, lazer e alimentação da boa e da melhor qualidade; e o mais soberbo: gratuitamente, não pagam um tostão sequer por nada.

Alguém aí do outro lado da linha tênue da racionalidade conhece a Granja Comary, centro de treinamento da seleção brasileira em Teresópolis, Rio de Janeiro? Se não conhece, adianto que além do verde exuberante, é luxo puro; faltando apenas ouro. Bem, para quem põe em jogo as suas emoções ao vê-los, ouro são os que adentram o recinto. E o quê e quanto ganha o sujeito que perde o trabalho, noites de sono, deixa de comprar o leite para o recém-nascido e ainda paga para ver essa trupe sangue de barata, esses senhores pernas bambas correr atrás de uma pelota murcha? Até certo ponto enganadores, jogando um futebol sofrível, miserável, digno de dó, a seleção estava desclassificada para o Copa da Rússia. E não me venha dizer que a mudança ocorreu por causa somente da troca de técnicos; aliás, inúmeros são os casos em que os mandriões da bola fazem corpo-mole em campo, silenciosamente, fazem um pacto, um conluio, cujo desejo é a derrubada do técnico. Por que foi criada a expressão: "somos uma família e o pai (o mentor desta paparicação nominada foi o técnico Felipe Scolari), é o "professor"? Se o "papai professor" apresenta a responsabilidade e o dever para os filhos, o resultado pode lhe ser danoso e a rescisão de contrato é automática; pois os filhotes detestam palavras de ordem e pulso firme contra as pernas bambas e o corpo-lânguido deles em campo.

Todavia dois casos devem ser resgatados da história e levados a público; porque o que depende dos meios de comunicação, da mídia futebolística brasileira, o heroísmo é voltado somente para o sensacionalismo. Soma-se a isto, o fato do brasileiro lembrar apenas daquilo que o satisfaz, recordar somente as gloriosas passagens, ainda que estas sejam apenas de interesse de cada um. Sordidamente, o futebol tem esse lado funesto e induz o torcedor ao egoísmo velado. E como prova, um certo narrador mais brasileiro que toda a população brasileira, apela sempre às seleções de futebol, de basquete, de volêi ou qualquer outra que façam determinada trajetória na competição, para nas próximas fases se defrontarem com seleções mais fáceis de serem batidas e consequente, as vitórias e as conquistas serão iminentes e menos custosas. Implicitamente, esse cidadão bola murcha da mídia ensina a massa os desvios do levar vantagem em meio aos desafios e dificuldades, os quais fazem parte das travessias da vida; principalmente dos mais pobres e carentes.

Assim como o mal é combatido pelo bem, por outro lado, em meados dos anos de 1980 os adeptos e aliados das "Diretas Já" bradavam fortes contra o sistema "Faça o que lhe foi mandado e não faça o que eu faço" imposto pelos militares. Dentre eles, estava um cidadão denominado Sócrates. Se pensou no filósofo, pensador grego e pai da Maiêutica, incrivelmente, o leitor pensou certo; pois inspirado em seu xará, Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi futebolista e se profissionalizou com quase 25 anos; mas antes, já era médico por formação acadêmica e posteriormente, pensador e praticante das questões sociopolíticas brasileiras.

socrates.jpgNuma época em que o futebol era arte, menos corrupção e menos ainda mania de grandeza, ao lado de Cerezzo, Falcão e Zico, Sócrates compôs um dos melhores quartetos de meio de campo da seleção brasileira de todos os tempos. Em cada toque na pelota cheia, um traço geométrico riscava a obra de arte que seria finalizada com o grito de gol. No entanto, apesar de ter sido a melhor seleção dos últimos 50 anos, nem todos os deuses do futebol optaram pela vitória do excelente. Tanto para os jogadores quanto para os torcedores, a derrota para a Itália foi amarga; mas trouxe como lição que perder faz parte da vitória do futebol da vida! Convenhamos: sentir-se bem consigo, com o espelho e com a balança é mais sublime que o poder do dinheiro!

O paraense Sócrates jogava no Corinthians, time de maior número de torcedores do país. O "Magrão" da bola, como foi alcunhado, usava o futebol para politizar a massa e não importava o clube, a crença, a cor, macho ou fêmea, credo, altura, e outros quesitos mais; pelo contrário, importava em unir as torcidas em prol das mudanças estruturais e sociais, por quais o país precisava urgentemente passar. Tanto é que ele e outros jogadores do clube, criaram a "Democracia Corintiana". Mais tarde, aposentados do futebol, parte dos idealizadores do projeto associativo futebol-politização usaram a massa para se elegerem vereadores nos seus respectivos estados, enquanto que o decepcionado e politizado Sócrates foi se refugiar no álcool em Ribeirão Preto e por lá faleceu sem no entanto, ser reconhecido como, acima de jogador de futebol, um cidadão que almejou e trabalhou pela politização de seu povo através do futebol. Traidores, nem os corintianos que gritavam o seu nome a plenos pulmões nas arquibancadas dos estádios quando jogador, compreenderam essa outra faceta humana de Sócrates, o único jogador de futebol que, acima do clubismo, entrava em campo para defender as questões sociais do país. O resto, só joga(va)m pelos seus interesses.

Sócrates Brasileiro foi tão fiel à causa do Sócrates grego, que preferiu morrer "enclausurado" na incompreensão e esquecimento, do que trair as suas crenças ideológicas. Embora nunca tenha acontecido na história, acreditava em um Brasil igualitário, não dividido em castas. E o futebol é uma delas; aliás a divisão está dentro do próprio futebol. Quanto ganha um jogador da primeira divisão do Acre, de Manaus, etc? Quanta ganha um jogador dos clubes da terceira divisão do campeonato paulista? No entanto, em suas Carteiras de Trabalho, o registro da atividade profissional é jogador de Futebol.

Outro que pouco se fala dele neste deserto de gênios mercenários pelo dinheiro é o mineiro Evair. Um dos centroavantes mais completos que o futebol brasileiro e mundial conheceu, mas por não praticar a politicagem tão propagada pela mídia e comum no próprio futebol, teve pouca notoriedade fora das quatro linhas. Evair jogava de frente ou de costas para os zagueiros, porém ao voltar do exterior e ser repatriado por um clube megalomaníaco do país, fez um verdadeiro gol de placa para quem valoriza o trabalho, o suor de outrem.

Por motivos óbvios, o nome do clube não será citado; mas é fato que a agremiação estava endividada, como estão todos os clubes brasileiros até hoje, (se houvesse seriedade e comprometimento dos órgãos ligados às finanças do país, os clubes teriam o patrimônio penhorado para pagamento das dívidas, que são maiores do que os "bens que possuem") Evair iria ganhar cifras astronômicas para assinar contrato por uma temporada. Tomando conhecimento que clube não pagava os funcionários, inclusive os mais necessitados que são os serviçais, Evair se rebelou contra a direção, pedindo que deixasse de lhe pagar para cumprir com o dever de pagar o salário, inclusive atrasado, dos operacionais do clube. Tendo o seu pedido acatado ou não, o jogador rescindiu contrato com o clube imediatamente. Estes exemplos e os atos de grandeza humana praticado pelos dois foram pouco divulgado pela mídia; afinal de contas, não é de interesse de ninguém, a não ser dos coitados que trocavam o almoço pelo jantar limpando banheiros e cortando a grama para as celebridades fazerem corpo-mole. Quem não se lembra do placar de sete à um aplicado pela Alemanha sobre a seleção europeia-brasileira no Mineirão na Copa de 2014? Nenhuma outra seleção havia tomado uma lavada tão estarrecedora em Copa, como foi a saraivada de gols tomada pelo Brasil. Vexatório para uma seleção que os bajuladores ainda dizem ser a campeã das campeãs, a melhor do mundo.

Estes episódios são apenas um gomo das bolas furadas, as quais, alguns oportunistas chutam-nas em direção aos seus anseios, tal qual a prisão do vice-presidente da C.B.F (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, ocorrida em 27 de maio de 2015, acusado (esta palavra é subterfúgio eufêmico, porque se foi preso é porque boas obras não fez para merecer a prisão) de corrupção. Em tempo, porque para costurar as bolas demanda muita agulha e linha, quando foi que algum jogador brasileiro atuou de graça por algum clube somente pelo amor ao clube e respeito à torcida, como o argentino Riquelme que no fim de carreira jogou gratuitamente no Boca Juniores, simplesmente pelo amor à camisa e respeito pelo clube que o projetou para o futebol mundial? Nenhum. Aqui beijam o distintivo quando fazem um gol e também cospem no mesmo "patrimônio" quando querem ir para a Europa; quando estão em fim de carreira, ganhando fortunas, voltam para os clubes que cuspiram no distintivo. Como não bastasse, já houve casos de jogadores serem repatriados com tamanha honra, que foram trasladados de helicóptero para ser apresentado pelo clube. Por sua vez, nas arquibancadas, a torcida aplaudiu de pé a chegada do jogador-veneno ao gramado do estádio.

Honestamente, as bolas furadas do esporte brasileiro, principalmente as do futebol, são ou não são, ( se tornaram) umas mercenárias de marca maior? Mas sempre tem uma que se defende: "há quem goste e valorize"! Porém, de uma maneira ou de outra, com ou sem dinheiro, com a bola cheia ou vazia, a vida será vencida pela morte. Dela corrupto e endinheirado nenhum escapa.

Do lamentável e dolorido episódio aéreo, ficou a lição de que o dinheiro é migalha, é nada em relação ao grito humano promovido pelo povo de Medellin. O alarido das ruas e dos botecos no Brasil (a voz do povo é a voz de Deus?) dizem que se fosse o contrário, o brasileiro não teria feito 1/6 do que eles fizeram pelas famílias dos jogadores e catarinenses. Aplausos para o povo colombiano! Que um dia qualquer, assim como eles, despertemos para o amor fraternal e passemos a doar mais do que gostaríamos de receber. Que sejamos humildes e procuremos a aprender com esses atos. Quando isto ocorrer, seremos um povo bola cheia e fatalmente venceremos as bolas furadas que imperam no futebol brasileiro. Deixaremos de ser vítimas de um esporte que arrebata corações; mas que não retribui nada. Talvez quem sabe, o futebol seja o caminho para a conscientização política, para a melhoria da qualidade de vida coletiva e através dele, atinjamos o despertar da igualdade; os quais, ao levantar o braço direito com a mão fechada para o céu, Sócrates Brasileiro pedia forças e motivação para falecer defendendo a "Ordem, o Pregresso" e o seu povo, representado pelas cores da bandeira. Se as vítimas são em número quase que total, desses os vilões são uma parcela mínima, sobrando um quase nada, uma minoria tendendo a zero para os heróis, dentre eles está Sócrates Brasileiro, cidadão que deveria ser condecorado como herói número um do futebol brasileiro. Suas atitudes estão escondidas por aí para quem quiser tomá-las como exemplo e Norte a ser seguido. Dá para contar nos dedos quantos possuem esse dom, não só de defender a causa, mas ser humanista; vivendo modestamente, Sócrates Brasileiro foi um deles.

Do trágico episódio da queda do avião, nem tudo foi perda absoluta! Sobrou pelo menos a reflexão do que é de fato, o futebol brasileiro, o dinheiro, a Vida e a Morte. Porque, nenhum troféu, nenhum título, nenhum busto é tão importante e mais representativo para um povo, do que o caráter, a obra e os feitos doados pelo Artesão às gerações futuras. Bons legados nunca é demais, ao contrário, exercitando-os honestamente, constrói-se uma nação, o que nos falta desde muito tempo. Se é que em algum momento a história não nos furtou esse título; o que categoricamente afirmo que não, porque a farsa, a hipocrisia e a auto-corrupção humana é infinitamente maior que os seus sonhos e desejos.

E você leitor, qual a bola que você chuta: da Vida, da Morte, ou da patifaria que rola nos vestiários dos estádios e bastidores do futebol em todo o Brasil? Todos nós estamos sossegados e esquecidos na zona de conforto, de papo para o ar; e ao invés de descruzar os braços e fazer algo produtivo pelo coletivo, estamos com os olhos vidrados na televisão em dias de jogos; mas quando o avião despenca das alturas, lembramos que pertencemos à espécie de carne, ossos, lamentos, comoção, sensacionalismo, pás de terra, esquecimento. Humanos...; adotá-los ou não adotá-los como molde de evolução e prosperidade?

P.S.: Em 2009 o ônibus da delegação do Brasil de Pelotas rolou no despenhadeiro, ceifando a vida de 3 pessoas e ferindo mais 10. Já na construção do estádio doado para o Corinthians em São Paulo, quando perguntado sobre o acidente que matou 2 serventes, o figurão do futebol brasileiro respondeu: "Numa obra deste porte, mortes acontecem mesmo; o que importa é que o estádio ficará pronto, totalmente acabado para o início da Copa". Até outro dia, os responsáveis pela construção não havia pago a indenização decretada pela justiça às famílias dos mortos.

Estão tentando virar a mesa de pernas para o ar, cuja finalidade é empurrar o Vitória da Bahia para segunda divisão da competição que está em andamento, em vez do Internacional de Porto Alegre; que ao longo da competição não fez e não fará a pontuação necessária para se livrar do descenso por meios próprios e competência. Por que dessa saída escusa? Inter tem maior torcida, foi várias vezes campeão do Brasil, campeão da Libertadores, rende números econômicos para o estado, ibope para as emissoras de televisão. E o famigerado Vitória? Para quem pensa nestes termos, não passa de uma derrota. Esta mesma falta de vergonha, sujeira deslavada já aconteceu em outras ocasiões com a Portuguesa de São Paulo para livrar o Fluminense da queda; com o São Caetano para beneficiar o Vasco da Gama e outras várias. Paro por aqui; mas antes, estúpido é o energúmeno que põe a emoção, que se fragiliza, que se vitimiza, que briga até a morte por este esporte, o qual dá abrigo, dinheiro à revelia e lautas mesas de alimento gratuitamente para uma súcia de canalhas. Honestamente, perdi minhas preciosas horas pensando e escrevendo sobre esta baixaria tácita, que é o futebol "profissional" Brasileiro. Ou não, pois prefiro acreditar que a mudança de hábitos e a alteração de postura de cada um transforma a inércia individual em movimento coletivo em prol de uma sociedade justa e igualitária.


Profeta do Arauto

O perfil de uma lesma canalha, anacrônica e gosmenta sem perfil, resume-se ao: "Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta".
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