ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!

Brasil: um país de todos - os tolos?

A percepção é o signo. A reflexão é a pena colorida. E a folha de papel em branco desnuda a realidade negra e oculta do cotidiano de uma sociedade má formada devido os carunchos dos grãos, originando a mofinagem das raízes. E não é por causa do solo Brasilis, que é por demais, fértil.


Contextualização: "Em que dia, mês e ano, o calendário do passado cairá da parede da cozinha e 2017 entrará pela porta da sala dos brasileiros"? Perguntaram para a Vidente e ela com seus incontáveis anos de janela, respondeu com segurança: "os traços das mãos, as cartas, o tarô e as pedras dos búzios do zodíaco chinês esclarecem que no Brasil, 2017 iniciará no ano do Galo cozido com pouco fogo, visto de perto pelo cão fiscal e sentinela da casa."

Cacarejando impaciente, rosnando entre os dentes, assinou o laudo definitivo: "... estilo Galo de fogo à cabidela bem temperado cozido no banho-maria; levará tempo para cozinhar, porque os ossos foram bem calcificados e a carne é fibrosa e dura. Se os dentes humanos não conseguir traço-lo, dê para o Sentinela, quem sabe ele se mexe, tire a cauda de cima do rabo e faça alguma coisa útil para o seu mandatário."

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Realmente, talvez seja no ano do galo, porque fogo no Brasil, apenas nos incêndios florestais. Para um povo que se acomodou com o bruxulear da luz do candeeiro, a refração solar é motivo de ofuscamento. E quando o fogo do galo acender as chamas do ano de 2017, o presente repetirá o passado; um passado sem grandes e muito menos, pequenas novidades.

Contudo, será útil para alterar a folha do calendário na datação e consequentemente, esclarecer o brasileiro que ele ficou mais velho e caminha a passos largos para encontrar com a Marisa Letícia no paraíso; fora este funesto e realista presságio, em mais nada resultará. Pois, as preocupações são as mesmas; caras, palavras e propostas velhas na nova política, e vice-versa; compromissos assumidos e não cumpridos; planos rabiscados em papéis, quando não rasgados pela chuva, amassados e engavetados; acertos de contas de coisas e produtos chineses já usados; devolução da compra do "Meu barraco minha favela" para a CEF; esquemas fraudulentos e influências escusas que beneficiam só e somente, as partes interessadas. Ademais, em tudo, as consequências de um nefasto passado político que nunca finda; e a inoperância de cães de guarda e donos sonolentos que não saem da letargia nunca.

Mais de 12% de "trabalhadores" (trabalhadores? Nem tanto, porque 18 meses de carteira assinada garantem as 6 parcelas do seguro desemprego) desempregados devido as políticas econômicas e leis estapafúrdias (a que rege o seguro desemprego é uma delas) oriundas de anos anteriores; blecaute na saúde pública, doenças, bactérias e mortes instaladas nos hospitais a anos; caos na economia comandada por perdulários e irresponsáveis que fazem o pé-de-meia às expensas do suor alheio e somem. (caso alguém saiba do paradeiro do tal economista Mantega, peça para ele comparecer urgentemente à gráfica federal para assinar seu nome nos livros de História do país)

Em um governo autoritário quem manda é uma minoria, enquanto em um governo republicano quem manda é a maioria. Então, se é a maioria, tal forma de governo não é plenamente democrática. O termo democracia deve ser conceituado de outra forma, porque a atual não convém com o que realmente foi proposto pelos entusiastas, pesquisadores e precursores do mencionado regime. Portanto, deveria surgir governos distintos para agradar as distinções em uma nação. Afinal, democracia não é o governo do povo. Se assim for, cheira populismo, clientelismo, assistencialismo. Regime social-democrata de fato é para a maioria, e não para todo povo.

Quem duvida e é desinformado por acomodação, pesquise sobre os social-democratas, Aristóteles, Jesus Cristo, Ghandi, Sócrates, Platão, etc. Pesquisaram, escreveram, teorizaram e praticaram a democracia plena para os corretos, justos e honestos; as sobras e os restos... porque para todo suposto direito, há no mínimo, um dever a se cumprir. Direitos e deveres: estes são os princípios, os conceitos de democracia plena.

Estamos na era da democracia do silêncio; também conhecida como a"Dita cracia dura do Demo". Pois se gritam, berram, esbravejam, esperneiam, os ouvidos do poder se calam. Existe coisa pior, desprezo pior para a criança, do que ela urrar e a mamãe cruzar os braços, fingindo que não está ouvindo? Há algo mais danoso do que a mamãe esmalteando as unhas, priorizando o alisamento dos cabelos à chapinha, ignorar o filho. Nesta democracia criada às escuras, não há espaço para o honesto filho bastardo.

E na Educação? A desnutrição intelectual reinante é tão prejudicial quanto a corrupção desenfreada. Geograficamente, a deseducação e a corrupção trafegam, circulam do Oiapoque ao Chui. E o mais notável: a barganha inicia dentro de casa com o "filho estude isso, para roubarmos a quilo; porque roubar pequenas frações em gramas, demora muito tempo para enriquecer todos os dependentes". Há mais de 500 anos já prevalecia o tal da família brasileira unida, os deseducados corrupto-pai e corruptor-filho, jamais vencidos.

Imperava a lei do carioca Gerson, jogador de futebol que alcunharam de canhotinha de ouro: "Gosto de levar vantagem em tudo. Leve vantagem você também, fume Vila rica". A marca e o cigarro acabaram, mas o lema de levar vantagem em tudo, como as falácias do Gerson, não. Fazendo publicidade, como fez o ex-selecionável brasileiro, diferindo apenas o nome, tem um monte nos botecos, na mídia, nas esquinas, nos estádios, nas praias, no Senado, nas Câmaras e Palácios.

Portanto, quando 2017 iniciar, nada mais será novo; ou melhor, comemorarão as boas novas como moscas mordiscando, zumbizando os bolos, doces e nacos de carne deteriorados. Tudo estará, como sempre esteve embolorado, envelhecido, apodrecido. Sobras de anos anteriores. Tudo antigo. Planejamento e honestidade: um farol distante, ou uma luz apagada.

eike.jpg Correndo para manter a forma... inclusive, os valores e o perfil de camaleão, que são escondidos em ambientes sigilosos. E para falsificar a identidade e o visual, vale usar passaporte do irmão careca, falar inglês, até usar óculos escuros e uma espalhafatosa peruca.

Quando 2017 chegar e o show pirotécnico ganhar o céu de copacabana, o milionário e charlatão Eike Batista, que disse que seria o homem mais rico do mundo e assina como pai do filho mimado, cujo nome foi inspirado no poderoso Thor, que em 2012 atropelou e matou um ciclista, irá ser preso por pagar propina para políticos em troca de favores e benefícios. Aliás, enquanto 2017 não aperta a oxidada sineta que está afixada no batente da porta da sala, retomando, o ano de 2012 foi marcante sob muitos aspectos. Segundo o calendário Maia seria o ano do fim do mundo, o que levou a ser tema de um filme apocalíptico. Todavia, no Brasil o ano foi especial para a nova geração dos Illuminati.

Destarte, passemos a alguns eventos marcantes:

No prefácio que fez para o livro “As 25 leis bíblicas do sucesso”, de William Douglas e Rubens Teixeira, publicado em 2012, o ex-empresário Eike Batista expressa a ideia que “em especial num momento em que o Brasil vive um período favorável único, com previsões de crescimento sustentável por muitas décadas.”

Nesse mesmo ano numa cerimônia para comemorar o início da produção de petróleo da OGX de Eike Batista, Dilma declarou “o Eike é o nosso padrão, o nossa expectativa e sobretudo, o nosso orgulho ...”.

Nessa mesma cerimônia, o então governador Sérgio Cabral, declarou que “você (Eike) dando continuação a esse grande brasileiro que é seu pai, assim como a Dilma dando continuação ao grande brasileiro que é o Lula”.

Por fim, (fim do texto, porque os descaramentos, os mau-caratismos e as sem-vergonhices do brasileiro nunca terminam. São para sempre.) aludido ao incendiário Tim Maia, quando 2017 chegar, as grandes esperanças semeadas correm risco iminente de serem aniquiladas. Matas, jardins e pomares pegarão fogo. Porque, segundo o mais sórdido dos sórdidos, não deve-se esperar nada neste país de decisões políticas, sociais e econômicas, que sempre objetivam diminuir a dignidade do povo; povo que por sua vez, não faz nada para ser digno. Pelo contrário, pois qualquer 2017 centavos de dólar, um vale leite, um vale gás e 2017 grãos de pipoca a mais no pacote do Bolsa Família, o satisfaz.

Brasil: um país de todos - os tolos, ou de todos os espertos? Não pertence à nenhuma dessas classes? Então é a dos larápios? Fora as naturais, diga-me onde estão as riquezas e os honestos neste país, que sem medo de errar, lhe direi o endereço completo, com CEP, e-mail, número do whatsapp, página no Facebook e tudo mais de Jesus Cristo.

Brasileiro é semelhante aos cães domésticos, que latem de olhos abertos, mas não despertam do sono profundo para defender o patrimônio, não vigiam o que pertence a todos. Deleitam-se, isto sim, em jogar as patas dianteiras para frente, sentando a cauda sobre o rabo para roer o osso buco. Se possível, um osso que não danifique os dentes que, antigamente eram brocados e atualmente, de porcelana amarrados com arames.

Notas:

Não foi encontrado nenhum vídeo do Eike Batista elogiando Dilma e o Sérgio Cabral.

A parte final do artigo - exceto os últimos parágrafos - foi pesquisa e contribuição do escritor mineiro de Lavras, David Corrêa; que é vidente das coisas que estão mais que à vista.


Profeta do Arauto

Mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual que se encontrou, quando não, caminha dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... Chega: morri para os hedonismos dos normais!.
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