ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário

A sinistra poesia nas falas de Zaratrusta e Nostradamus

"Pregadores da igualdade, assim a tirânica loucura de vossa impotência reclama em brados a "igualdade". Assim, por detrás das palavras de virtude se escondem vossos mais secretos desejos de tiranos! - Nietzsche



diabo e o anjio.jpg

A Adão fez-se inocente;

Ofertando o seu néctar açucarado.

Melífero ... indecente Fel.

E aqui estamos nós: labaredas fumegantes.

Dormentes. Desamores ardentes.

Ecos. Trevas e serpentes.

Culturas envelhecidas, em amargo Mel.

Basta ter um pouco de percepção sensorial para descrever a realidade e tudo se transforma em contos terroristas, em relatos ficcionais jamais vistos; porque em verdade vos digo, querer combatê-las por prazer e gozo espontaneamente, por fundamentalismo crítico e questionador, é escárnio batendo os dentes contra os sonhos, é morte precoce das ilusões. As verdades cotidianas não devem ser ditas e se algum filho desalmado e sem pátria se atrever a fazer o contrário, deitará por terra os conceitos pregados pelas religiões, pelos sistemas políticos, pelas bestas-feras do número cabalístico 666 e obviamente, pela corrupção barganhadora enrustida familiar do "Faça isso, que te dou, você leva aquilo"; sobretudo, por liberar o verbo, urrar em impropérios as realidades do dia a dia, pagará com a Vida. Sim, com a Vida, o bem mais precioso que possuis, filho adotivo do "politicamente correto", acomodado por natureza, hipócrita/devastador do que não lhe pertence!

artes.jpg

"Libertem-se, libertem-se, espíritos Incautos! / libertem-se dos elos das correntes que vós próprios forjaram!" - Yume Zaratrusta

Como os mares de boca arreganhada e rangendo os dentes em formato de aguilhões mordiscadores de jiboias, baratas, ratos, gatos, lambisgoias; aliciadores de peixes ariscos; que arrastam cães sem pais; arranham pétalas, que metem a língua em entranhas putrefadas; que estupram ânus com as bordas bem ou mal escovadas; que degustam pênis rosinhas ou carcomidos pela sífiles; que salivam animais em carne crua e aboiam gente, o mundo é um lugar estranho, ridículo, transviado, livre de responsabilidades e compromissos, com leis ferozes e por ser isento de deveres, perigoso para se viver. Não exatamente porque os parasitas pensantes que o habita, são maus, ruins em essência; mas devido a correria e busca incessante pelo nada; pela quietude de consciências corruptíveis; pelo excesso de saber e nada de praticar; com direitos e liberdade adimensionais em excesso; pelas riquezas desproporcionais gerando desequilíbrios nas balanças; pelo sexo deliberado à luz do sol, razão pela qual, aumenta em escala progressiva a matilha de cães sem donos (7 bilhões e mais um punhado de famintos é necessitados demais para uma só deficiente Natureza de resiliência alimentar); pela religião que prega um deus, o qual o Deus "criador de todas as coisas" pragueja o seu desconhecimento pelo sectarismo cego dos fiéis; e óbvio, bondade sem tamanho, não fazem nada para amansá-lo, pacificá-lo, melhorá-lo, mitigá-lo, combatê-lo com propriedades lenitivas.

À luz do luar, a brisa sopra amores profanos.

Felicidades efêmeras. Doces licores.

Amargos enganos.

Como tudo é controverso e portanto, não obstante, a veracidade ficou num lugar insólito, inóspito e nunca habitado, exceto nas constâncias do que vos alerto, navegando mares calmos e aprazíveis, a pseudo "Arca das Boas novas" chegará mansa, arrebatadora, silenciosa, cálida, enganosa, prestimosa. Pregando a paz e o amor. Pelas palavras dos escribas e timoneiros que giram o manche da vida, todos se salvarão. Tudo propositado, nada em vão. "A vida é apenas o emissário de passagem para o além, portanto, siga-nos os bons e os maus, venha pelo bem ou pelo mal; em nome do que crês, a ressurreição, que nada mais é, sinônimo da propalada salvação!"

Enquanto apenas as procelas atormentam os desafiantes de mares revoltosos e nada acontece no reino animal; os burros continuam afogando-se em mar de lama; governos dominantes impondo sanções ferrenhas sobre governos dominados; famílias chafurdando na hipocrisia; a carga tributária que se paga para respirar atingindo as nuvens; a intolerante discórdia esmagando avassaladoramente a serenidade; e o ouro puro sendo levado, não mais pelos portugueses, mas pelas correntezas da acomodação e zonas de conforto. Portanto, parecido com o fim do Ateneu, escola/internato de Raul Pompeia, o mundo é uma bomba relógio com um emaranhado de pequenos focos de incêndio saídos dos muitos barris de pólvora, prestes ao encontro final; prestes à passeata apocalíptica. E como descrito pelo Raul na letra da música "Capim Guiné", "fica aí parado com essa cara de veado que viu o caxinguelê..." És um covarde e por acovardar-se, explodirás em pequenos cacos de ossos sumidos em nacos de carne seu infame inútil!

"Quantos homens sabem observar? E entre os poucos que o sabem – quantos observam a si próprios? Cada um é para si próprio o mais distante..." - Zaratustra - pág. 190

Sigam o préstito! Porque o dia do juízo final não está muito distante da esquina mais próxima de vossas mansões e fará brilhar e urrar no breu da noite, o executivo, o poeta, o gringo, o sábio, o estúpido, a besta, o escritor, o milionário, o mendigo, a bituca de cigarro, o cão e o gato, o corrupto, o bizão, o honesto, o ladrão, a prostituta, a mãe zelosa e quem estiver dentro dela; o recém-nascido que conheceu a luz do dia e as noites soturnas em momento impróprio; o político que tudo, ou nada sabe; o curinga social; o beija-flor que carrega no bico o pingo d`água para apagar o incêndio; o inocente vagalume que de piscado em piscado, ilumina as trevas!

""Ei, esperem por mim! Não entendo o porquê dessa correria atabalhoada, o porquê de tanta competição, se iremos para o mesmo lugar! Embora não aparentem, sapatos camufladores e tênis mimetistas são egoístas e não suportam retardatários na pista. Atropelam mesmo; uh, já vem eles, o tropel aloucado está se aproximando..! Faz-se saber, portanto, que se for pelo atletismo cotidiano, não compito e nem sou exemplo de atleta".

Em constante vigília e pingando colírio continuamente nos olhos dos seus, assim falou Nostradamus, Profeta e núncio do fim de tempos corridos, depressivos, fúnebres.

Se queres manter o coração pulsando um pouco mais ou não,

escolha entre a cruz ou a cerâmica do oleiro;

entre o marrulhamento revoltoso dos mares ou silêncio do cordeiro;

entre denunciar o desamor ou através do amor ágape,

amar.

Ainda há tempo..! mas parece que o Homem enviado à Terra, o ser pensante que saiu das profundezas de uma entranha perfumada ou putrefada, nasceu para ser um descontente causador de Terror e não se acanha, não costuras as emendas, não mede as consequências; não tem empatia pelas mazelas e coitados que sofrem calados os pisões de vossas solas de sapatos; e quanto mais os abismos lhe some da visão, mais a espécie que se autointitula como "imagem e semelhança do Criador", procura os atalhos e desvios mais curtos que a leve aos precipícios do caos. Está claro que essa plaga deleita-se com o Terror coletivo; e se é terror o que lhe compraz, o deleite de viver, no dia do juízo será cozido até o ponto ideal de cozimento com pouco fogo em caldeiras hermeticamente fechadas.

Sobre Nostradamus: foi mendigo, andarilho, irresponsável com pedigree de vacante, cínico com passaporte de intelectual e por ter se encontrado consciencialmente, caminhava sob retidão dentro de sua essência... e adeus hipocrisia, religião, materialismo, futebol, melindres, carnaval, drogas, álcool etílico, taças de vinho, papo furado em botecos, praia, netos, animais domésticos, montanhas, arrebol, política, trabalho, vaidade, beijo insípido, catecismo, alter ego, adultério, viagens, sexo obrigatório e mecânico, filhos bastardos, movimentos separatistas, medicamentos tarja preta, esquizofrenia, silhueta, indianistas, filhos oficializados, depressão, aposentadoria, terapia, solidão... sumiu dentro se si. Chega: carregando o peso de tantos adjetivos em sua intrepidez reacionária e glorificada de atos, morreu antes do tempo para os hedonismos dos normais!


Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário .
Saiba como escrever na obvious.
version 10/s/literatura// @obvious, @obvioushp, @obvious_escolha_editor //Profeta do Arauto