ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário

A filosofia nicotinada do "Bituca de cigarro"

…o maldito Filósofo é o núncio de uma sociedade alienada que se recusa à ouvi-lo. Portanto, impede-o de anunciar certas verdades admiráveis. O que é compreensível e também puderas, a nicotina das guimbas de cigarro são armas brancas que dilaceram, cortam, ferem, sangram, enfumaçam, agonizam os pulmões, mas não matam cristão e fumante, nenhum. Porém, o fluxo de tudo isto no metabolismo social, é o sofrimento, a depressão e a diabete psicótica; ou doença silenciosa qualquer, como queira.



"Mergulho de cabeça em mim mesmo, flutuo pela devassidão de minha essência, porque em qualquer outra, além de não me pertencer, é mero artificialismo que para o meu Eu introspectivo de propósitos e conceitos, em nada me é útil."

bituca.jpg

Bela. Deveras, uma bela mulher. Letrada. Presunçosamente, da cabeça aos pés era inundada de predicados. Com grandes dotes à conquista, sentia-se realizada de ser formada em dormitórios, os quais propiciou-lhe as mais belas poesias, muitos pares de sapatos, guarda-roupas abarrotados, perfumes importados e variadas conquistas que uma donzela não deflorada, pode almejar.

Nos espaços em que adentrava, tapetes vermelhos corriam em disparada para acariciar o deslizante desfile de seus pés. Velas bruxuleavam à meia luz. Vitrais mudavam de cor e o teto abobadado resplandecia ao vê-la apossar de olhos inebriados. Olhos rodopiavam dentro das órbitas, procurando decifrar os mistérios contidos naquele requebrado, híbrido de esbelta sensualidade e avario feminino. Não havia cama masculina que não a desejasse. Aplausos; assovios; aplausos. E por onde passava, deixava o perfume da conquista. Liberava o hormônio do desejo. Indubitavelmente, ser benquista, a realizava e compensava os olhados sexuados, com um sorriso dissimulado. Toda modelo com um perfil como o dela, tem um quê de mulher rameira não declarado no semblante e tacitamente, intrigam-se, esbravejam uma contra a outra às escondidas, falam mal às furtivas, mas se amam pela frente; e assim seguem se rivalizando nos percursos das passarelas. Sobretudo, porque perfis e latências desfilam na mesma passarela, pisam sobre o mesmo tapete, porém em sentidos opostos. Enquanto um sobe de sorriso aberto, ou outro desce segurando por fora as lágrimas que inundam o seu âmago de pranto.

- Leio livros, ouço música, indiferença observo, assusta-me o sombrio, queimo as minhas retinas nuas na réstia dos raios sol que chocam-se contra a alvura da neve, reflito sobre os porquês dos ecos, fumo uma bituca de cigarro, crio asas, imito os pássaros, tento entender por quem os sinos dobram; deleito-me com a agilidade dos macacos pulando de galho em galho, perco muitos segundos de vida indagando como as borboletas fazem para aprender o bailado das asas; por fim, junto as letras na escrita e na vã e incompreendida tentativa, evitar os cacos, salvar a queda do mutável e incomodado teto da residência de meu semelhante. Escrever é disseminar intimidades, é praticar a solidariedade, sentir-se útil. Ainda que carente, altruísmo em essência é a intensa expressão escrita pelos atos de um coração silente.

E quando atingia o grau máximo do devaneio, disparava um palavrório de sentenças inócuas pelo vazio da noite: "Encontro-me na animalidade dos equinos no momento do acasalamento. Oh, como os rufiões são briguentos, viris, machos! Um macho espetaculoso, com a virilidade de um macho que não deixa a fêmea necessitada, insaciada; com o sabor da fruta nos lábios do "quero mais e agora o que faço"?; desassossegada pelo afloramento da não realização da libido; rangendo os dentes, passando a língua nos lábios secos, aturdida pela frustração, irritada pela torta doce que merece e a desprezível fatia salgada que lhe ofertaram, é o que eu mais gostaria de ser. Embora eu saiba quem sou e o meu real valor, Bituca de cigarro e suas intimidades, deveras, devem ser descartadas. Desprezadas ao lixo. Coisas mais inócuas. Porém, contento-me com as lânguidas bitucas de cigarros, que ao ser fumadas, tragadas em longas baforadas, devolve-me às estradas. E ao retornar desse desencontro fantasioso e solitário, esparramo pelo chão com a minha pena, sem pena em punho. Escrever ainda é minha distração.

Com seus fiéis escudeiros, um fone de ouvido e um cobertor esfarrapado achados nos monturos, o Filósofo, alcunhado ele por ele mesmo de "Bituca de cigarro", seguia perdido pela vastidão das estradas. Maltrapilhos são cosmopolitas e o horizonte lá no fim de mundo não lhes mete medo. Falam todas os idiomas e não se permitem compreender; desvendam os mistérios da humanidade, sem no entanto, ter os seus desvendados, pois, as filosofias nicotinas das bitucas de cigarro são enigmáticas. Veem tudo e não enxergam nada; iluminam tudo e nos ninhos da escuridão se recolhem; conversam de tudo e nada ouvem. A filosofia nicotinada do "Bituca de cigarro" é fumaça que perpassa objetos translúcidos. Desmedidas, insaciáveis, indecorosas, esgaravatadoras, inexoráveis, passeiam livremente nas ideias, entram e saem da mente do fumante, como se fosse um raio x desalentador; por fim, feito larva da tenia de porco, aloja-se, fixa morada, causando a loucura existencial.

filme.jpgThe Fisher King (1991) - Dir. Terry Gilliam

- Sordidamente, as centenas de fotografias recortadas pelo tempo que pertenciam a mim, ficaram pelas estradas; alertando-me que tenho que desprender das coisas materiais; afinal, não sou dono das pegadas dos passos que deixa para trás, menos ainda de meu corpo, quanto mais de fotos de paisagens que não pertencem a ninguém. Por sorte, restaram-me às da memória. Estas se transformam em cultura viva e são inapagáveis. Faço questão de levá-las no caixão, porém, se alguém quiser e se interessar, divido. Dispenso blá, blá, blá, se queres saber quem sou, pegue carona em minha envergadura; que é ampla e resistente. Em verdade não sou nada e nada valho, mas se sou e sirvo para alguma coisa, certamente é ação contínua na causa e efeito; pois deveras, ignoro as superficialidades dos sintomas.

Sem destino seguia ele, porém com a cachola abarrotada de propósitos e enquanto nas os realizava, a música o entretinha. Nada a fazer é quase o mesmo de nada ter a fazer, motivo de andar à toa, para não ficar atoa. Ao notar o alarido descomunal no entorno por onde passava, mudou o percurso e entendeu por bem fazer uma visita inesperada ao local. Diminuiu o volume da música que entupia seus ouvidos de coisas ultrapassadamente conhecidas de outrora; pois, para os maltrapilhos que perambulam pelas estradas, falar bem ou mal da vida do povo, não é nada de velho ou de novo. Os ponteiros dos relógios assinalam os tempos, mas os costumes, hábitos e vivências do povo são todos iguais. Exatamente iguais e desrespeitosos com a evolução que pregam, fazem e procedem exatamente como a maneira que mais lhe agradam.

"Baby

Dê-me seu dinheiro que eu quero viver / Dê-me seu relógio que eu quero saber / Quanto tempo falta para lhe esquecer

Quanto vale um homem para amar você / Minha profissão é suja e vulgar / Quero um pagamento para me deitar

Junto com você estrangular meu riso / Dê-me seu amor que dele não preciso"

Expulso pelos seguranças, pois não havia sido convidado para o evento, do lado de fora, um mendigo bisbilhotava pela greta o desfile. Jamais passara pela sua cabeça coisa tão bela e ao mesmo, esquisita; afinal, quem propôs ao mundo tanta desigualdade: de um lado, um maltrapilho condenado à fome e do outro, alguém fadado ao elogios obsequiosos da plateia. E enquanto um nunca houvera degustado palavras de apreço; o outro, nunca soubera o que é desonra. O infeliz pensava que ele e a Modelo eram peixes de mesma espécie, um nadando em remansos calmos e plácidos, e o outro em mares tormentos e revoltos, no mesmo aquário.

- Não me permito a hipocrisia, desonestidade, a falta de honradez e seriedade. Definitivamente, não existo no presente. Sem contar que quando havia um pingo de esperança escorrendo nos fios de cabelos longos dos esperançosos, nunca acreditei, agora de cabeças raspadas, absolutamente carecas, afirmo plenamente: o futuro é como as estradas que caminham incertas; sobretudo, uma segue por aqui, outra tafuia por lá, mais outra que não sabe aonde vai dar! E ainda tem aquelas que ao se enrolar em seus caracóis antinaturais, saem pela tangente. Essas são as piores, pois, beijam os abismos.

Separadas por espessas portas trancadas e grossas paredes feito um bunker alemão, duas realidades se deparavam: dentro, a realização e conquista de poder e ser o que quisesse ser; fora, a perda dos sentidos pela desilusão imposta pelo destino. Obras do acaso? E enquanto um indagava o sombrio sobre os porquês, possibilidades e merecimento; o outro atirava pétalas de rosas à lua.

Lá dentro, seguia o desfile. O jurado cabisbaixo. Mentes absortas, compenetradas repensando as cenas. Apreensão na plateia; em contrapartida, a elegância da beldade pousava silente para as fotos. E como esperado , o resultado se repetiu. Chamada a discursar, subiu ao palco e regozijou: "existem muitas formas de uma pessoa tentar se engrandecer. Uma delas é divulgando as realizações. A outra é desmerecendo quem realiza. Pessoas que normalmente se incomodam com os feitos alheios estão sentindo falta de realizar. Realize e vocês se sentirão mais em paz com vocês mesmas e o que os outros escrevem, desfilam, aparentam, divulgam ou deixam de divulgar, não parecerá tão importante.

Suas palavras atingiram o mendigo como uma morsa apertando o objeto, como uma flecha que acerta o combatente de frente numa emboscada. Notara que aquelas palavras furaram-lhe as vistas, cegara-lhe as emoções, mas não cegara-lhe a razão. A cerimônia chegava ao fim. Em fila indiana, a ganhadora do concurso adentra a limousine. Convidados assoviam. Saraivadas de aplausos.

- "Mulher: a mais nua das carnes vivas é aquela cujo brilho é o mais suave." Isso foi dito por Antoine de Saint-Exupéry, mas andando pelo mundo, fui e voltei, dormi em bancos de praças, passei por lugares infindos, duelei com leões invisíveis, atravessei vaus perigosos, ataquei os inimigos, dei voltas fugindo de emboscadas e contei nos dedos da mão esquerda, cruzei as fronteiras do inferno, foi uma ou outra mulher que encontrei, cujo brilho reluzia mais que um mínimo espectro de luz do sol. Antoine, o que era mais subjetivo aos seus olhos e narinas: o sentimento de liberdade, a vaidade dos narcisos, a cultivação da pobreza, a suavidade feminina ou o perfume das flores? Explique-me, por favor, Antoine?!

Espreitando o movimento, agora no espaço republicano e pertence à todos, liberto para o ir e vir, o mendigo dispara sua razão, até pouco tempo antes difamada, contra a emoção declarada: "Parabéns donzela! A realização íntima é a auto estima do ego; e o seu deve estar reinando solene nas alturas. Ao voltar à Terra, onde ele pousar, a humildade bate asas. Safa-se, pois, perante as conquistas e realizações, como foi vosso discuso permeado pelas entrelinhas do separatismos, os contrários, se repelem. No entanto, sem se declarar realizada, a morte recolhe em seu lar fedido a porcos ou adornando com flores perfumadas, tanto a realização, quanto o realizador. Quando estivermos lá, terei a oportunidade de cumprimentá-la pessoalmente por essa data especial. Só pode superior, quem presta-se às passarelas da superioridade; contrário, inversamente proporcional, só pode ser humildade, que deriva dos perigos impostos pelo destino. Estou de partida para nunca mais; mas antes, parabéns novamente; e em nome da humildade combatendo o ego... fui! Tchau ego das passarelas!

"Baby

Nossa relação acaba-se assim / Como um caramelo que chegasse ao fim / Na boca vermelha de uma dama louca

Pague meu dinheiro e vista sua roupa / Deixe a porta aberta quando for saindo / Você vai chorando e eu fico sorrindo

Conte pras amigas que tudo foi mal / Nada me preocupa de um marginal"

Deu meia dúzia de passou e estacou repentinamente. Uma flor da espécie heliotropia mirava detidamente o sol. Tentou recordar seu nome, mas nada o fazia voltar a realidade: estava tomando pela sensação transcendente de estar; mas onde? Colheu um maço de flores e exatamente no momento que ia jogá-lo para o ar, algo o repreendeu: "acima da poesia, está a racionalidade filosófica, como poucos filosofam o desatino, vem e vão, padecem pelo mundo sem tino. Ponteiros que correm; viver em vão. Mas o que seria da alma sem poesia, música, mendicância, filosofia?

A resposta lhe veio de imediato e não poderia ser outra, senão, estar a só, estando com todos; realizando o irrealizável; conquistando, sem se deixar conquistar; amando sem ser amado, em qualquer lugar. Definitivamente, enquanto a morte não o separa, ele de seu Eu perispiritual, nunca mais foi visto naquelas paragens. Porém, está na estrada. Segue seu caminho cantarolando Zé Ramalho e nos momentos vagos, entre uma divagada e outra, astutamente, lança indigeríveis pétalas de flores aos porcos.

"Baby

Nossa relação acaba-se assim / Como um caramelo que chegasse ao fim / Na boca vermelha de uma dama louca

Pague meu dinheiro e vista sua roupa / Deixe a porta aberta quando for saindo / Você vai chorando e eu fico sorrindo

Conte pras amigas que tudo foi mal / Nada me preocupa de um marginal"

Assim que terminou a música, sentido profunda leveza interior, arriou as tralhas, sentou-se no meio da calçada atrapalhando os trança pés dos transeuntes e suspirou esse pensamento numa folha de papel que lhe servia de amiga e nunca, jamais dissera não para os seus anseios: "Toda Modelo, toda madame, toda mulher possui um segredo deflorado ou não, um segredo deflorado ou não, toda Modelo, toda madame, toda mulher possui. Joia guardada em um porta joia e pelo menos para um vagabundo como eu, jamais será revelada. Ofertada. Contento-me com os desígnios, sob os quais tenho que trafegar; sobretudo porque Deus não é humano de carne e ossos, motivo de ainda apreciar e abrir as portas para os andantes e pobres desvalidos de realização; pois, esses não usam máscaras e maquiagens em seus rostos ensandecidos pela honesta vergonha!

Como nem todo conto fantástico acaba em mar de rosas, termina aos ósculos e amplexos, finda com os aplausos dos convivas ao ver o casal saindo para lua de mel, o andante estava ofegante pela estafante caminhada carregada de suor e latas com o fundo empretecidas pelas chamas dos fogões à lenha improvisado. Respirou fundo, tomou fôlego e finalizou o delírio:

- Minha escrita respira a plenos pulmões, possui alma, vida própria e não descarto sua leitura por algum leitor; porém, alerto que não me responsabilizo sobre a apreciação conceitual do que for lido, afinal de contas, a loucura, a psicopatia e a revolta interior não se manifestam pelos gritos insolentes das palavras. Torno-me filósofo, confabulo com as estrelas, derreto minhas emoções feito cera fria exposta ao sol do deserto, cuspo no saco do Sacristão pedinte, dou nós em minhas retinas ao olhar fixo no centro de uma mandala, esconjuro os políticos e escrevo tais coisas quando sou tomado pela ira mundana, quando me sinto inserido na miséria da mesmice, quando meus sentidos morrem num defunto mesquinho arrastado pelo cortejo desumano em direção ao cemitério da igualdade; mas por mais que incisivas, agudas, avariada, não supera o que disse Alexander Pope: "Sentir raiva é vingar-se das falhas dos outros em si próprio".

Pode ser o que for, mas o Filósofo das ruas nunca deixou que sua filosofia morresse à míngua pelas metades. E sobre as ocorrências daquele dia, nada mais deveria ser acrescentada, enfim, era noite e ele corria contra os ponteiros dos relógios para arrumar um lugar para dormir; pois, onde estava não havia viadutos, rodoviária, pontes elevadas e cabanas cobertas com lona rota disponível para recolher-se; abrigos que humildemente ele chama de minha casa, minha vida; meus aposentos itinerantes.

- Pesquisei todas as ciências, estudei miríade de idiomas, conheço a metade do mundo, fumei maços e mais maços de bituca de cigarros, porém, não aprendi rezar e menos ainda, pensar; logo, peco pela minha (in) existência. Contudo, nessas minhas andanças por terras ermas e distantes, aprendi que se o tabaco fosse Filosofia, eu seria um fervoroso leitor, autodidata, escritor e potencializado professor da disciplina; e sobretudo, as bitucas de cigarro, seriam as deusas mitológicas criadoras do ensino.

O fim da estrada chegou para o Bituca de cigarro e antes de ser lançado na lata de lixo, leu em um outdoor que "Comentam nos bastidores, nos planos de fundo, foi motivo de alarde em simpósios e conferências mundiais, que existem três classes de pessoas no mundo: a dos cientistas, dos ignorantes e dos inúteis. A segunda é verossímil e domina as trevas plenamente. Já a dos cientistas, deve-se duvidar sempre destes e mais sádico, não fazer a menor questão de esclarecer-se sobre eles. Cientistas amam demais a si próprios e não nutrem o menor amor pelas estrelas. A terceira é dos inúteis. Esta merece fogo para queimar suas inutilidades e inteligência filosófica; pois de dialética, o Bituca de cigarro nenhum sobrevive. Sua brasa, sua luz fica acesa por uns minutos e apaga naturalmente; e se não apagar naturalmente, será apagada pela ignorância dos esclarecidos cientistas.

O Bituca de cigarro passou em mãos as tralhas que lhe pertenciam, ou pensava pertencer para outro Bituca de cigarro que rondava o local. Lançou o corpo no chão, como se jogasse um pacote de lixo na lixeira e ficou ali estático, inerte para nunca mais levantar.

- Esse é o meu lugar. À casa, o bom filho torna; definitivamente, aqui é o meu o lar!

P.S.: contrário do enredo do filme "A Dama e o Vagabundo", entre os opostos, existe um abismo enorme e profundo que só pode ser transposto pela fantasia e sonhos. Charutos cubanos, poder, dinheiro e beleza não combinam, não exalam, não fumam bitucas de cigarros. Em princípio, charutos cubanos e os "Bitucas de cigarro" são tão separados, que foi preciso criar uma lei federal, separá-los em ala destinada à fumante e não fumante, para apaziguá-los socialmente.


Profeta do Arauto

A inspiração para escrever me vêm sempre que vejo pela claridade de minha razão um querubim corrupto de uma perna, pulando com duas; e invariavelmente desaparece, quando o querubim se transforma num saci com duas, pulando com uma perna. Durante o transe da minha imagem translúcida no espelho, sou um néscio metamórfico e não faço o menor esforço para voltar à realidade dimensional e objetiva nossa, de cada dissabor diário .
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