ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Mineral impermeável. Incognoscível. Sólido. Rústico. Diamante impenetrável

Hipocrisia Curta e Grossa! (ser ou não pertencer?)

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto!" - do polímata Rui Barbosa. 1849 - 1923



Do mais alto cume do Himalaia, eis que avisto o Planeta e seus arredores abaixo dos meus pés. Devaneando em exclamações, digo que há poesias e profecias em tudo, motivo d´eu também fazer o meu barulho particular: "que Salmo mais belo e esplendoroso que os homens perderam; que escrita sagrada mais encantadora não lida pelos humanistas! Que salmo é esse? É o Salmo gorjeado pela revoada de pássaros ao retornar para o lar. E embora tente de todas as maneiras, escritor terreno nenhum descreve em linhas retas, artista fora de si nenhum pinta as simplórias subjetividades pintadas e escritas em linhas tortas pelo Criador de todas coisas. Olhos humanos nenhum conseguem desvendar o surrealismo do quadro, cuja inscrição de rodapé insinua: "Sob o efeito dos espectros de luzes e cores, que a paz desça sobre os Homens de Boa Vontade e permaneça para sempre!" Pois, embora não valorizadas, saúde e inteligência já nos foram dadas sem nenhum custo, resta portanto, transformá-las em igualitárias e não mais que o necessário, justas conquistas terrenas. Todo acúmulo e abundância supérflua são dispendiosos; e por serem abusivos, no mínimo, roubo de suor alheio.

rui.jpgPelo semblante estampado na cara da pessoa, nota-se a seriedade no trato com as coisas cotidianas.

Arreganhou a arcada, deixando à mostra os dentes de porcelana perfeitamente alinhados e sinalizou positivo com o dedo polegar, certamente, há tártaro rançoso nas raízes sanguíneas e podridão nas entranhas do fulano; o tempo tratará de revelá-los.

Poucos brasileiros tem o sentimento de seriedade, comprometimento, integridade, justiça, igualdade, honestidade e querer o melhor para o Brasil, como teve o nacionalista e jurista, advogado, diplomata, baiano, Rui Barbosa.

Sobre a ironia curta e grossa, os dicionários e sinonímias foram criados para não serem lidos. Portanto, as verdades que as representam não possuem sinônimos e são contestáveis. Verdades são indutoras ao erro e falivelmente, refutáveis.

Em detrimento da verdade, sociedade é: ...excessiva humilhação e escárnio, para pouca aplicação de sentimento e emoção; ou nenhum sentimento de verdade esclarecedora e retidão, para exorbitantes hipocrisias? Em constância com a verdade, como declarou Martin Luther King, "para ter inimigos, não precisa declarar guerras, apenas diga o que pensa". E contrário as cartomantes, sensitivas e a Justiça dos homens, é impossível pensar a verdade do que não se viu com as vistas e ouviu com os ouvidos.

Ser ou fazer; e parte desta sociedade emporcalhada, (perdão suínos de quatro patas. Sua raça alimenta o mundo) pertencer!? Pois, como dirimido pelos Filósofos, Profetas, Hermeneutas e Alfarrabistas, seriedade, honestidade, saber e livros ocupam espaço nas mentes das bibliotecas pensantes.

Outras sentenças idiomáticas para o conjunto cheio chamado sociedade: a imagem e semelhança de um Deus desonesto, desigual e injusto; o horóscopo que só assinala benevolências para o leitor; a árvore cruelmente desmatada; a riqueza além necessidade; a miséria do pobre; o samba na mesa do bar; o funk fora de hora; o médico que cobra horrores de dinheiro pela vida daqueles que não tem mais 15 min de vida em consultórios blindados pela morte; a verborragia generalizada e extremista, porém consciente, de quem escreve este artigo; os veterinários que não entendem uma grama de onomatopeia, por isto, não estão sintonizados na mesma frequência linguística dos animais; os engenheiros que já foram qualificados como profissionais de obras prontas e atualmente, perderam espaço para os caneteiros guiados pelos mapas e plantas do Google e (mal)traçadas linhas do GPS.

Os doutos de leis que usam-nas em causa própria; os dentistas que só se preocupam com a estética atirantada pelos arames, porque nada mais resta a fazer com o tártaro bacteriano incrustado nas raízes dos dentes; a merda que morre sedenta por um pouco de água nos vasos sanitários dos banheiros públicos; os pedagogos que lecionam e administram os lupanares das escolas públicas, enquanto seus filhos estudam em escolas particulares; sem saber o que dizer sobre o caso do paciente, os psicólogos cobram os honorários para ouvir e não para orientá-lo; as leis dotadas de vírgulas, ponto-vírgula e hiatos que prendem os honestos e eximem os desonestos de pagarem pelos delitos e crimes cometidos contra animais e sociedade; o natal que pacifica o mundo em apenas um mês; a religião pregada pelos adoradores de um Deus pagão e inexistente; os covardes que ocultam a verdade, cuja finalidade é só e somente, manterem-se nos elevados cargos. Esses são usurpadores do suor alheio e ganham altas cifras sem dispender o menor esforço. E ainda desfilam nas passarelas do Status Quo com a camiseta estampando a gravura de um fulano deitado, espreguiçando numa rede estirada entre dois coqueiros; e embaixo, a inscrição: "Amanhã, se Deus quiser, - o Criador há de querer - com meu próprio suor aumentarei o ouro em minhas canastras e colherei bagas de trigo nos trigais para a massa do pão, minhas mãos sovar; mas só amanhã, porque agora...!"

jornalista.jpgAntônimo de hipocrisia: irônica honestidade plena e irrestrita.

A Educação de professores que ensinam e professam o que as mãos nunca exercitaram; a classe de advogados que desconhece causas perdidas; o tráfico nos quintais dos lares e intramuros de escolas; o filho nada produtivo, vagabundo que dorme até o meio-dia, mas que nas falas dos pais, é um bravo e destemido super herói sem espada; o papai noel charlatão que tira fotos com as criancinhas no colo, cuja finalidade é endividar os adultos, pais, aposentados e avós; os jornalistas que escrevem dando bica nos colhões do português; as baratas que ululam nos esgotos para ninar as crianças no colo; os ratos apostos esperando pacientemente para degustarem os restos do banquete à meia-noite na passagem de ano; as favelas que alimentam a indolência dos mendigos; a política para os corruptos e corruptores; o adultério aos montes; o futebol e demais esportes que alienam, bestializam e despolitizam os sapientes e a explicação que nunca, jamais, se explica sozinha. Há outras várias, miríade, profusão de sentenças idiomáticas e modalidades de párias sociais, mas para quem entende de ortografia, um pingo é letra.

Sinônimo de hipocrisia: palhaçada, máscara; negociatazinha do "faça isso, que levas aquilo"; aplicação de pequeno golpe; mentirinha velada.

Concorda ex-Deputado e palhaço Tiririca, ou sua excelência fará como no pleito passado; e estando o senhor esquecido pela mídia, longe dos holofotes que ilumina as celebridades nas selfies, fez um discurso acalorado, dizendo que finalizaria o mandato em curso; e política, never more, nunca mais? Os eleitores não só aplaudiram sua ousadia denunciadora e chorosa, como votaram em peso em sua excelência na eleição seguinte. Resultado: eleito novamente. Dois mandatos consecutivos e a possibilidade (merecidamente devido os inúmeros projetos sociais eficazmente criados e assinados por sua senhoria) de uma remuneração vitalícia por conta dos abestalhados, o que convenhamos, para um palhaço que foi posto em dúvida até quanto ser alfabetizado ou não, é vitória gloriosa. Da-lhe Tiririca...; certamente, você é o palhaço bufão e eu na condição de nariz, completo-lhe; ou a completude é feita por todos aqueles que votaram em sua senhoria? Certo é que em toda relação enlaçando humanos, sempre há os abestalhados, estúpidos e bobos, alimentando os sábios, espertos, políticos e reis. Chamo esse enlaçamento de Política.

Mais: uma família se conhece pelo sangue e sobrenome, por analogia, um país se conhece pela nacionalidade de seu povo; e a nossa nacionalidade é brasileira. Nacionalidade é como índole e caráter: se possuis, possuis; se não possuis, entre na fila de espera nos bancos de sangue de sua cidade.

"Ensinam-se os homens a serem honestos; sem isso, poucos chegariam a sê-lo." do Iluminista Voltaire. 1694 - 1778

Ser ou não ser; pertencer ou não pertencer; fazer ou não parte do grupo de sócios que compõe a sociedade brasileira? Eis o resumo da ópera escrita pelos misantropos sociais. Sobretudo, fracasso social é a redundante habilidade humana presente nos humanistas, de tudo explicar, saber tudo de tudo e nada na prática, resolver. Tenho que culpar a minha atual surdez por não ter ouvido o meu velho progenitor, que dizia categoricamente que seus filhos estudavam para asno, porque inteligentes nasceram. Louvado sejam os verdadeiros e honestos de palavras, pois eram rigorosos no trato com as coisas cotidianas! Esses herdarão o reino do céu.

A omissão para o bem é uma ação (in)direta para o mal.

E se não é uma coisa ou outra, sociedade é... o álbum velho e roto de honestas e sinceras figurinhas nas rodadas de vinho, cervejas e aguardentes que embebedam as cadeiras e sofás perdidos nas rodas familiares ao cair da tarde, que não colam sozinhas. E nesse tiroteio imensurável, sigo sem tino, procurando saber para que lado corro. Mato ou morro? Majestade querida, socorro!

P.S.: No dia que as sociedades deixarem de ser o que são, as profecias se cumprirão e o Messias: "O Prometido", voltará a Terra para salvar a manada de ingênuos e ignorantes; porque as riquezas acumuladas através do saber e conhecimento levaram os pensantes às condições e estágios evolutivos, os quais a humanidade se encontra. Se esqueceram, lembro-vos que a humanidade está na era do Mimimi diplomático; ou cafés e mais cafés engravatados, regados com pizzas calçadas com sapatos lustrados em churrascarias; e ao assinar à ata da sessão do "Deixa como está, para ver como fica", quem quiser que resolva seus problemas. Afinal, os problemas sociais estão em toda parte e por serem como os ventos, é esforço demais tentar pegá-los com duas mãos, apenas.

Ao escrever sobre sociedades, primordialmente sobre a sociedade brasileira, prometo ao leitor ser mais filosófico e menos irônico. Isso claro, se houver pétalas de flores salpicadas nos arco-íris que enfeitam os arrebóis no alvorecer diurno; tanto quanto, no passeio vacante dos vaga lumes no entardecer crepuscular. A Natureza está em constante mutação e assim que os pássaros silenciam o alarido nas copas dos arvoredos, os pirilampos saem dos cupinzeiros para voarem pela escuridão da noite piscando os sonhos desalentados dos insones. O viés é, como ainda resta um pouco do descrito, as verdades não devem, de maneira alguma, serem ditas. Omissão de verdades é o melhor antídoto contra a guerra.


Profeta do Arauto

Mineral impermeável. Incognoscível. Sólido. Rústico. Diamante impenetrável.
Saiba como escrever na obvious.
version 7/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Profeta do Arauto