ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Na falta de combustível fóssil, renovo minhas energias, lendo, escrevendo, pedalando, fotografando e viajando por entre as nuvens. De tempo em tempo, procuro-me em meio ao batalhão de estranhos terráqueos. Dificilmente estou disponível para o meu alter ego

Oswald de Andrade e Machado de Assis para leitores autossustentáveis


Uma maneira sublime, eficaz de formar um parasita usurpador doméstico, é coçar-lhe a cabeça, mimando-o continuamente, por tempo indeterminado.


Outra maneira bastante usual e rende bons e infalíveis resultados, é dando-lhe Poder para comandar a sociedade.

1000.jpgMeu coração é enorme, maior que a vastidão das águas de um oceano, mas infinitamente pequeno, menor que o coração de um beija flor, para suportar o tamanho da ingratidão e o peso dos repetidos erros dos homens.

Alternam a nomenclatura conforme a situação e necessidade momentânea, mas ambas sob efeito do "coçar cabeça de papagaio", chamam-se Político ou marmanjo barbado.

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Depois que os gringos inventaram as mídias e venderam lotes e mais lotes, bateladas delas para a província nossa de cada razão, o país inteiro, todo mundo é ativista dos Direitos (dez)Humanos, de Linkedin; reacionário contra o Poder, poeta e escritor de frases prontas de autoajuda no whatsapp; facebook; twitter; Obvious e outras. Como disse Oswald de Andrade: "A massa ainda comerá o biscoito fino que fabrico". Demorou, mas chegou o momento e estão degustando as porcarias oferecidas pela classe dominadora de tecnologia, como se fosse iguaria nobre.

Tal frase foi escrita numa época que a mente tinha seu real valor de pensamento e inteligência, em um tempo em que se exercitava os pés, as mãos e os dedos; e a pena deslizava suave seus descontentamentos sobre uma folha de papel em branco. Atualmente, as formalidades e conformismos assassinaram os ignorantes e imbecis escribas; sobrando, portanto, os gênios poetas e doutos escritores de rede social midiática. Sobretudo, imbecilidade e bestialidade não possuem nacionalidade; ao contrário, são cosmopolitas em mundo globalizado.

Tomando-me como exemplo, na minha família, quem mais estudou, fuçou bibliotecas, pesquisou desenfreadamente, aspirava mofo e possuía uma biblioteca com mais de 1500 exemplares de livros de assuntos variados lidos, fui eu; e se assim o fiz, foi mais por mero conhecimento, evolução cultural e progresso intelectual, porém, fui facilmente devorado pelos meus irmãos, primos, avós, tios e demais da família, que em verdade, não leram mais que dois livros. Aliás, nem mesmo os de formação específica. Pura genialidade familiar, que jamais imaginei que dormiam e comiam debaixo do mesmo teto que eu. Nunca soube que caminhavam lado a lado comigo.

filhosmachado.jpg"Em nosso país, a vulgaridade é um título; e a mediocridade o brasão".Do afiado e cortante machado de Assis

Se cultura refinada, seriedade, responsabilidade e empatia fossem itens levados em consideração pelas mentes humanas, em vez de Direitos Humanos, o cumprimento dos Deveres em toda sua inteireza, seria mais eficaz à construção de cidadãos conscientes para o exercício da cidadania. Sim, todos que habitam o Poder sabem o porquê "esse capítulo não é sério", Machado de Assis! Afinal, o Poder alia-se à indisciplina, para tardiamente, atacar a desordem generalizada. Não cortam o mal pela raiz, depois que dão frutos com sementes carunchadas, querem podar os troncos e galhos da árvore.

De fadado ao desaparecimento, esse país tem futuro, afinal, se há escritores, é por que há leitores. E em tempo hábil, a intelectualidade, a refinada cultura e a Literatura brasileira sairão do anonimato, para angariar um, apenas um Prêmio Nobel.

Plateia, em pé por favor e aplausos, assovios e mais aplausos para a revolução cultural literária, intelectual e tecnológica implantada em menos de 20 anos no Brasil!

P.S.: Saliento que não apoio Direitos Humanos, nenhum tipo de intolerância e ódio. Não sou esquerda, nem direita, nem meio, nem centro, nem ponta. Aliás, não sou nada e honestamente, nunca quis ser. Se sou alguma coisa, até por conviver passivamente com o lupanar brasileiro, considere-me incompetente e imbecil. Não sigo tendências ou ideologias alheias. Aprendi a usar meu livre direito de escolha. Defendo tudo que me convém desde que esteja de acordo com meus princípios. Logicamente, sem agredir, sem ultrapassar o limite e usurpar os direitos de quem quer que seja. Respeito, desde o gari, até uma barata traçadora de minhas roupas. Mas que o brasileiro não merece o país que possui, ah isso eu afirmo plenamente. Infelizmente, quem nos trouxe para cá, lançou Bazés, Jeca-tatus e Curumins em mina de ouro.

Deus e a crença na sorte determinada pelo trevo quatro folhas, é o que me faltam para compreender o porquê quem desperta para o dia com os galos, trabalha arduamente e jamais desiste de derramar suor pelo corpo, obtém êxito e sucesso em tudo que exercita.

Também não sou partidário a esse, ou aquele, - a priori, com minha carta magna, velhaco nenhum, adúltero e adulterado manso, atroz ou feroz nenhum, santo de casa nenhum fará milagres com meu chapéu; miserável e vagabundo nenhum terá oportunidade de esnobar suas manias de grandeza com meu consentimento, através do voto - mas analiso a liderança que domina o Partido. Em razão desta minha visão, pergunto: quem foi o Partido populista, traidor dos traidores do movimento ideológico, clientelista dos aliados, cujo líder enganador e engodista, investidor em Cuba e Venezuela (o resultado está na invasão e saqueamento que estão fazendo no Noroeste do país) deleitava-se em apresentar ao mundo os números matemáticos, pois mais viajava que presidia, em vez de qualidade no ensino, educação familiar respeitosa, IDH elevado (não sabe? Índice de Desenvolvimento Humano. Medindo a evolução de um país, os números são retirados da Educação continuada, longevidade e Economia como fatores de estudo e pesquisa) Cultura refinada, intelectualidade e inovação tecnológica aplicada de seus fieis, cegos e surdos eleitores?

A maneira mais abstrata das iscas não traírem os pescadores, é empossando-as para cargos elevados, fato que agrada os clientes de pesca, interessados e amigos de mesma cor de bandeira.

Atualmente, só os cátedras do ensino não sabem, mas até os anos de 1990, enquanto os europeus liam de 10 à 12 livros por ano, o brasileiro lia, pasmem, um livro e meio. É estatístico e suponho que o MEC, pasta que já foi comandada pelo economista Aluísio Mercadante, senhor que também foi Ministro de Ciência e Tecnologia (um fulano que nunca soube fechar o registro do botijão de gás butano de sua casa, o que sabe sobre o uso correto dos recursos minerais e a aplicação tecnológica dos mesmos?) o também economista, filósofo, bacharel em Direito e discípulo de Marx, Fernando Haddad, devia saber desse número vexatório. Ratifico: um livro de meio. O que ninguém sabe, é quantas páginas possuem os livros lidos pelos atuais doutos brasileiros.

Nesse depósito de construção, nominado "Pau Brasil", há uma porção de pás, enxadas, martelos, foices, pregos, enxadões e picaretas, mas nenhuma (picareta) presta ao trabalho de abrir vala. Embora não declarem abertamente, encontram dificuldade até nas facilidades.

Em 2011, atuando como Ministro da Educação no governo Dilma Rousseaf, esse mesmo senhor defendeu erros grotescos de gramática no livro didático: "Por uma Vida Melhor", que foi usado como material didático nas escolas públicas. Como justificativa e defesa, disse que o livro teve aceitação “unânime entre dezenas de especialistas, professores, ex-reitores e associações”.

Mal sabia o falaz e douto Ministro, que para Nelson Rodrigues, "toda unanimidade é burrice". Para quem escreve este, quando se aceita o erro sem o menor fundamento questionável, unanimidade é duplamente burrice. Se é que erro crasso, burrice e cegueira beneficiadora podem ser fundamentadas e dignas de questionamentos.

Convenhamos, eu, tu, ele, nós, vós, eles, somos um povo, uma megera de povo que deleita-se em ser tapete; e o mais estúpido dessa verdade: pisado e espezinhado pelo nosso compatriota. E para sobreviver à TCA: Trágica Cultura do Absurdo, somente sendo casca grossa autossustentável para suportar tantos charlatães manipuladores.


Profeta do Arauto

Na falta de combustível fóssil, renovo minhas energias, lendo, escrevendo, pedalando, fotografando e viajando por entre as nuvens. De tempo em tempo, procuro-me em meio ao batalhão de estranhos terráqueos. Dificilmente estou disponível para o meu alter ego .
Saiba como escrever na obvious.
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