ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Na falta de combustível fóssil, renovo minhas energias, lendo, escrevendo, pedalando, fotografando e viajando por entre as nuvens. De tempo em tempo, procuro-me em meio ao batalhão de estranhos terráqueos. Dificilmente estou disponível para o meu alter ego

Qual a cor da carne que você consome, animal?

Desde a Idade da Pedra Lascada, passando pela era de "apertar parafusos da Revolução Industrial, até o atual bater teclas tecnológico", a diferença entre o animal de cativeiro, aquele que tem água, alimento, dormida; aquele que é bicho solto no campo, silvestre por natureza e o animal intelectualizado, possuidor de livre arbítrio e racionalidade, é a caminhada à procura de quem projetou o universo e implantou as diferentes vidas, nele. Sobretudo, respirar livremente é uma necessidade e direito de todas as espécies viventes no Planeta. Estudada como agente decompositora, até as bactérias são úteis ao Meio Ambiente; e a espécie humana, qual é o papel biológico do insaciável e dispendioso homem no Planeta?


Antepasto:

Bebericando uma taça de vinho, uma passada de mão nos cabelos, olhando olhos nos olhos e uma mordidinha bem leve no lábio inferior, é movimento característico circunstancial e vontade de devorar logo, comer rápido a ração quente cheia de hormônio adiposo que será servida em seguida pelo garçom.

Antepasto tem cheiro de fome. Fome por qual cor de carne, animal?

galinha.jpgPor enquanto a matriarca está isenta, afinal, esgaravatando o solo de cabeça baixa e bico calado, ela é lucrativa no decorrer de vida, porém, os filhos nem bem souberam o que significa a Luz do dia e já estão fadados à sordidez da adaga afiada do patrão. Quando criados em cativeiro, 40 dias é o prazo máximo para os infelizes penosos branquelos desnutridos serem decapitados pela matança do serial killer.

Contextualização: em tempos idos, muito tempo antes das trevas superar a luz, época que o homem tinha discernimento e sabedoria para pensar que cada homem era uma unidade autônoma no Planeta, Aristóteles que foi muito mais perspicaz que a própria inteligência humana, pensou o pensamento que em síntese, é : "O Homem é um animal político".

Se Aristóteles disse isso num tempo remoto, antes, bem antes dele pensar tal besteira, as Escrituras Sagradas alertaram os sábios com um dístico estranho de propósito e bastante cáustico; que adaptado ao senso comum, é mais ou menos assim: "Óh homem, sombrio ser, déspota de si, lobo do homem"! Por sua vez, quem escreve este afirma que "raspando a casca do homem, dito civilizado, aparecerá o bronco selvagem". Nada melhor que certificar quem, se Aristóteles, a Bíblia ou quem escreve este, é mais sensato e correto ao citar essas metáforas em seus apontamentos.

galinha.jpgInocente devido a carência afetiva, a infeliz galinha desconhece as mãos predadoras. Semelhante aos crimes passionais, as carícias nupciais vem antes do abate. E o pior: tanto uma quanto a outra, contando com uma jogada política/interesseira ou recompensa financeira, aceitam ingenuamente, de bom grado e sem maiores questionamentos e críticas, as carícias do algoz.

Se em algum instante de onirismo, um só instante de desprendimento material, o leitor parar para ouvir o chuá das águas em véus brancos deslizando sobre os rochedos; abstrair-se com o tombar do sol amarelando o cenário e fazendo sombras azuladas com seus raios fulgurosos sobre o espelho d`água; apreciar o farfalhar da folhagem em agradecimento ao vento brando e refrescante; congratular os filhotes de pássaros, que salientes, exercitam os músculos nos ninhos para o perigoso bater de asas no primeiro voo em busca de alimento e sobrevivência; inebriar-se com a reluzente disciplina das estrelas ao redor de uma lua vacante que flutua escrupulosamente no horizonte noturno, saibam todos que sou eu escrevendo a dilaceração não escrita em poesias pela Natureza.

Se o espírito for limpo de impurezas, gorduras e toxinas, haverá livre trânsito de oxigênio entre os neurônios, sabedoria de mente e saúde em demasia na matéria do indivíduo.

No paraíso do churrasco, no Jardim do Éden das carnes, cervejada, esportes (o futebol é o esporte mais corrosivo, dos esportes corrosivos de "inteligencias") e suas derivações alienantes, bunda de mulher com duas nádegas bem esculpidas pelo cinzel da perdição; mar azul em praia ensolarada, desfile de ostentações nos shoppings; viagens para os EUA e churrascarias nas confluências das principais avenidas das metrópoles, é uma aberração nutricional, um impropério verborrágico alimentício, dizer para o brasileiro que ele não necessita comer tanta carne; dizer que a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda uma certa quantia de proteína diária; como habitualmente come. Nós, mortais à cada segundo, precisamos só e somente de 1 g de proteína, multiplicado pela massa corpórea do sujeito por dia. Por exemplo, uma pessoa cuja massa posta na balança pesou 100 kg, necessita de 100 g de proteínas diariamente; e proteínas encontramos na maioria dos alimentos, portanto, decididamente, não, não, precisamos comer tanta carne para suprir os prováveis 100 g de proteínas recomendados pela ciência alimentícia/nutricional. Porém, a ignorância gerada pelo desalento da escuridão que cobre a luz, supera em demasia, o pesquisado e teorizado pelos iluminados. E esses mandam a fatura para os animais que sobram da matança. Vejamos quais classes de infelizes animais pagarão a conta:

Porcos: Os azarados porcos não têm espaço nem para deitar confortavelmente. “São confinados do nascimento ao abate”, diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.

Boi - Raça cornuda: Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos”, diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.

O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

Obs.: carneiros e cabritos tem destinos de morte semelhantes ao do boi.

Galinhas e outras espécies penosas: essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.

A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.

Javali: esse animal é originário da Europa e veio para os países vizinhos. De lá, migrou para o Brasil com as próprias patas. Aqui espalhou-se pelo Sul e Sudeste e cruzando com os porcos domésticos, a espécie dita invasora, foi rebatizada de "javaporco". Fora de controle ambiental, uma maneira encontrada para conter o avanço populacional da espécie, foi comercializar a carne; que foi bem aceita pelas churrascarias. Criado também em cativeiro, o abate do javali é semelhante à maneia como se abate os porcos.

Patos, perus e gansos: os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil. E o que fazer a respeito

Se em algum instante de onirismo, um só instante de desprendimento material, o leitor parar para ouvir o chuá das águas em véus deslizantes sobre os rochedos; abstrair-se com o tombar do sol amarelando o cenário e com os seus raios espraiados sobre o espelho d`água, criando sombras paisagísticas do contorno; congratular os filhotes de pássaros exercitando os músculos nos ninhos para o perigoso bater de asas no primeiro voo em busca da sobrevivência; inebriar-se a disciplina reluzente das estrelas ao redor de uma lua vacante, saibam todos que sou eu escrevendo a dilaceração poética não escrita em poesias pela Natureza.

Como o brasileiro é o que é: carnívoro, incompetente/puxa saco, perdulário, pobre fedido a rico, megalomaníaco, ostentador e resistente às mudanças de comportamento, será, como definido por Monteiro Lobato, o que sempre foi...: Jeca Tatu provinciano, refém dos mandos e desmandos do macarrão insosso com carne aos domingos junto da família, dos gringos do FMI e BNDes, da prostituição midiática, das algemas dos cabeçudos que comandam o futebol e demais esportes, das falácias dos marqueteiros políticos, da indução da propaganda aliciadora, dos financiamentos que cobram juros exorbitantes; e como não bastasse, dos corruptos e poderosos endinheirados.

"Educai as crianças e não será preciso castigar (reprimir) o adulto" - do educador Paulo Freire. 1921 - 1977

Pode o homem estar em comunhão consigo, se não está em comunhão com os demais seres e recursos naturais? Ou o homem é mais valioso que uma indefesa minhoca; que, em ato contínuo, faz o seu papel biológico? Se todos contribuem de forma produtiva e coletiva para o nicho ecológico, qual é o trabalho do homem em seu ambiente e habitat? Come, bebe, dorme, lava a cara; dirige seu carro financiado em 60 parcelas; mija e escarra a gosma amarela do catarro no vaso (por vezes não dá descarga); pita um maço de cigarro por dia para acinzentar os pulmões; cumpre raivosamente às 9 h de trabalho por dia; na tentativa de enricar sem precisar trabalhar longos e demorados árduos anos, investe constantemente a micharia que não possui em jogos de azar; recebi o soldo mensal pelo que não produziu torcendo o nariz; uma vez por ano vai à praia imprópria para banho e quando o organismo funciona bem e não é ressecado por fabricação e natureza, defeca regularmente (novamente, por vezes, não dá descarga). Essa é a rotina de vida do gênio (biologicamente, inútil gênio) que comanda a Terra; e nada mais!

Reluz o lúmen / Vagueia o poeta / Escreve o escritor / Pisca pisca o vaga lume.

Pedi paz e um tempo a Natureza: "vida aos viventes".

Destruição e matança: reflexos e atos do homem.

Desde a Idade da Pedra Lascada até a era de "apertar parafusos ou bater teclas", a diferença entre o animal de cativeiro, aquele que tem água, alimento, dormida, que é o bicho solto no campo, silvestre por natureza e o animal intelectualizado, possuidor de livre arbítrio e racionalidade, é a caminhada à procura de quem projetou o universo e implantou as diferentes vidas, nele. Sobretudo, respirar livremente é uma necessidade e direito de todas as espécies viventes no Planeta. Estudada como agente decompositora, até as bactérias são úteis ao Meio Ambiente; e a espécie humana, qual é o papel biológico do insaciável e dispendioso homem no Planeta?

Nenhum, ou tudo; pois deixou de ser um animal político, para ser homem enfermo colítico.

P.S: saibam todos que não sou vegano, engenheiro de alimentos, nutricionista, ovo-lacto-vegetariano, ambientalista, sanitarista, ativista, como não tenho problemas com excesso de açúcares, gorduras, triglicerídeos, gastrite, úlceras estomacais. Simplesmente dei voz aos indefesos. Aliás, estendendo o texto/manifesto, é a voz dos fenômenos e recursos naturais, do fragilizado Meio Ambiente e da impotente Natureza frente ao seu maior algoz, frente ao seu inimigo máximo, felino e predador: o miserável, a megera usurpadora até do leite materno, chamada homem.

“Erradicar a fome é muito barato”

"Produzir mais alimentos “não é a prioridade” num planeta em que a fome “está circunscrita” e a obesidade começa a ser um problema. José Graziano da Silva, Director-Geral da FAO e o responsável pelo programa Fome Zero, no Brasil, esteve em Portugal e deixou uma mensagem: quem alimenta o mundo são as grandes agro-indústrias e “temos que mudar isso”. A resposta está na agricultura familiar.

Entrevista concedida à ALEXANDRA PRADO COELHO 11/02/2018 - http://publico.uol.com.br/mundo/noticia/erradicar-a-fome-e-muito-barato-1802585

Imprescindíveis aos dias atuais, incríveis inteligências, dignos de nota, os especialistas e doutos modernos de todas as áreas tem o dom, a capacidade além racionalidade, tomam cálices e mais cálices de conhecimento, adquirem saberes além do necessário para declarar o elementar e rotineiro que se praticava em tempos remotos pelos seus avós e bisavós.

Tinha 2 mil livros, minuciosamente, lidos na estante. Em todas as lições, artigos, teorias e teses, as explicações; em nenhuma delas, a solução. Retomei a leitura. Contagem regressiva: 2 mil; 1999; 999; 99; 9 livros. Restou-me um com mais de duas mil páginas. Devorei-o em dias. Na última página, a palavra que não lembrava-me mais: "Fim"! Concluí: vive-se, estuda-se, engabela a mente; diz-se jactante: "eu sou isso, eu sou ego, eu sou ista, eu sou aquilo"; ludibria-se o paladar, come-se carne em demasia e defeca-se uma enormidade de proteínas fedidas diariamente para nada; ou melhor, para emplastar a Natureza de restos, sobras, dejetos, porcarias e verminoses! Realmente, o Homem Sapiens é tudo..; completando: tudo que não presta!

O estúpido e ignoto de meu pai dizia que eu estudava para asno, ( sorte minha, meu pai, que os brasileiros não comem carne de jegue; caso contrário, seria triturado, impiedosamente) porque inteligente, nasci; mas para atingir o ápice do conhecimento, tinha que ser perceptivo aos acontecimentos ao meu redor e ter olhos vivos aos fatos invisíveis. Estou convicto, em concordância meu pai; e com seus ensinamentos e legados, descobri que o óbvio é de conhecimento dos olhos, dos ouvidos e mente da maioria! Digo da maioria quase que absoluta, porque tem uma pequena parcela que ainda não conseguiu distinguir a superfície do óbvio, de seu interior. Embora falem, esses são acéfalos, cegos e surdos de raciocínio e inteligência.

Moral do artigo: como as vestes sujas se mostram limpas às avessas, uma mente inteligente e sábia evolutivamente, não se dispõe, não tolera, não existe para a ignorância do óbvio. Deveras, pois segundo o elementar da lei da matéria, "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo". Ou um, ou outro; ou nenhum, conforme o princípio de um gás no vácuo.

Já a Bíblia, que segundo os hermeneutas foi o primeiro guia de boas condutas escrito pelo homem e lançado à Terra para esclarecer as tolices e salvar os pecados do homem: "o trono de um reinado não pode ser ocupado por dois reis; ou o verdadeiro Deus do céu da humildade, ou os deuses que dominam, silenciosamente o mundo, chamados Lúciferes dominados pelo Poder do dinheiro.

A imagem de capa foi retirada do Google. A foto da galinha e sua ninhada de pintos, pertence ao autor do texto.


Profeta do Arauto

Na falta de combustível fóssil, renovo minhas energias, lendo, escrevendo, pedalando, fotografando e viajando por entre as nuvens. De tempo em tempo, procuro-me em meio ao batalhão de estranhos terráqueos. Dificilmente estou disponível para o meu alter ego .
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