ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Um Profeta asno, ou Asno poeta que previu, resfolegou, instruiu, bateu os cascos contra o solo árido, leu a carta magna; e ninguém o ouviu. Atualmente, residindo no topo da colina, gargalha alto do caos, infortúnio e da desgraça humana: kkkkkk

Reflexão filosófica, música e poesia em Ninho de Urubu

"Futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia". Millor Fernandes

"Uma Vez Flamengo / Sempre Flamengo / Flamengo Sempre Eu Hei De ser"


A Morte é íntima da Vida; mas a Vida finge desconhecê-la, despreza-a, negligência-a, vira a costa para a Morte; que insistente como sombra projetada pelos raios solares ou sob breu aterrador, segue firme e rija no encalço da presa. Por onde a Vida caminha, por onde a Vida se refugia, por onde a sonolenta dorme, por onde estica a rede preguiçosa, por onde a viajante vai, por onde a Vida desfila seu samba no pé; por onde ela desfralda sua mania de grandeza, lá está a Morte, oculta, acabrunhada, sinistra, garras afiadas, felina, sagaz; por fim...!

20180928_091016.jpgA Natureza sempre sóbria, séria, bicuda, sem motivos para selfie, e por não se meter em atividades falaciosas, o que é tão comum em certa espécie, com cara de poucos amigos; também puderas, a pobre coitada é diariamente usurpada, comida aos montes, por mais de 7 bilhões de bocas no mundo todo. Só no Brasil, são quase 210 milhões. Valha-a, hoje e sempre meu Deus; vos suplico! Se ela morrer, meu Pai, o Planeta de homens doutos, sábios, endinheirados, ignotos, mendigos, revolucionários, ambientalistas irá junto. Foto pertencente ao autor do texto.

Contextualização: Boechat no ar. Meninos do Flamengo no fogo incendiário no ninho do urubu. Brumadinho e Mariana na água lamacenta; e todos os demais servos da morte, na Terra. A mesquinha irresponsabilidade, somada à ganância do quanto mais, mais dos homens, com o aval e contribuição dos solícitos elementos da Natureza, matam impiedosamente!

urubu1.jpgAparentemente, o "alojamento" era coberto com telha de zinco, material que por ser bom condutor de calor, mantém a temperatura interna elevada por longo tempo. Outro ponto que chama atenção, é a falta de estrutura do "alojamento", que mais parece um galpão; lembrando os ambientes improvisados que aprisionavam os trabalhadores da construção civil nos anos chamado "milagre" brasileiro. De lá para cá, pouca coisa mudou no sistema escravista humano; e se mudou, basicamente, são os altos valores em dólar e euro que dizem pagar, quando o escravo negro, branco, pequeno, alto, rosa, azul, olhos abertos ou fechados, é considerado defensor habilidoso ou bom engabelador de adversários com a bola nos pés. Posso enganar-me com o idioma falado, com os banheiros, castelos, hospitais, escolas, favelas e cemitérios, afinal a separação de classes inicia-se nesses ambientes; mas como os usuários, geralmente são gentes inteligentes, com gente, nunca!

Para mim, seres pensantes são condenáveis; pois salvo um ou outro, só pensam em benefício próprio. Os historiadores enganam-se pensando e difundindo a ideia que o escambo ficou no passado, ao contrário, a barganha é atualíssima, no superlativo. A diferença do escambo atual do que originou a palavra, é que agora trocam, barganham vergonha na cara, seriedade e honestidade, por dinheiro; preferencialmente, em espécie, senão, risco iminente de calote; ou melhor: inadimplência. Falha imperdoável para um escritor (des)atualizado, esquecer os neologismos equivalentes aos termos que ficaram no passado.

O que pode ser entendido ao pé da letra no título do texto? Quem em sã consciência se atreve a dormir em ninho de urubu? Recorrendo a linguagem culta, pode ser uma figura de linguagem chamada metonímia, a qual expressa a ideia que é lá, um ninho acolhedor de filhotes desamparados pelos pais. A metonímia permite a parte expressar pelo todo.

Antes de prosseguir com a leitura, ouça a canção Cidadão composta por Lúcio Barbosa na voz de Zé Geraldo em 1981. Talvez a letra traga algum alento esclarecedor e reflexão filosófica sobre metafísica e significado real e prático de trabalho, dignidade, honestidade, valores, suor, comprometimento, caráter, seriedade, moral, sociedade, discriminação, hipocrisia, ética, cidadania, Sociologia e muito mais sobre o comportamento humano:

A música alternativa brasileira sempre esteve à frente dos problemas sociais do país; e por aclará-los com tanta propriedade e resolução, esse estilo de arte é menosprezada pela mídia de massa, odiada pela censura crítica e sofre com a indiferença da sociedade, afinal, quem gosta de ter as bactérias, fungos, moscas varejeiras e vírus de seu lixo podre e rançoso aflorando, aparecendo, descoberto do silencioso e hipócrita tapete? Eu, tu, eles nós, vós, eles, sabemos que verdades, nunca, jamais devem ser cuspidas, vomitadas nas caras dos enrustidos parasitas, inescrupulosos, oportunistas, corruptos, mentirosos, corruptores, falazes, receptores e tantos outros de mesma nacionalidade e conduta! São tantas sub classes que se enquadram nas citadas, que é impossível mencionar todas elas.

A ironia é uma maneira irrecusável e salutar de entender a hipocrisia arraigada no comportamento humano; e quando menos espera, os deuses da transparência fazem-se presentes no espetáculo e revelando as verdades, expõem os artistas ao ridículo, fazendo-os tropeçarem em seus egos e vaidades, levando-os a despencarem do palco. A ironia não permite ingenuidade e embustes; ao contrário, expõe cruelmente o ator e dramaturgo farsante.

Será que os pais e mães; professores, jornalistas que cobrem as notícias do clube; conselheiros; funcionários, empresários, treinadores, dirigentes; o "Galinho de Quintino", tido como atleta/astro de décadas e aclamado pelo clube e torcida; os jogadores profissionais mercenários que ganham mares de dinheiro; detento Lula, ex-presidente que mais investiu em esportes, ao invés de investir e qualificar a educação e saúde, e com isso se beneficiou com milhões de votos; os 10 adolescentes que faleceram na tragédia incendiária e mais os outros que dormiam no mesmo "Ninho do Urubu", (os supersticiosos, conspiradores, alfarrabistas, hermeneutas Profetas dizem que a cegueira intelecutal inicia pelo que se lê, sem no entanto, pensar e interpretar criticamente o evidenciado nas entrelinhas do que foi lido) pertencente ao Flamengo Futebol e Regatas, não sabiam do risco iminente de incêndio??

Se a viagem fosse, ainda que só minha, sem pestanejar, anularia o passaporte e posteriormente, recusaria o visto permanente de entrada. Ainda não aprendi nada, nem uma letra sobre o egoísmo humano; falando francamente, nem desejo! Prefiro manter-me analfabeto preso ao mesmo torrão de terra desde que nasci e atado à minha aldeia. Sou provinciano assumido!

Sobre a tragicidade das mortes, morrem as palavras com tão inequívoca habilidade em discorrer sobre esse misterioso incômodo e desfavor, que às vezes, é provocado por humanos? Não, convenhamos que não; mesmo porque ingenuidade e cegueira tem limites e após o ato consumado, aparecem os atacantes, políticos, delinquentes, emotivos, inquisidores, religiosos, moralistas, centro, racionais, direita, esquerda, azul, religiosos, goleiro, centro-avante, rosa, especialistas, omissos, especialistas, defensores e toda sorte de palpiteiros na cancha de jogo. Um dos jogadores que dormia no "alojamento" e sobrou da tosta incendiária, disse cabalmente que o ninho era um emaranhado de "gambiarras". Note que aparece também os verdadeiros. Aliás, "gatos e gambiarras" são artifícios normais que visam baratear os custos das construções (repare nas favelas e verás. Por sinal, num dia desses sem sol, pegaram a mãe do pagodeiro Alexandre Pires fazendo "gato" nos dispositivos de eletricidade da casa dela. Não, o leitor não leu errado, não: mãe do pagodeiro Alexandre Pires faz "gato" em dispositivos de eletricidade na casa dela) brasileiras e por que não, velhos conhecidos por técnicos, arquitetos e engenheiros específicos da área; no caso do Ninho, sempre lembrando que é do Urubu, noticiaram que o incêndio iniciou no ar condicionado.

Valorize a Vida, enquanto há vida, porque pela Morte, há de ser vencida.

Lançando lágrimas na trágica partida, um nobre comentarista de futebol, que nos idos anos de 2010 se envolveu em um acidente de trânsito na cidade, que já foi "maravilhosa", na época foi condenado pela morte de 3 pessoas e até o exato momento que escrevia este, não se sabe o porquê o tempo apagou a condenação de quatro anos e meio em regime semi-aberto por homicídio culposo e lesão corporal, chorou copiosamente em frente as câmeras de televisão ao saber do incêndio e das condições estruturais de moradia do Ninho. Segundo o comentarista, para chegar ao profissional e ser o jogador de seleção brasileira que foi, ele também passou pelos mesmos problemas que os meninos passavam. Sabendo-se dos mesmos problemas no passado, o derrame de lágrimas e o depoimento dado em frente as câmeras de televisão, esse notório e sensível ex-jogador provou o quanto existe de desconhecimento, responsabilidade, comprometimento e ingenuidade no cerne do esporte, que um dia foi motivo de alegria e prazer em reunir os colegas para uma "pelada", como chamam o rachão bretão varzeano.

O maior problema, o grande mal da Vida, é não pensar, não compreender que a Morte tem mais poder que ela. Daí, por não ter essa lucidez e discernimento regendo as notas musicais de seus dias, em alguns casos, a Vida antecipa o seu fim.

E os pais dos meninos, devem ou não participar da triste história dos filhos? Longe de julgamentos levianos e atenuantes acusadores e propositados, mas pensando em cima de fatos reais os quais determinam os costumes e hábitos atuais da sociedade brasileira, ainda que veladamente, de maneira não declarada, tudo indica que sim; pois o estremecimento familiar não acontece sem a conivência e até mesmo o querer dos cabeças, que são os pais. Para a família atual, o filho é o mais valioso cristal intocável, protegido por lei; e para vê-los arreganhar a boca, perdem os dentes, tomam sopa de canudinho, usam um par de dentaduras, deixam de comer, para economizar uma ninharia de dinheiro e assim, ter meios financeiros para pagar o aparelho ortodôntico dos rebentos. Tal verdade inconteste, está à vista até para os cegos.

Embora os pais e mães vociferem contra o escravismo social/moderno, tanto político quanto econômico, entregam os filhos ao aprisionamento da conquista e garantia de futuro em menor tempo possível, e o futebol é uma oportunidade valiosa e tanto; sobretudo, correr atrás de uma bola é o modo mais fácil e rápido de atingir status, evolução cultural e dinheiro, que estudando e trabalhando arduamente.

Tenhamos em mente, que em tudo prevalece o jogo de interesses e pelo fato de sassaricarem com a bola nos pés, era natural que pais, mães e filhos boleiros interessavam no poder, status, glamour e felicidade precoce que o futebol oferece. Mas, claro que após a Merda feita, ninguém irá dizer que foi, no mínimo cúmplice e conivente com o ato; afinal, em casos os quais prevalecem a decepção e a fustração de perda, a omissão é forte aliada do lamento emotivo. É sabido por todos que mente humana, é território que nem piolho entende, desvenda, sabe o que se passa dentro; e não adianta teorias de Skiner, Bacon, Egg, Moreno, Zé Menelau, Haddad, Chico Anísio, Raul Seixas, Rousseau, Profeta do Arauto, Lula, Kant, Frio, Chico Buarque, Romário, psicólogos, Montesquieu, terapeutas, Tiririca, Karl Jung, Freud e tantos outros que tentam provar o contrário, porque o próprio tempo e as sociedades não permitem, contradizem todas as teorias e teses estudadas. As sociedades impõem as repentinas mudanças das teorias no tempo; aliás existe um jargão social que não sai da boca do povo: "os tempos mudaram".

Os vícios advindos dos olhos; da boca, aliada ao estômago e do dinheiro, juntos ou separados, encaminham o homem ao banheiro, ao hospital, a óbito, ao cemitério! Nota-se portanto, que após a adquirência do vício, os acontecimentos vêm em cadeia sequencial.

Sobre o trabalho, em um país cujo salário mínimo são mil reais, aproximadamente 270 dólares americanos (segundo a Constituição, é o ganho mínimo para a sobrevivência de 4 pessoas: pai, mãe e dois filhos) quantas décadas um operário deve trabalhar para economizar 1 milhão de reais, que dizem ser o salário mensal de alguns jogadores de futebol profissional no Brasil. Em razão dessa cifra milionária estratosférica, não aparece um filho, apenas um, sequer, que se proponha carregar uma lata de 20l cheia de concreto, 9h por dia, 25 dias por mês, 335 dias por ano em auxílio ao próximo e desenvolvimento econômico familiar; em contrapartida, se fizer firula com uma bola, é aplaudido em pé pela família. Nessas condições, o futebol pode ser considerado inclusão social educativa; como alguns que usam o esporte para encher as canastras de dinheiro, apregoam?

É comum ouvir os pais dizerem que fará de tudo para o filho não ser o que eles foram, ou são. Nota-se pois, que a corrupção inicia no seio familiar; afinal, qual ser humano que diz não ser digno e honesto? Ou os humildes de poder aquisitivo que lavam banheiros, passam roupas, trabalham correndo atrás de caminhão coletando o lixo das casas de corruptos e hipócritas, cozinham e cuidam dos filhos de ricos e àqueles operacionais que trabalham como braçal são indignos e desonestos? Honradamente, recentemente os Bombeiros mergulharam com cara e coragem na lama química, na tentativa de salvar Vidas!

O Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 7º, XXXIII da Constituição Federal estabelece a "proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos". Qual a idade dos adolescentes que treinavam no Flamengo? Eles eram aprendizes ( aprendiz de jogador: existe isso?) de jogadores? Futebol é esporte, ou profissão? Os jogadores "profissionais" são registrados perante a CLT, mas o que as leis esclarecem aos que trabalham sob tal regime?

Supõe-se que todos estejam em concordância com a proibição imposta em Estatuto, menos quem pensa racionalmente as questões ao indagar se correr perdidamente atrás de bola, empinar pipa, fumar maconha, unir pelos com pelos debaixo do cobertor, fazer filho e empurrar no lombo dos pais ou avós para cuidarem, pode? Claro que pode, mesmo porque, de tanto repetirem o que é supostamente certo, consagrado pelo uso, o errado torna-se certo. Tal ideia está tão consagrada no seio social, que o errado é o certo assinado em lei. Por sinal, Cafunga ex-goleiro do Atlético por volta dos idos de 1960, ao iniciar seu programa de esportes ao meio-dia em um canal de televisão em Minas Gerais, dizia que no Brasil, o errado que é o certo.

A competitividade pelo dinheiro, representante da guerra no cotidiano dos viventes, além de ser uma poderosa indústria de fabricar Mortes, produz tolos, estúpidos e idiotas em alta escala. Aliás, nunca li, nem lerei, jamais soube, que jogam futebol e fazem guerra pela paz.

Numa época em que o futebol era tido, apenas esporte e nada mais, Millor Fernandes qualificou-o como "o ópio do povo e o narcotráfico da mídia". Sem dúvida, pois o futebol mexe com a emoção do povo e onde entra emoção, dificilmente a racionalidade, a sensatez, o discernimento permeará a discussão. Em tempo, o que diria o mister escritor sobre a festa, socialmente alienante, a qual uns poucos oportunistas se beneficiam com o poderio econômico advindo dele (do futebol); enquanto a massa de cegos ignorantes aplaude em pé?

Todavia, se Millor calou-se perante a vida, um boc`aberta que fez carreira no futebol, disse que "não se faz copa do mundo com hospitais, e sim com estádio". Inegavelmente, a toxicidade emotiva dispendida ao futebol produz mazelas; e uns poucos, ainda que falando tolices, se dão bem, outros nem tanto. E ao fundir futebol e política, um ex-presidente que parava o Planalto Central para receber jogadores do Corinthians em seu gabinete, foi parar na prisão; aliás, o que é nada para um canalha/traidor, que sempre comeu, dormiu, e bebeu às expensas de sindicatos, piqueteiro em portões de indústrias, agitador contrário àqueles que empregavam e desobediente civil, sabendo da fraqueza emotiva de seu povo, e a falsidade ideológica do "Lulinha paz e amor" foi o ápice da oportuna esperteza, investiu pesado nos mega-eventos para alegrar os AFC: Alienados Futebol Clube, ao invés de tratar com apreço e seriedade a saúde e educação dos carentes e necessitados que o credenciou a presidente. Essas e outras inúmeras posturas advindas do poder político, aliada à classe dominante em conjunto com a droga lícita chamada futebol, apoiadas pela sociedade, aclaram o nível cultural zero da nacionalidade brasileira.

Quando o status, o ego, o futebol, a politica, a religião e a vaidade se unem ao poder do dinheiro, costuram uma colcha de retalhos pra lá de destruidora!

Retornando ao bate-bola no aterro do Flamengo e flertando com o título do texto, ingênuo é o brasileiro que pensa que não há reflexão filosófica, poesia e música em Ninho de Urubu, pois, o próprio hino do clube já diz tudo musicalmente e a poesia...? Bem, a arte está para o artista e a poesia está para os poetas, assim como a bola está para os malabarismos do pés de quem tem o dom de engabelar a inteligência do povo.

Urubus na gaiola sassaricam / fazem firula com a bola nos pés;

gorjeiam não as vossas liberdades / mas a liberdade dos que voam horizontes distantes.

Urubus aprisionados tem tempo para sonhar / imaginar / iludirem-se.

De desgosto definham / incinera o ninho / tocam fogo nas penas;

Queimam os bicos / morrem depenados / Triste abandono dos desamparados!

Existem coisas que são tão claras, que superam a luz do sol, todavia, para vê-las, tem que tirar os óculos escuros que tapam os olhos da cara! É tão verdade, que essa catástrofe, musicalmente poética aconteceu no Sudeste, residência das longas barbas do alto escalão do Poder Brasileiro, pensemos o que ocorre lá no sertão, nos cafundós do país, onde o diabo foi expulso?

Para ratificar que em Ninho de Urubu tem música, finalizemos o texto com o hino completo na íntegra do Flamengo:

"Uma Vez Flamengo / Sempre Flamengo / Flamengo Sempre Eu Hei De Ser

É O Meu Maior Prazer / Vê-lo Brilhar / Seja Na Terra / Seja No Mar

Vencer, Vencer, Vencer / Uma Vez Flamengo / Flamengo Até Morrer

Na regata ele me mata / Me maltrata, me arrebata / De emoção no coração / Consagrado no gramado

Sempre amado, o mais cotado / Nos "Fla-Flus é o Ai, Jesus" / Eu teria um desgosto profundo

Se faltasse o Flamengo no mundo / Ele vibra, ele é fibra / Muita libra já pesou

(atente-se ao verso final) Flamengo até morrer / Eu sou.

Considerações finais: Economia aplicada à Vida:

Liquidez em economia é a rapidez que um ativo pode ser transformado em dinheiro, sem haver à princípio, perda significativa de valor do produto comercializado.

Na liquidez dos tempos, a qual é preparo rápido feito o pré-cozido e instântaneo miojo lamen, alteraram até a relação dominical da família ao meio-dia, momento que reuniam-se para a resenha da semana, degustando uma suculenta e saborosa macarronada.

A preguiça e a indolência, aliada à inteligente zona de conforto, empurraram os cegos modernos à líquida economia dos tempos; sobretudo, porque encontram dificuldades até nas facilidades.

P.S.: os amantes do senso comum, das serestas madrugadeiras sob o clarão do luar, dos casos contados em provérbios e dos aforismos provenientes dos filósofos sem lar, ou melhor, sem título, salientam que "quem tudo quer, tudo perde"; ou "o pouco com "Deus é muito, o muito sem Deus, é nada".

Será que os pais dos meninos do Ninho do Urubu já ouviram a voz consciente dos visionários matutos, também qualificados filósofos da vida e suas máximas contadas em dedos de prosa? Pouco provável, porque a maioria interessa-se e quer status, poder, dinheiro, carros zeros, título de nobreza, viagens para a terra de Tio Sam, sambar, churrasquear, cervejar, holofotes, selfies, câmeras, ação.

Atualmente, a cegueira é tamanha, que Ninho do Urubu é o nome da tosta incendiária, mas será que sabem o valor ambiental da ave de rapina, conhecida como gari da Natureza? Escacarando a crueldade dos Profetas e matutos, um urubu é mais útil, é mais necessário, mais prestimoso ao Meio Ambiente, ao capital natural que gente; espécie que usa de cima à baixo a cadeia trófica e não repõe o equivalente a um grão de mostarda. Os biólogos, ornitólogos, filósofos atuais, entomólogos, botânicos e outros tantos estudiosos da vida, sabem do descrito acima, mas obviamente, prevalece a lei do silêncio, omissão, garantia de status, manutenção do emprego, etc.

Investindo um pouco mais em fofocas fatídicas, um dos filhos do Lula é biólogo; e as más línguas dizem que está milionário. Pergunto: será que enriqueceu trabalhando como biólogo e lecionando biologia, profissões que dispensam por causa dos baixos salários; porque futebol, se seguiu o mesmo caminho do pai, deve ser torcedor do Corinthians?! Mas, o que importa é: o que o futebol comandado pelos heróis nacionais engabeladores de inteligências, contribuem para o enriquecimento cultural, qualificacão intelectual e melhoria na educação do povo brasileiro?

Deve-se valorizar os experimentalistas que tem olhos, mãos e tino para os fatos cotidianos, pois, foram e são eles as cobaias, tanto quanto o que se lê; embora que na maioria das vezes, o lido foi escrito por quem não vivenciou o que escreveu. Portanto, essa tese reforça o verso da letra de Cazuza, que diz: "suas ideias não correspondem aos fatos"

Os matutos de chapéu torto na cabeça, com um toco de cigarro mascado no canto da boca e os beiços cobertos pelos fios de cabelos do bigode amarelado pelo colorido do urucum que usam nos alimentos, fazem da vida, exatamente o que fazia o vagabundo e desocupado Sócrates grego, o pai da filosofia maiêutica, irmã gêmea da ironia Socratiana; sobretudo, porque os sertanejos param, observam, percebem, refletem e discorrem sobre o visto. O correr do ciclo vital para eles, é o laboratório experimental do título máximo de pós-doutorado na arte de filosofar.

Enquanto a Vida se expõe ao perigoso risco iminente, a Morte mantém-se quieta, estática, silenciosa e de olhos arregalados, na tocaia à espreita da presa; por fim..!

Nasceu, respiração inflou os pulmões, ouviu rumores de Vida, coração pulsou mais forte , sangue circulou pelo corpo e oxigenou os neurônios, inicia a contagem regressiva. Sobretudo, essa é a retórica da Vida, naturalmente longa; mas enviesadamente, em tempos de econômia aplicada, estão liquidando vidas a preço baixo. À toque de caixa.

Por fim, estando os matutos sertanejos em roda pública, proseando em dedos de prosa, comentam que o brasileiro está no bico do corvo. Bico do corvo que nada, caipiras; pois para quem é moderno letrado dos dias de hoje, como os tempos são outros e a fila deu um passo à frente, o Profeta do Arauto afirma sem medo de errar, que os brasileiro(s) estavam e estão, dormindo em ninho de urubu.


Profeta do Arauto

Um Profeta asno, ou Asno poeta que previu, resfolegou, instruiu, bateu os cascos contra o solo árido, leu a carta magna; e ninguém o ouviu. Atualmente, residindo no topo da colina, gargalha alto do caos, infortúnio e da desgraça humana: kkkkkk.
Saiba como escrever na obvious.
version 4/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Profeta do Arauto