ministério das letras

Visionário às ocultas

Profeta do Arauto

Cronologicamente, didaticamente, antropofagicamente, funciona assim: as palavras que saem da ponta de minha pena sem pena, não são escritas; e se escritas, não são exercitadas

Como minha bisavó dizia!

"Quem não tem colírio, usa óculos escuros...; quem não tem filé, come pão e osso duro, quem não teve sorte, bate a cara contra o muuuro. Oxente!"

Raul Rock Filosófico Visionário Badera Seixas.


Breve ensaio sobre a maquiavélica veterana cachimbeira: "saiba meu bisneto, que durante a noite sou vista de uma maneira pela sociedade; e durante o dia, vejo a sociedade, como sou visto por ela durante a noite. Consegue entender a prolixidade da mente de sua bisavó"?

Contextualização: Visto que a ciência superou a sabedoria popular, criando os cientistas doutores especialistas que pesquisam, teorizam e dissertam sobre os variados temas relacionais humanos, ouvir os mais velhos, seus conselhos e aconselhar, se fosse bom, ninguém dava gratuitamente, mas cobrava altos valores pela sabedoria repassada por esses estudiosos anacrônicos da vida que aprenderam o que sabem, na dor.

E como a voz do povo é a voz de Deus: dor ninguém merece! Então, definitivamente de agora em diante, prevalecerá a ciência. E ciência sem trabalho operoso e consciente de sua responsabilidade social, não enche barriga; em compensação, entulham as mentes dos que se deixam levar pelos cientistas inconscientes; porém, felizes e realizados pelo poder que adquirem sobre os desqualificados.

Imagen Thumbnail para Imagen Thumbnail para 20180928_091016.jpg Plantando letras, semeando palavras nobres e atos ilibados, gratuitamente, colhe-se ignorância, intolerância e forca. As histórias biográficas de Cristo, Ghandi e Sócrates atestam tal verdade na relação humana na Terra.

Em tempos de turbidez cognitiva, valorização ideológica, obscuridade consciencial e falsidade até virtual, a simples recomendação para uma amizade amiga, sincera, honesta e longeva é começar tudo na relação sem emendas e rasuras, priorizando sempre o bom senso, a clareza, o entendimento, o equilíbrio, para terminar transparente e com a consciência trânquila que o empenho valeu à pena.

E não importa se é em família, no lazer, no trabalho, sociedade, religião, escola, clube de futebol, no tamanho, poder aquisitivo e na cor genética de cada ser; ambas as partes separou o que é individual, cada um fez corretamente a lição, seguiu com presteza e dedicou-se com afinco o preceito acima, "Amigos Para Sempre, Amigos até Debaixo D'água", caso contrário...; lançou o interesse e as ideias acima da suposta honestidade que caracterizara os acordos, acima do nivelamento entre as partes, é mais um, ou dois falsos hipócritas engabelando os sentimentos alheios. Não passam de oportunistas, aproveitando, ludibriando a confiança um do outro. Para esses, a congelante decepção inexorável do tempo será o juiz.

E no resumo da opereta relacional humana, as ações mesmo que enganosas, provenientes de quem eu me identifico são boas; e ainda que honestas, as de quem não me identifico são malévolas. Mas, qual das amizades eu realmente devo cultivar e valorizar? Pois, as amizades confiáveis compram e pagam o preço justo.

Um fiel e digno amigo é para ser lido, ouvido, refletido e exercitado com os 2 ouvidos e olhos, senão, lê-se e ouve-o com um órgão e esquece-se com o outro. E amigo que é, amigo deve entrar e sair por todas as portas da casa do outro amigo.

Vamos e convenhamos que ser e ter um verdadeiro amigo, um amigo sério, honesto, prestativo, servidor, exemplo de amizade, sorridente de causas justas, um amigo que não meça o amigo pelas vestes, bens materiais e móveis de sua casa, não é e não encontra-se assim tão fácil, não é para qualquer um.

E parafraseando a estupidez do matuto, minha bisavó era um deles, amizade é riqueza cultural, água que mineralizada que não há em toda fonte, e ainda que o amigo não seja ourives, relíquia que vale ouro e deve ser guardada, preservada para sempre; no coração e trancada, à sete chaves. Se assim fizeres e ao estar no campo competitivo de batalha da vida, a amizade com o combatente ao lado, não será jamais, um tiro certeiro e decepcionante no peito.

P.S.: No Brasil, àqueles cientistas que da aplicação e trabalho da técnica, criavam as citações filosóficas, passam despercebidos ao conhecimento dos gênios brasileiros. Citando apenas um exemplo, Arquimedes disse que se fosse dado a ele uma alavanca e um ponto de apoio, moveria o mundo; porém, diante do moderno cientificismo brasileiro, trabalhar dá trabalho; então cruzo os braços, exijo àquilo que não fiz por merecer e não trabalho, não. Esse é o lema. Daí a discussão, generalizada, se a filosofia pura é, ou não, utilidade e necessidade a ser estudada pelo brasileiro.

Bem, no entanto, o prefaciador da filosofia era analfabeto; não menos minha bisavó, que dizia que o verdadeiro filósofo nasce e germina em seu domicílio doméstico e dá bons frutos na sociedade. Completava dizendo que, é quase 100% provável dele ser um fiel cumpridor e amigo semeador de amizades, até para o inimigo!

A Revolução Industrial, o conhecimento do petróleo e a ida do homem à Lua foram os limites divisores do antes e do depois. Antes: homens simples e humildes, alimentados pela amizade pura de porta em porta de casas de portas e janelas abertas.

Depois: homens cegos de sorrisos plastificados e frios de sentimentos, trancafiados em seus apartamentos. As grades garantem-lhes proteção. Quando soltos, com o decorrer dos anos completam-se em máquinas mecanizadas, correndo desenfreada em busca do nada.

Resumo: nem todo avanço humano faz bem ao homem; ou conforme palavras de Jung, adapta-se ou morre; e uma vez que morrer é a última opção, restou ao senhor do mundo deixar-se levar pelo adotado pela maioria. Mas, respirar o ar desse balão de oxigênio impositivo, não seria uma maneira de morte precoce de valores, interação mútua, identidade e sentimentos recíprocos?

Fato é que, a humanidade descobriu o conhecimento científico e esqueceu o que é sabedoria popular. Deveras, sábio humilde é àquele que sabe, e valendo-se da irônia, prega para o mundo inteiro, que nada sabe.

"É meu bisneto, filosofia é cultura inútil e estudá-la, é coisa de quem não tem o que fazer, e o pior: a filosofia não tem a solução e não resolve o problema de ninguém, portanto, filosofia não tem utilidade para merda nenhuma. Como perdi minha vida mirando o ocaso, ouvindo Kant, novelando os dedos polegares um ao redor do outro, desfiando as tolices de Platão, contando os anéis de fumaça de um fumo de péssima qualidade no ar, catando as pitangas jogadas no chão por Sêneca, lamentando os meus dissabores de vida para Freud; e questionando, acreditando na humanidade, filosofando os tempos, para não ser ouvida, para não ser pesquisada, lida, amiga, orientadora. Todo meu didatismo em busca de conhecimento, todos esses anos e mais anos amiga do saber, todo esse alfarrábio de livros empoeirados lidos, para nada; e uma vez que não consegui formular uma frase, sequer, valho-me de Nietszche: "O que não me faz morrer me torna mais forte. Antes tarde que nunca, parei com essa moralidade ética imoral. Resta-me, portanto, apenas dizer que: #seguirei cabisbaixo o séquito de asnos bípedes em direção ao matadouro"!

Foto pertencente ao autor do texto


Profeta do Arauto

Cronologicamente, didaticamente, antropofagicamente, funciona assim: as palavras que saem da ponta de minha pena sem pena, não são escritas; e se escritas, não são exercitadas .
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