muito além do óbvio

Sobre inquietudes, artes e algo mais...

Debora Delta

Atriz com um pé no cinema com um pé na escrita e com dois pés na vida.
Fã de Kubrick, Almodovar, Nelson Rodrigues e chocolate para adoçar tudo isso.
Apaixonada pelas inquietudes, pela mutação e por tudo que vai além do óbvio...

Todo dia ela faz tudo sempre igual...

Seguir modelos pré-determinados e viver no modo automático, podemos nos encontrar nessa armadilha sem ao menos perceber que estamos levando nossa vida e “fazendo nossas escolhas” baseadas em fatores externos e não respeitando o que de fato queremos e desejamos. Você já se perguntou o que te move? E aonde foi parar aquele instinto de liberdade, aquela vontade de viver novas experiências? Talvez, o melhor modelo seja não seguir modelo algum!


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Estudar, se formar, trabalhar, dar entrada em um apartamento, trabalhar para pagar as prestações do apartamento, casar, ter filhos, trabalhar para sustentar os filhos. Rezar para chegar o final de semana e ficar feliz com a tão aguardada sexta-feira para se divertir apenas por mais dois dias, isso quando não resolver passar o domingo no modo preguiça deitado no sofá assistindo a tão inusitada programação da TV e torcendo para que o domingo acabe logo.

Mas a vida precisa ser assim? Não que não exista prazer em trabalhar, ainda mais se tiver a sorte de fazer o que se gosta; a alegria de ver os filhos crescerem e saber aproveitar os pequenos prazeres do dia-a-dia...mas mesmo assim a questão permanece: será que a vida se resume a isso? Quem criou esse modelo? E porque nos sentimos muitas vezes obrigados a segui-lo?

Você pode desejar casar, mas não querer ter filhos; pode querer os filhos, mas não um casamento; pode sonhar com o pacote completo ou não desejar nada disso e ainda assim apreciar os simples e belos momentos do cotidiano. Mas o que todo ser humano já sentiu ou desejou em algum momento da vida foi o tal instinto de liberdade!

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Talvez algumas pessoas apenas necessitem se sentir mais livres e não queiram seguir modelo algum! Desejem descobrir o desconhecido, ser mais, ter menos, conhecer o mundo, se aventurar e principalmente se conhecer cada vez mais para quem sabe então deixar algo para os amigos, filhos, filhos dos amigos, conhecidos e desconhecidos. E certamente não seria nenhum bem material ou objeto de valor sentimental, mas sim, um único conselho:

Viaje. Não somente para conhecer outras cidades, países e pessoas, não apenas pelos novos lugares e culturas que terá contato, não somente pelos conhecimentos que terá oportunidade de trocar. Viaje pelo prazer do desafio, por tudo inacreditável e maravilhoso que você vai ver e viver e que nunca vai conseguir explicar! Viaje sem luxo, faça amigos, adquira histórias, ganhe novas famílias, prefira hostel do que hotel, acredite, essa pequena consoante faz toda a diferença!

Viaje por ares mais frescos, por paisagens mais belas, por diferentes histórias, sensações e energias, por inimagináveis pores do sol, por mares de águas mais cristalinas! Experimente novos sabores, novos amores, desfrute da sensação de liberdade, sinta-se pequeno comparado a imensidão do mundo, mas ao mesmo tempo tão grandioso por ter o privilégio de conhecer essa imensidão! Arrisque falar outras línguas, parla italiano, arrisque até mesmo o grego!

Se apaixone pelo mundo, pela liberdade, se apaixone todos os dias pelas pessoas, pelos lugares e principalmente pela vida! Perca o medo de voar, de pular da pedra mais alta, perca o medo de estar só, de criar laços e de dizer adeus. Se perca sem medo para depois se encontrar muito mais livre, mais feliz e grato!

Modelos? Se precisar realmente de algum, crie o seu!


Debora Delta

Atriz com um pé no cinema com um pé na escrita e com dois pés na vida. Fã de Kubrick, Almodovar, Nelson Rodrigues e chocolate para adoçar tudo isso. Apaixonada pelas inquietudes, pela mutação e por tudo que vai além do óbvio... .
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