mulher de frases

Porque as palavras tem poder e podem nos salvar de todas as maneiras possíveis.

Renata Lima

Sou mineira,tenho 24 anos,apaixonada por livros,filmes e séries.Encontrei nas palavras o sentido para todos os meus anseios e por mais que eu tente ver o mundo como todas as pessoas veem,eu não consigo.
Adoro um drama,olho nos olhos,fotografo a paisagem.
Entro na briga,vivo o momento,aprecio o que é belo.
Sou teimosa e acredito que sem os pequenos detalhes a vida não teria sentido.
Além de escrever aqui,pago de escritora no meu blog pessoal e alguns cadernos por aí.

A casa do Lago, a beleza do desconhecido

É sempre assim, eu mantenho toda a distância, tudo e todos. O homem que estava bem na minha frente, aquele que quis casar comigo, eu rejeitei, eu o afastei de mim. Entretanto, o homem que eu não posso conhecer, pra esse eu não teria medo de me entregar.

- A Casa do Lago


É interessante a inconstância do ser humano, é engraçado olhar no espelho e ver que somos todos assim, cheios de vontades, mas com o mesmo nível de medo. Cheios de si, mas com o mesmo nível de falta de auto conhecimento. Cheios de pessoas ao nosso redor, mas com o mesmo nível de solidão. E quando se trata de amor, somos mais complicados ainda, temos o bastante, mas inevitavelmente achamos que poderíamos ter mais ou quando conseguimos o que tanto queremos, chegamos a conclusão de que aquilo não passava de uma ilusão. Talvez sejamos incapazes de amar o que com facilidade conseguimos ganhar, pode ser piegas, mas talvez a graça esteja na busca e não no encontro, ou segundo meus devaneios, o amor seja absurdo demais para ser compreendido.

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A Casa do Lago não é um filme comum, para mim ele se destaca justamente pela incompreensão, pela mistura de alegria e tristeza, pela beleza escondida atrás de duas pessoas igualmente solitárias. Lançado dia 16 de junho de 2006, A casa do Lago (The Lake House) conta a história de Kate Forster (Sandra Bullock) uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago e Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado, que também morou nessa casa, em um espaço de tempo diferente. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos, e quando eles se descobrem apaixonados um pelo outro, entram em uma corrida contra o tempo, para finalmente se encontrar.

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Eu confesso que assisti esse filme umas dez vezes, tentando entender as várias facetas de cada personagem, e o mais engraçado é que é impossível, é impossível entender até você passar pela mesma situação e compreender o que o filme quer mostrar, a nossa infindável busca pelo o que nos fará completos. Eu vi em Kate, o que eu vejo em mim e em tantas outras pessoas por aí, o medo de se entregar ao conhecido, ao familiar, e a vontade absurda de mergulhar no desconhecido. Para mim o ápice do filme foi esse, o grande mistério que há naquilo que não conhecemos bem, o quanto aquilo nos atrai.

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A solidão descrita no filme, em ambos os personagens, é uma escolha deles, Alex tem uma admiradora incansável, vivida pela atriz (Lynn Collins) Mona é uma mulher apaixonada por ele, ela o quer, o persegue, faz de tudo para ter o coração de Alex, mas Alex sente uma necessidade maior, e estar sozinho não é a mais favorável decisão, mas ele não consegue se sentir feliz e completo naquela relação, e a mesma coisa acontece com Kate, Morgan (Dylan Walsh) é um ex namorado, ainda apaixonado e disposto a fazer de tudo para ter Kate de volta, mas o que ela pode fazer se mesmo o tendo ao seu lado, se sente infeliz?

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A casa do lago é um filme envolvente, cheio de mistério, é o tipo de história que faz você ver o que realmente importa em sua vida, a sua felicidade. Conseguimos compreender que somos seres complexos e que nada pela metade conseguirá nos fazer inteiros, nada que não seja no mínimo extraordinário, conseguirá nos fazer completamente felizes. Talvez a intenção do filme seja nos despertar para esse grande talvez que é o amor, não podemos negligenciar os sinais de que não somos felizes, não podemos deixar de viver uma bela história, tendo em vista o fato de que o que nós temos é o bastante, quando na verdade, sabemos que não é.

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Assista esse filme incrivelmente belo, sinta o que o enredo quer te dizer, não veja na intensão de apenas ver mais um filme bonitinho no sábado a noite, preste atenção na mensagem, leia os sinais facilmente decifráveis em cada cena. Não se trata apenas do amor pelo outro, se trata do amor próprio, aquele amor que faz você despertar para o fardo que na verdade, não quer mais carregar, e se for possível, não carregue, siga o exemplo de Kate e Alex, essas duas pessoas incrivelmente reais, que não se sentiram ameaçados pela solidão momentânea, mas tiveram paciência e esperança, esperança essa que conseguiu transpor o inalcançável e trouxe para ambos, a leveza de um amor verdadeiramente real e tranquilo.


Renata Lima

Sou mineira,tenho 24 anos,apaixonada por livros,filmes e séries.Encontrei nas palavras o sentido para todos os meus anseios e por mais que eu tente ver o mundo como todas as pessoas veem,eu não consigo. Adoro um drama,olho nos olhos,fotografo a paisagem. Entro na briga,vivo o momento,aprecio o que é belo. Sou teimosa e acredito que sem os pequenos detalhes a vida não teria sentido. Além de escrever aqui,pago de escritora no meu blog pessoal e alguns cadernos por aí..
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