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Lena Casas Novas

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“Traição é Traição... Amor é amor...

Perdoar ou não uma traição depende do grau de envolvimento do casal. Estamos sempre procurando saídas para sofrermos menos. Precisamos agir mais racionalmente — nem tudo sai como planejamos: relacionamento a dois; tarefas no trabalho; convivência em sociedade. Mas podemos ajustar a caminhada. Devemos aprender a abrir a mente para entender sobre nós mesmos e, se der tempo, sobre o mundo.


“Traição é Traição. Romance é romance. Amor é amor. Um Lance é um Lance.”

Esse trecho de funk é mais ou menos o reflexo de como a sociedade anda administrando seus relacionamentos.

Recentemente circulou nas redes sociais um vídeo (AQUI) em que uma ex-modelo afirma que os homens são infiéis por natureza, e que, as mulheres devem perdoar uma traição. Em contrapartida, Joelma da Banda Calypson, levou Chimbinha, seu ex-marido, para 'cruz do Calvário' por conta da sua infidelidade. Dois pesos, duas medidas. traiçao-amor-mente-filosofia-relacionamento.jpg

Freud em um dos seus ensaios esclarece que o desejo masculino é constituído em duas linhas: uma terna e outra erótica. Isso é proveniente da vida amorosa dos homens, que não conseguem amar e desejar a mesma mulher - a mulher amada não pode ser desejada sexualmente e a mulher desejada não pode ser amada. A "virgem" e a prostituta. Incontestavelmente os dois desejos masculinos.

Para o pai da Psicanálise, amar e desejar a mesma mulher seria incestuoso, visto que o homem tem a figura da mãe como forma de amor. (Virgem) contudo, o fetiche dele é construído pelo desejo sexual do sujeito em relação ao objeto parcial. Ou seja, eles precisam da fantasia ou da relação concreta pela mulher em que não precisam amar ou desenvolver qualquer ligação afetiva (prostituta).

Já a mulher consegue amar e desejar o mesmo homem por ter a necessidade de um ponto de apoio ou proteção. Freud conclui que a sexualidade feminina é inexplorada por conta da 'castração social', que ocorre na infância, o que impede a mulher de pensar e agir como homem.

Arrisco dizer que essa busca incessante delas pelos direitos iguais, está intimamente ligada à quebra de paradigma em relação a liberdade sexual — as mulheres estão despertando “aquele” desejo encubado da puberdade ou da fase ‘edipiana’ da menina como discorre Freud sobre a feminilidade.

Saindo da linha psicanalítica e toda sua complexidade, devemos levar em consideração a transformação do comportamento sexual nos dias de hoje, devido a capacidade de conexão entre as pessoas com o advento da tecnologia, o que proporcionou melhor forma de comunicação e troca de conhecimento — um fato que levou a Revista Playboy mudar a forma do seu "nude". (AQUI)

A acessibilidade da mulher em campos que era dominado por homens resolveu questões analíticas de autoestima, inferioridade e fragilidade — afetando diretamente no seu relacionamento afetivo. Isso porque ela preenche vazios, que em outro tempo, necessitava do homem para suprir. Entretanto muitos homens não têm aceitado bem a ideia de "perder" o seu papel de provedor. O que vemos atualmente são relacionamentos cada vez mais rasos e de pessoas intolerantes.

Perdoar ou não uma traição é uma questão semântica - depende do grau de envolvimento do casal. Há vários fatores para serem analisados: dependência afetiva ou financeira; cumplicidade; liberdade; desapego; orgulho; princípios. O fato é que não há regras. Cada um sabe "a dor e a delícia de ser o que é".

Estamos sempre procurando saídas para sofrermos menos e nos justificarmos perante a sociedade. Sendo que elas estão em nós mesmos.

Chega um momento em que precisamos deixar nossa alma se exilar por um tempo — agirmos mais racionalmente — nem tudo sai como planejamos: relacionamento a dois; tarefas no trabalho; convivência em sociedade. Mas podemos ajustar a caminhada quando percebemos os sinais que a vida nos envia e que, na maioria das vezes, ignoramos por teimosia. Não temos do que reclamar. Devemos aprender a abrir a mente para entender sobre nós mesmos e, se der tempo, sobre o mundo.

* Considerações acerca da Feminilidade de Sigmund Freud AQUI


Lena Casas Novas

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