my cup of tea

Olhares sobre a vida, encontros, significados, filosofia.

Adriana Borges

Ariana, idealista e aventureira. Curto a natureza e desbravar o mundo. Estou descobrindo o sentido da vida. Quero fazer muitas coisas mas ainda não encontrei tempo. Um dia quero perder o medo e pular de bungee jump!

Um Pequeno Príncipe e uma grande lição de vida

Você costuma conversar e ouvir as crianças? Consegue captar com toda atenção e carinho o que elas observam e dizem? Fazer parte desse novo mundo que as crianças enxergam nos seus primeiros anos de vida é algo mágico e revelador. O filme “O Pequeno Príncipe”, baseado na obra de Antonie de Saint-Exupéry, e dirigido por Mark Osborne, é uma história belíssima sobre o nosso tempo, a vida e os nossos afetos. Sua mensagem é tão forte e autêntica, que é capaz de acordar corações e mentes de um sono profundo. É um filme para pais e filhos. Homens e mulheres. Corra para o cinema!


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Uma história inocente, o mundo por um olhar de uma criança ou uma intrincada história de amor? O filme baseado no livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma interpretação atual do clássico, que é revivido por uma menina entre 9 e 10 anos de uma família contemporânea. A menina que conhece o pequeno príncipe não é mais aquela criança tão inocente da nossa infância. É uma mini-adulta com uma agenda enorme e sem tempo para brincar.

Como podemos experimentar o amor ou como conquistamos uma relação verdadeira de amor? A pergunta, que é a própria viagem do livro e do filme, aponta para algumas direções. Podemos seguir o príncipe, a menina e o aviador, que nos contam esta fantástica história.

A aventura ilustrada com jeito infantil e escrita há tantos anos, publicada pela primeira vez em 1943, é uma obra para adultos. São inquietações de uma criança que quer saber de tudo e conhecer o mundo. Esta perspectiva de ser um eterno aprendiz, o que é uma grande sabedoria, é resgatada pelo menino, pela menina, o aviador e pelo adulto que se esqueceu disso. Nós aprendemos tantas coisas na escola, nos deveres de casa, no trabalho e na dureza da vida, que desaprendemos a viver. O sentido da vida foi perdido em algum ponto em que não sabemos exatamente. O menino nos desafia a todo instante. Porque você precisa juntar tanto dinheiro? Porque você precisa de aplausos? Porque você precisa de roubar todas as estrelas?

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As crianças tem uma visão muito mais real do sentido da vida porque elas ainda não foram plenamente educadas. Elas ainda não aprenderam tudo o que um adulto precisa saber para se perder da vida. Como, por exemplo, cumprir horários, regras, metas, ganhar dinheiro e ficar rico, isso quer dizer, em poucas palavras: ter sucesso na vida. E a vida em si? Você conseguiu viver de verdade nesse meio tempo? Amar a si mesmo, aos seus pais, aos seus filhos, se relacionar bem com o seu companheiro(a), com seus amigos, fazer o que gosta, o que acredita, lutou por uma causa justa, se divertiu, deu risadas, construiu sua própria história, você conseguiu se realizar realmente?

Corremos muitos riscos aos nos entregarmos obsessivamente ao mundo dos negócios. Porque nos negamos, na correria da vida, a viver de verdade a grande aventura de viver. Isso não é romantismo e nem inocência de criança, é a sabedoria que só um velho, o aviador, e as crianças tem. Este é apenas um caminho que podemos trilhar e nos arrepender. Há tantos para explorar, há tanto para aprender, um mundo inteiro de pessoas, situações, experiências e desafios. E você pode escolher sempre qual direção seguir! É uma pena que muita gente tenha se esquecido disto. A escolha ainda é nossa!

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“Foi o tempo que perdeste com a Rosa que a fez tão importante”.

O amor é construção!

Quando temos nossa primeira experiência amorosa nos doamos de tal modo que é possível não saber amar de tanto amor que temos. Essa é a relação do príncipe com a rosa. Ele a quer tanto que acaba abandonando-a por não saber lidar com ela e com seus próprios sentimentos. Ele quer a rosa, quer cuidar dela, quer protegê-la de todos os perigos e de todos. Ele a quer só para si. Tanto que a sufoca. Este é o nosso amor primário, que tantas mães sentem por seus filhos, que tantas namoradas e namorados sentem por seus parceiros na adolescência. Este é um amor egoísta. É aquele que tudo quer do outro, que tem medo, que é carente, inseguro, que está amando de primeira viagem. E que ainda vai aprender a se entregar, a se envolver, sem se fundir, sem se perder. É uma viagem longa que dura uma vida. Quando a gente estiver mais velho vai se dar conta disto. Quem foi aprendiz e aprendeu!

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“Se tu me cativas teremos necessidade um do outro”.

O amor é laço mas não é prisão!

O amor que a gente quer precisa de envolvimento sem medo. Precisa que a gente esteja vivendo a nossa própria vida, a nossa própria história, porque só assim ele se fortalece e pode durar muito tempo, quem sabe uma vida. Ele não depende de ninguém e muito menos do outro para existir e ser feliz. O amor que a gente quer é parceria, amizade, cumplicidade, força, impulsão, mesmo que este impulso nos leve para outros lugares, não importa. Um amor de verdade pode ser à distância, pode ser vivido de forma tranquila. Não há necessidade de estar junto o tempo todo, mas sim nas horas mais precisas, no momento de compartilhar experiências, angústias, desejos, alegrias, planos, sonhos e frustrações. Porque este é o amor pelo outro e não o desejo do outro como um objeto de possessão. Não precisamos possuir ninguém. Pelo contrário, o amor de verdade nos liberta e nos joga para a vida, para abraçar o mundo, as pessoas, todas as possibilidade que são oferecidas. Um amor de verdade não surge assim do nada, precisa ser experimentado, vivido, construído, é uma luz, uma chama que todos nós temos.

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“O essencial é invísivel aos olhos”.

O essencial está em olhar nos olhos e sentir amor!

O amor que a gente quer exige uma mudança de comportamento, de propósitos na vida, pois ele é nobre, poderoso e leal. O amor que a gente quer não está em qualquer lugar, em qualquer esquina, está no caminho que escolhemos percorrer. Se você ainda não amou, há tempo de mudar de rota. Voltar atrás, rever, recomeçar, fazer de novo, hoje e amanhã, para sempre.

O amor que a gente quer não é romântico, bonito e perfeito e nem tem uma figura de um príncipe ou uma princesa no meio, isso é conto de fadas para criança dormir. O amor que a gente quer é real, verdadeiro, cheio de problemas e neuroses próprias da nossa raça, o ser humano, imperfeito. Mas vale muito a pena conquistá-lo e vivê-lo. Não devemos de modo algum desistir dele, pois o sentido da vida está aí. Quem não aprendeu a amar, não aprendeu a viver!

Veja o trailer do filme:


Adriana Borges

Ariana, idealista e aventureira. Curto a natureza e desbravar o mundo. Estou descobrindo o sentido da vida. Quero fazer muitas coisas mas ainda não encontrei tempo. Um dia quero perder o medo e pular de bungee jump!.
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