my cup of tea

Olhares sobre a vida, encontros, significados, filosofia.

Adriana Borges

Ariana, idealista e aventureira. Curto a natureza e desbravar o mundo. Estou descobrindo o sentido da vida. Quero fazer muitas coisas mas ainda não encontrei tempo. Um dia quero perder o medo e pular de bungee jump!

História, Arte e Música – A poesia da vida em AmarElo

As cores do Brasil, a arte de ontem e de hoje, o protagonismo do negro brasileiro e a luta pela sua autoafirmação e valorização. Estes são alguns dos ingredientes deste documentário criativo, revelador e ousado. Entre músicas, lutas, gestos e canções, o rapper Emicida costura, com talento e inteligência, a história da cultura brasileira e o legado negro na construção do Brasil. Imperdível!


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No documentário AmarElo - É tudo para ontem, disponível na Netflix, o rapper Emicida nos dá uma aula de História, Sociologia, Cultura e Arte. Usando a linguagem do hip hop, o filme constrói uma narrativa criativa e emocionante, recheada de histórias de luta, protagonismo e de superação do negro brasileiro e do povo africano.

Mostrando os bastidores das gravações do Álbum 'AmarElo', vencedor do Grammy Latino em 2019, na categoria "Melhor álbum de música rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa", Emicida conta suas memórias, fala de sonhos e faz reflexões, mergulhando de maneira profunda em nossa cultura.

Com imagens exuberantes do show do álbum, realizado no Theatro Municipal de São Paulo, o documentário vai de lugares de poder da burguesia até os morros cariocas para mostrar toda a criatividade e arte dos músicos populares. Em 'AmarElo' tudo começa com o Samba, como nossa primeira manifestação local de hip hop brasileiro. Assim, o músico faz uma costura perfeita do modernismo de 22 com a arte contemporânea negra, relacionando o contexto histórico, político e cultural de ontem com o hoje. O hip hop brasileiro veio do Samba, assim como o hip hop americano veio do jazz, do rithm and blues e do soul.

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AmarElo é como o rap - uma criação com muitas referências artísticas, políticas e culturais, uma grande mensagem de união, de fazer um pelo outro pela missão de salvar todos. Emicida fala de amor, de parceria, de cumplicidade, de estarmos juntos para transformarmos a nossa história ou melhor reescrevermos o que nunca foi dito e sim "apagado de forma proposital" - o protagonismo negro na construção da cultura e da identidade brasileira.

O documentário conta a história de vários protagonistas brasileiros, como o músico Wilson das Neves, a atriz Ruth de Souza, a socióloga Lélia Gonzalez e vários outros. Ele mostra a contribuição, o talento e a representatividade de todos, além da sabedoria e do ativismo, Emicida destaca o nosso papel de conhecer e reverenciar aqueles que abriram os nossos caminhos.

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Emicida constata que a cultura e o legado negro nascem e renascem a cada geração de um jeito próprio e revelador de sua identidade. O poder da luta e o respeito à ancestralidade são demonstrados de uma forma muito bonita e verdadeira. Este poder está em sonhar e acreditar sempre que o mundo vai ser e será melhor para todos.

O documentário é um manifesto de luta no presente, uma homenagem aos que vieram antes e um chamado para quem ainda não vestiu a camisa da negritude. AmarElo ainda é um filme imperdível para os professores de História e seus alunos. É de suma importância assistir e refletir em conjunto.

Para quem é negro, certamente, o filme vai aumentar a consciência e a sua autoconsciência negra. Para o branco, é fundamental entender que o racismo é um atraso histórico, econômico, cultural e espiritual para todos nós. Vamos evoluir. Fica a dica!

Assista ao trailer aqui:


Adriana Borges

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