na tua maneira

Mais importante que obter resposta é se fazer perguntas a si memso

Tiago Oliveira

Cinquenta tons de cinza e um tapa na cara!

A falta de liberdade é uma das mais determinantes travas emocionais, um choque de realidade tem o poder de nos fazer pensar.


Quando algo é motivo de tantos fuzuês, meu amigo aí tem coisa. Já vi muito macho dizendo que cinquenta tons de cinza é coisa de gay e mulher mal comida, minha própria visão sobre o livro era bem crítica, ou melhor, preconceituosa. Vele destacar que eu nem se quer li o livro. Nunca em minha masculinidade inabalável eu iria passar perto de uma sala de cinema para assistir o então filme do momento, é, mas o nunca foi por água abaixo, uma das poucas amigas mulheres que tenho me convenceu, comprei o bilhete antecipadamente e dez minutos antes da sessão lá estava eu passando pela fila discretamente e fingindo ir ao banheiro, quando me deparei com uma fila de fêmeas famintas, esperei a fila sumir e entrei de fininho. Pensei comigo mesmo, que comesse e termine logo essa viadagem de filme, alguns minutos depois lá estava eu, indignado com a profundidade do filme. Meus caros devemos nos fazer a seguinte pergunta, porque tanto preconceito em torno do filme? Eis que tenho uma resposta equivalente, ele é um verdadeiro soco na cara, na minha, na sua, da sociedade, pois mexe com o mais profundo dos sentimentos humanos: O desejo e para pior é aquele que ninguém quer assumir. Não falo do simples fato do filme ser ligado diretamente ao desejo feminino, Cinquenta tons não é filme de mulherzinha e sim mulherão e de macho meu amigo, mas macho mesmo, pois acontece que os homens estão intimidados e com as bolinhas diminuídas com tanta perspicácia da autora em destacar as vontades femininas e masculinas da maneira mais realista possível, a dominação masculina, a proteção, o sexo com pegada e preliminares, as quais a maioria dos homens não sabe nem por onde e acha que cinco minutinhos de beijinho no pescoço resolvem à parada. Estou falando de paixão, vontade, excitação, e não adianta dizer que isso não é romance, pois a não ser que eu viva e marte paixão e romance é muito disso tudo, obviamente que entraremos em uma discussão se pararmos pra pensar que uma relação não é só isso, mas o filme trata disso e basta. O estereotipo da garota indefesa de pele clara, seios pequenos e cara de rainha do sexo disfarçada cutuca a próstata de qualquer macho alpha do planeta uma garota aparentemente frágil e intelectual, da mesma maneira que o cara misterioso e boa pinta também causa alvoroço na mulherada, sem contar que ele é detentor do mais afrodisíaco tempero masculino a ousadia, o cara brinca de ser sarcástico o filme inteiro e na minha vida marciana nunca vi uma mulher que não goste disso. É a mistura perfeita dos mais obscuros desejos e com os mais relativos defeitos, coisas reais de homens e mulheres, nossas angustias, o desejo do homem pela mulher pura e só sua, apenas sua e consequentemente a paranoia, a dominação além da cama para com a vida a mulher, essas são as feridas da nossa sociedade são as minhas, as suas as de todo mundo e por isso queremos esconde-las.

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