no meu tempo de quadra

Diga não, uma mente bitolada não!

João Vitor Rocco

18 anos, estudante de Jornalismo, contrário a direita e também a esquerda da política Brasileira, admirador dos anos 90 (Rap dos EUA) e das décadas de ouro do Samba no Brasil.

Apresentação do cenário do rap! 2


A segunda e última parte do texto de apresentação do rap será uma lista que não conterá apenas CD's do ano de 2015. Peço desculpa pelos erros de formatação, digitação do texto passado, porém estou me adequando com a forma de escrever na Obvious e como usar as opções na hora de publicações. Essa semana postarei um texto sobre apresentação pessoal e aí começam os posts de assuntos do momento abordando política, cultura, jovens e claro, a música. Então como a própria música diz, "o som não pode parar tá ligado?" Farei uma breve lista do CD, explicando o grupo ou o artista. A ordem que aparecerá a lista não significa um ranking, só separarei artistas nacionais e internacionais por motivos de tema e linguagem diferente que geralmente são abordados em cada país, cada povo tem uma necessidade diferente isso faz com que o consumo de música seja diferente também. Shawlin/Ruas Vazias - Um dos melhores CD's que já ouvi totalmente na pegada do rap underground, e bem da nova escola mesmo. Qualquer um que começou a gostar de rap agora deve procurar todas as tracks desse disco. Costa Gold/Trilogia - Os três CD'S dos caras são bons e diferentes, mostram a evolução instrumental e também das ideias dos integrantes. Claro que é um grupo jovem, ainda não escreverem um álbum clássico para o rap, mas dos novos cantores de rap sem duvida o selo "Damassaclan" é o mais forte no mercado.

Racionais/Pânico na Zona Sul - Sempre que ouço falar de algum rapper, minha resposta imediata é para que se escute o primeiro CD e isso serve para qualquer estilo musical. Tem um abismo entre o primeiro CD do Racionais e esse último de agora, porém o Pânico na Zona Sul é a premonição mais pura do sucesso que estava por vir.

Ogi/Crônicas da Cidade Cinza - É uma história engraçada como escutei esse álbum todo, eu comecei a ouvir o trampo do Rodrigo Ogi por pedaços e quando vi já tinha escutado e visto apresentação do CD inteiro. Então não foi um álbum que ouvi em um play só, foi um álbum que entendi cada letra, e que pesquisei a influência do artista pra escrever aquelas rimas. Simplificando retrata desde o desemprego, até a rotina de um motoqueiro, do motivo de você lutar todo dia pelo cash e até morrer estupidamente sem ter alcançado nada na vida.

Liink & Néctar Gang - Dois estilos de cantar diferente que não fizeram CD juntos. O álbum "Tranquilo como um monge" vem com uma ideia leve e tranquila de um rap puro, enquanto o CD completo do Néctar que se chama "Seguimos na Sombra" é todo ao mente o inverso, aqueles rap "sujo" na pegada do ZRM, que assombra não só os ouvidos com a batida forte dos beats, mas a mente que imagina cada parágrafo rimado como se fosse um filme.

Amiri /Antes, Depois - Um daqueles discos que não tem o que falar, a forma com que Amiri rima é diferente e quase única, assim como o Rapadura. É bem simples a opinião sobre esse rapper paulsita, você vai e escuta, ou você gosta ou você não gosta!

Kamau/Entre - Um dos primeiros CD's da "antigueira" que escutei e não foi nada planejado simplesmente dei o play e quando eu vi todas as músicas tinham acabado rapidamente, na verdade pode até ser considerado um EP. A nomenclatura não importa, é bom e leve, porém o leve que não deixa de passar a mensagem forte que todo disco de rap tem que ter, sou fã do Kamau mesmo do trampo mais atual dele com o Rashid.

Rael da Rima/Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas Do Meu Coração - Sempre acho o Rael um contador de história puxada na pegada do reggae, então essa série de tracks dele é fácil descrever em uma frase: "mó" vibe!

Criolo/Speedfreaks/Quinto Andar - Já assisti shows do Criolo e nunca ouvi um CD inteiro do cara, porém o instrumental, vocal que o rap dele trás e lógico rima inteligente como poucos atualmente no cenário fazem. O CD Expresso do rapper carioca Speedfreaks, que é mais conhecido só pela alcunha de Speed, é extremamente atual e lá você descbobre da onde os caras de hoje de SP tiraram suas inspirações, e agora, o grupo Quinto Andar, que vou resumir de maneira simples: escolha qualquer CD e qualquer música que acho difícil você não gostar.

Já que esse texto está ficando muito grande vou ser mais rápido pra falar de CD gringo, mais especificamente dos EUA.

Notorious Big/ Ready To Die/Duets: The Final Chapter - Um é no início da carreira do maior rapper que já existiu (pra mim pelo menos) o outro foi lançado em 2005 bem depois de sua porte e produzido pelo Eminem, é o mesmo artista com duas visões diferentes e isso explica bem o que ele representou no rap.

NWA Greatest Hit - ouvir um álbum intitulado de "grandes hits" é pra fã preguiçoso musicalmente falando, mas no caso de um grupo que tem muita história é a forma mais rápida de se entender que a revolução feita por eles foi muito maior do que simplesmente usar a palavra "nigga" ou mandar a polícia se ...

Kendrick Lamar/ Good Kid, M.A.A.D City - segundo álbum de estúdio do cara e quero ver tu achar um disco lançado nos últimos cinco anos melhor que esse

A$AP Rocky/Live. Love. ASAP - é a estreia do cara, não vai parecer mas é apenas a estreia do cara

Eminem/Infinite - Eminem tem muitos CD's então o método mais rápido pra conhecer ele no caso é ir no primeiro EP, aquele que vendou pouco e que você que é fã provavelmente nunca escutou.

Snoop Doggy Dogg/Doggystyle - Antes de Chamilionaire e do 50 Cent tinha um cara que dividiu palco e até era encarado como candidato a disputar com Tupac o reino, e não era o Snoop Lion do reggae e nem o Snoop Dogg. Era o Snoop Doggy Dogg que é a mesma pessoa que os dois "dogs" citados anteriormente, porém muito mais "gansgta" e muito mais "fuck all". Lembrando que esse álbum não é o de estreia, ele já tinha gravado um disco em 1991, o que também vale ser ressaltado é que enquanto gravava esse disco Dogg foi preso, então será que é pedrada?


João Vitor Rocco

18 anos, estudante de Jornalismo, contrário a direita e também a esquerda da política Brasileira, admirador dos anos 90 (Rap dos EUA) e das décadas de ouro do Samba no Brasil..
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