no meu tempo de quadra

Diga não, uma mente bitolada não!

João Vitor Rocco

18 anos, estudante de Jornalismo, contrário a direita e também a esquerda da política Brasileira, admirador dos anos 90 (Rap dos EUA) e das décadas de ouro do Samba no Brasil.

Ideia boa é ideia colocada em prática


   "Somos todas do Grajaú, que é um reduto artístico. Por acreditarmos na arte como um ótimo meio de incentivar e fortalecer o empoderamento das minas, fizemos a junção das palavras." É assim que Nayra Lays, 18 anos, descreve o projeto artístico e social que ela faz parte, EmpoderAr-te

   Mas não tem só uma mina com essa visão de mudança da periferia não, Aline Juliano, 20, Gabriela Juliano, 16, Laís Guimarães, 19, Patrícia Amorim, 19, Thais Viana, 20, Jéssica Amorim, 18, também integram o time do EmpoderAr-te.

    O projeto recém criado tem como endereço o tão falado Grajaú, local que ganhou fama após um dos seus moradores fazer sucesso na música, o rapper Criolo. Não fugindo do tema de desigualdade e diferenças sociais, o principal objetivo do projeto é o aumento da autoestima encorajando e dando apoio para as meninas da periferia, através da arte e vídeos informativos com temas que envolvam a mulher e a luta negra periférica. Se pra você o discurso de combate ao preconceito (seja ele social, de gênero ou de raça) é batido e repetitivo, a grande diferença dessas meninas é contarem com a arma mais eficaz que qualquer ideia precisa de ter: a interatividade. Hoje em dia vídeos na internet viram virais, rendas e famas repentinas para jovens do Brasil e do mundo todo, então qual seria o motivo de não haver um espaço para discussão e exposição de ideias úteis para um pedaço da sociedade que muitas vezes passa desapercebido? 

     Pra galera que se interessar a forma de participar é simples, "A cada episódio do projeto, que rola em formato de web série, teremos uma convidada: são artistas negras e periféricas, que desenvolvem trampos "empoderadores" tanto para elas, quanto para outras meninas da comunidade. Cada convidada conta sua própria história, e qual é o seu poder, ou habilidade" disse Nayra com um ar que expressa que sua rebeldia e engajamento político vai muito mais do que seu cabelo raspado e maquiagem forte. 

   Da esquerda pra direita: Lais Guimarães, Nayra Lays (sentada), Thais Viana, Gabriela Juliano, Aline Juliano, Jessica Amorim e Patrícia Amorim.

   Visando o entendimento maior de qual é a ideia e como a influência e troca de informações entre pessoas que nunca se viram, mas vivem em situações semelhantes pode conscientizar e ajudar na formação do caráter individual de um(a) terceiro(a). Pedi para que elas definissem as palavras mais importantes do projeto, mulher e periferia: 

   Mulher: "Ser mulher é sentir-se, sente-se como quiser". Ser mulher vêm de dentro, e ninguém além da mulher, tem direito de ditar regras com relação à isso. 

   Periferia: seria a margem da sociedade capitalista, onde moram os trabalhadores que deixam as cidades e bancos centrais em pé por mais que nem isso esses trabalhadores consigam fazer direito (ficar em pé). Somos o extremo e tudo que saí de nós são também extremos, a raiva, ódio, a fome extrema mas também arte, amor , afeto, união e caridade para com os nossos, tudo isso em constante erupção, tudo isso pulsa daqui todos os dias.


João Vitor Rocco

18 anos, estudante de Jornalismo, contrário a direita e também a esquerda da política Brasileira, admirador dos anos 90 (Rap dos EUA) e das décadas de ouro do Samba no Brasil..
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