Patricia Abilio

Sou culta, fajuta, sou rasa.

The True Cost - A cultura do consumo: indústria da moda e o controle social

A moda rápida(fast-fashion) pede que a produção em alta escala seja rápida e barata para vender mais e logicamente consumirem mais. Atualmente as empresas que praticam um modelo de negócios caracterizado por uma rapidez na produção e por uma disponibilidade imediata dos produtos nas lojas.O mercado global domina a economia de baixo custo para elevar os lucros de empresas americanas. Escolhem países como China,Índia entre outros, para produzirem em massa e mais barato.


p55_ropa_limpia_02.jpg No processo industrial do vestuário e suas transformações,com o advento da Revolução Industrial, fazendo figurar uma nova maneira de produzir roupas em escala industrial. Nesse sentido, a América gerava em 1960 - 95% da produção. Atualmente países subdesenvolvidos produzem juntos cerca de 97% e são terceirizados. A partir dos anos 1960 as roupas eram costumeiramente escolhidas pelo conforto, numa perspectiva cultural.Atualmente é a moda que dita os padrões e tendências. Muito além das passarelas, o consumidor, tende a comprar o que não precisa para satisfazer suas necessidades, o consumo alienado que beneficia a indústria da moda. O marco da cultura de consumo é a efemeridade. Então o que a indústria da moda diz sobre as roupas que vestimos? E quem são as pessoas que fazem essas roupas?

Questões simples para conhecimento de moda superficial nos remetem a desigualdade social do sistema capitalista de um lado o poder e a riqueza as empresa americanas e do outro miséria e pobreza. A roupas definem quem somos? Quais são os interesses comerciais da indústria e sua publicidade predatória? Necessariamente a moda representa prestígio social para quem a está consumindo, objetivando produtos demarcam lugares sociais. Então as roupas são consumidas pelo valor de uso e não por seu valor simbólico. As marcas de confecção (é só entrar num shopping qualquer e visualizar a quantidade de lojas e marcas respectivamente) e perceber o processo que eleva seu valor de troca no mercado, garantindo assim, status a quem as consome. A intencionalidade de que as mercadorias sejam constantemente renovadas pelo impulso capitalista.

A moda rápida(fast-fashion) pede que a produção em alta escala seja rápida e barata para vender mais e logicamente consumirem mais. Atualmente as empresas que praticam um modelo de negócios caracterizado por uma rapidez na produção e por uma disponibilidade imediata dos produtos nas lojas.O mercado global domina a economia de baixo custo para elevar os lucros de empresas americanas. Escolhem países como China,Índia entre outros, para produzirem em massa e mais barato.

Paca, Bangladesh – Os trabalhadores da indústria têxtil são submetidos à péssimas condições de trabalho, entre desastres e desabamentos são forçados a trabalhar mesmo a administração estando ciente dos riscos e perigos que sofrem a produção não pode parar. A escravidão oriental moderna. Grandes marcas falam acerca dos direitos humanos, trabalhistas, responsabilidade social e ambiental, porém menosprezam, mascaram uma realidade cruel e pungente: uma produção barata e degradante.

Em média os trabalhadores ganham um salário de 2 dólares por dia. As empresas se estabelecem em países subdesenvolvidos em regiões periféricas na China em maior quantidade, seguindo para Bangledesh, Deli, Kan Pur, Punjab, Hong Kong, barateando o custo enquanto a indústria lucra exorbitantemente. As empresas não precisam se preocupar com os “direitos humanos” nesses lugares, já que os sindicatos não tem poder, e o governo interfere de forma opressiva aos trabalhadores e os rumores de greve são abafados de maneira violenta. São chamadas “Fábricas de Suor” – com péssimas condições de trabalho, utilizam mão de obra infantil e feminina,85% dos trabalhadores são mulheres.

O discurso não convence, o argumento usado por essas empresas são que essas pessoas não teriam melhores opções. O comércio qualitativo disfuncional. No aspecto ambiental, econômico e humanístico, tornou-se banal o respeito. O que realmente importa são interesses econômicos das empresas. A publicidade “ditadora” – o consumismo exacerbado, como forma de resolver os problemas da vida, para que o consumidor compre "felicidade", consuma e se satisfaça. O “Pepe” no Haiti, as fábricas locais produzem para empresas americanas, a baixo custo porém há um processo globalizado em que, as roupas produzidas em Porto Príncipe, são usadas pelos americanos, que doam e exportam contêineres cheio de roupas que o haitiano usa, evidentemente a indústria local desapareceu.

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Os efeitos negativos e secundários dos pesticidas e fertilizantes usados nas fazendas de algodão geneticamente modificados causam nos trabalhadores e a população local: câncer, doenças mentais e degenerativas nas crianças. Aumento significativo de suicídio nos fazendeiros, que perdem suas safras ou se endividam pelo alto custo da indústria do monopólio das sementes é corriqueiro.Os impactos ambientais: o uso frequente de produtos químicos pesados para tingir couro como o cromo-6 são despejados no rio, os efluentes, a poluição curtume. A população consome a água que em tese "potável" e se expõem a diversas doenças nocivas, entre elas icterícia que pode evoluir para diversos tipos de doenças de pele e entre elas o câncer de fígado, a hepatite e a cirrose. O Solo é contaminado, a saúde das pessoas está constantemente em perigo. A indústria da moda é a segunda maior poluente da terra, desde sua produção até o descarte, perdendo apenas para a petrolífera. A indústria da moda negará a responsabilidade do efeitos nocivos para os trabalhadores e ao meio ambiente?


Patricia Abilio

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