Patricia Abilio

Sou culta, fajuta, sou rasa.

Roberto Ferri – O Barroco Contemporaneo e o Tenebrismo Mitológico

Impossível não notar o extremo realismo de suas pinturas que são predominantemente figurativas e cheias de simbolismo. Seus personagens, tanto homens como mulheres, têm que a estrutura muscular voluptuosa bem representada na beleza clássica, no estilo Miguel Ângelo, uma beleza remota dos padrões modernos.


O pintor Roberto Ferri nasceu em Taranto, Itália, em 1978. Em 1996 ele se formou na Liceo lisippo Artístico, uma escola de arte em sua cidade natal. Começou a estudar pintura autodidata até 1999, quando mudou-se para Roma, para aumentar a sua investigação sobre a pintura antiga, começando da segunda metade do século XV até o final do século XIX e aprofundou seus estudos com Gaetano Castelli Francesco Zito. Para chegar, finalmente, a uma fusão estilística surpreendente entre o Renascimento e o maneirismo florentino, caravaggismo e pintura barroca do século XVII. Em 2006 graduou-se com honras da Academia de Belas Artes, em Roma. Sua obra está representada em colecções particulares em Roma, Milão, Londres, Paris, Nova Iorque, Madrid, Barcelona, ​​San Antonio (Texas), Qatar, Dublin, Boston, Malta, e do Castelo de Menerbes em Provence.

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Notamos que o trabalho de Roberto Ferri está profundamente inspirado no estilo dos pintores barrocos, especialmente Caravaggio, mas também sugere uma predileção por outros mestres do romantismo e simbolismo. No entanto, em toda esta influência clássica, Roberto Ferri sutilmente deslocado para a arte contemporânea, tornando-se um pintor moderno que pacificamente coexisti com as velhas estruturas, propondo uma dualidade e contradição artístico que o artista consegue superar com uma grande técnica e uma beleza única. Talvez seja a hora de pensar que nada é antigo ou moderno, e simplesmente nos deixar arrastar para as dualidades de nossos próprios sentimentos. 8.jpg

Impossível não notar o extremo realismo de suas pinturas que são predominantemente figurativas e cheias de simbolismo. Seus personagens, tanto homens como mulheres, têm que a estrutura muscular voluptuosa bem representada na beleza clássica, o estilo Miguel Ângelo, uma beleza remota nos padrões modernos, mas no fundo ainda são válidos na imaginação de hoje. Os personagens são poderosos e cheios de energia, que muitas vezes estão em situações impossíveis, com solavancos que são fundidos em conjunto ou que surgem como defeitos naturais, se asas ou lanças presas na carne. 19.jpg

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Evidentemente o uso de luz e sombras, o legado direto de Caravaggio foi incorporado pelo artista, porém com uma habilidade e técnica impecável. Um submundo mágico escuro que nos conta histórias através de seus personagens, mas especialmente envolvendo com esse jogo de luz e sombra que dá a sua obra um aspecto surreal, infernal onde nada é o que parece e tudo é possível. Os temas e assuntos retratados são caracteristicamente clássicos, portanto os corpos nus e a anatomia nos remete à mitologia erotizada, sem o menor julgamento moral. Figuras híbridas e cyborgues também fazem parte do repertório pitoresco e metamorfoseado. É a descida ao inferno de Dante as figuras estranhas e comuns nos encantam e causam estranheza, o artista utiliza do passado para renovar e transcender o presente. É belo, atraente e fascinante.

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Patricia Abilio

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