novo olhar

Sempre há uma maneira diferente de se observar as coisas

Leandro Barbosa

Paulista em Minas Gerais, jornalista e amante da vida.

O passar do tempo sussurra: viva!

É difícil entender alguns enlaces da vida, por vezes ela parece se amarrar de maneira que nos deixa atônitos. As horas passam e cada dia é um dia a menos, exigindo de nós destreza e coragem para que saibamos viver o máximo da vida que temos, se apropriando do nosso tempo.


Lucas Pandolfelli.jpg Imagem: Lucas Pandolfelli

São vários os caminhos que percorremos em busca de nos reinventarmos diante dos inúmeros desafios que a vida traz. Nesse processo de transformação, algumas coisas nos são impostas: crescemos, amadurecemos e envelhecemos – e não há cirurgia plástica que possa evitar isso. Outras já exigem de nós movimento, ação.

Aprendi neste processo, que o tempo é um arquiteto impetuoso que não se pode parar. Enquanto ele passa, os nossos dias são moldados exigindo de nós coragem. Um exímio “compositor de destinos”, segundo o cantor Caetano Veloso, que nos forma a cada decisão que tomamos.

No que se refere às emoções, o tempo cumpre dois papéis: ou machuca ou cura. Quem nunca ouviu da mãe o famoso jargão “quando casar sara”, não sabe o que é sentir o alívio de chegar aos 30 anos, solteiro e sem machucados. Mas tal frase tem um significado muito maior e, mais velho, eu a traduziria da seguinte forma: calma, meu filho! O tempo vai tratar disso. Em breve a dor vai passar e os machucados cicatrizarão. E cicatrizaram.

Por outro lado, ele também pode machucar. Quando não lidamos com os problemas que a vida nos reserva, o tempo pode tornar a dor um enfado terrível. E viver se torna um peso. Porque, como diria Mario Quintana: “o passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”. E, se não colocarmos os pingos nos “is”, nossa vida pode se tornar um intenso tormento.

O tempo também muda ideais, objetivos, perspectivas e, consequentemente, nos muda. Deixamos de agir e ser como éramos e desbravamos um novo mundo. Se nos prendemos ao passado o futuro deixa de ser expectativa e o presente torna-se indiferente. Érico Veríssimo diz que: “quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”. Que através do tempo, sejamos bons construtores.


Leandro Barbosa

Paulista em Minas Gerais, jornalista e amante da vida..
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