nuvem

Um espaço de provocações e tempestades

Rod Silva

Paulista, jornalista, músico e entusiasta da fusão da arte, comunicação e educação como resistência em favor da vida.

As boas tardes

O tempo nos consome, estando nós prestando atenção ou não. Será que é tarde demais? Será que é tarde de menos? Como são as suas tardes?


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A vida adulta está sempre dizendo “é tarde demais”. Por outro lado, quando criança, tinha impressão que era tarde de menos. Logo escurecia e minha mãe gritava de longe “vem pra casa, já está tarde”. Nunca entendi direito isso.

Há tardes que inspiram pessoas. Muitas vezes vemos o esforço em tentar registra-las com uma foto borrada do celular.

Mas há as que dão sono, também. O Outono que o diga. Se jogar no sofá, assistir Sessão da Tarde e acordar com o próprio ronco assim que o filme termina. É tarde demais!

Quando é muito tarde pode ser que nunca mais. Ou talvez volte amanhã. Se encontrar mais tarde pode ser desculpa para não ir. Ou, muitas vezes, o desejo desesperado de encontra-la de qualquer jeito. Nem que seja tarde.

Minhas memórias de tarde tem cheiro de café e gosto da manteiga no pão caseiro. Esses dias, tarde da noite, ria e chorava das memórias do entardecer, da família, as viagens, os amigos, o futebol na chuva, os amores da escola, o primeiro beijo, a primeira briga.

Nunca é tarde pra isso. Mas o tempo não se atrasa. Tem que ficar esperto.

Hoje, homem (a ser) feito me vejo entre belas manhãs, alucinantes noitadas e boas tardes.


Rod Silva

Paulista, jornalista, músico e entusiasta da fusão da arte, comunicação e educação como resistência em favor da vida..
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