o infinito é logo ali...

Escrever é como sonhar desperta...

Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade...
Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa.
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A ambiguidade do mundo

A sociedade conflituosa na qual estamos submetidos, mostra um tempo onde as verdadeiras causas das desigualdades estão encobertas. Causa indignação estarmos vivendo e sobrevivendo em um mundo tão desigual e capcioso.


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Vivemos em uma sociedade, onde ser livre, talvez não esteja tão em primeiro plano assim. Afinal, o que significa realmente essa liberdade, tão almejada, que tantos aguardam e também lutam por ela, quase desesperadamente?

A perversidade gritante, bem como as desigualdades sociais, estão evidentes nos dias atuais. Não sabemos bem ao certo, se corremos para a direita, para a esquerda, ou se simplesmente seguimos. O prisma individual, é moldado por diversos segmentos. A grande verdade, é que estamos todos, afundados ou não, no mesmo barco. Estamos todos seguindo.

Uns caminhando mais rápido, outros mais lentos, e outros devagar quase parando. O fato que não se pode ocultar, é que ninguém encontra-se estacionado. Sim, estamos todos querendo ou não, nos movimentando. Muito já foi dito, que a água parada apodrece e sempre apodrecerá. O movimento, é o barco que certamente nos moverá para melhores condições.

Condições esperadas com ansiedade, por todo aquele que deseja dar os próximos passos, sempre com muita certeza e poder de decisão. Pois não existe e não existirá ninguém, ou quase ninguém, que não deseje freneticamente poder avançar sempre, mesmo que alguns encontrem-se, aprisionados. Estes estarão sempre, à espera de melhores condições, e aguardam com toda certeza, por melhores oportunidades de avanço.

Nascemos e estamos todos oriundos, aguardando os melhores dias, nesta sociedade tão distante de melhores realizações, em que nos encontramos inseridos. Existem coisas e fatos, que demonstram uma não aceitação, desta realidade tão rispidamente à margem de nós mesmos. Sim, de nós mesmos.

Estamos todos tentando sobreviver, em dias difíceis de serem vividos, bem como também, difíceis de ser compreendidos e também aceitos, por mim, por você, e por todos. Fica difícil, ter que aceitar as coisas como elas estão. E elas estão complicadas para todos nós.

Estamos todos atravessando tempos realmente conturbados e também controversos. Preciso mencionar dois fatores que apresentam uma clara e concisa divisão em nossa sociedade: O bem e o mal. O bem e o mal, são as fronteiras que todos já estagiamos, mas que muitos não querem ultrapassar. Por medo; por dúvidas, por apegos, ou por inadimplência. Inadimplência dos planos lá de cima, já sublimados. Não se pode pagar à prestação, quando não se pretende quitar os débitos. Estamos em crise.

Sim, estamos em uma crise absurda, onde a competitividade está reinando, e onde só vencem os melhores, ou os que estão emocionalmente mais equilibrados. O equilíbrio não é um fator predominante, nestes tempos que apresentam-se cotidianamente, em nossas vidas. Basta que por um segundo, olhemos um pouco para quem está ao nosso lado.

Eventualmente, nos deparamos com o racismo, com a homofobia, com brigas de torcidas, com estupros em larga escala, com o bullying tão conhecido e comentado nas escolas, e também fora delas, muitas vezes. São fatores, que tornaram-se gritantes e evidentes nos dias que nos acompanham.

Acredito que isso tudo, sempre deve ter existido em toda a história da humanidade, mas hoje acredito que afunilaram-se sobremaneira todos os conceitos existentes, de toda essa maldade que tanto repudia as pessoas mais esclarecidas. Hoje, bem mais do que ontem, e diferente de amanhã, a coisa está sendo falada: nos jornais televisivos, nos jornais escritos, eletrônicos e também em redes sociais, esta que vêm crescendo a cada dia, e com o passar dos anos, desde que a tecnologia começou a avançar.

Está tudo escancarado, e algumas pessoas, não estão tentando, e muito menos fazem questão de esconder, seus traços de perversidade, apresentada e observada por todos nós, que assistimos todos de “boca aberta”, e com toda certeza sentindo-nos impotentes, mediante a este quadro ameaçador e nada tímido.

Tenho observado em algumas páginas do facebook, a famosa rede social, quando eventualmente me adentro, e observo, a desqualificação de linguagem, muitas vezes chula e sem nenhum cuidado, em não ofender, em se colocar no lugar o outro, cito então, a chamada empatia, bem como apresentar algum traço de cordialidade ao diferente, a quem por ventura fuja dos padrões de cor de pele, de identidade de gênero, de biotipo e também de beleza.

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Tenho visto tudo isso, e ficado muito triste com tudo que tenho observado. O homem está distante, cada vez mais, de si mesmo, afundando-se em preconceitos e alienações enraizadas e tão evidentes em suas personalidades.

O lobo em pele de cordeiro, é uma lâmina que corta sempre dos dois lados. Pois então nos perguntamos, para onde devo correr? O que devo de fato fazer, e em quem acreditar? Devo inserir-me em uma sociedade bélica, adoecida, onde o preconceito, a individualidade exacerbada e competitiva são tão gritantes e nos causam tanto medo?

Sim, medo. Medo de nos contaminarmos com tanta maldade, que pecam por descortinar dias sombrios e sem perspectiva alguma de estarmos posteriormente em melhores condições.

Recado aos navegantes: A grande verdade é que estamos todos sós, mesmo acompanhados, onde a verdadeira face de nosso caráter, não é considerada tão importante, ou tão essencial assim.

Devo dar a minha palavra de incentivo, a quem quiser ouvir: Que nunca perca-se o chão. Que nunca abandonemos as nossas crenças intrínsecas e verdadeiras, mesmo que rememos este barco totalmente sós… É preciso mais, é preciso que façamos a diferença, em nossa vida, na vida do outro, e nesta sociedade tão ambígua e tão cheia de sonhos fracassados.

Vivamos um dia de cada vez, na esperança de dias melhores, pois ele é daqueles que esperam, é daqueles que não desistem nunca de ser quem se é de verdade, ilustrando este mundo tão cinza de novas e infinitas cores, podendo e devendo sempre lançar um novo olhar sobre o sol, e sobre as estrelas, pois viver é poder sempre continuar, prosseguindo sempre com as nossas verdades mais caras.

Vivamos então por nós e pelo planeta... Sejamos a esperança, de que um mundo melhor, depende de nós, e do que vamos fazer conosco, no meio ao caos. Sejamos prósperos.


Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade... Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa. Acompanhem-me em minha página: (https://www.facebook.com/amantesfecundosdotempo/).
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