o infinito é logo ali...

Escrever é como sonhar desperta...

Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade...
Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa.
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Porque eles se vão? Carta à minha cachorrinha…

Só quem perdeu um companheirinho de jornada, poderá avaliar a dor que estou sentindo.


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Se eu pudesse conter minhas lágrimas ao fitar o seu retrato pregado na parede do meu quarto, eu optaria por não contê-las. Minhas lágrimas fazem-me sentir um pouco mais próximas de você.

Você se foi, de maneira grotesca e cruel, sem que pudéssemos ter feito algo de melhor para amenizar a sua dor, no mês que precedeu a sua partida.

No momento em que você chegou, eu não supus que você viria para ficar, eu não poderia supor que eu te amaria tanto, e que a sua partida seria assim tão dolorida. E então eu fico pensando: será que existe uma maneira de não amar os animais?

E fico me perguntando o porquê de eles viverem tão pouco. Tão pouco para nos tornar seres humanos melhores, tão pouco para nos fazer companhia e nos ensinar as linguagens que sabem eles, falar tão bem sobre o amor e sobre a ternura.

Os animais são capazes disso, eles são capazes de fazer brotar em nós, o que em nós de melhor existe, bem aqui dentro do nosso coração.

Eles não nos pedem muito, pedem a nós apenas um pouco de atenção. Atenção que muitos de nós, com a maior alegria contida nesse mundo, nos propomos a dar-lhes.

Sim, de nós eles podem receber o carinho que fala muitas vezes a linguagem canina, e podemos nós, emprestarmos-lhes um pouco do nosso colo, para que eles deleitem-se e sintam-se com a segurança necessária que fará com que mantenham-se protegidos e abrigados.

É muito difícil a dor da perda, principalmente quando os deixemos ir, sentindo dentro de nós, a triste sensação de que por nós eles não serão mais amparados. Ficamos então, todos nos perguntando, e agora, o que será deles?

Quem cuidará tão bem de nossos animaizinhos quanto nós mesmos? E será que os amarão com a mesma intensidade com que lhes dedicamos alguns poucos anos, quando com nós convivemos na rápida passagem que os forneceu os dias, à nossa agora entristecida alma?

Para mim restará a certeza, de que em algum lugar eles estão, de que existe lá do lado de cima, um lugar que eles possam correr em um lindo campo florido, como as árvores florescidas, como as primaveras de nosso planeta.

Mas será que tem ossinhos, será que tem palitinhos para eles limparem os seus lindos dentinhos?

Será que existirá do lado de lá, alguém tão devotado quanto nós fomos capazes de ser, a esses peludinhos graciosos, que nos pediram e pedem tão pouco em todo o seu existir?

Relato aqui que perdi minha cachorrinha a três meses, e a falta que ela faz, é insubstituível. É realmente muito difícil ter que lidar com a morte de um ser que não sabe muito bem defender-se sozinho, de possuir uma inteligência limitada, mas que dentro desse limite, mostra-se infinitamente surpreendente em suas peripécias caninas.

É realmente difícil lidar com a perda. De tudo, resta-nos a doce certeza, de que o amanhã é daqueles que esperam, de que a vida não se encerra com o fim de um capítulo.

Devemos guardar em nosso coração, a convicção e a certeza de que muito em breve nos reencontraremos, e quando for chegada a hora, seremos presenteados com uma alegria sem fim, recheadas de lambidas de muita saudade.

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Essa é uma homenagem a ela e a todos que dedicam suas vidas a estes seres tão especiais quanto aos anjinhos de Deus.

Guardemos todos a certeza, de que o reencontro será inevitável, de que chegará o dia em que o nosso cruzar de olhos e de almas, será algo certeiro e inquestionável.

De que o cara lá de cima não abandona, nem o homem, nem muito menos os animais, por serem tão inocentes, e por guardarem em seus corações, a amizade que será eterna. Tudo isso, só pra não nos deixar esquecer que ele não desampara ninguém.

O reencontro será impreterível, tenhamos isso guardado dentro de nós.

E quando chegar a hora, a nossa hora de aqui abandonarmos as nossas cascas, que sejamos todos confortados com a presença ilustre de que a permanência será sempre uma constante.

Pois nós não morremos, nós apenas mudaremos de casa e de costumes, e que de tudo ficará o aprendizado do quanto aqui fomos capazes de amar, e de demonstrar ao nosso semelhante, o quanto foi bom estar com eles nessa grande viagem que é a vida.

E se a saudade do lado de lá direcionada a nós for muita, antes de partirmos, que não nos surpreendamos com a visita de um novo amiguinho para nos fazer novamente sorrir, e não nos espantemos se esse novo amiguinho, seja aquele nosso velho amigo de outrora, pois a saudade para eles com toda certeza deve ser tão apertada quanto a nossa.

Então, resta a nós a espera, e que estejamos todos prontos para o que vier, pois sabe-se que o que tiver que vir, virá, e o que tiver que ser, assim será.

Fiquemos todos no aguardo, pois eles sempre voltam, eles sempre voltarão. Somos o eterno, somos o para todo sempre, e tudo que não tem fim, será infinitamente infinito.


Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade... Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa. Acompanhem-me em minha página: (https://www.facebook.com/amantesfecundosdotempo/).
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