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Escrever é como sonhar desperta...

Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade...
Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa.
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Sobre os nossos fatais erros de português

Erros de português...Quem nunca os cometeu?
O texto a seguir fala sobre o desrespeito que muitos cometem ao outro quando estes não correspondem às expectativas, muitas vezes alheias às nossas...


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Falemos a verdade, quem nunca cometeu um erro de português, e teve como consequência, a crítica voraz de algumas pessoas? Penso que todo mal, apesar de ser um mal, acarreta como consequência um bem em si, como feliz antes arbitrariedade. Apesar é claro de naquele momento, pensarmos ser o motivo de nossa chateação, a insalubre gota d'água.

Muitas vezes somos julgados, onde alguns demonstram atitudes que nem sempre são nobres, mas que acarretam em infelizes consequências. Sim, porque quem não sabe lidar bem com a crítica, acaba por aniquilar com qualquer chance de uma reconciliação real com o seu eu interior, ou melhor dizendo com o seu ego.

Cometer erros de português é algo fatal e é cabido que eventualmente cometamos deslizes, pois estamos distantes de atingirmos sob qualquer pretexto, a perfeição, essa que é tão almejada e querida por tantos de nós.

Particularmente, digo que cometo sim, erros de português e isso ao contrário do que possa parecer, ou transparecer, torna-me mais humana. Acredito ser impossível, por mais letrada que seja uma pessoa, que esta não apresente suas dúvidas sobre uma língua tão complexa quanto a nossa.

Falo por mim, pois sempre tenho algo para corrigir, ou algo que me paire como dúvida quando o texto aparece sublinhado em tarja vermelha, ressaltando que existe algo de errado, em meu enredo.

O que eu faço e o que devemos todos vir a fazer, é poder ir em busca de alternativas plausíveis para os nossos erros, pois devemos evitar os desacertos, para que não aconteça o que aconteceu comigo em um último texto que publiquei por aqui. Algumas pessoas me chamaram a atenção e eu procurei, como consequência, ser assertiva, corrigi o que por desatenção minha, estava errado.

Mas eu cometo erros sim, afinal quem não os comete? Embora eu admita que soe como “esquisito”, pra não dizer que fica “feio”, para quem possui certo nível cultural e intelectual cometer tais erros. Falo desses errinhos bobos, ou de real significância, mas que terminam por incomodar muitas pessoas.

Somos todos dotados das mesmas capacidades, e procuro fazer de algo que não foi legal, algo que possa ser reconstruído e transmutado. Aproveito o gancho para mencionar a desqualificação da gramática que assola o nosso país. O ensino não está suprindo a demanda e isso está tornado as pessoas incultas. Isso traduz-se pela falta de uma boa escolaridade, bem como muitas vezes da falta de leitura como hábito de cabeceira, para as noites mais frias, nos invernos de nossas almas, ou quiçá também para as noites mais aquecidas. Toda leitura deve ser sempre muito bem vinda a todos nós…

Penso que não podemos e nem devemos julgar qualquer pessoa pela forma como ela escreve, e mais do que isso, não podemos desqualificar ninguém, por quaisquer motivos que possam vir a demonstrar uma inferioridade moral, como denota muitas vezes o locutor e o transgressor. Podemos observar isso em redes sociais, afinal um mundo de “gente fina, elegante e sincera”, está cada vez mais raro de se encontrar, por tudo que notamos e que está à nossa volta.

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Sim, eu e você, assim como todos, iremos cometer erros gramaticais. Em outras circunstâncias, nem sempre seremos os mais belos, nem sempre seremos os mais altos e muitas vezes teremos opções sexuais diferenciadas. Mas o que precisa ser devidamente compreendido, é que precisamos ter delicadeza no trato, de que precisamos poder olhar para a alma do outro, com os olhos transbordantes de amor.

É importante que quando caiamos, que possamos perceber para onde não queremos e nem devemos voltar, sabendo que cometeremos novos erros, porém devemos cometer erros diferentes, pois cada erro acarretará em futuras mudanças, intrínsecas em todo o nosso sentir.

Que possamos todos nós, poder errar sempre, embora devendo reconhecer que devemos sempre buscar pelo acerto, e como consequência pelas decisões mais acertadas.

Que possamos tornarmo-nos seres humanos que possam auxiliar e não somente apedrejar, ou duramente criticar. Eu não fui duramente criticada, mas confesso que não é agradável receber críticas em público.

Que possamos colocarmo-nos no lugar do outro e pensar: Será que se ele agisse desta forma comigo, eu sentir-me-ia feliz? Falta o tato, muitas vezes, falta esticarmos o braço para alcançarmos o outro, na maioria do tempo.

Estamos atravessando um momento, onde a crítica fala tão alto que muitas vezes posicionar-se lado a lado com quem é da postura do bem, torna-se algo que não é comum de se observar. A positividade deve ser aliada sempre ao bom senso, esse que medirá sempre as consequências dos nossos atos.

Que possamos todos, assumirmos comportamentos mais éticos, não desqualificando qualquer transeunte que nos surja paulatinamente por este caminhar desapressado, desta vida breve e imensa, como cantou Cazuza, no auge de seu sucesso.

Criei esse texto, pois coloco-me junto de todo aquele que esteja abaixo, ou logo acima de mim. Não pretendo desmoralizar ninguém, mas apenas salientar a importância do respeito ao outro, reconhecendo que isso está demasiadamente escasso nos tempos modernos e atuais.

Então que possamos olhar com mais cuidado e atenção para todo aquele que cruze o nosso caminho, e que jamais desmereçamos ninguém, pois mesmo que nos julguemos superiores, acreditem, todos iremos para o mesmo lugar, quando decidamos involuntariamente fechar os nossos olhos, para aqui não mais estar compartilhando viveres e vivenciações mundanas, ou quando não, sublimes.

Olhemos com carinho, por todo aquele que esteja necessitando de um ombro amigo, pois jamais saberemos se amanhã não seremos nós os necessitados de auxílio.


Thiana Furtado

Escritora por paixão, aventureira por conexão, e admiradora de tudo que nos remeta a uma possível felicidade... Insisto em acreditar na bondade que habita dentro de cada pessoa. Acompanhem-me em minha página: (https://www.facebook.com/amantesfecundosdotempo/).
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