o que não me faz feliz não pode me fazer falta

Somos muito mais importantes e preciosos que imaginamos, somos parte indissolúvel do universo

Maria Madalena

Nordestina, Graduada em Pedagogia e Pós Graduada em Políticas Pública, gosto de café quente, amo escrever, gosto de gente simples, de coisa natural. De palavras fáceis... De gestos singelos, de comidas simples... De gente simples... Gosto de montanhas, matas, mar, flores ,cactus, mandacarus, girassóis, pedras, lua cheia, chuva. Gosto de vento leve no rosto principalmente no final da tarde, gosto do cenário de cor alaranjada que o sol faz ao se pôr... Gosto da orquestra sinfônica dos pássaros ao amanhecer...Existe algo mais lindo que a simplicidade da natureza? Gosto de tudo que é simples e natural. Ah! Como eu amo.

Desordem, agressividade ou violência estrutural?

O filme "Escritores da Liberdade" (Freedom Writers, EUA, 2007), aborda sobre um contexto educacional conflituoso baseado em história real de violência e agressividade dos jovens estudantes. Há aspectos parecidos com o livro: O que faz o Brasil, brasil? De Roberto DaMatta. Entre as similaridades pode se abordar a falta de identidade, ou a identidade não conhecida e não definida.


O filme Escritores da Liberdade conta a história real de uma professora iniciante que é obrigada a enfrentar uma classe de “integração social”, adolescentes que fazem parte de diversas gangues, latinos, cambojanos e chineses, negros e brancos, todos vindos de programas de assistência a menores infratores.

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Há uma similaridade do filme com o livro: O que faz o Brasil, brasil? De Roberto DaMatta. No primeiro capítulo o autor descreve que o Brasil é parte conhecido e parte misterioso, como um grande e poderoso espírito.

Assim também se mostravam os alunos do filme, na escola eles não se manifestavam por inteiro, somente uma parte deles era conhecida, que se revelava, através de suas atitudes rebeldes, mas eles não eram apenas isso.

O mistério começa a se desvendar no registro escrito de suas historias relatadas no diário. Neste sentido, o autor do livro “O que faz o Brasil, brasil?” designa no primeiro capítulo um conjunto de valores, escolhas e ideais de vida, ou seja, uma história.

Aqueles alunos também passam a existir de fato quando começam a conhecer suas histórias de forma consciente através da metodologia da professora que auxilia para construção das identidades de seus alunos, o contrário do que DaMatta fala que o Brasil não possui uma identidade definida. O povo brasileiro não precisa de teologia complicada, nem de padres estudados, vivem das leis da amizade, atuam pelas lágrimas e pelas emoções. No filme, os adolescentes também valorizam as amizades, não precisaram de leituras difíceis e teóricos complicados para chegarem ao terceiro ano, bastou às leituras simples sugeridas pela professora.

São jovens que vivem e se vestem de acordo com seus estilos, como aborda DaMatta no livro: “viver de forma padronizada pelo dinheiro”.Segundo Roberto DaMatta, "a construção de uma identidade social, como a construção de uma sociedade, e feita de afirmativas e negativas. No filme, a construção da identidade dos jovens foi formulada a partir de fatos negativos (violência, discriminação racial e social, injustiças) e após um determinado momento, tomando formas positivas (reconhecimento de si mesmo, a não aceitação da violência).

O segundo capítulo do livro relata o mundo da casa e da rua, o primeiro como sendo de parte moral, de valores; já o segundo é tido como um lugar de luta, batalha, perigos, assim também e no filme, a casa é o local de regras e moralidades; os jovens que se rebelam ou são expulsos, ou deixam as casa e vão para a rua, local de guerras e perigos, de gangues e de mortes, de acertos de conta, etc. Para os jovens a rua e o lugar de movimento que no contexto do filme e determinado pela violência e pela sobrevivência.

Até mesmo no mundo da casa, alguns jovens estão à mercê da violência, mas ao mesmo tempo são membros de uma família e de um grupo fechado com fronteiras e limites bem definidos.

O filme traz em uma de suas cenas a atriz principal usando o restaurante para discutir os problemas de seu cotidiano. Nesta sequência fica claro, pontos que estão presente no raciocínio do autor do livro no capítulo quatro, o brasileiro carrega consigo um código da comida.

Em diversos aspectos sociais o ato de comer para o brasileiro e relacionado ao prazer, e para o americano, o ato de comer e algo mecânico “prazer para sobreviver”.

A descriminação racial que algumas cenas apresentam como o caso do aluno, que desenha a fisionomia do seu colega que possui lábios grossos e é negro criticando-o perante os demais colegas, assemelha com o capítulo três do livro.

Este capítulo aborda questões de discriminação em que negros e mulatos são vítimas, tidos como inferiores aos brancos. No filme, o diretor da escola que e branco, diz que os alunos não dão a mínima importância para a educação. A vice diretora não permite que os jovens tenham acesso aos livros da biblioteca, dar a eles exemplares inferiores e, se justifica que eles desenham nos livros e que não compreendem a linguagem com clareza.

No último capítulo do livro aborda a questão de que o homem sabendo que vai morrer cria o espaço do outro mundo como estratégia para perpetuar a vida. Percebe se que a vida pode adquirir um sentido novo, ser bem mais duradoura ou eterna, através de praticas como no caso da prática educacional apresentada na trama do filme, que abriu horizontes e deu um novo sentido na vida daqueles adolescentes.


Maria Madalena

Nordestina, Graduada em Pedagogia e Pós Graduada em Políticas Pública, gosto de café quente, amo escrever, gosto de gente simples, de coisa natural. De palavras fáceis... De gestos singelos, de comidas simples... De gente simples... Gosto de montanhas, matas, mar, flores ,cactus, mandacarus, girassóis, pedras, lua cheia, chuva. Gosto de vento leve no rosto principalmente no final da tarde, gosto do cenário de cor alaranjada que o sol faz ao se pôr... Gosto da orquestra sinfônica dos pássaros ao amanhecer...Existe algo mais lindo que a simplicidade da natureza? Gosto de tudo que é simples e natural. Ah! Como eu amo. .
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