o zumbido coletivo

O zumbido inteligente que você ouve por aí, você lê por aqui!

Alexandre Ferreira

Servidor das letras, funcionário das palavras... ama escrever, escreve porque ama, vive porque escreve... aquele que respira a poesia das coisas cotidianas e procura diagramá-las em alfabeto.

Breve ensaio sobre o escritor

Eu, Alberto Caeiro de mim... um breve ensaio literário sobre os caminhos de um escritor em busca do seu sonho.


orpheu.png Adaptação visual do famoso Quadro "Retrato de Fernando Pessoa" de Almada Negreiros.

Um dia você descobre que escreve... e esse dia é ímpar!

Foi assim comigo, quando aos meus quatorze anos escrevi meu primeiro poema... já nem lembro qual – pasmem! - mas era uma declaração de amor juvenil... disso lembro. O absurdo dos absurdos é que desde lá só involuí. Explico: receio que escrevesse bem melhor naqueles tempos. Era com a alma e eu era muito menos instruído, tinha só o pouco tempo de vida e a pureza como experiências.

Sim. Escrever é algo que independe de saber. Aliás, pelo contrário: quanto menos se sabe, mais pura é a escrita e é justamente por isso que os poemas mais lindos que você lerá sobre a vida foram escritos por um pastor, o genial Alberto Caeiro, pseudônimo do inacreditável Fernando Pessoa, que agindo como Deus, estando ele para a escrita, mal comparando, achou por bem criar um homem tosco, cuja vida era a única experiência que "Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso.", para fazer seus melhores poemas, estupendas divagações sobre a vida e as lembranças.

Assim é a escrita.

Eu escrevo porque sou o Alberto Caeiro de mim e não porque eu tenha qualquer formação que me ajude. Eu me pretendo Alberto Caeiro. Me pretendo nada além de experiências.

alberto_caeiro_copy.jpg Foto livremente extraída de pixabay.com/pt/.

Deus repousa onde há pureza, e é ponto pacífico que a maestria das coisas esteja justamente na simplicidade que detêm: são divinas porque são inacreditavelmente desprovidas de ambição, ganância... e o seu esteio é unicamente a vontade mais profunda de se fazer sentir vivo por meio delas, de produzir algo que fique para sempre, no meu caso, algo literário que se leia daqui a seiscentos anos... quem sabe um novo “Os Lusíadas”, se sonhar posso e a mim me cabe!

Eu me inspiro e me excito para escrever...

Por isso, não me pergunte a minha formação... não me pergunte o que faço da vida! Deixe para ver com os seus olhos, ao me ler. Deixe para ver, e para ter certeza por ver, que faço isso com amor e que sou pronto para o que faço: te garanto que fica mais mágico ainda por você não saber de que componente sou feito... quais as minhas aptidões – que, suponho, não sejam muitas... vá lá: escrever é um dom! Te prometo fazer com o melhor de mim, dar as minhas opiniões sinceras... esse é quem sou!

Não te esqueças, esse é o nosso acordo!

Se te basta saber, sou carioca, tenho trinta e tantos anos, quase quarenta... e só não digo quantos ao certo porque odeio características, mas são todos bem vividos, muito bem vividos... que me bastam e que me fazem um homem repleto de andanças e experiências, inclusive na vida cultural.

heart-1078771_1280.jpg Foto livremente extraída de pixabay.com/pt/.

E o mais importante: amei. Amo! Falo sobre mulheres. Falo sobre a mulher. Sim, eu tenho ela! Essa mulher, que me inspira... a tal musa!

No campo profissional, sou Servidor Público Federal e sempre coloco em maiúsculas, porque vivo disso e faço com a melhor das intenções: honro o cargo que conquistei por meio de concurso público. Não diria que faço porque gosto, mas gosto imensamente de fazer bem feito!

Vivo do meu trabalho, mas respiro para amar e para escrever.

É disso que sou feito... duvido que encontre melhor por aí!


Alexandre Ferreira

Servidor das letras, funcionário das palavras... ama escrever, escreve porque ama, vive porque escreve... aquele que respira a poesia das coisas cotidianas e procura diagramá-las em alfabeto..
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