o zumbido coletivo

O zumbido inteligente que você ouve por aí, você lê por aqui!

Alexandre Ferreira

Servidor das letras, funcionário das palavras... ama escrever, escreve porque ama, vive porque escreve... aquele que respira a poesia das coisas cotidianas e procura diagramá-las em alfabeto.

O Pingo.

Um simples pingo de suor que caia da sua bochecha numa poça de esquina pode ser a poesia já pronta, quando o poeta é atento e a rua se chama poesia.


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O pingo caiu na água: paaahhhh!

O pingo, pingou num canto...

Choveu num microcosmo...

Choveu num micromar...

O pingo paaaahhhh!

 

Pingou de lá pra cá...

O pingo do pingar...

Micropingo pingado,

Mas molhou, está molhado,

pingo paaaahhhh!

 

O pingo fez multiondas sequenciais...

Eu vi uma cortiça surfar

E vi uma borboleta caolha

borboletando na rolha,

que perdeu força, paaahhhh!

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O pingo som elíptico-onomatopaico,

pingo louco que se ergueu doutro pingo

que tornou a pingar pequenino...

Novas ondas mosaico-elípticas,

Som de nada no ar...

 

O pingo tonto de que altura está?

Era um único pingo reflexivo

que do meu rosto se fez pingar...

Chuva da minha inaquiescência

quando parei pra atravessar.

 

O pingo paaahhhh!

Chovi na rua da poesia:

Foi ela que me fez vaporizar,

fusão incompetente do meu ego-poeta,

poesia moderna pingar...

 

©Alexandre T. Ferreira

 


Alexandre Ferreira

Servidor das letras, funcionário das palavras... ama escrever, escreve porque ama, vive porque escreve... aquele que respira a poesia das coisas cotidianas e procura diagramá-las em alfabeto..
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