observações sobre o belo e o sublime

Sob um ponto de vista fortemente influenciado pelos olhos de quem viu...

Farah Serra

Uma jovem mulher que está deixando de ser quem era e se transformando em quem é... Se é fácil? Não. O que vem adiante? Não sei. Mas alguma coisa está acontecendo.

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Farah Serra

Olá!

Sou brasileira, tenho trinta e poucos anos e vivo na Itália.

Nesses meus trinta e poucos anos já fiz muitas daquelas coisas que todos dizem que devemos fazer: seguir nossos sonhos, abraçar nossos amores, mudar a nossa vida, mudar de emprego, comprar a passagem só de ida, plantar uma árvore, escrever um livro, fazer um filho... Ainda não fiz um filho, mas, junto com as demais coisas, já escrevi um livro e comprei a passagem só ida. Porém, como dizem por aí “nenhuma história se torna memorável se houver nela apenas felicidade”.

Depois da euforia de ter comprado o bilhete só ida veio o vendaval. Neste período, vivi muito intensamente uma batalha pessoal – já que fui educada para, além de ser feliz, ser alguém na vida. Contudo, nesse duelo particular passei a me conhecer, ajustei as minhas expectativas e cresci para concluir a etapa mais difícil desse processo: voltar ao chão, limpar a poeira e tentar de novo.

E eccomi qua! Cá estou eu, cada vez mais ciente que a qualidade da minha existência depende de um equilíbrio fundamental da minha relação com o mundo – com o meu mundo; e cada vez mais realizada com a minha nova paixão: escrever.

Buscando meus caminhos, descobri que escrever é o meu lugar de descobertas, mergulhos, é onde me inspiro e onde eu faço. O que eu tenho como recursos?! Tenho minhas fantasias e a vontade de fazer. Sou sonhadora, viajante, fascinada pelos escritores, pelos músicos, pelos artistas, pelos estudiosos, pelos pesquisadores, pelos empreendedores, pelos humanos... por todos aqueles que vivem com paixão e que conseguem me transmitir os seus entusiasmos. Leio os seus livros, escuto as suas histórias, as suas músicas, aprecio as suas artes, as suas descobertas, as suas invenções, suas genialidades e não por menos as suas coragens - são elas que me emocionam, me ajudam a olhar, e me incitam a procurar. Ou melhor, são elas que me ajudam a acreditar, a não parar, a viver.

O filósofo alemão, Immanuel Kant, definiu dois sentimentos principais na forma como experimentamos a arte e a vida. O belo é aquilo que nos causa um prazer despreocupado, como a visão de uma flor ou de uma criança. E o sublime é o que provoca um encantamento misturado com temor: como a visão de uma tempestade.

Aqui - neste ‘meu espaço’ - observaremos tudo isso, sob um ponto de vista fortemente influenciado pelos olhos de quem viu, mais do que propriamente sobre o que foi visto. Buscarei te demonstrar o meu olhar mais atento. Procurarei captar os fatos cotidianos transformando-os em interessantes retratos da nossa atual época de transformação, marcada pela modernização, pela globalização e pela busca de uma identidade mais consciente e autossustentável.

E farei isso porque aspiro que, você e eu, saibamos redescobrir a humanidade que há em nós. Que reencontremos aquele lugar que existe entre o coração e a alma, aquele lugar em que descobrimos, mergulhamos e o levamos aonde formos.

Espero que você goste! E desde já agradeço pela sua atenção.

Farah Serra

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