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e deixou aí para quem quiser ler

Eduardo Lima Cabral

Eduardo tentou mas não conseguiu produzir uma biografia que não fosse clichê. Tentando fugir dos rótulos que acabavam por se apropriar de cada nova teclada para se apresentar, a ausência de uma biografia sincera e que - na teoria, descreveria quem ele realmente é, acabou por se tornar sua provisória solução.

TRAGA SEU AMOR PRÓPRIO SEM PRECISAR DE NINGUÉM

Esse negócio de que para esquecer um amor é necessário um novo amor, é como trocar de bebida alcoólica para deixar de ser alcoólatra; você precisa só de você, não é motivação, é determinação em enfrentar aquilo que se esconde atrás do medo de estar só: a felicidade de ser seu eu


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Hoje em dia as relações são superficiais e incoerentes, pessoas demonstram ser aquilo que não são apenas por objetivos imediatistas e subliminares.

O grande problema é que depois de um porre de bate cabeças e idas e vindas, chega uma hora que a ressaca dessa estranha metodologia vem e derruba.

É nessa hora que, quase que instintivamente, corremos para iniciar um novo ciclo - de novo, atrás de um novo amor, lance, flerte, paquera, um bonsai esquecido atrás da porta ou uma transa qualquer para sanar o erro do outro(a).

Dali iniciamos tudo de novo, sem nunca aprender que o essencial dessa loucura toda que é a vida, é enfrentar as etapas, e não se esquivar delas com pseudosoluções que anestesiam o momento ou a lembrança.

Socialmente, a pior coisa que dizem existir, é a solidão, dizem que o ser humano não nasceu para ficar sozinho e etc, mas é na solidão que nos consolidamos mais, que lidamos com aquilo que esquecemos quando estamos com o outro, esquecemos que antes do outro, tem o eu, o próprio.

Amor que vai para o outro sem antes saber ser bem feitinho pelo próprio, nunca é amor.

É como fazer pães sem saber fazer pães. É como curar dor com mais dor: não faz sentido. Deixar a coisa cicatrizar, tirar o pé do acelerador e esquecer um pouco sobre aquilo que o mundo espera de você (e ninguém nem está olhando para você) é a melhor coisa que se tem.

Quando as coisas dão errado, a melhor coisa que se faz é olhar pra dentro, até porque, culpar os outros é muito mais fácil, mas quando se está sozinho, não temos quem culpar e, cá entre nós, quando apontamos o erro em alguém, dos 5 dedos, apenas 1 aponta para o outro, mas 4 estão virados para nós.

O amor próprio só vem à tona quando realmente ficamos calmos, quando ouvimos nosso silêncio e respiramos fundo sabendo que tudo, como todo qualquer grande acontecimento, é sempre - felizmente ou não - passageiro.


Eduardo Lima Cabral

Eduardo tentou mas não conseguiu produzir uma biografia que não fosse clichê. Tentando fugir dos rótulos que acabavam por se apropriar de cada nova teclada para se apresentar, a ausência de uma biografia sincera e que - na teoria, descreveria quem ele realmente é, acabou por se tornar sua provisória solução..
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