olhar além

Para informar, reformar e transformar é preciso olhar além.

Val Romanha

Uma imensa vontade de explodir em palavras para expressar meu olhar sobre fatos, emoções e relações cotidianas a fim de transformar o mundo, o meu mundo, o inconsciente e o que transcende minha derme.

TEMPO DE PROFECIAS

"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."


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Ataques terroristas, desastres ambientais, crise econômica mundial, escassez de recursos naturais, choques ideológicos, guerras religiosas, milhares de pessoas obrigadas a abandonar suas culturas e moradias buscando salvar suas vidas. Este é o cenário visto diariamente nos noticiários internacionais, em que o mundo parece estar sofrendo algum efeito colateral de alguma ação inadvertida que parece ter extrapolado o que até então era trivial. Objetividade que apenas as condições normais e os eventos corriqueiros parecem não ser capazes de fornecer.

Nesse contexto de acontecimentos atípicos e vulnerabilidade latente, o homem que, desde a antiguidade apegava-se a previsibilidade paranormal feita por oráculos e profetas para auxiliar na tomada de decisões, intensifica sua busca pelo extraordinário tentando encontrar respostas que diminuam sua insegurança e aumentem sua sensação de domínio do futuro.

Numa busca simples na internet, a palavra "profecia" aparece em mais de dois milhões de ocorrências. A palavra "apocalipse", título do livro da bíblia cristã que relata as profecias dos fins dos tempos, aparece nada mais nada menos do que 11 milhões de vezes. Percebemos através desses números exponenciais que a busca por dominar o futuro, tão bem ilustrada nos filmes épicos, é cada vez mais habitual.

Profecias são relatos, religiosos ou não, no qual se afirmam prever acontecimentos do futuro. Do ponto de vista religioso, acredita-se que elas sejam o desejo de Deus em relatar fatos futuros aos homens. Para os céticos, as profecias são coincidências explicadas por suas informações imprecisas combinadas a invenção baseada em eventos passados.

Sem nenhuma pretensão religiosa nem com provocação cética, questiono: estaremos vivendo ou não o cumprimento das profecias sobre o fim dos tempos?

Diante da dúvida, atento para o fato. O preanunciado não é ocorrido e diante disso somos detentores de imenso poder: a escolha. Cada um de nós tem o poder de decidir. Precisamos diante dele, decidir o que queremos. Queremos que se cumpra ou não?

O fato é que podemos escolher! Ao invés de nos deixar envolver pela atmosfera de ódio e desunião, podemos semear o bem, nas pequenas atitudes do cotidiano, no pensamento e nas pequenas ações. Ao invés de olhar apenas o limite dos nossos muros, podemos olhar o horizonte infinito de nossas estradas que liga as nações em um único povo: a humanidade.

O nosso livre arbítrio permite escolhermos! Ajudar aos que estejam em maior necessidade, ao invés de querer levar vantagem da tragédia. Reforçar valores como ética, honestidade e solidariedade ao invés de comercializar a esperança alheia. Compadecer-nos dos atingidos pelas catástrofes e querer o bem de todos ao invés de incentivar conflitos para mérito de alguns. Disseminar a beleza da empatia e do respeito ao invés da ferocidade animalesca e da frieza bélica.

Nosso poder de decidir permite que diante da profecia da guerra escolhamos a construção da paz.


Val Romanha

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