olhos no mundo

Olhares que se abrem em palavras.

Rita Palma Nascimento

Olha para o Mundo com os teus olhos e não com os olhos do mundo.

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    Sem rei nem lei

    O ódio sempre teve pressa e nunca soube respeitar lugares, tempos e espaços (à semelhança de alguns). Num atropelo voraz, avança sobre quem se lhe não agrada, diferencia, ou confronta, na ânsia de se lhe derrubar os pilares.
    Num espaço sem rei nem lei [ as redes sociais ], onde a promoção da intolerância é gratuita e onde a supremacia às massas (não pensantes) pertence, o discurso incendiário a nada mais serve se não ao proveito político dos seus defensores, tanto em democracias liberais, como nos regimes autoritários.
    Frequentemente confundida com liberdade de expressão, a maledicência padronizada e assente na desinformação e desrespeito pelos direitos e valores fundamentais, exacerba posições de resistência e/ou intolerância face ao "outro", sem que sobre espaço à reflexão sobre quem, afinal de contas, o é.

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    Um alfaiate não cose vidas

    Não obstante, no regresso, eu não coube na vida. Nem ela em mim. Sobrava o vazio. As pontas caídas das bainhas por fazer. Os punhos desgastados sem a possibilidade de um avesso. Espaços abertos sem botões e botões incapazes de fechar os espaços. Essa era a lacuna entre o que sou e o que era.

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    Chegados a este ponto, extraditemo-nos

    Chegados a este ponto, talvez importe questionar e/ou reflectir sobre que sociedade e cidadania queremos ter e sobre aquela que efectivamente se nos apresenta (e que integramos).
    Ouso dizer que, quando só se vê bem ao perto, se perdem as perspectivas e a capacidade de ampliar o campo de visão. Não se sai da ilha para que a ilha se veja, como diria Saramago. Ao invés, segue-se a direito, contra tudo e todos, incluindo o próprio, sem que seja sua a verdadeira noção de assim o ser, de assim proceder.

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    Nós os outros e a empatia

    Colocar-se no lugar do outro não é tão fácil quanto possa parecer, embora nos seja muitas vezes imposto. Ao longo das História, a humanidade sempre apresentou dificuldade em lidar com as diferenças, criando, nas sociedades onde se insere, lugares cativos que apenas se crê serem destinados a outros (desde logo às minorias). Desta forma, tanto a alteridade como a empatia, por serem habilidades complexas com necessidade de desenvolvimento e trabalho ao longo da vida, dão lugar à facilidade e à necessidade recorrente de classificar cada um dos demais nesse seu lugar.

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    Há mundo para além do mundo

    Agasalhados pela ditadura da vida frenética, enquanto o tempo nos engolia pouco a pouco, fomos acreditando que nada podia parar. Nem nós. A vida comia-se rapidamente, sem pensar muito nela.
    Submissos ao despotismo do tempo, fomo-nos empurrando para o fim de semana, à vida para o mês seguinte, ao coração e à alma para outro século

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    O Suporte Espiritual na Superação da Crise

    Presentemente, desprotegidos, diante de uma ameaça invisível capaz de nos levar a nós e aos nossos, sem que exista um critério de escolha, fica o sabor amargo da impotência, perante o choque frontal com a constatação do quão verdadeiramente finitos e pequenos somos.

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    Sobre liberdade e responsabilidade, mad também sobre quarentena, arte e reinvent

    Em período de quarentena, sejamos criadores e não destruidores, porque necessitaremos dessa nossa capacidade de reinvenção quando tudo isto findar. Aproveitemos o tempo para pensar, para ler, para descansar, para criar (seja qual for a nossa arte ou dom), para transformar positivamente os tempos difíceis que se atravessam, porque o mundo estagna, a normalidade tarda em retornar, mas as pausas da vida apenas nos ensinam a encará-las como oportunidades de preparação para um futuro incerto.

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    A importância de saber dizer e saber ouvir um "não"

    Ser sábio é saber aceitar o que não pode ser alterado, saber esperar o tempo certo de e para cada situação, saber usar a disciplina como veículo de melhoria em tudo o quanto tem margem para ser melhorado, retirar das lições os ensinamentos mais certos e aplicá-los construtivamente no futuro. É prestar atenção aos detalhes, ser respeitador e ter consciência de que um "não" ouvido ou dito no momento exacto, poderá ser a chave que futuramente abrirá a porta que realmente se quer.

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    Pequenos Grandes Luxos

    Temos vindo, enquanto sociedade evoluída, a perseguir aquilo que brilha, o que, por vezes, ofusca, a desejar a beleza e o que, por beleza, nos parece belo. Preferimos trocar o que os nossos corações desejam, pelos deslumbres que nos encantam os olhos. Preferimos a aparência ao conteúdo.
    Na verdade, creio eu, a única luxúria que nos realiza é os outros nos tenham, e nós os possamos ter também, sem posse, mas numa outra dimensão à qual chamamos alma e coração.

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    Sobre o amor

    Já quase ninguém quer amar. Quer-se apenas estar, conhecer melhor alguém ou conhecer alguém melhor; quer-se explorar algo que nos desperta interesse ou quer-se somente companhia...
    Quer-se, mas não se quer... Porque amar se tornou um exercício demasiado complexo e rebuscado, exigente e sujeito a regras utópicas, regulamentado por um código de ética e etiqueta social que nem sempre se encontra ao nosso alcance.
    Porque o amor não está no que se mostra ou possui, no estatuto social, num acto de conveniência ou na necessidade momentânea. O amor está no que se sente e se faz sentir.

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    A Fuga da Intimidade Lenta

    . A vida já não surpreende... Queixamo-nos, mas somos nós quem não quer ser surpreendido. Queremos, apenas, em número e velocidade, as coisas a passar e a acontecer "ao longe".

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    Saber Perder

    Durante a vida, são muito mais as vezes em que perdemos do que aquelas em que ganhamos, sendo que o primeiro passo para manutenção do equilíbrio, deverá passar pela aceitação da realidade dos factos.
    Porque qualquer que seja o nosso insucesso, a lição passará sempre por aprender com ele, utilizando o acontecimento como oportunidade de melhoria e evolução, em prol do crescimento pessoal. Nunca a falha deverá ser sinónimo de derrota, mas sim de transformação.

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    A Falsa Felicidade e as Redes Sociais

    O “estar bem” deixou de ser um caminho pessoal para se tornar uma imposição social.As fragilidades do ser humano deixaram de ter lugar, assim como a consciência de que somos falíveis, que erramos, que choramos, que sofremos, que passamos por dificuldades num ou outro momento, que a tristeza é tão válida quanto a alegria, que não acordamos nem adormecemos perfeitos, tão pouco 100% realizados e sem quaisquer problemas na vida.
    E é esta "falsa felicidade" que tantas vezes cria, em quem assiste, um sentimento de inadaptação ao meio.

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    Relações Humanas

    Vivemos hoje num mundo veloz, absorbidos por rotinas alucinantes e sem tempo para o tempo que nos é necessário (e pedido) . À mercê de um mar de informação instantânea e entregues à facilidade das oportunidades multiplas, assim como das ofertas diversificadas, giramos cada vez mais em torno do "eu", prosseguindo na utópica e inflexível procura daquilo que apenas possa funcionar à nossa maneira, satisfazendo-nos.

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    Regressaremos sempre ao lugar onde verdadeiramente nos somos

    Ser, honesta e integralmente quem somos, para nós e para os demais, jamais deverá ser sinónimo de culpa ou sentimento de inferioridade, mesmo que não nos tenham sabido sentir, viver, amar, acarinhar, respeitar e cuidar. Dar, é um dos pilares cujas fundações, bem profundas, garantem a sustentabilidade das relações pessoais e emocionais, sendo fundamental para a harmonia e equilíbrio, tanto da individualidade, como do casal.
    Contudo, é também neste ponto da doação que assenta a perigosidade de podermos deixar de nos ser, aos poucos, em relações que não entendemos, no seu início, serem unilaterais. Chamemos-lhe relações egoístas, na medida em que uma parte apenas dá e a outra se limita a receber.