os caminhos do pertenc-(s)er-se

Para se fazer caminhos é essencial sentir-se, buscar-se e pertenc-(S)er-se.

Veruska Queiroz

Psicanalista, escritora, consultora de estilo e de moda, consultora de decoração, lifestyle coach, uma apaixonada por pessoas, pela arte do viver, por cultura em todos os seus segmentos e por todas as expressões de artes. Sou muitas de mim e uma aprendiz de infinitos...

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    Nas viradas da vida

    A vida vira, desvira, revira e vira novamente. Nas viradas da vida, a vida vira o que cada um carrega por dentro. Então, vire.

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    Sempre em construção...

    Somos seres em construção... Não estamos estagnados, parados, encarcerados em nós mesmos, prontos... A vida sempre está em construção... Um texto, um poema, uma poesia e até mesmo um livro estão sempre em construção, pois quem os lê, pode dar novos significados a eles... Reticências é essa vida em construção... Reticências é chance, é possibilidade, é renovação, é esperança... Reticências é a continuação da vida...

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    Xeque Mate

    Um ser humano pode ser – seja lá por quais motivos forem – seu próprio melhor amigo ou pior inimigo, pois é dentro de cada um que são – ou deveriam ser - travadas todas as lutas, todas as batalhas e o que um homem precisa vencer é a si mesmo em primeiro lugar. Se não há inimigos interiores, não há também nenhum inimigo exterior que possa vencer um ser humano que pertence-se a si mesmo.

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    Carpe Diem

    Carpe Diem é uma expressão em latim que significa "Colha o dia", "Aproveite o momento". Muitos estudiosos dizem que ela tenha surgido provavelmente de uma frase de Horácio, um filósofo e poeta romano: "Carpe diem quam minimum credula postero", que significa: "Aproveita o dia, confia o mínimo no amanhã"

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    Precisamos ser inteiros sozinhos

    Precisamos sempre nos lembrar que ninguém conseguirá ser algo para si mesmo – pois tudo começa primeiro dentro de cada um – e muito menos conviver de forma saudável com o outro, ou conseguir algo em relação à profissão ou em qualquer âmbito da vida que se conseguir imaginar, se não conseguir primeiro ser inteiro consigo mesmo, a sós consigo, sozinho e sem precisar de outro alguém ou algo que venha com a "missão de completar". Ninguém pode completar ninguém. Cada pessoa tem de buscar, por si só, completar-se. Quem não consegue ser inteiro para si mesmo e consigo mesmo, nunca será inteiro em nada que venha de fora, nunca será inteiro com o outro, nunca será inteiro na vida.

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    O que há de errado com a felicidade?

    Este texto propõe resgatar a felicidade genuína, como se podia dizer e se dizia há alguns anos. Não se trata da felicidade produzida em laboratórios, nem da utópica ideia de ser feliz o tempo todo, nem da felicidade forjada por uma esmagadora maioria nas redes sociais e muito menos da negação ao direito à tristeza. Mas, assim como esse direito à tristeza vem levantando bandeiras vorazes, as pessoas devem poder também ter o mesmo direito à felicidade genuína. O que há de errado com a felicidade?

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    Mude sempre. Até a ultima gota. Não mata

    Mudanças podem ser extremamente positivas quando elas estão na direção de descobrirmos e colocarmos para dançar novas formas de ser e de estar no mundo. Mudanças são o oposto do estagnado, da poeira varrida para debaixo do tapete. Mudanças são o avesso do vazio. Mudança é coragem, novas perspectivas, reinvenções de nós mesmos e de nossas vidas, recriações de novas posturas, de novas visões da vida e de novos pensamentos e sentimentos, novos rearranjos da música da vida. Mudança é vida.

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    No amor, a cada um, segundo o que se merece

    Aceitamos no amor exatamente o que julgamos merecer, pois aceitamos um amor exatamente como aquele que temos por nós mesmos ou o amor que temos dentro de nós.
    "A gente aceita o amor que acha que merece" (Stephen Chbosky, in; As vantagens de ser invisível).
    Essa resposta é dada por Bill em um diálogo com Charlie. Charlie é o personagem principal do livro e Bill é um dos seus professores.

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    Ir Além

    Em um mundo individualizado, pouco humanizado, explicado por uma certa lógica e nada aberto ao que não é concreto, a razão abolindo a emoção faz todos acreditarem que os feitos da vida, os projetos, as conquistas e as realizações em todos os âmbitos só são conseguidos por essa razão e pela lógica absoluta dos fatos. Não há lugar para a emoção e para os sentimentos. Segundo esse discurso de modo de vida, a emoção enfraquece. A razão constrói e realiza. Mas a vida não tem lógica e a razão não a explica. A vida é feita de surpresas e imprevistos. O diferencial é a emoção. Sem a emoção a vida não acontece.

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    A Estética da Existência

    A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. Neste contexto, podemos compreender a ética como um amplo aspecto à serviço das condutas do nosso dia a dia, da postura de vida que cada um adota que irá definir , de certa forma, o lugar que cada pessoa ocupa no espaço social e como de fato é sua dinâmica pessoal, sua essência envolta pelos comportamentos que compõe a formação de seu caráter.

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    É preciso dizer "NÃO"

    O "Não" é tão natural quanto o sim ou quanto o talvez e mais uma infinidades de palavras que usamos para expressar mais concretamente nossas vontades. Mas, na prática, o "não" é sentido como quase como uma ofensa, como se o outro não tivesse o direito de dizê-lo. E porque não? Claro que sempre se faz necessário levar em conta a educação no tange à polidez e à maneira de dizer, mas a educação deveria ser regra básica de civilidade em tudo na vida. O "não" é apenas um direito do outro de não querer algo. Por delicadeza, acompanhado de "muito obrigado(a)", deve sempre participar da vida de todos, pois é – ou deveria ser – algo natural da vida de todos.

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    Uma escolha

    "No momento exato em que a cabeça de sua irmã irrompeu na superfície - graças a Deus! - Briony pela primeira vez se deu conta, de modo ainda tímido, de que para ela agora não poderia mais haver castelos nem princesas como nas histórias de fada, e sim estranheza do aqui e agora, o que se passava entre as pessoas, as pessoas comuns que ela conhecia, e o poder que uma tinha sobre a outra, e como era difícil entender tudo errado, completamente errado."(Ian McEwan, in: Atonement - mais apropriadamente "Redenção" do que "Reparação" que foi o nome comercialmente traduzido)

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    O sufocante e chatíssimo "politicamente correto"

    O discurso e o modo de atuação do "politicamente correto" é o discurso mais aprisionante que já conheci ou tive notícias. O "politicamente correto" é o que há de mais engessado na vivência humana, um retrocesso na liberdade do ser humano – naturalmente, liberdade esta acompanhada de respeito a si mesmo, ao outro e a tudo o que permeia e é inerente à condição humana. O "politicamente correto" nos aprisiona e nos torna a todos coisas. Coisas que tem de ser colocadas em caixas devidamente separadas por "categorias" e etiquetadas. Uma hora alguém arrebenta a caixa por falta de ar. Não se vive sem ar...

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    A Magia da Palavra

    "E Marcelo continuou pensando: 'Pois é, está tudo errado! Bola é bola porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é mulher do bolo? E bule? E belo? E bala? Eu acho que as coisas deviam ter nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também agora eu só vou falar assim(...)' O pai de Marcelo resolveu conversar com ele: -Marcelo, todas as coisas tem um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome porque, senão, ninguém se entende... –Não acho papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?" (Ruth Rocha, in: Marcelo, Marmelo, Martelo, 1978)

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    Asas e abismos

    Começo lembrando Nietzsche em sua belíssima obra "Assim Falou Zaratustra": "É preciso ter asas quando se ama o abismo." O abismo é a nossa profundidade, é a nossa imensidão, é o desconhecido, é o caos primitivo antes da luz...