José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida. Escrevi Sob o signo da Fênix pela Canal 6 editora; A tragédia da política em Ricardo III pela Beco do Azougue editora e eventos; A tragédia da política em Ricardo II pelo Beco do Azougue editora e eventos; Sob o signo das Valquírias pela editora MouraSA.

Muito obrigado

Como disse o famoso escritor francês Victor Hugo: "as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade". No mundo de hoje, em tempos de ofensas sendo destiladas nas redes sociais, a comunicação gentil e respeitosa é fundamental. O muito obrigado é mais do que necessário.


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Palavras são cheias de significados, signos, símbolos, valores.

Elas emitem sons. Algumas palavras têm cores e sabores. Várias palavras são carregadas de lembranças. Palavras conectam pessoas.

Palavras abençoam e amaldiçoam.

Palavras alegram e entristecem.

Palavras provocam risos e lágrimas.

Palavras acalentam a alma.

Palavras confortam e esquentam o coração.

Palavras enriquecem e trazem sentido à vida. Mas as palavras também podem seduzir. São como o canto da Sereia que pode nos levar a perdição.

Duas palavras, em especial, chamam atenção: muito obrigado.

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O significado do "muito obrigado" é extraordinário. Não significa só um agradecimento. Não é somente uma cortesia. Ou uma atitude polida, de urbanidade e civilidade. É uma reverência. É um gesto nobre que você se sentirá obrigado eternamente a essa pessoa. É uma espécie de servir na vida.

Há dois tipos de pessoas com disposição para servir aos outros: os serviçais, que servem por profissão, e os humanistas, por convicção.

E quem serve por profissão e por convicção pode ser chamado de líder, independente de estar ou não ocupando uma posição de comando. Acontece que quem age assim está liderando uma mudança, a começar pela postura de quem está sendo servido, e a seguir, pelo mundo, que está ficando melhor por sua causa.

Felizmente, existem inúmeras pessoas que servem por convicção.

A todo instante, temos a chance de servir a alguém, facilitando sua vida e engrandecendo a nossa. Quem não cultiva o hábito não o faz por um entre três motivos: desatenção, desinteresse ou prepotência. De acordo com Eugênio Mussak:

Os desatentos são os que conservam seus olhos em seus próprios umbigos. Não o fazem por mal, apenas não estão atentos ao seu entorno. É aquela pessoa no ônibus sentada na sua frente que reclinou a poltrona e ao sair, esqueceu de colocar no lugar, dificultando a sua saída.

Os desinteressados talvez se deem conta, mas não têm o menor interesse em colaborar, a não ser que vejam alguma vantagem nisso. Trata-se de uma atitude egoísta. Por trás desse comportamento está a famosa sentença "o que eu ganho com isso?"

E, por fim, há ainda os prepotentes, aqueles que têm a convicção de que são superiores aos demais e que nunca precisarão de ninguém. São pessoas que acreditam que nasceram para serem servidas e não para servir.

O ato de servir não tem relação com profissão, função, classe social, sexo ou idade. Tem a ver com disposição, qualidade moral, elevação espiritual. Não há nada de subserviência em servir.

Servir engrandece.

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José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida. Escrevi Sob o signo da Fênix pela Canal 6 editora; A tragédia da política em Ricardo III pela Beco do Azougue editora e eventos; A tragédia da política em Ricardo II pelo Beco do Azougue editora e eventos; Sob o signo das Valquírias pela editora MouraSA. .
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