José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida

Doce manhã de novembro

Doce novembro...Que doce manhã de novembro! Uma experiência incrível! Uma vida de ilusões, sonhos, aprendizados e conquistas.


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O vento bate frio. Sinto no rosto. A pele gelada.

Enquanto corro, contemplo a beleza da montanha. Era belíssima. Longe de tudo, com o vale profundo à minha frente. Ao meu redor, os pássaros piam. Dizem que o poeta encontra um maravilhoso desespero ao descobrir que tudo existe nele. Há contradições inevitáveis e belas. Somos fortes e fracos, humanos e divinos no nosso potencial. Mas temos forças destrutivas dentro de nós. Essas tiram a nossa paz e nosso sono.

A alvorada chega cedo. O sol é meu único amigo e companheiro. Brilha e me aquece de leve, seus raios estimulam para que eu aumente o pace.

Sons distantes. Pássaros cantam e pássaros de longa cantoria. O ar da manhã entra em meus pulmões. O ar entra e o ar saí. O ar das plantas, o verde ao redor, flores no campo.

Sobre as minhas pernas, sinto o peso da corrida. Tenho que continuar. Uma cigarra tardia e dedicada emite seu último ruído. Parece que entro num estágio de atenção plena (mindfulness).

Fecho os olhos por alguns instantes. Agora sou parte da sinfonia. “O mundo não era um desafio a ser vencido. Era uma grande vida, da qual fazia parte. A paz não era uma fuga. Era um encontro sereno com a realidade percebida ao continuar correndo e observando – atento – a natureza ao meu redor”.

Ao chegar em casa, um banho quente renova as energias. Visto meu roupão azul marinho.

Enquanto isso, a chaleira assobia no preparo do café. Contemplo as rosas na minha sala. As cores delas brilham. Lá estão as rosas de carinho, de carícia, de abraço, rosa de leveza e acolhimento.

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Uma lágrima escorre impetuosamente.

Que doce manhã de novembro!


José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida.
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